Teste seu conhecimento


Preste atenção na imagem acima e responda: “Onde fica esta ponte ?”

( ) No vilarejo de um pequeno Estado brasileiro.
( ) Em uma pobre cidade do nordeste do Brasil.
( ) Numa localidade distante dos grandes centros urbanos.
( ) Em populoso bairro da mais rica cidade do País

Registre sua opção na área reservada aos comentários. A resposta deixo para vocês no fim do dia. Quem acerta ganha uma viagem a pé até o local com direito a atravessar a pinguela.

Resposta do teste de conhecimento (publicado às 12:00)

Esta ponte é o único acesso dos moradores à Rua Arraial do Bonfim, no superlotado bairro de Itaquera, na zona leste de São Paulo. Há três meses, uma empresa foi contratada para recuperar a ponte por onde passam dezenas de famílias com crianças e idosos. A obra está paralisada e permanece o risco das pessoas despencarem dentro do córrego sem saneamento.

Veja que nem toda a população precisa de um corredor de ônibus ou metrô para andar na cidade de São Paulo. Bastaria uma ponte.

Vitor Mattos: “A estrada é um vício construtivo”

Por Adamo Bazani

Paixão. É este o sentimento que o paulistano, nascido em Perdizes, que morou cerca de 40 anos no Jaçanã, zona Norte de São Paulo, demonstra quando o assunto é transporte de passageiro. Vitor Mattos, é motorista, e ainda trabalha no ramo. Transporta estudantes no próprio ônibus, em Minas Gerais.

Ele começou a trabalhar em uma Kombi, aos 13 anos, mesmo sem carteira de habilitação. Vitor diz que aprendeu a dirigir vendo os motoristas de ônibus da empresa paulistana Nações Unidas: “Eu sempre corria para os bancos (pós porta dianteira) e não tinha quem me tirasse de lá”. Os ônibus eram de direção dura ainda, Mercedes Benz, com carrocerias Bela Vista e Jaraguá .

O primeiro ônibus que Vitor conduziu foi por acaso. Era uma viagem do litoral de São Paulo à capital paulista. Ele recorda que o motorista na época, apelidado de gaúcho, tinha bebido demais e passou mal na estrada.  Vitor não teve dúvidas: “Assumi a direção e trouxe o ônibus até o planalto, ai o “óleo diesel” entrou no sangue e não saiu mais”.

Aos 18 anos, em 1977, começou a trabalhar na Turfe Turismo, uma pequena empresa de Guarulhos. A idade não era suficiente ainda para guiar ônibus rodoviário, mas na época, muitos motoristas de ônibus começavam cedo mesmo. A Turfe fazia linhas de fretamento em médias e curtas distâncias.

Mas o sonho de Vitor mesmo foi a estrada, onde ele construiu sua vida, aprendeu muita coisa e viu as cidades crescerem sob os possantes que dirigia. Conseguiu uma vaga na Expresso Brasileiro Viação, por onde passou várias vezes, e dirigiu os ônibus da Viação Impala, Andorinha, Cometa, gigantes no setor. Ele disse que era notória a diferença entre as empresas de grande porte e as menores. Nas grandes, o motorista apenas dirigia. Nas outras tinha de limpar, entender da manutenção, etc.

Diferente também era a rotina na estrada e na cidade.

“No serviço urbano, você tem um esforço físico e mental maior, mas está todos os dias em casa. No rodoviário, você trabalha com mais “luxo” se podemos dizer, mas ao mesmo tempo  você  trabalha muito a noite,  e praticamente trabalhei a vida inteira a noite, até porque gosto de rodar a noite e os percursos são maiores e você praticamente fica um dia em casa e um fora ( dependo da linha) e os passageiros geralmente são “mais educados”.

“E no fretamento e turismo é um misto dos outros dois, porque de 2ªa 6ª é um serviço “urbano” melhorado e aos finais de semana se torna um “rodoviário” piorado, pois geralmente os passageiros vão bebendo, bagunçando,  sujando o carro que, aliás, é o motorista que limpa na maioria das vezes, pra fazer a linha no outro dia cedo. Ou então faz viagens mais longas onde fica dias fora de casa, e servindo de guia turístico nas cidades que às vezes você não conhece ou mal conhece a entrada e saída”

A rota Rio – São Paulo foi uma das que mais percorreu na carreira. Foi nessa  linha que viu coisas que jamais conheceria se não pegasse a estrada. Prá começar, Vitor viu tanto São Paulo como o  Rio de Janeiro se transformarem muito rapidamente. Testemunhou a duplicação, reformas, asfaltamentos diversos em rodovias como a Presidente Dutra e Fernão Dias, quando os itinerários eram outros. Viu empresas do setor de transporte nascerem e desaparecerem, assim como empresas de outros ramos. Nos dias de chuva, a estrada era um perigo maior, ainda mais à noite. Com tristeza, Vitor lembra que muitos amigos perderam a vida em acidentes gravíssima, muitas vezes por imprudência e imperícia dos outros motoristas ou dos próprios condutores dos ônibus.

Na estrada, teve um contato muito maior com o semelhante. Ele explica que cada passageiro é uma história, que, de certa forma, ele participou. E era gente de todo o tipo. Pessoas grosseiras, outras tímidas, mas que, quando descobria quem era, até se espantava, pela importância social e ao mesmo tempo, humildade. Na época, mesmo já com a aviação, artistas, generais, empresários, usavam constantemente os ônibus nas ligações Rio – São Paulo. Ele lembra que teve de expulsar um famoso cantor dos anos 80 do ônibus, porque estava bêbado e incomodando os passageiros.

Mas a relação com os passageiros era uma das coisas que mais gosta e afirma enfaticamente que é o motorista quem faz o passageiro. Se o usuário encontra um motorista asseado, educado e disposto a esclarecer dúvidas e tratá-los bem, a relação é harmoniosa.

A relação mais próxima entre empresários e motoristas também desperta saudades em Vitor. Quando esteve na Cometa, ele lembra que um dos fundadores da empresa, Tito Masciolli, poderoso empresário do setor na época, e tratado pelos funcionários como Major Tito, parava os ônibus na porta da garagem para cumprimentar os motoristas. No entanto, Vitor Matos compreende que hoje há empresas dentro de empresas e que essa relação direta é quase impossível.

Um grande passo na carreira do motorista foi quando foi indicado para ser piloto de testes da Mercedes Benz do Brasil. Foi aí que sua habilidade em se relacionar com as pessoas se desenvolveu mais ainda. Lá, além de dirigir os ônibus e acompanhar a evolução tecnológica no setor, ele tinha de ensinar o consumidor final, motoristas e empresários a operar de melhor maneira os ônibus, que a partir dos anos 80, começaram a registrar um desenvolvimento tecnológico rápido.  Desde o início do século passado até os anos 80, a tecnologia era muito restrita. Dirigir era uma arte difícil, os veículos não ofereciam o conformo necessário. Da década de 80 pra cá, houve um salto tecnológico e alguns modelos acabam sendo melhores pra dirigir que muitos carros de passeio de luxo.

Apesar de alguns ônibus do início e de meados do século passado não serem tão confortáveis, Vitor é enfático ao dizer: “Não existe ônibus ruim, o que existe é profissional mal preparado”

Hoje, aposentado das empresas, Vitor tem seu próprio ônibus em Minas Gerais, e não pretende parar tão cedo, pois tudo o que conquistou na vida, foi graças ao diesel e aos milhares de quilômetros percorridos em grandes máquinas possantes de transportes de vidas. Tanto é que o experiente motorista não tem dúvidas em afirmar que: “A estrada”  é um vício construtivo, pois a cada quilômetro rodado você aprende algo de bom ou de ruim, e cabe ao profissional discernir o que deve fazer ou agir”

“Outra coisa  era o glamour da rodoviária,  se é que podemos dizer assim. Você chegando imponente com o “carrão”, os passageiros observando você manobrar devagar para encostar na plataforma, a postura de embarque, o trato com os passageiros, a saída devagar, fazendo “nana nenem” ( andando devagarzinho) para que os passageiros se acomodassem e fossem ganhando “confiança em você”, a chegada lenta na Rodoviária e ao abrir a porta da cabine ver todos ainda ” dormindo” e ter a sensação de dever comprido e que “aqueles passageiros confiaram em você e dormiram a viagem toda’  praticamente entregando suas vidas nas mãos de um profissional”.

Adamo Bazani é jornalista e busólogo. É meu convidado para toda terça-feira desembarcar neste ponto uma história da vida de quem sempre esteve atrás da direção.

Chuva de livro na zona sul de São Paulo

Leia a mensagem que o poeta e incentivador cultural Sérgio Vaz mandou para a gente. O Sérgio já nos permitiu publicar uma série de textos sobre a experiência dele na cultura de periferia:

“Povo lindo, povo inteligente,

Nesta última quarta-feira (22) fizemos uma festa linda no Sarau da Cooperifa, e que de tão fantástica e maravilhosa, até parecia um conto do mestre Ariano Suassuna.
Conseguimos mais de quinhentos livros da Poiésis, Global Editora, Edições Toró e dos autores da Cooperifa, e distribuimos para as mais de quinhentas pessoas que compareceram no aniversário do nosso tradicional, que completava sete anos de atividade.
Veio gente do bairro (de outros bairros), da escola, da universidade, do centro, da favela e de todas as quebradas de São Paulo e outros estados.
Os livros foram dados de presente, e cada um faça o que quiser com eles, mas que, de preferência, leiam.
Desconfio que tenha sido o primeiro livro de muita gente.
Desconfio também, que foi a primeira vez que Ferreira Gullar, Cecília Meireles, Lima Barreto, Cora Coralina, Ziraldo, Marcelino Freire, Rodrigo Ciríaco, Mácio Batista, Robson Canto, Eliane Brum, Jorge Amado, João Antônio, Machado de Assis e tantos outros autores e autoras importantes deste país, tenham caído em mãos tão cansadas de buscar o pão da realidade, mas que ainda sonham com um enredo mais digno para as suas vidas.

Uma noite dessa não se esquece fácil, devia ser pra sempre. Ou no mínimo, todo dia.

Obrigado aos que acreditaram no sonho alheio.

Abs.

Sérgio Vaz
Vira-lata da literatura”

Kassab tem maior votação de todos prefeitos em SP

Com 3 milhões 790 mil e 558 votos, o prefeito eleito Gilberto Kassab (DEM) fechou o segundo turno com a maior votação já obtida por um candidato ao executivo paulistano. Ele teve o apoio de 60,72% dos votos válidos.

Desde que o 2o turno foi criado, pela Constituição de 1988, a cidade já passou por cinco eleições e todas decididas na segunda votação. Veja o levantamento feito pelo TRE de São Paulo:

A abstenção ficou abaixo do recorde obtido em 1996 mas bem distante da eleição de 1992 quando a cidade teve o menor índice de ausência:

Governo diz que trem de Guarulhos está no plano de expansão

A cobrança do prefeito eleito de Guarulhos, Sebastião Almeida (PT) ao governador José Serra(PSDB) – conforme post abaixo – levou a assessoria de comunicação do Estado de São Paulo a enviar a seguinte nota ao CBN SP:

“A respeito da entrevista concedida pelo novo prefeito de Guarulhos, Sebastião Almeida, a CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) informa que os projetos Trem de Guarulhos e Expresso Aeroporto estão contemplados no Plano de Expansão dos Transportes Metropolitanos, no qual o Governo do Estado está investindo R$ 19 bilhões, o maior investimento já realizado no setor.

A CPTM esclarece que em relação ao Expresso Aeroporto, Linha 14-Ônix, o empreendimento não se concretizará por meio de PPP (Parceria Público Privada), mas sim de uma concessão onerosa, com prazo de 35 anos (3 anos para a construção e 32 para operação) para exploração do serviço pelo concessionário vencedor da licitação. Já a futura Linha 13-Jade (Conjunto Habitacional Zezinho Magalhães / Cecap – Brás) terá parte da sua infra-estrutura construída pelo concessionário do Expresso Aeroporto em cumprimento à obrigação contratual definida pelo Governo do Estado. No entanto, a referida linha será operada pela CPTM.”

Sebastião prevê 70% do esgoto tratado, em Guarulhos

A coleta e tratamento de esgoto também preocupam a população de Guarulhos, a maior cidade do Estado depois da capital. Os dois mandatos do prefeito Elói Pietá não foram suficientes para a prefeitura avançar na questão do saneamento. Sebastião Almeida (PT), eleito nesse segundo turno, diz que até o fim do governo dele, em 2012, 70% do esgoto produzido na cidade terá tratamento. Parte do dinheiro para a obra virá do PAC.

Por outro lado, o novo prefeito petista cobra do Governo do Estado investimento no trem metropolitano:

Marinho critica Sabesp por atraso no esgoto de SBC

O tratamento de esgoto na cidade de São Bernardo do Campo foi motivo de crítica do prefeito eleito Luis Marinho (PT), em uma das mais importantes cidades da Região Metropolitana de São Paulo. Para o ex-ministro do Governo Lula, a Sabesp não esataria cumprindo as metas previstas no contrato de concessão. Ele quer, também, que a empresa reveja o sistema de tratamento que pretende adotar no município.

A melhor feijoada de São Paulo

Nossa Ailin Aleixo, da Época SP na CBN, começa a semana na qual falará dos melhores da cidade segundo opinião dos leitores e críticos gastronômicos da revista Época SP. Nesta segunda, vamos a feijoada:

Baby Beef Rubaiyat

Vá somando: para começar, caldinho de feijão muito bem temperado, com direito a um cardápio de nove batidas, todas deliciosas. A seguir, feijão de caldo beeeem cremoso, com grãos plantados na Fazenda Rubaiyat. E à vontade. Os pertences – do nobre lombinho de porco aos cortes mais injustiçados – aparecem separadinhos no bufê, para facilitar o serviço. Os acompanhamentos são muitos, sempre fresquinhos, chegando a todo momento da cozinha – e muitas vezes mais parecem pratos principais; tem até baby javali. Bistecas, lingüiças e até rodelas de abacaxi podem ser grelhados na hora, diante do freguês. A seguir, vem o bufê de sobremesas: são cerca de 20 tipos de doces, escolha das mais difíceis. Ah! A caipirinha, de cachaça ou vodca, está incluída no preço R$ 69. Diante desta lista de atrativos imbatíveis, sem esquecer do serviço, sempre impecável, não há páreo para a feijoada do Baby Beef Rubaiyat. Além de ser a mais saborosa, é a melhor relação custo-benefício da cidade. Al. Santos, 86, Paraíso, tel.: 3141-1188. Seg. a qui., 11h30/15h30 e 19h/0h; sex., 11h30/15h30 e 19h/0h30; sáb., 12h/0h30; dom. 12h/18h.

Finalistas

Dinho’s

Al. Santos, 45, Paraíso, tel.: 3016-5333. Seg. a qui., 11h30/15h30 e 19h/0h; sex., 11h30/16h e 19h/0h; sáb., 11h30/0h; dom., 11h30/18h. Preço: R$ 68.

Beth Cozinha de Estar

R. Pedroso Alvarenga, 1061, Itaim Bibi, tel.: 3073-0354. Seg. a sex., 12h/15h30; sáb., 12h/16h. Preço: de R$ 35, 50 a R$ 41.

Ambiente Urbano: Acabou o tempo das promessas



Por Osvaldo Stella

Em setembro deste ano o agora prefeito Gilberto Kassab lançou seu plano de governo,
na verdade não é um plano como o proprio nome do documento esclarece, são diretrizes. Plano inplica em cronograma de atividades, indicadores de execução, orçamento, etc. Diretrizes é algo mais genérico, isto é, de um pacote de diretrizes é possível compor um projeto, ou, não. Abaixo estão listados os principais pontos do documento:

O que vamos fazer:

• Ampliar programa de arborização para 200.000 árvores por ano.
• Concluir o Programa 100 parques com a construção de mais 34, elevando de 15 milhões de m2 para 50 milhões de m2 de área verde protegida municipal.
• Continuar o programa de implantação dos Parques Lineares, para combate às enchentes e criação de áreas de lazer, totalizando a criação de 50 deles até 2012.
• Continuar a Operação Defesa das Águas controlando, recuperando e urbanizando as regiões dos Mananciais (Guarapiranga, Billings, Cantareira e APA da Várzea do
Tietê).
• Continuar o Programa Córrego Limpo, provendo o saneamento de córregos, promovendo a melhoria do bem-estar da população e a preservação dos recursos
hídricos.
• Continuar aplicando recursos dos créditos de carbono dos aterros sanitários na região do entorno.
• Implantar a Lei Municipal de Mudanças Climáticas.
• Restringir a circulação de veículos poluidores.
• Concluir a implantação da Inspeção Veicular agora expandida para a frota a álcool, gasolina e gás natural, reduzindo a carga de poluentes emitida por veículos automotores.
• Incrementar o uso de critérios ambientais e de sustentabilidade nas compras da Prefeitura.
• Criar mais dois viveiros municipais.
• Continuar o desenvolvimento dos Programas de Educação Ambiental, ampliando a consciência ambiental da população.
• Manter a fiscalização rigorosa no cumprimento da Lei Cidade Limpa.

Como é possível observar os verbos se encontram no infinitivo, sem conexão temporal,
ampliar, concluir, continuar… é preciso, já no início deste governo que estas
“diretrizes”, fossem realmente transformadas em um plano, isto é, com datas
marcadas, só assim é possível acompanhar o andamento das iniciativas e analisar a
efetividade do que foi proposto. parte-se do princípio que o eleitor votou em função
de considerar estas diretrizes mais alinhadas com os seus objetivos.

Osvaldo Stella é comentarista do quadro Ambiente Urbano, toda segunda-feira, no CBN SP