Dr. House odeia a turma do jaleco da Vila Mariana

Dos seriados de TV que assisto, o protagonizado pelo Doutor Gregory House é o meu preferido. O médico sarcástico e ranzinza interpretado por Hugh Laurie é genial. Tem olhar astuto, língua ferina, beira o insensível e, ao mesmo tempo, é adorável. Não sou capaz, porém, de suportar os horários impostos pelas emissoras de televisão que o transmite para o Brasil, a Universal e a Record. Por isso, saco da prateleira das lojas sempre que surge um novo DVD da série ou recorro aos serviços que permitem baixar os episódios na internet.

Foi assistindo a uma cena em que House conversava com seu amigo (ou ex) James Wilson, o ator Robert Sean Leonard, no restaurante do Princeton-Plainsboro Teaching Hospital que me dei conta de uma diferença incrível entre os médicos, enfermeiros e estudantes que trabalham no seriado e os que encontro todas as semanas, na hora do almoço, seja no bairro de Santa Cecília, próximo da Santa Casa, seja na Vila Mariana, bairro que tem forte concentração de clinicas, escola de medicina e hospitais, em São Paulo.

Ao contrário dos meus “colegas” de mesa, no fictício hospital de Princeton, o pessoal da área médica não costuma usar jaleco na hora da refeição. Aqui em São Paulo, não é preciso muito esforço para cruzarmos com meninas – algumas bem bonitinhas – e rapazotes felizes desfilando com o uniforme que não é branco por acaso. A cor está lá para mostrar a pureza, a limpeza tão necessária para reduzir o nível de infecções hospitalares.

Os agentes de saúde daqui parecem mais preocupados em revelar sua condição profissional. Alguns chegam ao exagero de usar o estetoscópio despretensiosamente pendurado no pescoço. Lembram-me o personagem humorístico de Chico Anysio, o Bozó, que andava com o crachá da TV Globo à mostra.

Faço aqui a comparação porque pretendo discutir no CBN São Paulo desta quinta-feira se este comportamento é permitido nas escolas de medicina e hospitais que abrigam residentes. Se o uso do uniforme branco fora das instalações não pode se transformar em foco de infecção colocando em risco a saúde dos pacientes.

Fico a imaginar o que diria o meu médico preferido, Dr House, diante de um comportamento como esse.

Garis querem roupa nova e confortável, em SP

Funcionários da limpeza pública que trabalham no centro da capital paulista estiveram reunidos, na terça-feira, e decidiram reivindicar mudança no uniforme oferecido pelas empresas. Eles consideram insuportável trabalhar com a roupa batizada por eles de “laranjão” ou “lonão”, principalmente no verão paulistano que eleva a temperatura para além dos 30 graus.

A maioria dos trabalhadores anda dez quilômetros por dia para limpar a cidade e o uniforme pesa cerca de três quilos. Conforme decisão tomada durante encontro na ONG Educa São Paulo, os garis realizarão um abaixo-assinado que será encaminhado ao prefeito Gilberto Kassab (DEM) pedindo a troca da roupa, no verão. Eles sugerem o uso de bermuda e camiseta regata.

Brasileiro não respeita a faixa de segurança

A campanha que a prefeitura de São Paulo anuncia para combater a violência no trânsito quer ensinar o cidadão a respeitar a faixa de segurança. As regras previstas no Código Brasileiro de Trânsito até são bem simples, neste caso, mas a falta de consciência de motoristas e pedestres, além da inexistência de fiscalização séria, mantém alto o número de mortos por atropelamento.

Para entender o que leva ao desrespeito à faixa de segurança, conversamos com o engenheiro civil Paulo Resende, doutor em Planejamento de Transportes e Logísitica pela Universidade de Illinois, nos Estados Unidos:

IPVA atrasado pode ser pago em 12 vezes, em São Paulo

Os proprietários de veículos, em São Paulo, que têm pagamentos atrasados do IPVA receberão comunicado da Secretaria Estadual da Fazenda oferecendo a quitação da dívida com desconto à vista ou parcelamento em até um ano. O programa atenderá cerca de um milhão e meio de motoristas que deixaram de pagar o imposto até 2006.

Ouça a entrevista com o representante da Secretaria Estadual da Fazenda Marcos Ivan Marchetti, ao CBN São Paulo:

Técnica proposta no blog pode ser avaliada pela SVMA

Usar bactérias para matar bactérias. A idéia de uma empresa brasileira, descrita no artigo de Carlos Magno Gibrail, publicado no blog, hoje, pode ser usada para despoluir o Lago do Ibirapuera. A Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente diz que analisa uma série de sugestões que têm como objetivo melhorar a qualidade de vida no local.

O empresário Omar Grecco que explora a tecnologia está disposto a oferecer o serviço gratuitamente para o município. É preciso, contudo, avaliar antes a eficiência do tratamento e a viabilidade de aplicá-lo no local.

O chefe de gabinete da SMVA Hélio Neves afirmou que ações da prefeitura já conseguiram tratar até 95% dos poluentes que são despejados pelo Córrego do Sapateiro.

Nesta entrevista ele explica o que está sendo feito para despoluir o lago e chama atenção para o comportamento do cidadão que agride o meio ambiente:

Prazeres do freezer

A Ailin Aleixo entra numa fria para nos oferecer o que a de mais saboroso em São Paulo. Ouça as sugestões de sorvetes do “Epoca SP na CBN”:

Stuppendo

Sorveteiro e apresentador de TV, Eduardo Guedes produz sorvetes italianos e os vende em uma simpática lojinha de esquina de Moema, com mesinhas ao ar livre. Ele adora frutas – neste verão, entram em cartaz os sabores melancia com capim-santo, goiaba com limão e menta, uva com clorofila, e abacaxi com maçã e canela. Para o Natal, a casa vai lançar sorvetes de panetone, chocotone, marrom-glacê (à base de castanhas de verdade) e panforte (nozes, avelãs e mel). Preço: R$ 8 (porção de 110 gramas).
R. Canário, 1321, Moema, tel.: 5093-2967.

Só doces

A vitrine tem apenas dez sabores, só dois litros de cada – é a estratégia do pâtissier Flavio Federico para ter produtos sempre frescos. Entre as novidades, sex on the beach (à base de pêssego, groselha, laranja e vodca). Mas não deixe de provar os de coco com calda de goiaba e farofa de castanha-do-pará, canela em pau, e tangerina com pimenta-rosa. Preço: R$ 6 (porção de um sabor).
Al. dos Arapanés, 540, Moema, tel.: 5051-5277.

Taperebá

Produz uma gama incrível de sorvetes italianos à base de frutas brasileiras, sobretudo das regiões Norte e Nordeste. Tem de taperebá (o mesmo que cajá), de bacuri, de murici… Os últimos lançamentos são os sorbets de goiaba com água de coco, de maçã verde com água de rosas e de erva-cidreira, entre outros. Preço: R$ 5 (porção de um sabor). Av. Macuco, 703, Moema,
tel.: 5052-0330.

Pâtisserie Douce France

O francês Fabrice Le Nud produz poucos sabores (todos ótimos, especialmente o de goiaba), mas adora inventar moda na apresentação. O berimbau R$ 10 é uma esfera de chocolate recheada de sorbet de manga ou de goiaba. Já os de limão-siciliano, de laranja e de maracujá R$ 10 são servidos dentro da própria fruta gelada. Preço: R$ 6 (a porção de uma bola comum).
Al. Jaú, 554, Cerqueira César, tel.: 3262-3542.

Ronaldo pode ser o novo Garrincha “corinthiano”

Na fim da década de 60 assim como no fim da carreira do craque, Garrincha foi contratado pelo Corinthians. A história volta à lembrança após o anúncio de que Ronaldo é o novo e maior reforço do clube paulista para o ano que vem. E a comparação também é permitida. Para isso, por sugestão do colega de redação Bene Correa, reproduzo texto escrito pelo conselheiro e ex-dirigente corinthiano Roque Citadini no site dele:

“Foi um encontro tardio para ambos, infelizmente. Mas o torcedor o acolheu com entusiasmo. Parecia que o veterano de 33 anos, corpo dilacerado pelas chuteiras de implacáveis marcadores, tal como a Fênix poderia renascer e voltar a jogar como nos áureos tempos de craque do Botafogo e da Seleção. Era o sonho dos 45 mil torcedores que no dia 2 de março de 1966 lotaram o Pacaembu para ver o novo astro do Corinthians, em jogo válido pelo Rio – São Paulo, enfrentar o Vasco da Gama. O Corinthians estava em maré baixa. Seu último título de campeão fora conquistado em 1954.

Daí em diante nada. Reforços eram contratados entre os jogadores que se destacavam em todo o país, o time tornava-se mais competitivo, ameaçava chegar ao pódio mas derrapava no caminho. Quem sabe Garrincha mudaria a trajetória corintiana e traria o almejado título para o alvinegro?

Mané Garrincha assinou com o Corinthians o melhor contrato de sua carreira, embora já não fosse o mesmo atacante que deslumbrara o mundo inteiro com seus dribles incríveis.

O vencedor de duas Copas e principal responsável pelo bicampeonato no Chile, quando o Brasil ficou sem Pelé no segundo jogo. Seu problema não era tanto a idade mas as seqüelas de contusões mal tratadas que acarretaram uma atrofia do joelho. Em sua estréia no Corinthians, mesmo fora de forma, foi considerado pela imprensa “uma estrela solitária” na derrota por 3×0. E proporcionaria a conquista do título do Rio–São Paulo, embora dividido com Botafogo, Santos e Vasco porque a proximidade com a disputa da Copa do Mundo, na Inglaterra, impediu o desempate.

Garrincha marcou dois gols em 13 jogos. Enfim, um título, mesmo dividido com outros três clubes. Valeu a pena o encontro do Corinthians com Garrincha. Só Corinthians, Botafogo do Rio de Janeiro e Seleção Brasileira tiveram o fabuloso Mané em seus times”

Fotógrafa conta sua vida em Heliópolis

Heliópolis, o livro
Imagem de Renata Castello Branco publicada em “Heliópolis”

Foram oito meses “morando” em Heliópolis, das maiores favelas deste país. E Renata Castello Branco saiu de lá com imagens impressionantes, mas, principalmente, muitas histórias e novos relacionamentos. Sobre o livro de fotografias que leva o nome desta comunidade paulistana já falamos com você em post publicado sábado passado. Agora você ouve a entrevista com Renata que foi ao ar hoje no CBN SP:

O veneno que mata é o que cura


Por Carlos Magno Gibrail

A mordida de uma cobra venenosa se cura com o próprio veneno. É a natureza bem interpretada pela sabedoria do homem dando uma lição de inteligência. Um “benchmarking” deste “case” pode resolver infinitos problemas atuais, cujas soluções requerem apenas a mesma lógica e inteligência usada por Vital Brasil.

O automóvel, cujo veneno polui e congestiona, é um dos mais óbvios candidatos à taxação através do pedágio urbano. Entretanto, é solução ao mesmo tempo rejeitada pela própria população contaminada e temida pelos governantes.

O aumento da arrecadação de impostos passa pelo caminho mais fácil da redução dos mesmos, entretanto, está para nascer um Governo que aposte no óbvio, e faça o certo, isto é, diminua a carga tributária.

Para aumentar os empregos é preciso diminuir as garantias do mesmo, pois empresas e empreendedores teriam menos restrições a admissões de novos trabalhadores. Aí, vem o Sr. Chinaglia e levanta o que nem o Governador da Califórnia conseguiu fazer em Holywood, o homem grávido.

Diante deste tipo de propostas é que se questiona a profissionalização dos políticos. Um cidadão normal, não-político e, inserido no mundo real, dificilmente apresentaria um projeto destes.

Para baratear os alimentos, não podemos permitir a utilização de processos predadores da natureza. Muito menos anistiar agricultores que desmataram rios, encostas e morros. Reinhold Stephanes e a famosa bancada ruralista pretendem abaixar os preços aumentando as chances das distorções climáticas. Para reduzir os preços, que se aumentem as exigências ecológicas e as punições aos predadores.

Para decrescer ou eliminar o desmatamento, os créditos de carbono devem ser eliminados. 20% da emissão anual de gases-estufa vêm do desmatamento tropical.

O governo do Brasil é contra usar florestas para gerar créditos de carbono e propõe que o UN-Redd (Programa da ONU para redução de emissões por desmatamento e degradação) seja alimentado por doações voluntárias. Entretanto, Eduardo Braga do Amazonas acordou com Schwarzenegger investimentos no Brasil, e o seu Estado assinou com a rede Marriott.

Redução do desmatamento não pode gerar licença para poluir, muito menos acelerar o próprio desmatamento para possibilitar maior volume de recursos a negociar. “Existe uma preocupação com o saldo de desmatamento, em que a derrubada de uma parte da floresta é compensada com a conservação ou expansão de uma outra.” Joseph Zacune.

Para abater o desmatamento abatemos o crédito para poluir.

Para reduzir o risco advindo de economistas que fazem previsões erradas é necessário usar outros economistas e não, restringi-los ou ignorá-los, como pretende Clovis Rossi.

Nelson Barrizzelli, economista, não tem dúvidas que economistas notáveis e economistas militantes em organizações financeiras, consultados permanente e exclusivamente pela mídia, têm gerado as distorções ora evidenciadas.

“As previsões se equivalem a dos jogadores de búzios” segundo Rossi.

De acordo com Barrizzelli, dos notáveis, surgem previsões que os demais não as confrontam. Dos militantes, idem, e como a Economia vive de expectativas, os agentes econômicos passam a tomar decisões baseadas nestes cenários, muitas vezes distorcidos. E, exemplifica, que um empresário do mercado de luxo vai reduzir em 20% os números para 2009, em função das informações gerais, embora este ano continuasse crescendo 30%. Perguntado por que, respondeu que está seguindo a expectativa geral.

Portanto, para curar previsões comprometedoras o remédio é consultar economistas que estejam com a “barriga no balcão”, para usar uma expressão do varejo, que significa estar atento ao mercado no próprio mercado.

Para eliminar as bactérias poluentes do lago do Ibirapuera em SP é preciso inserir quantidade planejada das mesmas bactérias. É a biotecnologia criando um “blend” específico de microorganismos para melhorar a eficiência do sistema natural e despoluir o meio confinado.

Omar Grecco, diretor da Superbac, empresa nacional expertise de ponta, é quem nos concedeu estas informações. Grecco disponibiliza ainda esta tecnologia a São Paulo, gratuitamente, no ensejo de aproveitar a visibilidade deste lago e expor a sustentabilidade.

Valores em reais baixos e valores reais altos, este é um projeto esperto. Que tal executivo e legislativo de SP Capital ?

Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing de moda e toda quarta-feira está aqui no blog oferecendo mais veneno para curar nossa falta de criatividade.

Direitos Humanos não são direitos dos bandidos, diz brasileiro



Meu ponto de vista da entrevista de Vanucchi no Roda Viva

Uma mudança de comportamento do brasileiro em relação aos direitos humanos teria sido detectada por pesquisa encomendada pelo Governo Federal. É o que destacou o secretário especial Paulo Vanucchi durante entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, na noite de segunda-feira.

“Os direitos humanos defendem os direitos dos bandidos ?”. De cada 10 brasileiros que responderam a esta pergunta, oito disseram que não. Oscar Vilhena, da ONG Conectas e doutor em ciências políticas, lembrou que no passado o apoio a esta ladainha dos reacionários era bem maior.

Isto não significa que o tema esteja bem resolvido no Brasil. Haja vista, notícias da violência policial, do trabalho escravo no campo, do desrespeito aos portadores de deficiência, às mulheres, aos idosos e às crianças. Soma-se a falta de resposta do Governo aos crimes de tortura durante o Regime Militar. Aliás, Vanucchio driblou o que pode as perguntas de Lilian Witti Fibe e demais convidados do Roda Viva sobre o assunto.

Não é por acaso que a mesma pesquisa mostrará que mais da metade dos brasileiros apóia a pena de morte, como lembrou o secretário Vanucchi que também atende pelo título informal de Ministro dos Direitos Humanos. Poderemos compreender melhor o que pensa o brasileiro sobre o tema assim que o resultado deste trabalho for divulgado por completo, o que deve ocorrer nesta quarta-feira, quando são comemorados os 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Asssiti, ao vivo, a entrevista do secretário Vanucchi como convidado do Roda Viva para twittar, ao lado de Rodrigo Savazoni e Hernani Dimantas, ambos embrenhados há algum tempo na causa em favor dos direitos humanos. Enquanto nós três registrávamos em textos curtos as impressões sobre a entrevista e o bastidor, Ana Carmen Foschini fotografava a todos e publicava em sua página no Flickr. Antes do programa e durante o intervalo, havia mais Roda Viva na internet. E muita imagem sendo gravada nas câmeras digitais.

A TV Cultura tem investido muito na interação das mídias. Uma experiência que devemos acompanhar bem de perto, pois poderá sinalizar caminhos a serem percorridos por aqueles ligados a área de comunicação.