As melhores coxinhas de sp

Ailin Aleixo abre a semana com a popular coxinha e a escolha do jurí O Melhor de São Paulo, da Época SP:

Veloso

Quando a porção de seis delícias coradas R$ 13,20 chega à mesa, a alegria é geral. As coxinhas do Veloso – assim como as caipirinhas do mestre barman Deusdete Souza – são uma das grandes razões do imenso sucesso do pequeno bar. E com toda a razão. Elas têm casquinha superfina, crocante, que envolve uma massa tão macia que mais parece um purê. E o recheio – peito de frango bem desfiadinho e picado, refogado com salsinha e temperos – vai da ponta à base do salgadinho. R. Conceição Veloso, 56, Vila Mariana, tel.: 5572-0254. Ter. a sex., 17h30/0h30; sáb., 13h/1h; dom., 16h30/23h.

Finalistas

Frutaria Santo Eduardo
Pça. Santo Eduardo, 104, Vila Maria, tel.: 2954-4608. 24 horas. Preço: R$ 2,50.

Frangó
Largo da Matriz de Nossa Senhora do Ó, 168, Freguesia do Ó, tel.: 3932-4818. Ter. a qui., 12h/0h; sex. e sáb, 11h30/2h; dom., 11h/23h. Preço: R$ 4.

Ambiente Urbano: São Paulo discute mudança climática

O debate de logo mais à tarde sobre mudanças climáticas será o tema da minha conversa com com o Osvaldo Stella, no Ambiente Urbano, comentário que vai ao ar, segundas, logo apos às 11 da manhã:

“O Movimento Nossa São Paulo promove hoje, 10 de novembro, encontro para apresentação e esclarecimentos sobre o Plano Municipal de Mudanças Climáticas. O evento terá a participação do Secretário do Verde e Meio Ambiente do Município de São Paulo, Eduardo Jorge, que conversará com os participantes sobre os principais pontos da proposta. O projeto foi enviado pelo prefeito Gilberto Kassab à Câmara Municipal em agosto. Se for aprovado, São Paulo se tornará a primeira cidade brasileira a ter um plano criado especificamente para lidar com as mudanças climáticas.

Algumas das propostas apresentadas no Plano:

• Redução de 30% das emissões de gases-estufa até 2012;
• Condomínios, shoppings e outros conglomerados deverão instalar coleta seletiva;
• Licenças ambientais serão concedidas a empreendimentos com significativa emissão de gases mediante medidas de compensação;
• A Prefeitura vai reduzir o custo da construção acima do limite para empreendimentos que usarem energias renováveis;
• A partir de 2009, motos terão de passar por inspeção veicular;
• O transporte público deverá reduzir o uso de combustíveis fósseis em 10% por ano a partir de 2008; em 2017, a utilização de combustível não fóssil será em toda a frota.

Serviço:

Apresentação do Plano Municipal de Mudanças Climáticas
10 de novembro, 17h30
Auditório do Sindicato dos Engenheiros – Rua Genebra, 25 – Bela Vista”

Foto-ouvinte: Cachorro quente, cidade suja

A seqüência de fotos mostra funcionários de uma casa da rede de lanches Black Dog pendurando um banner para chamar atenção do público que passa pela avenida Braz Leme, no bairro de Santana. A propaganda é irregular, fere a lei Cidade Limpa e causou indignação ao ouvinte-internauta Luiz Franco.

O banner está na esquina da Braz Leme com a rua Doutor César, onde fica a lanchonete.

Foto-ouvinte: Um gerúndio no meio do caminho

“Em sete dias nós vamos estar verificando”. Foi a resposta que o ouvinte-internauta Sérgio Falque ouviu do funcionário da Subprefeitura de Vila Mariana ao registrar a reclamação deste buraco no encontro das ruas Arapanés e Jacutinga, no bairro de Moema. É local movimentado, rota de fuga da avenida Ibirapuera, tem hospital e um centro que atende pessoas com deficiência de deslocamento.

Sete dias para verificar e mas alguns tantos para arrumar. Sérgio, neste tempo todo, “vai estar imaginando” o transtorno que será provocado.

Avalanche Tricolor 1: Carta a um pequeno palestino



Palmeiras 0 x 1 Grêmio

Brasileiro – Palestra Itália

Oi, Mahmoud

Você ainda não me conhece. Sou jornalista. Tenho 45 anos. E tive de deixar minha cidade em busca de uma vida profissional melhor. A escolha foi pessoal. Não fui muito longe. De Porto Alegre até aqui, em São Paulo, foram menos de duas horas de viagem de avião. Aqui, também, encontrei minha nova família, casei, tive dois filhos, e fiz amigos.

Se você falar com seu pai verá que sua caminhada foi muito mais difícil, apesar de ter apenas cinco anos. Sua família palestina trocou a casa em Bagdá, no Iraque, por barracos de lona em campos de refugiado, na Jordânia, quando as perseguições começaram. O medo da morte era inerente a vida mesmo sob uma suposta proteção jordaniana. E, certamente, não era o que seus pais gostariam de oferecer a você.

Há um ano você chegou a São Paulo, também de avião, com o que sua família havia conseguido juntar nestes anos. Foi para uma casa simples mas respeitável em Mogi das Cruzes, na região metropolitana, para começar mais uma etapa da vida. Encontrou novos amigos, foi para a escola e teve espaço para brincar. Brincadeira de criança brasileira. Jogar bola.

Ao correr atrás da primeira bola de couro que sujava com o pó da rua, descobriu uma nova paixão. Eu assisti ao vídeo no qual você conta para qual time torce. Me emocionei, Mahmoud. E fiquei pensando por que um garotinho palestino que já enfrentou tantas dificuldades em tão pouco tempo de vida, que vem morar em um País desconhecido, vai escolher um time tão distante dele. Lá do Sul. Que poucas vezes aparece na televisão que você tem na sala da casa.

Ao ver o Grêmio entrar em campo, neste domingo, no Palestra Itália, em São Paulo, e um pequeno grupo de torcedores comemorar, lembrei de você, Mahmoud. Imaginei como você deveria estar feliz sentado no chão sobre o tapete, com a bola tricolor entre as mãos e os olhos vidrados na tela da TV.

Quando o Grêmio foi para o ataque, quando o Grêmio foi atacado; enquanto sofria sentado no estúdio aqui da rádio onde trabalho, enquanto via meus colegas palmeirenses sofrendo; no momento em que uma lágrima envergonhada correu de alegria no meu rosto; lembrei de você em todos estes momentos.

Eu conheço muito pouco de você, Mahmoud. Sei que aprendeu com seus pais e seu povo. Enfrentou preconceito. Sofreu com a morte e desaparecimento de amiguinhos. Foi alvo de injustiça e falta de compreensão. E nunca desistiu.

Poderia ter escolhido um time mais fácil, um time do povo, das grandes massas nacionais, da simpatia dos críticos, Mas você foi gostar logo do meu Grêmio.

A vitória de hoje, Mahmoud, não vai nos dar o título de campeão que todos buscam. Mas você sabe que não nos serve a conquista passageira. Queremos fazer a história. Assim como seu povo a constrói neste momento.

Parabéns, Mahmoud, você é um menino de coragem. E o Grêmio, como vimos nesta tarde de domingo, mais uma vez, foi um time corajoso. Pensando bem, acho que você já nasceu gremista

De Mílton Jung

Avalanche Tricolor: Goooooooooooooooooooooool !

Palmeiras 0 x 1 Grêmio

Brasileiro – Parque Antártica

Veja o gol do Grêmio nas imagens da Tv Globo e narrado por Kleber Machado:

Ouça o gol de Tcheco na voz de Deva Pascovicci

Deva, o Pavarotti da CBN, me provocou durante a transmissão da CBN e pediu para que eu narrasse o gol do Grêmio. Fiz porque sou gremista, não por ser narrador. Narrador que conheci se chamava Milton Ferretti Jung sobre quem já falei nesta coluna outras oportunidades:

De evolução e dinheiro

Por Maria Lucia Solla

Olá,

Já nos demos conta de que o dinheiro ultrapassou todas as fronteiras e de que a idéia dele se instalou na boca e no pensamento de todos; de A a Z, de baixo para cima e de um lado ao outro do planeta. Se o pensamento já ocupava um espaço precioso do nosso interesse, agora dominou. Em todas as línguas, unificou vocabulário e expressão facial. Pôs rugas onde rugas não havia, levou uns trocados de alguns e dilapidou o patrimônio de outros. Os mais atingidos chegaram a perder amores, amizades, empregos e sonhos. Houve os que perderam a esperança, mas o certo é que a maioria ganhou um pensamento fixo, que tomou o planeta e veio para ficar por um bom tempo. E já era mesmo tempo de vir para ser olhado de frente e reavaliado. Nossa relação com ele chegou ao ponto de o trairmos com simples papéis. Quem souber aproveitar vai sair ganhando em todos os sentidos. Para isso serve a crise.

Vale lembrar que há muitos séculos, as moedas eram feitas de metais nobres e refletiam seu valor, no peso. Dinheiro era bom e ninguém tinha vergonha de possuí-lo. Imagine como devia ser lindo ver algumas moedas de ouro, sobre uma mesa de madeira maciça, brilhando ao toque do sol. Pura magia! Naquele tempo, os sacerdotes, sábios astrólogos, indicaram o ouro e a prata, para a confecção das peças pela ligação do ouro com o sol e da prata com a lua. A idéia era manter a associação de tudo que se relacionasse ao homem, com o Todo. Com a natureza e com o fluir da vida. O ouro e o sol, representando a energia Yang e a prata e a lua, a energia Yin.

Acontece que, com o passar do tempo, a cotação da nossa sofisticação externa subiu, enquanto a da compreensão da vida e do que pretendemos fazer com ela, baixou. E nossa relação com o dinheiro e com a idéia dele foi se transformando, foi evoluindo (!), e virou amor bandido. Proibido. Escondido.

Dinheiro é pecado! (Na mão do outro)
Dinheiro é sujo. (De papel! Como poderia ser diferente?)
Dinheiro corrompe. (E o que não corrompe?)
Dinheiro traz culpa e não felicidade. (Chocolate é muito melhor porque traz os dois)
Dinheiro tranca a entrada no Céu. (Me dá o seu que eu mando abrir as portas para você. Sou assim com Deus!)

A relação do homem com o dinheiro ficou tão deteriorada que acabou em crise. Agora, o resultado disso tudo, nem espere que venha de fora. Ele depende de nós e da reavaliação que fizermos de valores, pesos e medidas. Não depende de novos presidentes de cores e culturas variadas. Eles são apenas réplicas de mim e de você. Não depende de cúpulas disto ou daquilo. Depende de mim e depende de você, para que os valores saiam ilesos, mas sacudidos e postos em ordem social mais do que pessoal. Para que os pesos sejam os mesmos para mim e para você e as medidas, de tamanho único.

Pense nisso, ou não, e até a semana que vem.

Ouça este texto na voz da autora:

Maria Lucia Solla é terapeuta e professora de inglês, autora do livro “De Bem Com a Vida Mesmo Que Doa”, publicado pela Libratrês, e escreve todo domingo neste blog.

De repente o marido chegou



Capa do livro Memórias de Brasileiros que reúne histórias contadas pelo País

Certa vez, em 1953, quando fui subprefeito e subdelegado do 5o. Subdistrito, passava pela porteira de uma pequena propriedade e, de repente, vi um guri correndo e gritando. Parei, ele chegou à beira da cerca e deu o seguinte recado: “Meu pai pede para o senhor ir lá que a minha mãe está doente”. Respondi: “Eu não sou doutor, menino, mas vou lá”. Cheguei na propriedade, o cidadão me recebeu e disse: “Eu estava há oito dias conduzindo uma tropa e quando cheguei aqui encontro minha mulher nesse desespero, só chora, não fala, não responde nada. Não sei o que ela tem. Lembrei de pedir socorro, para ver o que se pode fazer”. “Eu não sou médico, mas valos lá no quarto ver…” Ele me levou. Procurei conversar com a mulher, mas nada, ela só chorava. Passei a imaginar situações, pois já tinha ouvido alguém falar sobre o procedimento dela. Resolvi pedir um banquinho baixo. Me trouxeram e sentei. Comecei observando por baixo da cama. E enxerguei o pé de um cidadão, vi que ele estava embaixo da cama da mulher. Naturalmente, ele estava fazendo uma “visita” quando chegou o dono da casa e ele resolveu se esconder. Raciocinei que eu devia fazer alguma coisa.

O que seu Waldemar Brandão Calovi, de Alegrete, interior do Rio Grande do Sul, fez você fica sabendo no livro “Memórias de Brasileiros – Uma história em todo o canto”, produzido pelo Museu da Pessoa e lançado pela editora Petrópolis.

Na semana passada conversei com o diretor do Museu da Pessoa, José Santos, sobre o livro:

Podcast de Maria Lucia é destaque na mídia

A possibilidade de você ler e ouvir os artigos de Maria Lucia Solla aqui no blog ganhou destaque no jornal O Registro, da cidade mineira de Extrema. O semanário publica crônica de Maria Lucia nossa colega de primeira hora. A reportagem destaca, ainda, o fato de que ela, além deste trabalho dominical, também já publicou gravações de vídeo e imagens no blog.

Multimídia, essa moça, não ?!

Felipão quer a vitória do Grêmio

Luis Felipe Scolari é, indiscutivelmente, o melhor técnico brasileiro em atividade. Aí de você que discordar. Campeão do Mundo pelo Brasil, precisou superar preconceito e desconfiança ao seu trabalho para alcançar este reconhecimento. Em entrevista a ESPN Brasil que você acessa clicando aqui deixou muito claro que torce para o Grêmio, mesmo que do outro lado esteja o Palmeiras, time que treinou também com sucesso no Brasil.

Ele acredita no Grêmio, assim como sempre acreditei. Eu por acreditar, estarei no estúdio da rádio CBN, neste domingo, a partir das quatro da tarde, acompanhando a jornada esportiva.
Ao meu lado estará o colega e palmeirense Roberto Nonato. Entre nós, outro palmeirense, Paulo Massini. A narração é do Deva Pascovicci, que desde pequeninho chama o Grêmio de cavalo paraguaio. O comentário é do Daniel Piza, a quem passei o campeonato inteiro tendo que lembrar que o Grêmio era o líder da competição.

Veja que minha tarefa dominical será das mais difíceis. Mas se Felipão é por nós; se Mano Menezes torce por nós – e disse isso com todas as letras no CBN São Paulo; não há o que temer. Como canta nossa torcida: “Grêmio, nada pode ser maior”.