O homem é inimigo das árvores, diz biólogo


Poda feita pela prefeitura em árvore na Nove de Julho Foto:Marcos Paulo Dias

A ação do ser humano tem gerado uma série de prejuízos às árvores, principalmente nos centros urbanos. Para o professor do departamento de Botânica da USP, Gregório Ceccantini, planta-se errado e se cuida ainda pior.

A entrevista foi motivada pelas reclamações feitas por ouvintes-internautas do CBN São Paulo em relação a consevração das árvores. Alguns posts abaixo você verá imagens que foram enviadas por moradores de São Paulo.

Ouça a entrevista com o professor Gregório Ceccantini:

O blog da Associação dos Amigos das Árvores de São Paulo pode ser acessado clicando aqui

Prefeitura anuncia mudanças na poda

“Em relação ao serviço de poda na cidade de São Paulo, a autorização da Prefeitura, após laudo de engenheiro agrônomo municipal, é exigência legal para que o trabalho seja realizado em qualquer árvore da cidade, mesmo quando a espécie está dentro de propriedade privada. Como o próprio professor Gregório Ceccantini explicou, ao mesmo tempo em que a legislação protege as árvores, o trâmite provoca demora na execução dos serviços. Por isso, a Prefeitura já estuda uma maneira de agilizar o processo de autorização das podas. Dessa forma, conseguiremos agilizar os trabalhos e evitar agressões às árvores da cidade.

Atenciosamente,

Andrea Matarazzo
Secretário das Subprefeituras”

Mais de 3 milhões não aproveitam desconto no IPTU

O contribuinte da cidade de São paulo tem até o dia 30 de novembro para inscrever imóveis que receberão desconto no IPTU, em 2009, em virtude dos créditos gerados pela Nota Fiscal Eletrônica. De acordo com a Secretaria Municipal da Fazenda, cerca de 3 milhões e 600 mil pessoas deixam de usufruir deste benefício, seja por falta de informação ou interesse.

Atenção: Nota Fiscal Eletrônica é uma coisa, e apenas para cidade de São Paulo, e Nota Fiscal Paulista é outra, para todo o Estado de São Paulo.

Ouça a entrevista com Arnaldo Augusto Pereira, sub-secretário da Receita Municipal, ao CBN SP:

Você tem mais informações no endereço www.prefeitura.sp.gov.br/nfe

Estação nova, cardápio novo

Os restaurantes começam a oferecer novos cardápios com a proximidade do verão e a Ailin Aleixo já tem boas sugestões para você:

Antiquarius

A casa portuguesa mais clássica da cidade, acabou de ganhar seu menu executivo de almoço. Composto de uma versão ”light” do famoso e delicioso couvert da casa, uma entrada, um prato principal e uma sobremesa, custa R$ 89. Parece caro? E é, mas bem em conta do que um jantar no restaurante: a porção de lula a dore (chamada de lula à sevilhanha), por exemplo, custa R$ 59. Voltando ao almoço: são dez menus diferentes, cada um homenageando uma região de Portugal. Tráz os montes e Alto Douro tem , por exemplo, galinha a cabidela e robalo com endívias assadas; Algarve, ostras gratinadas e franguinho cerejado; Ribatejo, feijoada branca de lulas e bacalhau ao creme de cebola… É, certamente, uma ótima maneira de degustar as delícias da casa sem sofrer na hora da notinha.

Al. Lorena, 1884 – Jardins – São Paulo – SP, 3082-3015

Thai gardens

A entrada da primavera– e, com ela, a chegada do calor— fez muitos restaurantes darem uma alterada no cardápio, com pratos mais leves e que usam ingredientes da estação. No Thai Gardens, um dos melhores e mais bonitos restaurantes asiáticos de São Paulo, a mudança ocorreu no menu degustação, servido somente no jantar. A sequência de onze pratos e sobremesas não teve as entradas alteradas mas trocou todos os principais, que ficam assim: res kratiam (salteado de carne bovina no azeite com alho e cebola, aromatizado com erva-doce), frango ou camarões ao curry verde (com brotos de bambu, vagens e jiló), o delicioso Pad Thai (talharin salteado com cebola, broto de feijão, cenoura e amendoim), triângulos esmeralda (filés de frango marinados em tamarindo, envoltos em folha de Baithoy) e Pla Pat King (cação á milanesa com gengibre e shimeji, com molho de shoyo e ostras). Para quem quer uma amostra da culinária tailandesa no almoço, o Thai Gardens oferece, diariamente, um caprichado bufê (R$ 32 durante a semana e R$ 45 aos finais de semana)

Av. Nove de Julho, 5871 – Vila Olímpia – São Paulo – SP, 3073-1507

Ambiente Urbano: Menos luz, mais eficiência



Por Osvaldo Stella

Quando pensamos na questão da poluição nas grandes cidades quase sempre este pensamento está direcionado para a poluição do ar, da água e também a poluição visual.

Uma forma de poluição que passa quase desapercebida tem despertado a atenção de estudiosos, a poluição luminosa. O excesso de iluminação e também a má-qualidade técnica dos sistemas de iluminação públicos estão acabando com a noite.

Na maioria das grandes cidades o céu adquire um tom amarelado e não existe mais a escuridão.

Os seres humanos são criaturas diurnas, nossos olhos não são eficientes em condições de baixa luminosidade, adaptamos a paisagem da cidade para termos mais conforto, porém, em excesso, a iluminação noturna faz mal para nossa saúde e de outras espécies que vivem nos grandes centros urbanos. A utilização correta da iluminação pode criar um ambiente mais saudável além de economizar muita energia elétrica.

Osvaldo Stella da ONG Iniciativa Verde é comentarista do quadro Ambiente Urbano que vai ao ar às segundas-feiras, às 11 da manhã, no CBN SP.

Condomínio Legal: Em forma sem sair de casa

A reportagem abaixo foi publicada pelo Portal Sindiconet, que reúne informações para quem mora em condomínios. Está reproduzida aqui por sugestão do nosso colega de Condomínio Legal Márcio Rachkorsky que toda a segunda-feira escreve no blog. Para Márcio é “uma bela dica de como ter mais saúde, sem precisar sequer sair do condomínio”:

Aproveite:

“Não ter academia no condomínio não é mais desculpa para não proporcionar qualidade de vida aos moradores. Mesmo em condomínios que não dispõem desse tipo de espaço montado, é possível contar com atividades físicas diferenciadas que ajudam no condicionamento dos moradores, aumentam a convivência e melhoram o relacionamento entre eles.

Atividades como aulas de dança, artes marciais, lutas, yoga, tai-chi-chuan, esportes, corridas, caminhadas, alongamento, relaxamento, escolinha de esportes para crianças e até atividades específicas para deficientes físicos e idosos são algumas das inúmeras modalidades que o síndico pode implantar no condomínio mesmo que não haja sala de ginástica.

Como funciona
 


– Uma vez que os valores são cobrados por hora e são personalizados para cada condomínio, as atividades adicionais podem ser contratadas por condomínios de qualquer tamanho;

– Normalmente, as aulas e horários são definidos com base no perfil dos moradores, por isso, é interessante oferecer aulas variadas. Nesses casos, vale mais o número de atividades do que a quantidade de horas;

– Uma rápida pesquisa com os moradores ajuda na hora de estabelecer as atividades de maior interesse, definir os horários mais convenientes para uma maior adesão dos condôminos e, também, contratar professores com o melhor perfil;

– Algumas empresas de assessoria esportiva oferecem atendimento individual ou em pequenos grupos, de até 6 pessoas por professor. Isso assegura maior qualidade das aulas e resultados mais rápidos;



- Se o condomínio optar por contratar uma empresa, é importante certificar-se de que ela cumpra as regras do condomínio e tenha seus profissionais registrados.

– Existem empresas que oferecem serviços diferenciados, como massagens, drenagem, fisioterapia, RPG a té limpeza de pele. Elas podem montar um espaço no condomínio ou oferecer os serviços alguns dias na semana.
 
 
Vantagens
 
– Para muitos, poder realizá-las no condomínio é uma vantagem por questões como segurança, praticidade, economia e entrosamento com família e vizinhos;

– Atividades físicas em grupo geram maior convivência entre os condôminos, fortalecendo vínculos de amizade entre eles;

– Além de uma melhor relação custo-benefício das área do lazer, muitos condomínios observam também uma significativa redução do vandalismo;

– Condomínios que agregam este tipo de serviço tendem a ser mais valorizados”

Foto-ouvinte: Árvores sofrem na cidade de São Paulo

O trabalho de recuperação das áreas verdes de São Paulo parece sempre ameaçado, apesar do esforço de organizações não-governamentais, iniciativas individuais de cidadãos e a ação do abnegado secretário municipal do Verde e Meio Ambiente, Eduardo Jorge, e sua equipe. O Blog do Milton Jung recebeu uma série de imagens feitas por ouvintes-internautas denunciando “crimes” contra árvores, na capital.

Árvore resiste

Esta chegou há mais tempo, e a preocupação do ouvinte-internauta e colaborador deste blog Marcos Paulo Dias é se resistirá a obra feita no estacionamento da Rua Itapeva, 298, na região Paulista.

Árvore afogada pelo cimentoÁrvore afogada pelo cimento

As duas árvores que restaram do quintal das casas desapropriadas em Artur Alvim foram tomadas pelo cimento conforme mostram as imagens do ouvinte-internauta Fábio Pereira. Neste local, as casas tiveram de dar espaço a um viaduto. O alerta à prefeitura não foi suficiente para impedir que estas árvores tivessem sua base coberta de cimento e os galhos decepados. “Estão sendo ‘assassinadas’ aos poucos”, escreveu Fábio.
Árvore em perigo

Uma árvore prestes a tombar, segundo o ouvinte-internauta André Lacerda Lopes, que se sustenta graças a intervenção dos moradores desta rua no bairro do Jaçanã. “Está quase caindo e pode prejudicar toda comunidade”, escreveu.

Clique nas imagens e veja outras fotos enviadas por ouvintes-internautas

Avalanche Tricolor: Caro Gremista !



Grêmio 1 x 1 Figueirense

Brasileiro – Olímpico

Temos coisas que jamais entenderão. Por isso, de nada adiantará escrever esta coluna com a intenção de convencer aqueles que não nos conhecem. São-paulinos, palmeirenses, santistas, corintianos, flamenguistas, cruzeirenses, torcedores de todos os demais clubes brasileiros, me desculpem. Faço aqui o que ainda não havia feito até então. Escrever apenas para você gremista.

Você que foi ao estádio Olímpico durante oito anos, lá na virada dos anos 60 para os 70, acreditando que voltaríamos a ser campeão gaúcho. Até que voltamos a sê-lo, em 77. Lembra daquela época ? Talvez você não lembre. É muito jovem ainda.

Você que encheu ônibus e mais ônibus para ver o título brasileiro de 1981, no estádio do Morumbi. O São Paulo era o favorito mesmo tendo deixado Porto Alegre derrotado pelo Grêmio. Nem o gol de Baltazar parecia mudar a opinião deles. Derrotados alegaram que, no conjunto, o tricolor paulista era melhor.

Em 83, foram os alemães que ficaram sem compreender esta alma gremista. Que atrevimento era aquele de buscar na prorrogação o título Mundial ? Seu pai deve ter lhe contado esta história.

Quando deixamos São Paulo derrotados pela Portuguesa, 13 anos depois, ninguém acreditava mais em nós, também. Torciam para a Lusa porque era considerado um time mais simpático. E o antipático Aílton fez o gol que nos daria o bicampeonato brasileiro. Essa você deve ter assistido. Nem que seja no You Tube.

Eu estava no Morumbi quando chegamos para decidir a Copa do Brasil de 2001 contra o imbatível Corinthians de Vanderlei Luxemburgo. Narrei a vitória de 3 a 1 do Grêmio pela Rede TV! e fiquei sabendo depois que o time de Tite apenas venceu porque os corintianos haviam passado a noite discutindo de quem eram as namoradas que andavam no corredor do hotel.

De 2005, decisão da Série B do Brasileiro, você não esqueceu, Ninguém esqueceu. Virou filme. Está nos arquivos do futebol mundial.

Houve superação no Gauchão de 2007, aquele que viramos um resultados de 3 a 0 contra o Caxias. E para chegarmos a final da Libertadores, também. O próprio Mano Menezes me contou, semana passada, as dificuldades até o vice-campeonato.

É para você que acreditou em todos estes momentos que escrevo esta crônica dominical. Semana que vem teremos mais uma prova de que nascemos gremista para contrariar as previsões, para conquistar o improvável, para entrarmos na história e para acreditarmos na Imortalidade.

Até o Parque Antártica !

Avalanche Tricolor: Prá entender como é no Sul




Para ler a reportagem clique na imagem acima.

Em São Paulo, muitos acreditam que o Inter vai entregar o jogo no Morumbi, no fim do domingo para prejudicar o Grêmio. Há quem diga que os gremistas farão uma torcida enrustida pelo colorado.

A discussão, porém, mexe com as torcidas no Sul do País. E a do São Paulo por tabela. O jornal Zero Hora, o principal do Estado, traz a reportagem acima na qual escritores que participam da Feira do Livro de Porto Alegre falam desta disputa e o dilema de torcer pelo arqui-adversário.

Particularmente, não consigo enxergar um técnico armando seu time para perder. E Tite não faria isso. Também não vejo necessidade desta torcida pelo adversário. O campeonato não se decidirá nesta rodada.

Destaco a reportagem no caderno de esporte da ZH Dominical, porém, por puro nepotismo (só aqui pode). A moça em destaque é minha prima Cláudia Tajes, publicitária, cronista e escritora de mão cheia. Gremista, evidentemente. Que chama os brios colorados. Está na leva daquelas que esperam uma forcinha do Inter, enquanto torce pelo Grêmio no Olímpico.

Esta é uma edição extra da Avalanche Tricolor que será publicada, como sempre, logo mais após Grêmio e Figueirense.

De decisão

Por Maria Lucia Solla

Olá,

Às vezes me dá gana de choramingar. Tanta coisa que não acontece do jeito que eu queria que acontecesse. E os imprevistos, então. Chegam logo detonando a rigidez da minha teimosia que acha que meu desejo é soberano e meu bem-estar, condição para que o mundo continue a girar. Então o anjo do sorriso chega todo brincalhão, me faz cócegas, e acabo rindo de mim mesma. Ouço meu riso se soltando, e ele me faz lembrar do quanto é monótona, arrastada e bolorenta, a ladainha do queixume. Afinal, a grande importância que eu outorgava a tudo que acontece à minha volta não tem a mínima importância. E eu me calo, e sorrio.

Tem dias que vem uma vontade louca de deixar de ver o que eu não quero ver, mas o anjo do equilíbrio me faz entender que ali não existe meio-termo. Se fechar os olhos para o que não quero, deixo de ver o que quero. Então escancaro meus olhares.

Às vezes penso em deixar de comer certas coisas gostosas. Você sabe o que é. Aquela tendência masoquista-judaico-cristã-muçulmana-evangélica, que a gente tem de se flagelar. Negamos o prazer, como fez o personagem do prefeito, no filme Chocolate, e um dia escorregamos, inevitavelmente. E aí sim, é um tal de se entregar e se lambuzar… A emenda acaba sendo pior que o soneto. E balançamos entre o acreditar que não merecemos nada de bom, que já nascemos pecadores e dependentes da absolvição do outro, e que tudo que é bom é ilegal, imoral ou engorda. Achamos que é preciso ser ou anjo ou demônio para que o mundo perceba e abalize nossa existência. Mas nesses momentos, o anjo do prazer se mostra para mim, e com uma das asas aponta para a cozinha. Aceito o convite. Entro, asso, corto, decoro; brinco com os ingredientes. Sou curiosa. Misturo, separo e observo as reações. Vejo ingredientes se encontrarem como se tivessem nascidos uns para os outros e vejo outros se pegarem a tapas ao primeiro contato, ou se revelarem na hora da digestão. Como as pessoas. E acabo brindando à vida entre aromas e sabores.

Tem dias que duvido do amanhã. Penso em nem levantar da cama quando ouço certas coisas. É tanta insensatez, tanta agressividade, malandragem, impunidade. É tamanha a burrice. Tamanha a desumanidade. Então, o anjo da esperança chega sorrindo e me deixa de pernas bambas quando roça os lábios nos meus olhos e toca de leve meus ouvidos. Imediatamente sintonizo num novo ouvir e leio mais, vejo mais vezes os filmes favoritos e me aventuro pelos desconhecidos.

Às vezes penso em desistir do amor. Então chega o anjo da vida, me olha bem no fundo dos olhos e por ali mesmo destranca a porta do meu coração. E eu? Deixo-me invadir, e amo. Pelo imenso prazer de amar.

Pense nisso, ou não, e até a semana que vem.

Ouça este texto na voz da autora:

Maria Lucia Solla é terapeuta, professora e escreveu o livro “De Bem Com a Vida Mesmo Que Doa”, publicado pela Libratrês. Todos os domingos está aqui no blog em texto e voz.

Cena de A Favorita é criticada por são paulinos

Confesso minha ignorância em relação a novela “A Favorita” da TV Globo. Que isso jamais seja usado contra mim, por favor. Fui, no entanto, procurar entender o que acontece no folhetim eletrônico do autor João Emanuel Carneiro após minha caixa de correio se encher de mensagens de ouvintes-intenautas indignados com cena que foi ao ar, há dois dias. Nela, dois rapazes discutem qual será o time do menininho que ainda está na barriga da mãe, Maria do Céu, interpretada pela neo-gremista e bela Débora Secco.

A reclamação partiu de são paulinos que não gostaram de ver o personagem gay da novela assumir sua torcida pelo tricolor. Há quem esteja pedindo uma retratação do autor. No site oficial da novela não há nenhuma referência ao fato.

Ao ver a cena lembrei-me de um grande amigo, estudioso da área de marketing e fanático pelo time do Morumbi, que há algum tempo defende a tese de que o São Paulo deveria aceitar a fama de time preferido dos homossexuais e usufruir desta marca como forma de mostrar ao Brasil que está na vanguarda, é um clube aberto à diversidade e que respeita as escolhas pessoais.

Sei que a idéia é difícil de pegar, principalmente em um futebol identificado com a figura do macho, forte, musculoso, e impetuoso. Mas que acabaria com boa parte das piadinhas sem graça que circulam hipocritamente nos bastidores, não tenho dúvida.