Foto-ouvinte 2: Escritório do Sr. Sujeira

Depósito irregular

O escritório completo foi despejado próximo do córrego da rua Francisco Polilo Neto, na Vila Rosário, em São Miguel Paulista, zona leste de São Paulo. Não é a primeira vez que o ouvinte-internauta Marcos Paulo Dias encontra o local e as ruas ao redor nessas condições. O cenário já foi destaque há algum tempo aqui mesmo no blog. A prefeitura recolhe o material toda semana, mas não tem jeito.

Fomos ao Procon reclamar do Procon

Demora muito para a gente ser atendido quando vai registrar uma reclamação. Eles não aceitam queixa por telefone, tem de ir em um posto. A internet só serve para tirar dúvidas.

Essas são algumas das reclamações que ouvimos no CBN São Paulo contra o Procon de consumidores que procuram o órgão para se queixar de empresas e serviços que desrespeitam o cidadão. E foi com estas broncas em mãos que conversamos, hoje, com o diretor executivo da Fudanção Procon de São Paulo, Roberto Pfeifer.

Nessa entrevista você vai saber porque está difícil de ligar para o 151, telefone de atendimento do Procon, e o que a Fundação pretende fazer para melhorar o serviço ao consumidor:

O Estado precisa de um banco ?

A Assembléia Legilstiva de São Paulo deve aprovar a venda da Nossa Caixa para o Banco do Brasil por R$ 5,386 bilhões, ainda nesta semana. A maioria dos deputados apóia a decisão do governador José Serra e a oposição não tem força suficiente para derrubar a proposta.

O CBN São Paulo de hoje convidou três economistas para saber se o estado precisa ou não ter um banco visando seu desenvolvimento. Ouça a entrevista dos nossos convidados e deixe sua opinião.

Plínio de Arruda Sampaio: precisa


Keyler Carvalho Rocha: não precisa


Paulo Brasil: banco, não; agência, sim

Dia do Fica: Público ovaciona maestro da Osesp

O recado e a imagem foram encaminhados pelo ouvinte-internauta Maurício Poletti:

“Estou escrevendo para falar da Osesp, a nossa Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo e a forma como estão fazendo a sucessão nessa orquestra, desde que o atual regente, o maestro Neschling, pediu para deixar sua direção por, segundo ele, pressão política. O público da orquestra não aceitou isso e no último sábado demonstrou sua opinião após o concerto com um grande coro de Fica!

O público mostrou que não aceita que questões políticas influenciem uma direção que tem como foco principal o crescimento da musica clássica em nosso país através da qualidade. A orquestra é nossa, não deles”

O famoso P.J. Clarke´s novaiorquino chega a SP

A Ailin Aleixo conta no “Época SP na CBN” como foi o primeiro fim de semana do bar que ganhou fama em Nova york:

“Você ficaria cinco horas na fila de um restaurante? Pois esse foi o tempo de espera para os clientes que visitaram o P.J. Clarke”s no primeiro sábado após a inauguração. O mais incrível é que alguns toparam. ”Muitos, eu encaminhei para a lanchonete vizinha. Mas outros disseram ”tudo bem, eu espero””, espanta-se a proprietária Maria Rita Pikielny Marracini. Assim que Maria Rita retirou os tapumes negros que escondiam a loja já havia gente de pé na calçada. Daquele momento até o fim do domingo, 3000 pessoas encararam o furdunço. No sábado à noite, já não havia hambúrgueres e pastéis para servir. Explicações para o fenômeno? É possível arriscar algumas. Brasileiro adora um estrangeirismo, todo mundo sabe, e essa é a primeira unidade do restaurante fora dos Estados Unidos – os paulistanos certamente estão orgulhosos do feito. Mas não é só. Famoso também na cidade natal, Nova York, o P.J. Clarke”s contabiliza 124 anos de história. Na viagem para o Brasil, o cardápio do P.J. sofreu algumas alterações. A espiga de milho no espeto não veio, assim como a salada de espinafre cru, aquela preferida de Jackie O., e o sanduíche de costela. ”O que não consegui produzir igualzinho, achei melhor cortar”, explica Maria Rita. No lugar, entraram pedidos brasileirinhos desenvolvidos pelo chef Bruno Fischetti, como a manjubinha frita, o bolinho de arroz, o pudim de leite e os pastéis – desses últimos, Philipp Scotti gostou tanto que resolveu copiá-los em Nova York. Os doces, reproduzidos aqui pela chef pâtissier Daniela Aliperti, ficaram melhores do que os originais – seu cheese cake com calda de frutas vermelhas é, esse sim, o Cadillac dos cheese cakes. Ah, e tem o hambúrguer. Alto, rosado por dentro (faltava um pouquinho de sal), vem no tamanho normal ou na versão mini, com três unidades guarnecidas de queijos diferentes – embora as fatias de queijo sejam finas demais, quase transparentes, o que torna impossível perceber a variação de sabores. Não, eles definitivamente não são melhores do que os melhores hambúrgueres paulistanos, mas saíram 2000 unidades, a R$ 19,90 cada (fora queijos e outros extras), só no primeiro fim de semana. Para acompanhar, as cebolas em corda são rodelas finíssimas, empanadas com delicadeza, sem aquela massa pesadona. E as p.j.”s home fries são batatas cortadas e assadas com casca, temperadas com cebola caramelada, uma delícia.
R. Dr. Mário Ferraz, 568 – Itaim-Bibi, tel.:3078-2965″

Esqueceram do “C” do calote !

Por Márcio Rachkorsky

Em brilhante reportagem sobre os “C´s” que atormentam a vida dos síndicos e moradores, o Fantástico falou sobre Cano, Cachorro, Criança e Carro … Lembrei de outro “C”, que além de atormentar a todos, atua diretamente no “B”, ou seja, no bolso do vizinho. É o famoso “C” de Calote !

Márcio Rachkorsky é advogado e comentarista do Condomínio Legal que vai ao ar ás quartas e sextas, na CBN, logo após às 11 da manhã. Toda segunda-feira ele está aqui no blog com novidades sobre a vida em condomínio.

Juiz pede mudança urgente no financiamento de campanha

A prestação de contas dos candidatos que participaram da eleição municipal chama atenção para uma série de situações ainda mal resolvidas no Brasil quando o tema é financiamento de campanha. Em 2006, a lei ficou mais rígida, buscou-se diminuir os custos, controlar os gastos, tornar transparente a entrada e saída de dinheiro.

Neste ano, como se viu semana passada, os vereadores de São Paulo para se eleger gastaram 225% a mais do que na eleição anterior. Boa parte do dinheiro que entrou na conta dos candidatos veio de uma fonte pouco esclarecedora: comitê financeiro do partido.

Ou seja: a campanha está mais cara e, ainda, pouco transparente.

O juiz da 1a zona eleitoral de São Paulo Marco Antônio Martin Vargas considera “urgente a necessidade de mudanças nas regras do financiamento de campanha”. Ele analisou a prestação de contas dos vereadores eleitos na capital paulista e, em uma de suas decisões, chamou atenção para a lista dos doadores declarados e o interesse destes nos negócios do município. Para Martin Vargas é preciso impedir que no processo eleitoral prevaleça “interesse diverso daquele que deve permeá-lo, qual seja a crença do doador na plataforma de governo do candidato ou de seu partido político”.

Leia o que pensam dois estudiosos da lei eleitoral, citados em decisão judicial pelo juiz Martin Vargas:

“Deveriam ser proibidas doações de outras empresas contratadas ou fiscalizadas diretamente pelo poder público e suas autarquias diretas”, diz o doutor em Direito pela USP e colaborador no projeto da lei eleitoral (Lei 9.504/97), advogado Renato Ventura Ribeiro. Empreiteiras e bancos, duas das instituições que mais investem nas campanhas eleitorais, se encaixam neste perfil. Para Renato Ribeiro, é grave a omissão na lei eleitoral que não proíbe doação dessas empresas “principalmente pela possibilidade de reeleição, para evitar, entre outros, direcionamento de licitações e condicionamento de pagamento a doações.”

“Muito se discute acerca da conveniência do financiamento privado, porquanto ao eleito cedo ou tarde sempre se enviarão as faturas, já que, conforme dizia Tomás de Aquino, neste mundo não há ação sem finalidade”, lembra o procurador eleitoral regional de Minas Gerais, José Jairo Gomes. Para ele, “ninguém (sobretudo as pessoas jurídicas) contribui financeiramente para uma campanha sem esperar retorno do agraciado, caso seja eleito. Para muitas empresas trata-se de verdadeiro investimento”. José Jairo Gomes conclui: “A experiência tem mostrado que aí reside um dos focos (existem outros) relevantes da corrupção endêmica que assola o País”.

Blog de ouvinte abre diálogo com a prefeitura de SP

Foi pelo e-mail que conheci a briga do ouvinte-internauta Marcos Ignácio por uma cidade melhor. Chegavam vários durante a semana denunciando problemas no caminho por onde passava. Mensagens que se destinavam, também, ao prefeito, aos subprefeitos e secretários municipais. Há pouco mais de um ano, ele abriu o blog São Paulo Tem Que Mudar onde registra suas broncas com texto e imagem.

É a sujeira depositada de maneira irregular nas calçadas, é o buraco enorme aberto na avenida, é a árvore que foi plantada mas está em processo de destruição, é a falta de sinalização. É tudo isso e mais um pouco que Marcos Ignácio denuncia em seu blog e consegue mobilizar autoridades.

“Esta atividade tem rendido pequenas vitórias muito interessantes para a cidade, e o blog virou um real meio de comunicação com os subprefeitos (alguns, claro) e com o Andrea Matarazzo”, contou por e-mail. Matarazzo é o Secretário Municipal das Subprefeituras de São Paulo.

De situação I

Por Maria Lucia Solla

Olá,

Estou sentada de frente para o terraço, imóvel, e tenho as mãos apoiadas no teclado do computador. Numa fração de segundo encontro meu olhar perdido lá fora, recarregando as baterias do corpo e da alma a que pertence. Ele é assim; quando se vê solto, se faz dono de tudo e vai absorvendo, mas tem queda por flores e pelo efeito do sol nas folhas, que sedutoras às últimas consequências, se fazem coloridas. De um vermelho-fechado-sussurrante, a uma paleta de tonalidades de verde, marrom, dourado, e amarelo.

Foi o celular que tocou, me assustando e trazendo de volta, às pressas, meu coração e mente. Os dois tinham aprontado e andavam flutuando de novo fora de mim. Chegaram derrapando e assustados, feito criança arteira que sabe que deveria ter dito aonde ia, e eu além de me assustar, ainda tive que arcar com as consequências da pressa do coração. Não conheço ninguém que tenha coração e mente domados, e sempre por perto. São como filhos. Têm suas características, e pronto. Olhos e ouvidos são mais fáceis “de levar”, enquanto coração e mente são cabeças-duras e vão aonde querem e quando querem. Agora, sem feminismo nenhum, o responsável é ele, que seduz a mente com uma lábia insuperável, acenando com possibilidades. E a mente vai, toda faceira, atrás dos sonhos e da loucura do coração. Vou tentar segurar mais a minha dupla. E você?

Pense nisso, ou não, e até a semana que vem.

Ouça o texto na voz da autora:

Maria Lucia Sollaa é terapeura e autora do livro “De Bem Com a Vida Mesmo Que Doa”, publicado pela Libratrês. Todo domingo está aqui no blog a nos provocar.