Ambiente Urbano: Vendem-se animais

Por Osvaldo Stella

Animais à venda
Venda de animais silvestres no Orkut (colaboração Raul Viana)

Como já discutimos nos programas anteriores, existem muitas atividades relacionadas à degradação ambiental das florestas que devem ser tratadas na cidade de São Paulo, pois a grande metrópole contribui para estas atividades.

Uma destas é o tráfico de animais silvestres.

O comércio ilegal de animais silvestres é a terceira maior atividade ilícita do mundo, perdendo apenas para o tráfico de drogas e de armas. Mais triste ainda é que nove entre 10 animais traficados morrem antes de chegar ao seu destino. Toda uma rede é montada da floresta à cidade, onde esses animais são vendidos.

Nunca compre um animal silvestre e denuncie quem o faz. Se quiser estar próximo de um animal, adote um gato ou um cachorro de rua. Se a vontade não é tanta, coloque um pedaço de mamão em sua janela e espere um animal “silvestre” vir se alimentar.

Denuncie : http://www.renctas.org.br

Adote: http://www.apasfa.org/quem/doado.html

Canto da Cátia: Calçada é lixão em São Paulo

A calçada está totalmente ocupada pelo lixo no acesso da avenida 23 de Maio para a Maestro Cardin. Este é um dos pontos “viciados” da cidade em que carroceiros despejam entulho em vez de levá-lo para os locais adequados. O material pode ser enviado para os Ecopontos da prefeitura de São Paulo. Mais informações no telefone 3328 2819, da Limpurb.

Agora o outro lado

“Em resposta à nota veiculada nesta segunda-feira, dia 13/10, no blog do Mílton Jung, informamos que uma equipe do Departamento de Limpeza Urbana (Limpurb) será encaminhada ao local para fiscalização. Se for caso de “ponto viciado” de entulho a Subprefeitura será acionada, porém se for caso de falta de coleta de sacos de lixo, a reclamação será encaminhada à Concessionária responsável pela coleta domiciliar da região”

Mensagem da prefeitura enviada às 17:52

“O lixo ensacado foi recolhido nesta segunda-feira, dia 13/10, pela concessionária Loga, dentro do horário permitido para o acesso dos caminhões de coleta e o material restante (entulho) será removido pela SubPrefeitura através de Ordem de Serviços.”

As delícias, cheias de azeite bom, da cozinha mediterrânea

Prá começar a semana bem azeitado (êta trocadilho infâme !), acompanhe as sugestões da Ailin Aleixo no “Epoca SP na CBN”. A partir desta semana, sempre teremos informações sobre a acessibilidade.

La Table & Co

Para chegar ao agradável jardim, onde ficam as melhores mesas, o cliente passa por uma prova de resistência: a boutique de azeites e produtos gourmet. Sim, você pode experimentar alguns, mas cuidado para não comprometer o apetite. Elaborado pela uruguaia Clo Dimet, o cardápio passeia por massas de fabricação própria, carnes e peixes. Em praticamente todas as receitas, incluindo algumas sobremesas, a chef busca explorar as qualidades dos azeites da loja. De entrada, a lula recheada com marmelada de cebola ao vinho tinto perdeu com um recheio de gosto forte e extremamente doce. Melhores os pinchos de frango com tomate confit, limão-siciliano e sálvia. Entre os pratos principais, minicapelete de abóbora com mascarpone e ervas, e dourado grelhado, servido com purê de batata doce e manteiga noisette. Nos fins de semana, monta um farto bufê de café-da-manhã (R$ 22 por pessoa), que inclui pãezinhos artesanais à base de azeite.
R. Bela Cintra, 2.023, Jardim Paulistano, 3063-4433, acessibillidade a cadeira de rodas

Oliva

Frescas receitas mediterrâneas da Espanha, Itália, França, Grécia, Marrocos e Líbano são a especialidade deste simpático restaurante, inaugurado em 2004, que fica em uma rua tranqüila a poucos passos da Berrini. A casa é das mais simpáticas, com paredes de tijolinhos à vista e um agradável jardim interno. No almoço, concorridíssimo, há um menu executivo renovado toda quarta-feira, que dá direito até ao couvert (a focaccia é imperdível). Há também ótimos pedidos à la carte. O espeto mediterrâneo traz cubos de filé e peito de frango aromatizados com azeite, limão siciliano e louro, acompanhado de arroz pilaf de frutas secas e especiarias, uma delícia. À noite, entram em cena uma série de petiscos e outros pratos mais elaborados, caso do pernil de cordeiro cozido em panela de barro, com arroz de la huerta azafranado trocando em miúdos, é um arroz ao açafrão com legumes do mediterrâneo e coalhada seca feita na casa. A melhor sobremesa do cardápio, porém, é brasileiríssima: pudim de tapioca com baba de moça. Não deixe de provar.
Av. Nova Independência, 98, Brooklin, 5505-4755, acessibillidade a cadeira de rodas

Assaltos em edifícios residenciais

Por Márcio Rachkorsky

O drama da violência urbana chegou aos condomínios. Quem diria ! Infelizmente, quadrilhas
organizadas e meliantes eventuais descobriram “esse nicho de mercado”.

Há basicamente duas modalidades. Os arrastões, normalmente praticados por quadrilhas especializadas, bem organizadas e fortemente armadas, que preferem os edifícios de luxo, onde roubam jóias, dólares, equipamentos eletrônicos e até carros de luxo. A segunda modalidade e que mais cresce nos centros urbanos, são os chamados crimes pontuais ou eventuais, praticados por meliantes oportunistas, sem qualquer planejamento ou organização. Trata-se do roubo ou furto cometido pelo criminoso que se aproveita de uma facilidade de acesso ao condomínio ou da distração de algum morador, porteiro, entregador ou prestador de serviço. E tal meliante pontual é extremamente perigoso e violento, justamente por conta de seu despreparo e por estar, na maioria das vezes, sob efeito de drogas.

Assim, o combate aos cinematográficos arrastões, requer, acima de tudo, grande planejamento e investimento em projetos de segurança, compra e instalação de equipamentos, contratação de seguranças, obras estruturais, blindagem de guaritas e contratação de assessoria especializada. Já o combate aos crimes pontuais, tão ou mais importantes que os arrastões, requer, essencialmente, um esforço contínuo de conscientização dos moradores e porteiros, no sentido de atenção a pequenos vacilos do dia-a-dia, que podem facilitar o ingresso de um meliante ao condomínio. Logo, a segurança diária está nas mãos dos moradores e porteiros e o simples cumprimento das regras do condomínio e a atenção redobrada nos atos rotineiros já representa um fator de dificuldade ao meliante, que procurará outro alvo mais vulnerável.

Vale a pena mencionar também a importância da guarita no condomínio. Na opinião dos especialistas em segurança predial, os meliantes dominam e controlam o condomínio a partir do momento que rendem o porteiro da guarita e assumem o comando do prédio. Recomendável que a guarita seja fechada, blindada, trancada e possua todas as ferramentas necessárias, tais como película escurecida, passa-documentos, passa-encomendas, ar-condicionado, botão de pânico ou algo similar, câmeras e eclusa para acesso.

Já é hora dos condomínios fazerem algo para garantir, conjuntamente, mais segurança aos moradores. E não há forma mais eficiente, econômica e duradoura do que os chamados CONSEG´S (Conselhos de Segurança). Através da criação de um CONSEG, vários condomínios de uma mesma região, quarteirão ou bairro, podem discutir e resolver as questões de segurança da comunidade, como aliás já acontece com sucesso em algumas zonas comerciais das grandes cidades.

Kassab x Marta – Dê a sua opinião

Foi o primeiro confronto direto dos dois neste segundo turno. Gilberto Kassab (DEM) e Marta Suplicy (PT) participaram do debate promovido pela TV Bandeirantes.

Não teremos muitas oportunidades de vê-los face a face. O encontro que seria promovido pela TV Cultura e o Estadão foi suspenso pois os candidatos não aceitaram o convite. Aqui na CBN também se pensou neste oportunidade, mas na política brasileira o rádio segue em segundo plano nas estratégias de marketing. Devem conceder entrevistas individuais na semana final de campanha.

Na Globo, ambos provavelmente irão comparecer. E na TV Record, também, se houver tempo.

Você assistiu ao debate na Bandeirantes ? O que você achou dos temas discutidos ? Quem se apresentou melhor para o eleitor ? Qual foi a estratégia que cada um adotou ? O debate foi marcado por ataques ou os candidatos apresentaram alguma proposta interessante ?

Deixe aqui o seu comentário.

CBN SP mais tarde, por mais tempo e digital

Com a volta do horário eleitoral, o CBN São Paulo passa a ser apresentado a partir das 10 da manhã e ganhará uma versão digital. Nesta segunda-feira, você ouve o programa até o meio-dia, como está acostumado, no rádio. Do meio-dia ao meio-dia e meia, acesse www.cbn.com.br , fique ligado no seu computador porque teremos o CBN SP na internet, enquanto rola a propaganda dos candidates à prefeitura de São Paulo.

De cassinos

Por Maria Lucia Solla

Olá,

Foi no Uruguai, a primeira vez que fui a um cassino. Joguei uma ficha só, no vermelho 27 e ganhei 36 delas. Então, segurei meu tesouro até o momento de ir embora e, na saída, troquei todas elas por dinheiro de verdade, para usar do jeito que eu quisesse.

Pensei que jamais me deixariam entrar, mas Maria Elisa escolheu minhas roupas a dedo, me produziu, e maquiou. Um pouco de batom, um quê de blush, prendeu meus cabelos, e até eu acreditei que já tivesse chegado aos 18, como num passe de mágica do cinema. Sentia-me rainha, entrando no castelo, daquela ilha de fantasia. Mas mesmo o olhar inexperiente de menina-quase-moça, ou de moça-ainda-menina percebeu que o cassino era sombrio, apesar dos candelabros.

Eu tinha 14 e fazia uma viagem de carro, convidada por um casal de amigos dos meus pais. Maria Elisa brasileira, delicada, e muito feminina. Bernardo, uruguaio, forte, pele sardenta e cabelos puxando para o vermelho claro. Uma fogueira. Agora transforme a imagem que você faz de uma fogueira em outra, delicada, acolhedora, divertida e amorosa. Incapaz de queimar você. Assim era ele. E assim foi nossa viagem.

Foi, na verdade, minha primeira grande aventura. Papai concordou, nem sei como, e pela primeira vez eu saía da redoma da minha casa e da casa dos amigos, para me expor a uma realidade diferente e, ainda por cima, móvel. Meu lado cigano não sabia o que era melhor. Eu vivia um conto de fadas. Se bem que teve um dia no norte do Paraná, onde a terra era tão vermelha, que as casas brancas eram salpicadas de vermelho na metade superior, e acabavam vermelhas, salpicadas de branco, na metade inferior. Foi ali que meus sapatos favoritos, da primeira leva dos saltinhos, ficaram irremediavelmente manchados. Mas nem isso teve muita importância, tamanha a magia de tudo. Íamos a restaurantes todos os dia, tomávamos café da manhã nos hotéis, e eu não perdia um detalhe. Tudo mudava a cada minuto e a cada curva e sempre conseguia me surpreender. Sempre.

Anos mais tarde entrei, sem probabilidade de ser barrada, noutros cassinos, e cada vez gostava menos deles, até que percebi que não precisava entrar. Podia fazer o que me desse na telha. Mas vi muita gente apostar mais alto do que podia e afundar, arrastando junto o que sobrou da família. Vi gente encolhida num canto, girando o anel no dedo, olhando fixamente para ele, num dramático e dolorido ritual de despedida, antes de ir ao guichê para trocá-lo por fichas. Provocava em mim uma enorme tristeza. As cenas e seus prováveis motivos, se você é sensível, eram explícitas demais. Eu não jogava, portanto não ganhava nem perdia. Nunca dei muita importância para a sorte do primeiro dia

Assim aprendi, já na adolescência, que no cassino você entra, joga, e ganha ou perde. A responsabilidade pelo seu jogo e pelo destino que você dá ao seu dinheiro é sempre sua. Hoje, no entanto, me pergunto por que é que, aqui fora, no mundo da realidade comum, onde o cassino é proibido, como se nele morasse todo o mal do mundo, só uns poucos jogam deslavadamente, trapaceiam, enganam, roubam, corrompem, quebram a banca e a gente é que paga a conta.

Não entendo, e não vou entender. Portanto nem adianta tentar me explicar.

Mas…

Pense nisso, ou não, e até a semana que vem.

Esta gravação foi uma gentileza de Luis Eduardo Pacheco e Suiang Guerreiro. A música é Olhar de Mulher, de Ricardo Leão e Abel Silva por Caçulinha com participação especial de Ricardo Leão ao piano.

Maria Lucia Solla é terapeuta e professora, autora do livro “De Bem Com a Vida Mesmo Que Doa”, publicado pela Libratrês, e todo domingo escreve aqui no blog para a nossa sorte.

Sou da periferia, e daí ?

?

Por Sérgio Vaz

Nestes dias em que a primavera é devorada pelo inverno tardio, e que as flores, de tão tímidas e solitárias, se escondem no abrigo úmido das folhas, e que a dor que tem cor é tão comum entre meninos e meninas que dormem sujos nas calçadas frias da cidade, ou nos barracos tristes de madeiras fincados no solo sagrado desgraçado pela semente do capital, e que todos os poucos que mandam nos muitos que somos, e que nos odeiam apenas pelo atrevimento de gostar de literatura, eu respondo com uma pergunta: “sou da periferia, e daí?”

E daí, se nesta noite fria de quarta-feira, mais de trezentas pessoas surgiram de todos os lugares, dos becos e das vielas, de ônibus, de trem, ou só pra fugir da novela, para ouvir e falar poesia, no Sarau da Cooperifa?

E daí, se eram mais de cinquenta poetas, pretos, brancos, homens, mulheres, crianças, adultos, empregados-desempregados, taxistas, donas-de-casa, feministas, dentista, artistas, professores, gente de todas as dores, e todos eles sem papas na língua, mais a língua em riste, apontado para o coração frio da academia paulistana?

É. E daí?

E daí, se apesar de tudo que estava escrito pra gente não dar certo, deu errado? Não é de hoje que a gente está escrevendo que quer escrever, se você não leu, então quem é o analfabeto?

Se não é problema seu, também não é nosso, ou larga um pedaço do bife, ou a gente te fere com o pedaço do osso. E daí se a gente já não sente remorso?

E daí, se a gente gosta do ronco da cuíca, do sono leve do cavaquinho, se a gente não sabe tocar violino, e se o Beto não ouve quem é Bethovem, que me importa a data certa da safra do vinho? Se a gente pisa nas uvas, vocês que pisam nos ovos.

E daí, se o meu chulo linguajar vai ultrajar seu belo português (o tal manjar dos eleitos da raça pura e o calcanhar dos defeitos do povo duro), servido em talheres de prata para as bocas de ouro dos que cospem arrogância, e que cagam bravatas?

Queria ver vocês falarem inglês com sotaque francês estudando na quebrada, nessa escola pública que vocês dão, que mais parece privada.

*S´est la vie mon ami.

Pois é, filosofar na luz é mais fácil que no quarto de despejo. A Carolina do Chico não viu, mas a de Jesus, sabe do que estou falando.

O Preconceito me cansa, mas não me vence.

É nóis!

Sérgio Vaz é poeta, é escritor, é inventor de coisas boas e sempre que tenho chance passo a mão nos textos dele para publicar aqui no blog.

Little Pony ganha roupa nova no Ação Criança

Lembra da Cow Parade que espalhou vacas estilizadas pela cidade ? Foi a primeira imagem que me veio a cabeça quando vi as fotografias dos “My Little Pony” travestidos. Este que você vê no blog foi inspirado no chefe de cozinha Alessandro Segato.

O brinquedinho que completa 25 anos ganhou roupagem nova com a intervenção de 25 artistas, estilistas e personalidades convidados a participarem da terceira edição do Charme das Estrelas, promovido pela Fundação Ação Criança. Os pôneis serão leiloados e a renda beneficiará os programas da entidade que combate a desnutrição infantil.

O leilão será dia 20 de outubro, às oito da noite, no Luna Club, em São Paulo.