Bicicletas prontas para mais um desafio, em São Paulo

Há dois anos, os ciclistas conseguem ser mais rápidos do que os motoristas de carro e até mesmo do que os de moto, no desafio em comemoração ao Dia Mundial Sem Carro. Nesta quinta-feira, terão de encarar mais uma vez um “confronto” que inclui, além de carro e moto, metrô, ônibus e pedestre – pelo menos uma pessoa irá percorrer a pé o trajeto entre a Praça General Gentil Falcão, na avenida Luiz Carlos Berrini, na zona sul, e a sede da prefeitura, no centro da cidade.

No ano passado, o percurso de bicicleta, usando as vias mais rápidas, foi completado em 37 minutos, contra os 44 minutos usados pela motocicleta.

Neste ano, a largada será às seis da tarde, horário de pico na cidade, quando 13 pessoas convidadas a participar do Desafio Intermodal tentarão cumprir o percurso no menor tempo possível, sem descumprir nenhuma lei de trânsito. E dando preferência aos pedestres, no caso dos carros, motos e bicicletas.

Uma novidade neste ano será o uso de equipamento em alguns dos participantes para medir os níveis de poluentes inalados, em trabalho que será desenvolvido pelo pneumologista Paulo Saldiva, um dos mais competentes médicos nesta área, no País.

Ao fim do desafio, além do tempo que cada um dos meios de locomoção levou para chegar até a prefeitura, serão divulgados cálculos de emissões de carbono e custos por minuto e por quilômetro percorrido.

Clique aqui para outras informações sobre o evento.

Barbeiro, Dimenstein e Sardenberg são nossos gigantes

Prêmio Comunique-se
Aqui tem Heródoto e Trajano, da ESPN. Clique na imagem e veja muitas fotos da festa

Mestre na categoria âncora de rádio, Heródoto Barbeiro levantou mais um troféu no Prêmio Comunique-se, que este ano contou com o voto de 95 mil jornalistas. Ele ganhou na categoria melhor âncora de televisão pelo trabalho realizado na TV Cultura. No palco, Heródoto demonstrou elegância no falar e no trajar – o que já era de se esperar (com o perdão da rima). Mas frustrou muitos os participantes ao aparecer calçando um sapato preto bem engraxado em lugar das tradicionais pantufas que costuma usar no dia-a-dia da rádio CBN.

A edição do Comunique-se deste ano teve como tema a série “Terra de Gigantes” em razão da importância dos jornalistas no cenário nacional. E como gigantes, além do Heródoto, outros colegas apareceram na lista dos vencedores.

Carlos Alberto Sardenberg, âncora do CBN Brasil e comentarista de todas as horas, levou o prêmio de melhor jornalista de economia em mídia eletrônica. Gilberto Dimenstein, do Mais São Paulo, venceu na nova categoria jornalismo de sustentabilidade, enquanto Arnaldo Jabor, que está sempre no ar às 8 e pouco da manhã, dentro do Jornal da CBN, emplacou como melhor colunista.

Regina Augusto, do Meio Mensagem, que também vai ao ar logo cedo no Jornal da CBN, foi escolhida a melhor jornalista a cobrir a área de comunicação e marketing. E o amigo Daniel Piza, que faz parte da equipe de esportes da CBN e você ouve muitas vezes no CBN SP, levou a melhor na disputa de melhor jornalista de cultura em mídia impressa, graças a seu trabalho no Estadão.

Como se nota, muitos gigantes da casa ganharam destaque e alguns dinossauros, também. Parabéns a todos !

Prêmio Comunique-se
Sapato em lugar de pantufa para receber o Comunique-se

Morre Lourenço Diaféria, cronista de São Paulo

Morto na noite dessa terça-feira, o jornalista e escritor Lourenço Diaféria foi dos maiores cronistas da cidade de São Paulo. Nascido no Brás e vivido na metrópole, Diaféria lançou recentemente o livro “Mesmo a noite sem luar tem lua” no qual inclui texto que lhe causou enorme transtorno durante o regime militar.

Em 77, o olhar do cronista encontrou no ato de coragem de um sargento, em Brasília, motivo para sua história do dia. O militar havia saltado para dentro de um poço de ariranhas para salvar um garoto. O menino sobreviveu, o sargento, não. Diaféria escreveu “prefiro esse sargento herói ao Duque de Caxias. O Duque de Caxias é um homem a cavalo reduzido a uma estátua… O povo urina nos heróis de pedestal”.

No entanto, o cronista preferia ser lembrado por outros feitos: sua vida no Brás, por exemplo. A seguir você acompanha um trecho do documentário “Brás: Sotaques e Desmemorias”, realizado pela prefeitura de São Paulo, em homenagem a Lourença Diaféria.

O documentário completo você acompanha no You Tube

Lasanhas para o frio paulista

E deliciosas, muito deliciosas, como destaca Ailin Aleixo, nossa colega do “Época SP na CBN” nas dicas desta quarta-feira:

Divina Itália – carne seca com abóbora

Lugar simpático, aconchegante, com jeito de casa da nonna, com poucas mesas, jardim acolhedor, cozinha à mostra no corredor. Serviço confuso, apesar da grande simpatia dos garçons. Couvert ótimo e simples, pão, manteiga, sardela, pasta e ratatouille. Cardápio restrito mas interessante, com massas frescas. No almoço, há opões de grelhados com massas a preços convidativos. A lasanha sertaneja é o destaque entre os cinco tipos oferecidos pela casa. Um suave molho de abóbora é o diferencial deste prato com carne seca desfiada, coentro, muzzarela e cebola, a R$ 38,50, e que pode ser dividido tranquilamente por duas pessoas. Surpreende pela leveza e delicadeza, apesar dos ingredientes marcantes. A lasanha Divina Itália, a mais clássica de todas, leva presunto, carne e molho bechamel (R$ 30) – tem uma delicadeza no preparo, mas a carne some no meio do molho. Há ainda: Natural (ricota, abobrinha e berinjela), frango e bacalhau com brócolis.
Rua Mourato Coelho 789 Vila Madalena – 3814-3344

Gigetto – carne e presunto/queijo

O serviço é discreto na medida, o garçon vem quando é chamado e o maitre é extremamente atencioso. O couvert é farto e o destaque é para o pão italiano com alho que vem quentinho, junto com pão italiano, berinjela, manteiga, azeitona e sardela. Há muitos tipos de lasanha, todas com carne, queijo e presunto: sugo, bolonhesa, quatro queijos, molho branco e com lingüiça, com preços variando entre R$ 42 e R$ 46.
A lasanha em si – bolonhesa – é substanciosa sem ser pesada. Uma delícia com gostinho de casa da vovó. É uma bolonhesa clássica, com massa nem fina, nem grossa, muita carne moída bem temperada e bastante molho de tomate. Tudo bem molhadinho. Há ainda a chance de pedir o molho quatro queijos à parte. O molho, também extremamente rico, é muito saboroso.
Rua Avanhandava, 63 Bela Vista, Centro – 3256-9804 / 3256-6530

Brasiliani – com polpetinhas

A cantina com jeitão familiar localizada na Vila Romana tem uma receita muito particular de lasanha. A invenção é a lasanha com minipolpettas, ou seja, massa, mussarela, muito molho de tomate e pequenas almondegas entre as camadas. Parece estranho mas é bem gostoso. A porção é farta para uma pessoa mas não dá para dividir.

Rua Marco Aurélio, 102, Vila Romana – 3875-3915

Código do consumidor: 18 anos entre tapas e beijos



Carlos Magno Gibrail

Você acredita nos livros de Marketing que dizem que o consumidor é o rei e manda no mercado?
Você apostou nas privatizações?
Você ficou satisfeito com todos os bens ou serviços que adquiriu?

O 11 de setembro brasileiro remete a 18 anos de CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR (CDC), que, se ainda não estabeleceu uma relação de igualdade dos cidadãos com as empresas, serve de guia para as reclamações.

Maria Inês Dolci, advogada atuante na área, analisa o CDC: “Ele chega à sua maioridade como um forte aliado do consumidor. Prova disso é o crescente número de reclamações à medida que o consumidor se conscientiza sobre seus direitos e exige das empresas produtos e serviços de qualidade. Hoje, o abuso ainda impera em alguns setores, e há inclusive, tentativas de lobbies de desfigurar o CDC, mas as entidades de defesa do consumidor como a Pro teste têm se mantido alertas”.

Se voltarmos aos anos 60 – 70, verificaremos que boa parte dos brasileiros acreditava que a privatização dos serviços públicos seria a solução.

John Kenneth Galbraith, o economista de Kennedy alertava: “A tecnoestrutura das grandes empresas procura influenciar sistematicamente as políticas públicas, provendo os técnicos e nomeando políticos que tomarão as decisões relevantes para o desenvolvimento das suas atividades privadas. Com a simbiose burocrática forma-se um quadro de crescente interação entre grupos privados e funcionários governamentais que acaba contaminando as políticas de governo e colocando-as a serviço de interesses especiais e particulares”.

Citando Galbraith, Eduardo Suplicy na Revista de Economia Política: “No Brasil, a simbiose burocrática está presente em muitas áreas. O Banco Central deveria ser a autoridade máxima do sistema financeiro, mas atua freqüentemente em consonância com os grandes bancos”.

Elio Gaspari apostando na privatização: “O metrô de São Paulo é estatal. Impedida de entrar no trem com seu cão-guia, uma advogada cega foi buscar seu direito na justiça. Brigou durante seis anos e três julgamentos, mas prevaleceu. O metrô do Rio é privado. Uma senhora cega quis entrar com o seu cão. Passada a perplexidade dos fiscais, ela entrou e foi contratada pela empresa para dar cursos de bom atendimento aos clientes com deficiências físicas.”.

Galbraith enfatiza: “O mito que diz que a grande empresa é um simples fantoche do mercado, um servo impotente do consumidor, é, na verdade, um dos dispositivos pelos quais ela perpetua a sua influência”.

Veja o ranking das 515.000 reclamações fundamentadas recebidas pelo Procon, em 2007

Na área Geral, a Telefonica ficou em primeiro lugar, seguida do Itau. Em Serviços Gerais, Telefonica, de novo, e Vivo; Fornecedores de Bens, Siemens na frente comMitsubishi/Aiko/Evadin logo atrás; na Habitação, deu Itaú, em primeiro, e Santander, em segundo; nos Serviços Privados, Net em primeiro, TVA/Ajato, em segundo; e na área de Alimentação e Saúde, Avimed/Aviccena lidera seguida pela Samcil

São dados absolutos e não incluem toda a rede de reclamações existente. Mas já dá para agir e os SACs em boa hora são o primeiro alvo. O Ministério da Justiça começa a corrigir alguns pontos através das “Propostas do sistema nacional de defesa do consumidor para a melhoria da qualidade dos serviços de atendimento ao consumidor (SAC). Áreas temáticas: Telefonia fixa, Móvel, Internet, TV a Cabo, Banco Comercial, Cartão de Crédito e Aviação Civil.” E, com isso vamos poder falar com “seres humanos”, cancelar serviços, etc.

O que espanta é tratar-se de empresas cujo principal ativo são suas marcas e, ter que vir do Governo a chamada para a melhoria. Assim como ocorreu recentemente com a Volkswagen no caso Fox.

As estruturas de atendimento têm fórum próprio e você percebe que dentro das organizações a influência dos SACs é pequena, sem poder real e de outro lado há um foco exagerado no lucro imediato, forçando ao não atendimento para evitar despesa.
Precisamos de mais pesquisa e análise, pois parece que há uma perversa relação direta entre lucro e reclamação. Assim como mais divulgação, papel preponderante da imprensa.

Renata Lyra, em sua dissertação de mestrado na Univ.Fed. Fluminense, expõem que o principal objetivo da imprensa não é somente o de esclarecer aos consumidores quais são seus direitos, e quais órgãos eles devam buscar. Nela está presente, também, a “espetacularização”, fenômeno analisado por Guy Debord quando “parecer” é mais importante do que o “ser”.

Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing de moda, escreve toda quarta-feira aqui no blog e dá atenção ao consumidor (leitor) 24 horas por dia.

Educação: muito aluno, pouco professor

Alunos da rede pública voltando para casa mais cedo ou brincando no pátio em vez de estar assistindo à aula. Esta é cena comum em alguns bairros da cidade. Os pais reclamam que faltam professores que alegam problemas de saúde para não comparecer. E os diretores dizem que têm pouco recursos para resolver o problema.

Ouça a segunda reportagem de Simone Queiroz na série sobre educação na cidade de São Paulo:

Ótimas churrascarias até para quem gosta de peixe

Não é uma homenagem aos gaúchos na Semana Farroupilha, mesmo porque lá no Rio Grande churrascaria é para carne vermelha. Nada de peixe. Mas valem as dicas da Ailin Aleixo para quem quer levar a namorada ou namorado vegetariano:

The Prime Grill

É preciso coragem para abrir um rodízio de carnes a poucos metros do consagrado Fogo de Chão. Para driblar a concorrência, a casa apostou na boa oferta de peixes e frutos do mar. Há ostras frescas, ovas, lula, polvo, três tipos de salmão defumado, carpaccio de haddock, camarão, sushi, sashimi, mexilhão, lagosta gratinada e costela de tambaqui. Mas o melhor é mesmo o churrasco. São 25 carnes: costela, avestruz, javali, cordeiro uruguaio, picanha, alcatra, maminha… Não dispense o bife ancho – em maciez e suculência, supera todos os outros. Aos sábados e domingos, há sala de recreação no piso superior.

Av. Moreira Guimarães, 520 – Moema – São Paulo – SP 5052-2228

Ponteio Grill

Há ostras frescas, camarão, siri, bacalhau, sushi e sashimi, além dos itens mais comuns como palmito, folhas e queijos. Também de entrada, vale provar a morcilla. No quesito carnes, a casa se destaca entre alguns rodízios mais afamados, com cortes de respeito como o entrecôte argentino, macio e suculento. O carré de cordeiro e a costelinha de porco também são bem gostosos. Aqui, o carrinho de sobremesas foi abolido e os doces ficam expostos numa vitrine.

Av. Imperatriz Leopoldina, 1925 – Vila Leopoldina – São Paulo – SP 3832-4060

Vento Haragano

Os donos são de Nova Bréscia, no Rio Grande do Sul, cidade que leva a fama de ser o berço de bons churrasqueiros. É de lá que os irmãos Laste trazem toda a tradição da casa. A começar pela recepção feita por moças gaúchas vestidas de ”prenda” – com um vestidão típico, de festa, com rendas e mangas bufantes. Os garçons usam bota e bombacha e o chimarrão é cortesia. Em rodízio, são servidos picanha e contrafilé argentinos, cordeiro uruguaio, cupim, fraldinha, lingüiça e frango. Ao todo são 33 tipos de carne, além do salmão e da costela de tambaqui. No bufê de saladas, há cerca de 70 itens, incluindo o saboroso haddock defumado e a feijoada. O carrinho de sobremesas foi abolido e os doces ficam estampados num cardápio exclusivo com algumas delícias elaboradas pelo chef patissier Flávio Federico. A churrascaria oferece outros diferenciais: carta de vinhos com mais de 600 rótulos, sala de recreação infantil com monitores (aberta às sextas no jantar e nos finais de semana) e sistema de transporte para levar e trazer os turistas hospedados em hotéis da região.]

Av. Rebouças, 1001 – Cerqueira César – São Paulo – SP 3083-4265

Museu do Futebol é adversário do lugar-comum

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Clique na foto e veja outras imagens do Museu feitas pelo Leonardo Stamillo, da CBN

A sala de troféu não está lá. O piso com carpete verde também não. As grandes conquistas você encontrará, mas antes terá de lembrar da mãe de todas as derrotas: a de 1950. Então que raios de museu do futebol é este que será inaugurado em 29 de setembro, no estádio do Pacaembu ?

Semana passada, um grupo de jornalistas, entre eles a turma do esporte da rádio, participou de uma visita ao local ainda em obras. Jarbas Maltoni, um dos criadores, mostrou cada canto, explicou o conceito e contou histórias do Museu do Futebol. Aos visitantes ficou evidente que a intenção é dar fim ao lugar-comum (muito comum quando o tema é futebol).

Logo na entrada, uma quantidade enorme de badulaques esportivos colocados em quadros que tomam toda a parede deixam evidente que a intenção não é fazer um museu do futebol paulista ou do eixo Rio-São Paulo, outra estratégia banalizada por uma crônica que tende a olhar o esporte não muito além dessas divisas. O seu time com certeza estará lá. Seja ele qual for. E se não tiver reclame que é provável que encontrem um espaço para ele.

Procurar referências do seu clube será uma das diversões do Museu. Paulo Passos, repórter de esportes da CBN e conterrâneo, tanto fez que achou um escudo do Internacional de Porto Alegre. Estava de cabeça para baixo. Prometeram mudar. Não sabia ele, porém, que logo que as peças começaram a ser colocadas em seu devido lugar, há algumas semanas, descobriu-se outro erro em relação ao símbolo do colorado gaúcho: era o do co-irmão, Inter de Santa Maria.

Sugestão aos torcedores principalmente desses times menos conhecidos: fiquem atentos e avisem sempre que encontrarem algum problema.

Evitar problema foi um dos desafios dos organizadores do museu, principalmente para não criar animosidade entre torcidas. O piso ganhou cor alaranjada para não cair no verde do Palmeiras ou o preto e branco do Corinthians. “Tentamos dar o colorido do Brasil”, disse Jarbas Maltoni na entrevista ao Juca Kfouri.

Na conversa, no CBN Esporte Clube de sexta à noite, Maltoni também explicou que as provocações, típicas do futebol, ficarão em outro campo: “(queremos) trazer aspectos que o torcedor, provavelmente, ainda não tenha tido oportunidade de parar para pensar e provocar a emoção de todos os visitantes”.

Foi o Juca, por sinal, quem construiu a melhor imagem deste novo museu que terá som, vídeo, recursos digitais e muita história à disposição dos visitantes por algo em torno de R$ 4: “Será uma espécie de Museu da Língua Portuguesa voltado para o futebol”.