São Paulo Bom de Mesa

A 5ª Edição do Festival é a sugestão da comentarista do “Época SP na CBN” Ailin Aleixo. O evento organizado pela Associação dos Restaurantes da Boa Lembrança será entre os dias 26 e 28 de agosto.

Nove casas paulistanas recebem chefs convidados de outros estados para executar receitas a quatro mãos. A intenção do SPBM é divulgar as culinárias regionais. Quem pedir o menu do evento será presenteado com pratos cerãmicos comemorativos. Confira alguns restaurantes e chefs da programação:

* Amadeus- Bella Mazano recebeo o chef Saburó, do QUina do Futuro, do Recife

* Vinheria Percussi- Silvia Percussi cozinha com Auricélio Romão, da POusada do Zé Maria, de Fernando de NOronha

A programação completa você encontra clicando aqui.

CBN SP só na internet, nesta quinta-feira

As notícias da nossa cidade você poderá acompanhar pelo computador de casa ou do escritório, nesta quinta-feira. O CBN São Paulo estará disponível em http://www.cbn.com.br , enquanto no FM 90.5 e no AM 720 haverá a transmissão da final do Torneio Olímpico de futebol feminino, entre Brasil e Estados Unidos.

Aproveite sua presença na internet para ouvir o CBN São Paulo e participar do programa enviando mensagens pelo blog ou pelo Twitter.

Feira livre incomoda vizinhança, no Tucuruvi

Com relógio em punho e máquina de fotografia em mãos, a ouvinte-internauta Eliana Souza decidiu monitorar o que considera desrespeito da feira livre que ocorre diante da casa dela, no bairro do Tucuruvi, em São Paulo.

A rua é a Cruz de Malta. E como mostram as fotos da moradora, a feira livre e seus reflexos se estendem até o fim da tarde. Às três horas as barracas começam a ser desmontadas. Uma hora depois ainda não é possível transitar pela rua. O caminhão de limpeza termina a lavagem lá pelas seis horas.

A dúvida da Eliana Souza é se o pessoal responsável pela fiscalização está sempre de folga no dia da feira.

Carta de Viagem: Suécia em preto e branco

Oi, Milton

God Dan ! Não, não é gol de ninguém. É assim que se deseja aos suecos “bom dia”.

Nesta quarta-feira, o sol brilha desde cedo na cidade. Faz 18 graus em média, desde que cheguei (nada do que eu não esteja acostumada). Acho que trouxe roupa de frio de mais, comprada pouco antes no Bom Retiro.

Imaginei os suecos andando de sobretudo, cachecol, botas, luvas e gorro de lã, o tempo todo. Por mais que buscasse informações de quem já viajou para cá (não estou te culpado, Milton, longe de mim …) e em sites, a realidade é outra. O povo é elegante mas não usa tudo isso. Eu sinto falta das cores. É muito cinza, marrom, tons sóbrios. Nada de pink, laranja, verde limão. As vitrines das lojas são super-discretas, assim como as pessoas.

No Brasil, não é difícil encontrar pelas ruas alguém rindo do nada (mesmo que sorria prá não chorar). Também não sei por que ou do que eles poderiam chorar morando aqui. Não vi ambulantes pelo caminho nem ninguém pedindo esmolas. Ah ! Tem muito turista nesta época do ano: Japão, Itália, Coréia etc. Todos com máquinas digitais nas mãos . Imagine quantos “fotos-ouvintes” para o blog. Eu também não saio sem a minha. Sabe como é, corintiana, com passaporte, “tamos aqui mano” … “É nóis”.

A propósito: quando é o próximo jogo do Timão ? Hoje ? Não me deixe sem notícias deste outro grande mosqueteiro.

Fortsätt Corinthians !*

Da Cátia Toffoleto

* Pros mano entender: Avante Corinthians !

Morador de rua escreve diário na Época


Foto publicada na revista Época. Clique nela e vá para a reportagem

O escritor Sebastião Nicomedes, morador de rua de São Paulo, escreve para a revista Época. Ele foi convidado para relembrar a história da chacina que matou sete pessoas que viviam nas ruas da capital, há quatro anos. No texto, narra seus últimos quatro dias no meio-fio que antecederam a manifestação Ato Pela Vida – 4 anos de impunidade, que se realizou na Praça da Sé, no centro da cidade.

Sebastião foi personagem de reportagem publicada neste blog com o título “Sem-teto com talento se revela no teatro de São Paulo”, em 11 de agosto do ano passado. Leia e ouça a entrevista aqui.

“Num quarto de pensão, eu me encontro, mais uma vez, pernoitando de diárias. Hoje é sábado, e tenho vaga garantida até a manhã de segunda-feira. Depois, será o que tiver de ser. Diante do espelho, escovo os dentes que me restam na boca, felizmente a maioria continua comigo. Se bem que preciso urgente de um tratamento odontológico. Colocar ponte é um sonho. É chato não poder sorrir por um detalhe tão ingrato”.

Este é apenas o primeiro parágrafo do primeiro capítulo do diário publicado na Época que você pode ler aqui.

Para os dias românticos

Um dos nossos ouvintes reclamou em mensagem postada na nota abaixo que veio até o blog e não encontrou a dica da Ailin Aleixo. Ele tinha razão em se queixar, a participação no Conarh 2008 atrapalhou um pouco a postagem de notas no blog, nesta quarta-feira. Antes tarde do que nunca. Aproveite as sugestões da nossa comentarista do “Época SP na CBN” e entre no clima de romantismo:

Thai Gardens

O pé direito altíssimo, a imensa estátua dourada de Buda no andar superior, o riachinho que corre pelas laterais da entrada, a extrema simpatia do hostess. Apesar de estar localizado no meio da 9 de Julho, é só passar pela grande porta de madeira esculpida do Thai Gardens para ser invadido pela sensação de ter saído de São Paulo. Mesmo quando cheio – o que é muito comum – o salão não fica barulhento e o atendimento costuma ser eficaz. Fora isso, o cardápio extensíssimo traz mais de sessenta receitas tailandesas, bem executadas – a maioria agridoce e/ou apimentada, a preços justos. Se você gosta de sabores delicados, peça a yam hua plee (salada de flor de banana com peito de frango e coco ralado). Caso queira se arriscar no potente curry tailandês, vá de mapraw (filé de boi ao curry verde com legumes, servido dentro do coco verde). Toda última segunda-feira do mês, a casa realiza um jantar à luz de velas, perfeito para namorar.

Av. Nove de Julho, 5871,Vila Olímpia, tel.: 3073-150

Chackras

Se a idéia é impressionar alguém, não tenha dúvida: este é o lugar. Lindo, badalado, tem espaço para exposições, pista de dança e diversos cantinhos aconchegantes. Para os mais ousados, existe a possibilidade de fazer a refeição em cima de uma cama! É que os dnos batizaram de La Suit Dorming Restaurant, com três opções de menu para se comer com as mãos. Responsável pela cozinha, o chef Nilson de castro oferece um cardápio tão criativo quanto a casa. Há crepe de escargot, e alcachofra ao molho de cachaça, risoto de camarão e lula com suco de maracujá e aspargos selvagens.

Rua Melo Alves, 294, Jardim Paulista, tel.: 3062-8813

Pesquise: a unanimidade é burra; a similaridade, verdadeira.


Por Carlos Magno Gibrail

Você acredita em pesquisa?

Pesquisemos as pesquisas.

As pesquisas influenciam o eleitor e o consumidor?
Para saber a língua de um país, precisamos perguntar a quantos habitantes?
Para examinar o tipo sanguíneo, quanto precisamos extrair de um indivíduo?
Se as pesquisas podem revelar as verdades do momento por que não são usadas com maior freqüência?
Se a disponibilidade para ser pesquisado é importante por que não ficamos á disposição?

Frank Newport, sociólogo, diz que as pessoas não acreditam em pesquisas porque são egocêntricas. Duvidam que suas idéias possam ser traduzidas em números.

Da mesma forma que as marcas líderes atraem parte dos consumidores por serem as primeiras, também os candidatos que aparecem na ponta recebem parte das intenções de voto. Entretanto, os produtos na ponta do ranking não têm 100% do mercado nem os eleitores seguem 100% os primeiros da pesquisa.

Um desavisado estrangeiro que chegasse ao Brasil sem saber qual o nosso idioma, após falar com algumas poucas pessoas irá saber que o português é a nossa língua. Ou irá às 180 milhões para confirmar? Nem São Thomé iria.

George Gallup exemplifica que poucas gramas dirão qual o tipo de sangue examinado. Não há necessidade de tirar o sangue total do paciente.

Ibope, 66 anos, e Vox Populi, 20, trabalham nas residências, procurando o pesquisado onde acreditam obter respostas com mais credibilidade. O Datafolha, 21, colhe nas ruas, buscando todos os extremos da população e objetivando rapidez. Consegue pesquisar 1.700 pessoas por dia.

Ambos os critérios funcionam, mas a metodologia adotada deve considerar todos os extratos referentes ao produto pesquisado respeitando a proporcionalidade de seu segmento. A Vogue publicou uma pesquisa sobre as marcas mais desejadas do Shopping Iguatemi, em São Paulo. Não apresentou a metodologia e apontou marcas que certamente eram desejos da maioria dos freqüentadores, sem considerar a segmentação. Nenhuma das marcas importadas mais caras apareceu como desejo de consumo.

No mundo dos produtos e marcas as pesquisas se dividem em quantitativas e qualitativas. As primeiras perguntando um a um, durante uns 15 minutos e as segundas sem perguntas diretas, em discussão em grupos de 3 a 4 h. Ambas têm sua utilidade e dependem do que se busca, entretanto hoje se sabe que o consumidor serve muito mais para avaliar do que para criar.

A Ford ensinou ao mundo que de construção de carro quem entende é o fabricante. De usá-lo, é o consumidor. Na década de 60 resolveu perguntar como deveria desenvolver um novo carro. Veio o Edsel, o maior fracasso da indústria de automóvel e o maior sucesso para as aulas de pesquisa de mercado até hoje.

Na ultima eleição presidencial a pesquisa final foi Ibope 50%, Vox Populi 46%, Datafolha 48% para o resultado real do candidato Lula de 46 %.

Considerando que a pesquisa se propõe apenas a um balizamento do momento e não a uma previsão de resultado futuro, precisamos apenas saber usar a informação. Tal qual outro produto qualquer.

É preciso evitar a atitude dos políticos, que as usam quando estão na frente e as abominam em caso contrário. E é um método adotado para tudo que fazem – uma coerência ao incoerente. Também pudera. Já vivem num mercado cuja segmentação na representação política foi abortada em tempos idos e permanece até hoje numa desfigurada representatividade dos Estados na Republica Federativa do Brasil.

No âmbito empresarial salvo para lançamentos de novos produtos e serviços, as pesquisas de satisfação e avaliação de atendimento são inexplicavelmente pouco usadas. A disponibilidade dos dirigentes de serem contatados, que é uma extraordinária fonte, também. Procon, compradores camuflados e colunas de consumidores na imprensa são canais de comunicação relevantes.

Tom Peters costuma gritar nas palestras que determinados presidentes de grandes organizações americanas de sucesso estão à disposição para qualquer pessoa e qualquer assunto. Telefona para eles no meio do show. O executivo atende prontamente. Inacreditável. Tom sugere à platéia: ao sair daqui pegue o telefone e ligue para a sua empresa ou para sua casa. Pesquise você mesmo.

Há anos, Ricardo Semler ligou direto para um alto executivo em New York, marcou entrevista para o dia seguinte e fez negócio. Recentemente a imprensa publicou que ambos lucraram milhões de dólares.

Ricardo Bellino
foi direto ao Donald Trump, sem apresentação e ficou sócio dele.

Que tal ligar para Martin Winterkorn em Wolfsburg na Alemanha e contar a repercussão efetiva do caso Fox?

Carlos Magno é doutor em marketing de moda e toda quarta-feira publica um novo texto aqui no blog participando ativamente de debates com os ouvintes-internautas. O celular dele está sempre à mão para ligar a quem quer que seja. Inclusive para você.