Pedestre é prioridade ao menos no debate


Da direita para a esqueda: Portella, Asuncion, Maurício, André e eu

São os que mais morrem no trânsito, como mostrou levantamento feito pelo jornal O Estado de São Paulo. São pelo menos um terço da população paulistana os que caminham todo o dia para o trabalho ou escola, de acordo com pesquisa Origem-Destino feita pela Companhia do Metrô. Somos todos pedestres, queiram ou não, pois precisamos caminhar para chegar a alguns lugares, por mais que se adore o automóvel. Mesmo assim não aparecem como prioridade na cidade haja vista a perda de espaço do passeio público na capital paulista.

Foi isto que levou o CBN São Paulo a ter o pedestre como foco principal do debate que promoveu neste sábado. Mesmo que tratando do tráfego de veículo, do transporte público e da locomoção por bicicleta, a mobilidade urbana, linha central da discussão, foi pautada pela reclamação dos pedestres. E para representá-los convidamos a auto-intitulada “reclamona” Asuncion Blanco, professora doutora de geografia, que dividiu o programa com o secretário de Transporte Metropolitano José Luiz Portella, um dos coordenadores do Movimento Nossa São Paulo Maurício Broinizi e o ciclista André Pasqualini.

Ouça um dos trechos da entrevista que foi ao ar no CBN SP:

Colaboração do ouvinte Luis Abedi ao Dia Mundial Sem Carro. Você encontra outros adesivos clicando

aqui.

E hoje no CBN São Paulo, para lembrar o Dia Mundial Sem Carro vamos falar sobre trânsito e mobilidade urbana. O secretário estadual de Transportes Metropolitanos José Luis Portella, responsável pelo metrô e trens da cidade, confirmou participação. Estarão na mesa de discussão, também, o coordenador da Secretaria Executiva do Movimento Nossa São Paulo, Maurício Broinizi, a professora Assuncion Blanco, militante em favor dos pedestres, e o ciclo ativista André Pasqualini, presidente da Ciclo Brasil.

Você poderá assistir pelas câmeras da CBN ao debate, ao vivo, acessando o Portal da CBN. E participa com perguntas enviadas através deste blog.

Esqueça o cream cheese, esses são japoneses tradicionais

A semana em que ouvintes-internautas discutiram se sushi em churrascaria tem vez termina com a Ailin Aleixo oferecendo lugares em que a comida japonesa realmente vale a pena ser saboreada:

A1

Esqueça os sushis e temakis. O A1 segue a linha dos pequenos restaurantes japoneses, onde os clientes sentam ao redor do balcão para tomar saquê e comer petiscos. Você se sente mesmo em Tóquio: mais de 70% da freqüência é oriental e tudo está escrito em japonês – mesmo os itens do menu foram traduzidos em um português com sotaque, como ”lombo grelhada” e ”estilo japonesa”. São apenas 13 lugares, com menu executivo no almoço e, à noite, uma interessante oferta de petiscos, preparados pelo cozinheiro Daiske Takao. Vá de bolinho de lula, língua de boi, kara ague (frango crocante) e até sashimi. Para finalizar, arrisque o udon (macarrão à base de farinha de trigo) ou o soba (de trigo sarraceno), ambos cozidos com legumes e caldo de peixe. Só tem uma sobremesa: uma prosaica salada de fruta com sorvete de creme.
Av. Paulista, 854 – Jardins, 3145-1833

Aizomê

Shin Koike nasceu em Tóquio e de lá trouxe toda a base da sua cozinha e o purismo com que seleciona os ingredientes que vão para o prato. A raiz-forte tem que ser in natura, importada do Japão, assim como o shoyu. Peixe prego não entra no cardápio por causa da quantidade de gordura e o salmão também não. Mas eles não fazem falta diante de tanta coisa boa. No menu-degustação, dez itens chegam em seqüência. Pode começar com uma porção de buri empanado e vagem com gergelim. Segue com carpaccio de pargo ao molho ponzu e pimenta, ostra com limão e shimeji e magret de pato ao molho de laranja. De sobremesa, surpreendente cheese cake de tofu com calda de frutas vermelhas e delicioso suflê de chocolate. Digamos que é uma cozinha franco-japonesa, sem espaço para os triviais combinados de sushi e sashimi. Bom reservar, o restaurante é pequeno e os 46 lugares da casa são disputados. No almoço, as opções são servidas no menu executivo e na mini-degustação de sete pratos.
Al. Fernão Cardim, 39 – Jardins, 3251-5157

Koyama

Aberto há 20 anos, esse japonês não se deixou levar pelos modismos e segue firme na linha tradicional. Isso vale para a comida e para o salão – simples, com quatro salas com tatame (cobra taxa para o uso do espaço) e um ambiente com mesa especial para teppan-yaki. No cardápio bilíngüe, os pratos quentes se destacam em clássicos como o shabu shabu (fatias de carne e verduras em caldo fervente), o yosenabe (cozido de peixe, frutos do mar, frango, shiitake, shimeji, acelga e cenoura) e o ishikari-nabe (legumes e salmão cozido no caldo de missô). O omakase, seqüência com oito pratos e uma sobremesa, é uma boa amostra da culinária típica. Entre os frios, o combinado também agrada, com bons cortes de sashimi e sushis sem invencionices. Experimente o missoshiro, bem temperado e cheio de vôngoles, um dos melhores da cidade.
R. 13 de Maio, 1.050 – Bela Vista, 3283-1427 / 3283-1833

CBN SP debate o trânsito e o transporte na cidade, sábado

Com a proximidade do Dia Mundial Sem Carro (segunda, 22 de setembro), o programa CBN São Paulo vai discutir soluções para o trânsito e o transporte na cidade, neste sábado, a partir das 9 horas da manhã.

Durante o debate vamos tratar da pesquisa Ibope, realizada pelo Movimento Nossa São Paulo, que mostra o aumento no número de paulistanos favoráveis ao pedágio urbano e ao rodízio de dois dias para os carros como formas de combater os altos índices de congestionamento.

Confirmaram presença até agora o coordenador da Secretaria Executiva do Movimento Nossa São Paulo, Maurício Broinizi, a professora Assuncion Blanco, militante em favor dos pedestres, e o ciclo ativista André Pasqualini, presidente da Ciclo Brasil.

Você pode deixar aqui no blog a sua pergunta ou comentário sobre o tema.

Ainda neste sábado, dentro do quadro Conte Sua História de São Paulo, uma homenagem ao cronista da cidade Lourenço Diaféria, que morreu nesta semana, aos 75 anos.

Congresso vai tirar responsabilidade de agências de viagem

Passagem comprada e hotel reservado, o turista chega ao aeroporto e descobre que a empresa aérea não tem lugar destinado a ele no vôo e a viagem será adiada para amanhã. Ao chegar no destino, o serviço de traslado do hotel não funciona. E o que seriam dias de descanso se transformaram em mais estresse.

Pelo Código de Defesa do Consumidor, as agências de viagem que fizeram a compra em seu nome são responsáveis támbém pelos transtornos causados ao turista. Mas o Congressso Nacional se esforça para mudar esta situação.

A coordenadora institucional da Pro Teste – Associação Brasileira de Defesa do Consumidor – Maria Inês Dolci – conversou com o CBN SP e disse que apesar da conquista obtida nesta semana (conforme registrado neste blog, em notas publicadas no dia 18 de setembro) há o risco de o consumidor sair enfraquecido nesta disputa:

Educação: Tem uma vaga aí ?

?

A falta de creches municipais tem causado transtorno principalmente às mães paulistanas. As que não tem como pagar um instituição particular para deixar o filho pequeno, pede ajuda para a vizinha ou, algumas vezes, a gente que nem conhece direito mas abre a porta de sua casa para cuidar de crianças (e cobra por isso).

A situação vai se tornar ainda mais complicada no ano que vem quando se calcula a carência de vagas chegará a 150 mil. Uma encrenca para os candidatos a prefeito.

Ouça a última reportagem da série sobre educação na cidade de São Paulo produzida pela Simone Queiroz:

Aumenta apoio a pedágio urbano e rodízio de 2 dias

O congestionamento e a dificuldade de deslocamento na cidade têm provocado mudanças na opinião do paulistano sobre medidas de restrição a circulação de carros. É o que se constata na pesquisa encomentada pelo Movimento Nossa São Paulo que será apresentada no dia 22 de setembro, segunda-feira, Dia Muncial Sem Carro, às 10 da manhã no Teatro Anchieta do Sesc Consolação, na Rua Dr. Vila Nova, 245.

Diminui a rejeição ao pedágio urbano na capital:
Em 2007, 84% dos entrevistados eram contra e 13% a favor;
Em 2008, 74% são contra e 24% a favor.

A maioria dos entrevistados já é a favor do rodízio de 2 dias:
Em 2007, 56% eram contra e 41% a favor;
Em 2008, 54% são a favor e 43% são contra.

Aumenta o tempo de deslocamento na cidade:
Em 2007, o tempo médio de deslocamento para a atividade principal era de 1h40;
Em 2008, o tempo médio aumentou para 2h.

O Ibope entrevistou 805 pessoas na capital paulista com mais de 16 anos entre os dias 5 e 11 de setembro.

Sai um “kit aborto”, baratinho !

Há dois meses, o texto abaixo foi publicado no Blog Serendipitanto, da que se auto-intitula quase-jornalista Fernanda Campgnucci, que está na co-produção do CBN São Paulo. Neste tempo todo, ela monitorou as buscas à reportagem feitas por internautas e descobriu que muitos que chegaram lá procuravam “kit aborto”, “cytotex compra” e “anti-inflamatório uterino”. Houve quem estava atrás de orientação sobre como usar os abortivos, também.

É provável que todos estes tenham se decepcionado com o resultado da busca feita. Fernanda, com sua reportagem, não ensina o caminho do aborto, relata a realidade brasileira – certa ou errada – no momento em que se pretende autorizar que bebês que nascerão sem cérebro (leia-se, sem chance de sobreviver) sejam abortados.

Leia e ouça a reportagem e deixe sua opinião sobre o tema:

“Com uma rápida troca de e-mails, é possível comprar, pela internet, verdadeiros kits de aborto. Sem saber que falava com uma repórter, um vendedor afirmou que trabalha com isso há 4 anos e nunca foi pego. Clique aqui para ouvir a reportagem que fiz e leia mais sobre o tema abaixo, no post “A indesejada”.

Do fundo de quintal para a internet
“Você quer RU, ou Cytotec?”, perguntou a voz do outro lado da linha. O vendedor explicou as diferenças dos remédios que vende, via internet, junto a kits de aborto que chegam a custar de R$ 300 a R$ 500. “O Cytotec é um remédio para úlcera, mas é usado para provocar contrações uterinas. O RU 486 é da Europa, foi criado na França especificamente para o aborto. O RU é mais eficaz. Sua entrada é proibida no Brasil”, disse.

Além dos comprimidos abortivos, os kits contêm um anti-inflamatório para previnir infecções uterinas e hemorragias; um normalizador uterino, “essencial para voltar o útero ao tamanho normal e normalizar a irrigação sangüínea”; um aplicador intra-uterino (aparelho para fazer a introdução do comprimido na vagina) e um manual de utilização “que eu mesmo escrevi”, afirma o vendedor que forneceu um celular, acreditando que falava com uma cliente indecisa.

Mais três e-mails trocados com pessoas que anunciavam a venda desses comprimidos em fóruns e blogs na internet e outras opções surgiram. Além do envio com depósito antecipado e sedex a cobrar, outro vendedor disse que enviava o kit por meio de motoboy, a moradores do Rio de Janeiro. Um deles anunciou que seu manual havia sido escrito por um “enfermeiro especialista em aborto”.

Outro afirmou ser “um dos médicos vendedores mais conhecidos do Brasil” e afirmou que esta no “mercado” há 10 anos. Ele assinou seu e-mail com o numero de um CRM válido, mas não quis dar seu telefone. “Por questões de sigilo e segurança não faço contato telefônico. Caso você comercializa-se (sic) medicamentos ilegais faria esse tipo de contato? Não se iluda com quem lhe informa qualquer telefone, certamente não lhe entregará o produto”, escreveu.

O vendedor disse que o único cuidado que toma é não enviar nenhuma descrição do remédio para que o cliente não tenha problemas numa eventual fiscalização nos Correios. “Nesse caso a mercadoria volta para mim”, afirma. Questionado se já aconteceu de confiscarem seu produto, ele disse que a fiscalização é muito rara: “isso é muito remoto de acontecer. Há quatro anos trabalho com isso e nunca me aconteceu nada”, diz.

De acordo com o advogado especializado em crime eletrônico, Renato Opice Blum, tanto a venda quanto a compra de remédios abortivos pela internet são ilegais. “A comercialização desses produtos com a finalidade específica de provocar o aborto é um crime contra a vida, o crime de aborto, previsto no artigo 124 do código penal”, afirma. A pena varia de um a três anos de detenção.

Enquanto isso, o debate sobre a descriminalização do aborto permanece empacado no Congresso Nacional”