De situação I

Por Maria Lucia Solla

Olá,

Estou sentada de frente para o terraço, imóvel, e tenho as mãos apoiadas no teclado do computador. Numa fração de segundo encontro meu olhar perdido lá fora, recarregando as baterias do corpo e da alma a que pertence. Ele é assim; quando se vê solto, se faz dono de tudo e vai absorvendo, mas tem queda por flores e pelo efeito do sol nas folhas, que sedutoras às últimas consequências, se fazem coloridas. De um vermelho-fechado-sussurrante, a uma paleta de tonalidades de verde, marrom, dourado, e amarelo.

Foi o celular que tocou, me assustando e trazendo de volta, às pressas, meu coração e mente. Os dois tinham aprontado e andavam flutuando de novo fora de mim. Chegaram derrapando e assustados, feito criança arteira que sabe que deveria ter dito aonde ia, e eu além de me assustar, ainda tive que arcar com as consequências da pressa do coração. Não conheço ninguém que tenha coração e mente domados, e sempre por perto. São como filhos. Têm suas características, e pronto. Olhos e ouvidos são mais fáceis “de levar”, enquanto coração e mente são cabeças-duras e vão aonde querem e quando querem. Agora, sem feminismo nenhum, o responsável é ele, que seduz a mente com uma lábia insuperável, acenando com possibilidades. E a mente vai, toda faceira, atrás dos sonhos e da loucura do coração. Vou tentar segurar mais a minha dupla. E você?

Pense nisso, ou não, e até a semana que vem.

Ouça o texto na voz da autora:

Maria Lucia Sollaa é terapeura e autora do livro “De Bem Com a Vida Mesmo Que Doa”, publicado pela Libratrês. Todo domingo está aqui no blog a nos provocar.

Quando a bola rolar …

“O presente de Natal para a torcida corintiana é o próprio Papai Noel”. Brincadeira da revista Carta Capital com o atacante Ronaldo, na coluna Retratos Capitais, deste fim de semana, que só vai acabar quando o “Fenômeno” provar dentro de campo que não é tudo isso que andam dizendo por aí. No “andam dizendo” leia-se os anti-corintianos.

Foto-ouvinte: É Natal no túnel

Decoração do tunel 9 de Julho

O trânsito de fim de tarde na avenida Nove de Julho ficou menos estressante com a decoração natalina. Fora do horário de pico, quando a velocidade dos carros e ônibus, é maior talvez poucas pessoas prestem atenção na cascata de luzes adornando a entrada da passagem, no entanto quando o congestionamento começa o motorista ganha de presente este cenário que foi flagrado pelo ouvinte-internauta Marcos Paulo Dias.

Aproveite para clicar na foto e acessar outras cenas da decoração de Natal, em São Paulo

Entidades criticam postura da Petrobrás

A briga continua. Entidades civis, governo de São Paulo e ambientalistas criticaram a Petrobras por não tomar as providências necessárias para produzir diesel mais limpo para toda frota de carros no País, a partir de 2009. A Petrobras reagiu, pediu afastamento do Instituto Ethos por entender que sofria perseguição e criticou entidades civis, governo de São Paulo e ambientalista.

Agora a tréplica. Leia a nota divulgada nesta semana em mais um capítulo de uma guerra em que a vítima somos nós que respiramos o ar poluído pelo combustível sujo produzido pela Petrobrás e queimado pelos carros que muitos de nós aceleramos:

“O grupo de entidades civis e governamentais que se mobilizam pelo cumprimento da Resolução Conama 315/02, que objetiva tornar o diesel brasileiro mais limpo, vem a público responder às recentes manifestações da Petrobras sobre o assunto.

Não corresponde à verdade a afirmação de que o grupo de organizações pretende fazer campanha difamatória contra a Petrobras. Sabemos da importância que a Petrobras tem para o Brasil, e exatamente por isso, a responsabilidade da companhia é grande com toda a sociedade. A Petrobras é uma sociedade de economia mista, cujo controle acionário é da União. E, justamente por isso, deveria privilegiar o interesse público (como a saúde pública e o meio ambiente) em detrimento do privado, e de modo absolutamente ético. Não se pode admitir que um ente público dê o exemplo de transgredir suas próprias leis.

Nosso objetivo é defender o cumprimento da resolução 315/02 do Conama que, ao contrário do que foi divulgado, determina a redução do teor do enxofre no diesel ao exigir novos limites de emissão para veículos pesados vigentes a partir de 1º de janeiro de 2009 e ao estabelecer as obrigações de cada parte envolvida (montadoras, Petrobras e ANP). Tal fato não é novidade, pois baseia-se em legislação européia e em nosso País foi amplamente negociado desde 2001.

Conforme a resolução, até que a norma brasileira equivalente fosse editada pela ANP, deveria ser observada a Diretiva Européia 1999/96, que é clara ao dispor que o teor de enxofre no diesel deve ser de 50 partes por milhão (ppm) (art. 22 da Resolução e anexo IV da Diretiva). Petrobras e montadoras não cobraram da Agência Nacional do Petróleo a especificação para o combustível que deveria ser comercializado no Brasil, certamente por entenderem ser desnecessário ou por estarem se beneficiando do atraso.

Nós acreditamos que a saúde da população está acima dos interesses políticos, partidários e econômicos. Por isso, nos baseamos em estudos de pesquisadores do Laboratório de Poluição Atmosférica Experimental da USP para reafirmar o quanto o diesel utilizado pelos veículos no País é um veneno para os pulmões dos brasileiros. Os estudos concluíram que o diesel contribui significativamente para episódios de óbitos e doenças cardiorespiratórias. É responsável por 3 mil mortes ao ano somente na cidade de São Paulo e por 10 mil óbitos anuais nas principais regiões metropolitanas do País (Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, São Paulo, Recife e Porto Alegre). Ainda conforme os pesquisadores da USP, os custos com a saúde decorrentes da poluição pelo diesel podem superar a casa do bilhão de dólares ao ano.

Apontam na mesma direção estudos da Organização Mundial da Saúde (Air Quality Guidelines, 2005) e relatórios do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Global Environmental Outlook, 2007). Não foi por menos que em 2002 se iniciou uma discussão nos Estados Unidos para se promover uma redução de 97% do teor de enxofre nos combustíveis.

Atualmente, nos Estados Unidos, no Canadá e em boa parte dos países da Europa, os níveis de enxofre no diesel estão em torno de 10 e 15 ppm. Já a concentração da substância no combustível brasileiro deixa o país em 66º lugar no mundo, de acordo com levantamento do International Fuel Quality Center (entidade internacional da qual a Petrobras faz parte), ficando atrás da China e da Índia, por exemplo. No Brasil, o diesel tem 500 ppm de enxofre nas áreas urbanas e 2.000 ppm no interior, que corresponde a 75% do volume consumido no País.

Também é importante destacar que mesmo a utilização do diesel mais limpo em carros antigos melhora significativamente a qualidade do ar. De acordo com documento do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, datado de 9 de janeiro de 2008, o uso do combustível a 50 ppm de enxofre nos motores usados “provoca redução de 40% em material particulado e de 10% a 15% em óxido de nitrogênio e monóxido de carbono”. O parecer foi elaborado em resposta a um pedido de informação do deputado federal Arnaldo Jardim (PPS-SP).

O acordo firmado, além de não poder revogar a Resolução Conama 315, é pífio em seu conteúdo, fato reconhecido pela entidade que realizou o inventário das emissões abatidas com medidas supostamente compensatórias. Todos os detalhes do estudo que levaram a esse acordo devem ser apresentados à sociedade civil e discutidos por esta, alijada de seu direito de representação. O acordo, que aceitou as propostas da Petrobras, permitiu o fornecimento de diesel com 50 ppm de enxofre segundo um cronograma tímido para os próximos anos. E que destoa em muito do determinado pelo judiciário, que havia obrigado a distribuição do combustível mais limpo para todo o País a partir de 1º de janeiro de 2009. Obviamente, caminhões e ônibus circulam por todo o País e trafegam pelas regiões metropolitanas, onde, como visto, os riscos à saúde são ainda mais graves. A distribuição do diesel com 50 ppm de enxofre apenas para cidades e frotas isoladas também impede que veículos com motores adaptados estejam em todo o País.

É inverídica a afirmação de que a sociedade civil tenha participado das discussões no âmbito do judiciário e do Conama. Pelo contrário. No Conama, a proposta de uma Moção com pedido de consulta pública foi veementemente combatida pela representante do Ibama neste Conselho (em 30 de outubro). E, no judiciário, foi realizada no dia 5 de novembro uma manifestação das entidades requerendo uma discussão pública – o que não ocorreu.

Diante do exposto, a questão do diesel brasileiro deve ser enfrentada pelo respeito à legislação e pela defesa dos direitos à vida, à saúde e a um meio ambiente ecologicamente equilibrado, essencial à sadia qualidade de vida. Em outras palavras, isso significa que, mesmo que não houvesse qualquer legislação determinando a redução do teor de enxofre no diesel, tal medida seria o mínimo esperado de uma empresa com os recursos e as tecnologias que fazem da Petrobras uma das maiores do mundo. Trata-se de uma questão de ética, de responsabilidade social, muito mais do que uma questão apenas jurídica ou econômica. Sendo assim, vamos continuar mobilizando os esforços necessários a fim de que os objetivos buscados sejam atingidos.

Atenciosamente,

Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do Estado de Minas Gerais
JOSÉ CARLOS CARVALHO

Fórum Paulista de Mudanças Climáticas Globais e de Biodiversidade
FABIO FELDMANN

Secretaria do Verde e Meio Ambiente do Município de São Paulo
EDUARDO JORGE

Movimento Nossa São Paulo
ODED GRAJEW

Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor – IDEC
LISA GUNN

Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social
RICARDO YOUNG

SOS Mata Atlântica
MÁRIO MANTOVANI

Greenpeace – Brasil
MARCELO FURTADO

Amigos da Terra – Amazônia Brasileira
ROBERTO SMERALDI

Instituto Akatu
HÉLIO MATTAR

Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável
ISRAEL KLABIN

Instituto Brasileiro de Advocacia Pública
GUILHERME PURVIN”

Vereador ameaçado de perder mandato nega “caixa 2”, em São Paulo

O vereador eleito pelo PSDB Adolfo Quintas que teve as contas rejeitas pela justiça eleitoral divulgou nota explicando os pontos considerados suspeitos pelo juiz da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, Marco Antonio Martin Vargas:

“No dia 11 de dezembro, foi protocolado recurso contra a decisão que desaprovou minhas contas de campanha. No recurso que já foi apresentado, cada uma das razões que levaram o respeitado Juiz Eleitoral à decisão de rejeitar as contas foi respondida, com fatos, argumentos e documentos. Assim, por exemplo, foram desmentidas falhas em relação à completa entrega da documentação exigida, apontando-se as páginas do processo judicial em que estão documentos (notas fiscais) que a sentença afirma não terem sido entregues pelo candidato. Outras informações foram prestadas, de modo a afastar a ocorrência de outras irregularidades relacionadas na sentença.

Vale ressaltar que a própria decisão judicial registra a regularidade formal da prestação de contas, ou seja, é reconhecido o fato de que a prestação de contas foi apresentada de forma correta, acompanhada de todas as declarações e documentos exigidos. No entanto, o Julgador entendeu que existiam falhas pontuais no conteúdo das informações suficientes para impedir sua aprovação.

A minha campanha eleitoral está fielmente documentada na sua prestação de contas. As informações constantes nos documentos contábeis entregues à Justiça Eleitoral retratam a realidade da divulgação eleitoral, indicando todas as receitas recebidas, bem como as despesas realizadas, de modo a permitir o conhecimento de todos os atos praticados na campanha eleitoral. Registre-se que todas as despesas da campanha foram pagas com recursos que passaram pela conta bancária específica aberta para esse fim, como determina a legislação. Por isso, entendemos que as contas de campanha devem ser aprovadas pela Justiça Eleitoral, embora eventualmente ressalvando-se algum aspecto específico carecedor de maiores informações, sem prejuízo da credibilidade geral de todas as informações prestadas.

A questão vai ser examinada pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, que pode modificar o resultado da apreciação das referidas contas, aprovando-as. Aguardo, com tranqüilidade, o desfecho do processo judicial.

Adolfo Quintas
Vereador de São Paulo”

“Depois do Castelo de Chantily Ronaldo vem para Marginal”

A afirmação do correspondente da agência EFE, o espanhol Valdez Montogna, questiona a decisão do atacante brasileiro que se apresentou, hoje, ao Corinthians, com a presença de uma enorme torcida no estádio da Fazendinha, em São Paulo. Em entrevista a Jesse Nascimento, da CBN, o jornalista diz imaginar que Ronaldo pretende voltar às origens depois de sua passagem brilhante pelo exterior.

O argentino Pablo Giuliano, da ANSA, lembrou que o Corinthians não é um time reconhecido no exterior, mas a presença de Ronaldo poderá lhe dar visibilidade internacional.

Os dois correspondentes concordam que se mostrar um bom futebol, Ronaldo acabará de volta à seleção brasileira:

Educação de SP não atinge meta, mas Secretaria aprova

Os parâmetros exigidos para São Paulo são mais altos do que os dos demais Estados. Assim a secretária estadual de Educação Maria Helena Guimarães justificou o fato de os alunos da rede pública de ensino não terem alcançado nas provas de português as metas propostas pelo Movimento Todos Pela Educação. Para ela o que importa é que São Paulo teve o segundo melhor desempenho na comparação com os demais estados.

De acordo com os dados do Todos Pela Educação, o índice de alunos da 4ª série que aprenderam o que deveriam em português foi de 37,5%, em São Paulo, quando a meta era chegar a 40,3%. Entre os alunos da 8ª série, o índice alcançado pelo Estado era de 25,6%, quando a meta era de 24,2%.

Em matemática, São Paulo ultrapassou as metas propostas. Na 4ª série chegou a 32,8% e na 8ª série, 16,3%. Pegando este último caso: é como se em uma sala de aula com 40 alunos, apenas sete tivessem sido aprovado.

Mesmo assim, a secretária ressalta os pontos positivos da avaliação:

Vereador do PSDB corre risco de perder futuro mandato

Adolfo Quintas, eleito vereador em São Paulo pelo PSDB, teve as contas da campanha rejeitas pela justiça eleitoral. Ele teria pago R$ 152,5 mil em dinheiro a supostos cabos eleitorais, medida que é proibida pela legislação. Além disso, há falta de recibos e notas fiscais que comprovem os gastos feitos por ele durante a campanha.

Quintas é o único dos quatro vereadores que ainda tinham sua contas colocadas em dúvida pelos técnicos do setor de análise da 1ª zona eleitoral, na cidade de São Paulo. Mara Gabrilli (PSDB), Arselino Tatto (PT) e Atílio Francisco (PRB) receberam decisão favorável do juiz 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, Marco Antonio Martin Vargas.

O vereador eleito Adolfo Quintas não quis falar sobre o risco de perda de mandato e explicou apenas que iria consulta sua equipe jurídica.

O promotor eleitoral Eduardo Rheingantz explicou os motivos que podem levar a cassação do futuro mandato do representante tucano:

Você está convidado para passear e fotografar a Paulista

Passeio a Paranapiacaba
Imagem feita em passeio promovido por Garofalo em Paranapiacaba

O fotógrafo profissional e professor Eduardo Miguel Garofalo convida para um passeio pela Avenida Paulista, neste sábado, às três e meia da tarde. A intenção é que o cidadão com sua câmera na mão – e não precisa ser profissional – se dê a oportunidade de conhecer os detalhes da avenida no momento em que a região está decorada para o Natal. O material registrado será depois apresentado em exposição organizada por Garofalo.

Para quem aceitar o convite, faça sua reserva, de graça, pelo telefone (011) 4121-3120