Foto-ouvinte: Perigo entre dedos

O cigarro chegou ao posto de combustível entre os dedos do motorista e por lá permaneceu enquanto o carro era abastecido. O frentista não deu bola, fez seu serviço, cobrou a conta e se despediu do cliente.

O ouvinte-internauta Luciano Oliveira assistiu a tudo enquanto esperava a vez dele abastecer o carro no posto que fica no cruzamento das avenidas Carlos Caldeira com a estrada do Campo Limpo. Sem a quem reclamar, registrou a imagem e mandou para o blog chamando atenção para o risco de explosão gerado por aquele comportamento.

CBN ganha mais dois prêmios da crítica

João Carlos Santana que comanda, há quatro anos, o Sala de Música na CBN ganhou o prêmio de melhor programa musical do rádio da Associação Paulista dos Críticos de Arte. E as meninas do recém-nascido Caminhos Alternativos, Fabíola Cidral e Pétria Chaves, conquistaram o prêmio APCA na categoria variedades.

Os dois programas vão ao ar aos sábados. O Caminhos, às 9 da manhã, e o Sala de Música, às 9 da noite.

A polícia militar de São Paulo é muito violenta ?

A pergunta surge a partir de dados publicados, nesta terça-feira, pelo jornal Estadão que mostra, a partir de estatísticas oficiais, que a PM já responde por 8% dos assassinatos registrados no Estado. De janeiro a setembro deste ano, um de cada 12 assassinados morreu com tiros disparados por policiais.

O CBN São Paulo fez esta pergunta a dois especialistas no assunto.

Nancy Cardia: É violenta, sim

Ouça o que pensa a coordenadora do Núcleo de Estudos da Violência da USP, Nancy Cardia.


Tulio Khan: A violência é relativa

Ouça agora o que diz o coordenador de anãlise e planejamento da Secretaria Estadual de Segurança Pública, Túlio Khan.

Leia AQUI a reportagem publicada no Estadão.

Prefeitura lança plano para diminuir morte de pedestres

Com fiscalização em dez dos mais perigosos cruzamentos da cidade e nos principais corredores de tráfego e uma campanha de conscientização, a prefeitura de São Paulo pretende reduzir o número de pedestres mortos no trânsito. De acordo com dados oficiais da prefeitura, atualmente, há 1,1 morte por atropelamento para cada 1.000 carros que circulam na cidade. Já foi bem maior, segundo o secretário municipal de Transportes Alexandre de Morais. Ele lembra, contudo, que nos Estados Unidos temos índices que chegam a apenas 0,2 para cada 1.000 carros.

Ouça a entrevista do secretário para a repórter Cátia Tofolletto, durante o lançamento do plano que pretende tornar o trânsito da capital menos violento:

Tá com preguiça de fazer ceia?

Então compre pronta. Mas as melhores, claro… recomenda Ailin Aleixo, no Epoca SP na CBN

Fred Frank
Av. Juriti, 429, Moema, tel.: 3791-4198.
Destaques do menu de Natal: cuscuz de camarão; peru assado com molho real; tender com caramelo de laranja e abacaxi. Encomendas até: 15/12. Preço: pratos avulsos, de R$ 6,60 a R$ 28,30 por pessoa (mínimo de 12 pessoas).

Carlota

R. Sergipe, 753, Higienópolis, tel.: 3661-8670.
Destaques do menu de Natal: tender caramelado com mel, lichias e kinkan ao molho de cerejas; pernil de cordeiro ao molho de shiitake flambado no licor de tannat; panna cotta de doce de leite com lascas de coco douradas.
encomendas até: 15/12. Preço médio por pessoa:
R$ 250 (mínimo de dez)
ou R$ 300 (mínimo de seis).

Osteria del Pettirosso
Al. Lorena, 2155, Jardim Paulista, tel.: 3062-5338.
Destaques do menu de Natal: lasanha de alcachofra e salmão; leitão recheado acompanhado de alcachofras, torta de batatas e presunto cru; pernil de cabrito com purê de lentilhas; panna cotta com frutas do bosque.
Encomendas até: 19/12. Preço: pratos avulsos, de R$ 25 a R$ 50 por pessoa (mínimo de seis).

Viandier Casa de Gastronomia
Al. Lorena, 558,
Jardim Paulista, tel.: 3057-2987.
Destaques do menu de natal: chester recheado com farofa de castanhas; pernil assado ao molho de jabuticabas; rabanadas portuguesas.
encomendas até: 20/12.
Preço médio por pessoa: R$ 105 (mínimo de dez pessoas; para grupos menores, a encomenda é feita por quilo).

Vinheria Percussi
R. Cônego Eugênio Leite, 523,
Jardim América, tel.: 3088-4920.
Destaques do menu de natal e réveillon: fagottini de camembert e mascarpone na manteiga de ervas; brandade de bacalhau com alho-poró e purê de batata-doce; tiramisu. Encomendas até: 22/12
(Natal) e 29/12 (Réveillon). Preço médio por pessoa: R$ 90 (mínimo de seis).

A irmã da boa

Por Adamo Bazani

Como diz a juventude, cada tribo tem seu dialeto. Há gírias específicas de simpatizantes de estilos musicais diversos, de ideologias, de religiões, de regiões e de torcidas de futebol.

Pesquisando a história dos transportes, sob a visão dos motoristas e cobradores, mecânicos e funcionários do setor em geral, foi possível descobrir que as garagens possuem seus “próprios dialetos”: Chapéu de bico, cerão, boa, pé de cabra, queixo duro são alguns exemplos.

Muitas vezes essas gírias não são bem compreendidas por quem não atua no ramo e isso pode dar uma enorme confusão. É o que conta o motorista de ônibus, da Viação Guaianazes de Santo André, Levi Mendonça.

Ele começou a trabalhar como manobrista na Garagem da Expresso Santa Rita, em 1988. Três meses depois foi promovido a motorista da Viação Humaitá e depois à Guaianazes. Levi conta que os horários dos motoristas nem sempre são estáveis. Às vezes o trânsito complica e a hora prevista pra chegar em casa é excedida, muitas vezes é necessário pegar a viagem extra de um funcionário que faltou ou ficou preso em congestionamento, entre outros fatores. E nessas e outras, muitos casamentos são desfeitos.

Foi o que aconteceu com um motorista bem antigo de profissão, cujo nome Levi não se lembra.

O motorista começou a se atrasar para chegar em casa dia após dia. Se tinha de estar com a mulher às dez da noite, aparecia meia-noite, uma da manhã. No início, a mulher até se conformava, mas os atrasos estavam sendo constantes e as brigas começaram a surgir.

Todo o dia a mulher reclamava e o marido explicava : “Eu precisei ficar até mais tarde, tive de fazer mais um horário, o colega faltou, o ônibus quebrou”. A mulher não acreditava.
Um dia, irritado, o motorista pediu permissão à gerência da empresa e levou a mulher para o serviço, para provar que ele não estava traindo a esposa.

Pé de cabra é o nome dado às mulheres que se exibem para os motoristas, as damas da lotação. “E tá cheio de mulher assim”, confirma Levi

Já era a penúltima viagem da linha Santo André – Vila Industrial – São Paulo, quase oito horas de serviço e nada que desabonasse o motorista. A mulher ficou o tempo todo no banco atrás, controlando tudo que acontecia.

Até que sobe uma loira fenomenal, linda mesmo. Ela senta no “banquinho das pé de cabra”, aquele logo após a porta dianteira. Começa a mexer no cabelo, se olhar no espelho, e o motorista nem dá bola. Em meio a viagem, sobe um colega do motorista e já chega falando alto: “Essa é a Boa!”.

O motorista responde: “Não, essa é a irmã da boa”.

A esposa, que tudo ouvia no banco de trás, deu um soco no marido, que teve de parar o ônibus abruptamente. A confusão foi generalizada. E só terminou quando conseguiram explicar para ela que “boa”, na linguagem das garagens, é a última viagem, e “irmã da boa”, é a penúltima

O motorista Levi diz que o fato virou lenda nas garagens.

Glossário de garagem

Chapéu de Bico: motorista
Pé de Cabra: mulher que se exibe para o motorista
Cerão: quando o motorista faz hora extra
Boa: última Viagem
Irmã da boa: penúltima viagem
Queixo duro: muito usada antigamente, referindo-se aos ônibus de direção dura
Pau velho: ônibus antigos e mal conservados
Prego: Motorista (de qualquer tipo de veículo) que está na frente e anda muito devagar

Adamo Alonso Bazani é repórter da rádio CBN e busólogo. Toda terça-feira conta para nós, aqui no blog, mais um capítulo da história do ônibus.

Vamos falar pelo Twitter no Roda Vivia, hoje à noite

Hoje, a partir das dez da noite, estarei no Twitter comentando a entrevista do secretário especial de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, no Roda Viva, a convite da TV Cultura. Do estúdio da emissora assistirei ao programa e acompanharei os bastidores deste encontro que faz parte das comemorações dos 60 anos da Declaração Mundial dos Direitos Humanos.

Para quem já está no Twitter basta procurar por “miltonjung”. Quem não conhece a ferramenta, entre em http://www.twitter.com, entenda como funciona a conversa pelo miniblogging, faça sua assinatura (de graça) e passe a conversar com a gente.

Pelo Twitter envio informações e entrevistas que vão ao ar no CBN São Paulo, além de atualizar notícias durante o dia.

Agora o outro lado: Quintas diz que está legal

Dos quatro vereadores que tiveram seus nomes citados em reportagem sobre supostas irregularidades nas contas de campanha pelo Tribunal Regional Eleitoral, faltava-me apenas a resposta de Adolfo Quintas (PSDB).

“Esclarecemos que os questionamentos levantados pelos técnicos da 1ª Zona Eleitoral já foram respondidos mediante apresentação de documentos que comprovam a regularidade e a lisura das contas de campanha do vereador Adolfo Quintas.”

As justificativas e procedimentos adotados pelos vereadores Mara Gabrilli (PSDB), Arselino Tatto (PT) e Atílio Francisco (PRB) estão publicadas nas notas dos dias 5, quinta, e 6, sexta, de dezembro aqui no blog.

Que fique claro que apesar do encaminhamento de documentos para esclarecer as irregularidades apontadas pelo tribunal ainda há a necessidade de apreciação do Ministério Público Eleitoral sobre as contas que apresentaram problemas no entender do TRE.

Doação para Santa Catarina só em dinheiro, diz prefeitura de São Paulo

As doações de alimentos e produtos para as vítimas das enchentes em Santa Catarina estão suspensas, temporariamente. Segundo a Secretaria de Segurança Urbana da cidade de São Paulo serão mantidas as ajudas em dinheiro nas contas da Defesa Civil de Santa Catarina. Além disso, ainda é necessária a presença de voluntários para a triagem das cerca de 500 toneladas de alimentos, produtos de higiene, água potável e colchões, que estão em processo de separação e classificação para serem enviados à Santa Catarina.

Até este fim de semana, a Defesa Civil da Cidade de São Paulo e a Cruz Vermelha Brasileira Filial do Estado de São Paulo já enviaram 50 caminhões, totalizando cerca de 810 toneladas de alimentos, produtos de higiene, roupas e colchões a Santa Catarina. As cidades beneficiadas foram Blumenau, Luiz Alves, Gaspar, Camburiú, Navegantes, Itajaí, Ilhota, Penha e Florianópolis.