Vereadores do PT usam carro oficial para defender PT


Imagem do blog do PPS/SP

Dois carros oficiais da Câmara Municipal de São Paulo passaram a tarde estacionados diante da sede da 2a Zona Eleitoral, em Pinheiros. Era dos vereadores do PT que prestavam depoimento no caso em que o partido pede a devolução do mandato da vereadora Sônia Francine, atualmente no PPS.

Estiveram lá José Américo, João Antonio e Francisco Chagas. O uso dos carros oficiais deveria ocorrer apenas quando o vereador estiver no exercício de sua função. Américo compareceu como presidente municipal do partido e os demais no papel de testemunha da ação por infidelidade partidária movida pelo PT.

Após quatro horas de sessão, a decisão final do caso foi adiada. Um relatório será encaminhado pelo juiz da 2a zona eleitoral ao Tribunal Regional Eleitoral. Não há previsão de quando o TRE tomará a decisão sobre o destino do mandato de Soninha.

Soninha pode perder mandato

Logo mais à tarde, o Tribunal Regional Eleitoral decide o futuro do mandato da vereadora Sônia Francine. Ela responde por infidelidade partidária pois se elegeu pelo PT e se mudou para o PSS, após discordar de procedimento dos partido. Seja qual for a decisão do TRE não haverá nenhum prejuízo a candidatura dela à prefeitura de São Paulo.

Soninha disse, após entrevista no CBN SP, que é impossível saber o que o TRE decidirá. No caso do vereador Milton Leite que também trocou de partido, o TRE aceitou as justificativas e manteve o mandato dele.

Construtora quer fazer “paredão” em volta de parque

Moradores e frequentadores do Parque Vila Guilherme-Trote, na zona norte, reclamam da construção de 34 prédios com 19 andares programada pela Cyrella. A área que será ocupada para moradia tem a mesma extenção do Parque: 170 mil m². De acordo com o representante da associação de moradores Antônio Roberto Freire disse que se for autorizada a obra vai se transformar em uma espécie de “paredão” no entorno do parque.

No sábado, às quatro da tarde, a entidade promove um abraço ao Parque Vila Guilherme-Trote para mostrar a importância do local e o risco que este corre com o projeto imobiliário.

Ouça a entrevista no CBN SP

Agora o outro lado (publicado em 14/08)

“À rádio CBN

A/C Fabiana Boa Sorte

Em resposta a entrevista com o senhor Antônio Roberto Freire, representante da Associação de Moradores da Vila Guilherme, a Cyrela Brazil Realty e a Vivenda Nobre esclarecem que a implantação do projeto mencionado está em fase de estudos com o CONPRESP (Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da cidade de São Paulo).

Com relação ao terreno em questão, as empresas informam que tem sempre a preocupação e cuidado com as questões ambientais, com a segurança e a qualidade de todos os produtos que incorporam e comercializam.

Ainda tem a acrescentar que seus lançamentos sempre cumprem as normativas legais e todas as aprovações necessárias nos órgãos municipais e estaduais.

Atenciosamente,

Cyrela Brazil Realty e Vivenda Nobre”

Até agora a prefeitura de São Paulo não falou sobre o assunto.

Para que serve o vereador ? Qual o papel do prefeito ?

Para que serve o vereador ? Qual o papel do prefeito ?

A Associação dos Magistrados Brasileiros decidiu ouvir o cidadão para saber como ele compreende o papel do prefeito e do vereador. Alguns resultados chamam atenção. Olhando especificamente para o Sudeste, 85% das pessoas acreditam que é obrigação ou se não é obrigação deveriam os vereadores ajudar as pessoas nas despesas de hospital e enterros.

Acesse aqui a pesquisa da AMB.

Vá ao hotel comer

Os hotéis não são apenas locais para hospedagem. A boa mesa também está à disposição como nos mostra a editora da Época SP, Ailin Aleixo, que de segunda à quinta, apresenta “Época SP na CBN”:

Eau

Acaba de entrar em cartaz o novo jantar do chef Laurent Hervé, com 23 pratos e dois menus-degustação. O francês assumiu a cozinha do sóbrio e elegante Eau no fim do ano passado, mas foi reformulando o cardápio aos poucos: primeiro veio o (caro) menu executivo para almoço, lançado em fevereiro, e só agora os pratos mais elaborados dos pedidos à la carte. Um dos pontos altos, servido nos dois horários, é o le bar, filé de robalo coberto com uma delicada camada crocante de pão de forma e mel. Ex-chef executivo do Maxim’s de Paris, Hervé anda encantado com os sabores brasileiros e já se rendeu à mandioquinha, à pupunha, ao cajá e à graviola, ingredientes que tem usado com propriedade – só falta achar o ponto do sorbet de pitanga, ainda amargo em excesso

Hotel Grand Hyatt– Av. das Nações Unidas, 13.301, Morumbi- tel.: 6838-3207

Tarsila

Restaurantes em hotéis– com raras exceções— tendem a ser sem graça e sem gosto. Mas o Tarsila está entre as raridades. Apesar da decoração ter aquele quê de lobby, o serviço simpático e bem treinado e o cardápio elaborado pelo chef Marcelo Pinheiro são argumentos mais do que suficientes para fazer não-hóspedes dirigirem-se ao hotel Intercontinental. A primeira vista arriscadas, as criações são de uma eficácia surpreendente, como o creme de caju com catupiry, frango defumado e erva cidreira e o origami de caranguejo com salada de brotos de machê. Cremoso, o risoto de lagostim ao pesto de rúcula e tuille de camarão tem tempero no ponto, que deixa transparecer o sabor dos tenros moluscos. Entre as sobremesas criativas e bem apresentadas, destaque para a deliciosa torta ópera com Mousse Cítrico e Açúcar Cruciante (lâmina de açúcar com sementes de pimenta da jamaica). Além do jantar e do almoço excutivo, o restaurante oferece, aos domingos, um brunch (R$ l95 por pessoa) com jazz ao vivo que inclui de steak tartar preparado na hora, ostras frescas até cortes especiais de carnes e estação de massas.

Hotel Intercontinental– Alameda Santos, 1123, Cerqueira César, te.: 3179-2555

P. Verger

Para chegar ao restaurante não há outro caminho: tem que passar pela recepção do hotel e subir dois lances de escadas (ou pegar o elevador). Depois disso, dá para esquecer que o P. Verger fica dentro do Sofitel. O salão tem um estilo próprio e ganha vida com a arte do fotógrafo parisiense Pierre Verger– daí o nome do restaurante. Quem domina a cozinha é outro francês, Patrick Ferry. Com base nas técnicas do seu país, porém contagiado pelos ingredientes do mundo, o chef apresenta um cardápio muito criativo. Bom começo, especialmente nas noites frias, são as sopas. A melhro delas é a de lentilha com pedacinhos de foie grass. Entre os pratos principais, o canelone de cordeiro não é o que se imagina. Trata-se de uma carne enrolada, recheada com tomate seco e queijo de cabra.

Sofitel– R. Sena Madureira, 1.355 – Vila Mariana, tel.:3201-0800

Soninha é a candidata do dia no CBN SP

Vereadora em São Paulo, Sônia Francine é uma das poucas novidades nesta eleição municipal. Nunca havia participado antes de uma disputa a cargo majoritário ao contrário da maioria dos seus adversários. Ela será a entrevistada desta quarta-feira, no CBN SP, a partir das 11 e 5 manhã. O candidato a vice na chapa de Soninha é o escritor e cineasta João Batista de Andrade

As perguntas podem ser feitas aqui no blog, pelo e-mail milton@cbn.com.br ou através do Twitter.

Leia o perfil oficial da candidata do PPS, Sônia Francine:

Paulistana do bairro de Santana, formada em Cinema pela ECA/USP, Soninha tornou-se nacionalmente conhecida como VJ da MTV Brasil, onde trabalhou por dez anos, tendo sido posteriormente apresentadora de um programa para jovens na TV Cultura, comentarista da ESPN Brasil e até recentemente uma das apresentadoras do programa Saia Justa, na GNT.

Em 2004, foi eleita vereadora pelo PT. Filiou-se ao PPS em setembro de 2007.

Confira a agenda de entrevistas:

14/08 Paulo Maluf (PP)

15/08 Anaí Caproni (PCO)

18/08 Gilberto Kassab (DEM)

A fuga das galinhas: vendedores e esportistas.

Por Carlos Magno Gibrail

Você já foi daqueles que fugiam dos exercícios ? Aulas de educação física, então, nem pensar ? Com tanta competição em Beijing, hoje deve ser duro ignorá-los.

Você já foi daqueles que escolhiam os cursos que não iriam exigir muita comunicação, pois não gostava de falar nem de se relacionar com o público? Matemática, química e física seriam as saídas.

Ou daqueles que não apreciavam mesmo estudar e, falantes, pensavam numa carreira em vendas, por ter o dom da comunicação?

De acordo com o economista John Mainard Keynes “a maior dificuldade do mundo não é fazer com que as pessoas aceitem novas idéias, mas sim fazê-las esquecer as velhas”.

Bill Gates fez o contrário, segundo Tom Peters: “Esquecer é difícil para uma empresa de sucesso… e Gates depois de dizer que a Internet era um modismo inútil, largou tudo e reinventou a Microsoft para que ela se tornasse a maior defensora da Internet”.

Previsão de Keynes ou ação de Gates?

Está claro hoje que a profissão de vendas não pode mais ser aquela que as pessoas seguem por não terem conseguido outra coisa na vida. São aqueles profissionais que encontramos ao procurar um carro que nem perguntam se temos família, se usaremos constantemente o veículo na estrada, ou não induzem sobre o comportamento. Nem mesmo numa compra de casa para morar, indagam sobre necessidades e estilo. Nas livrarias não conhecem o que está na prateleira, muito menos o conteúdo dos livros e o perfil dos clientes. Nas lojas de roupas além de desconhecerem o estoque, não assistem o consumidor com relação às tendências e produção de moda. Não conhecem o mercado, o produto e o cliente. Para isso teriam que se preparar profissionalmente.

E o pessoal que fugiu da venda já deve ter descoberto que esta é uma função que está em todas as outras. Matemática, química, física também exigem bons vendedores, profissionais que sabem tudo sobre o produto ou o serviço que produzem, e conseguem vendê-los a todos que o cercam.

É fácil perceber que o mundo gira em função da venda, pois é olhar o ambiente em que estivermos e identificar edifício, móveis, equipamentos e até as pessoas em volta se “venderam” para alguém e ganharam o direito de estar ali. Este Blog e este comentário também.

Para os da “Fuga das galinhas” o momento é de agir como Gates, esquecendo o passado e assimilando os fundamentos da venda.

Quanto aos exercícios e esportes melhor será fazê-los. A saúde agradece.

Carlos Magno Gibrail
é doutor em marketing de moda e escreve toda quarta-feira neste blog. Vende muito bem o seu peixe e toda a semana joga tênis.

De bastidor: Tapa na coxa e trabalho para a imprensa

Dois fotógrafos, dois cinegrafistas e dois assessor de comunicação acompanharam a ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy na entrevista à rádio CBN, ao vivo, na manhã desta terça-feira. Trajando preto e branco e visivelmente mais magra do que na época em que havia deixado a prefeitura, há quatro anos, a candidata do PT se incomodou com o desconforto da cadeira que estava à disposição dela no estúdio. Tinha razão. Era um pouco alta, os pés ficavam balançado. Levantou, reclamou, sentou novamente, não gostou e uma nova cadeira apareceu já adaptada à altura da candidata por um dos cinegrafistas da campanha.

Confortável, logo de cara teve de falar sobre a herança que a prefeitura lhe deixou: o apelido de Martaxa. A do lixo já era e não volta. A da luz continua. Assunto que mobilizou a assessoria de imprensa da Secretaria de Coordenação das Subprefeituras. Antes de a entrevista se encerrar já havia nota pronta, escrita em uma só linha, avisando que a prefeitura acabou com a taxa de luz. Acabou ? Para aqueles que não tem luz. Ah, bom !

Sobre trânsito colocou mais um ponto na coluna dos contra-pedágio. Tem um ouvinte-internauta que acompanha a entrevista pelo Twitter e registra, dia a dia, o placar do pedágio urbano. Até aqui, dos sete entrevistados, sete disseram que não vão implantar o sistema. Por enquanto. Preferiu criticar o sucateamento da CET. Mais trabalho para a imprensa da prefeitura. Antes dela deixar o estúdio já havia resposta à crítica da candidata do PT. Esta mais longa: 33 linhas.

A caixa de correio estava cheia, e o blog bombando. Foi de lá que tirei a crítica de um ouvinte-internauta que se identificou por siglas. Reclamava de 100 promessas feitas na gestão dela, muitas não cumpridas. Citou três. Ela fez questão de responder diretamente ao ouvinte-internauta: “Flávio, você é injusto”. A voz estridente e desafinada pelo tom mais alto quase foi encoberta pelo barulho dos dois tapas simultâneos sobre as próprias coxas. E a imprensa da prefeitura volta a se agitar e digitar o mais breve possível uma resposta em defesa da administração Kassab por causa das críticas ao Planetário do Carmo. Nesta, a ação oficial competiu com as mensagens de ouvintes-internautas que reagiram por não gostar do que jeito que a ex-prefeita se referiu ao cidadão.

Marta falou por 25 minutos e “reclamou” que a entrevista foi muito rápida. Queria falar mais. Acabou concordando que o tempo é o ideal para passar a mensagem ao eleitor e não cansar o ouvinte. O trabalho agora era da imprensa da campanha: enviar as várias fotos feitas no estúdio, pelo computador, para serem publicadas no site oficial. E sair correndo atrás da candidata que tinha mais uma série de compromissos no dia.

Por coincidência, em um deles voltei a encontrá-la. Era um evento que reunia empresas de call-center no qual fui para mediar debate sobre as regras que pretendem restringir o trabalho do setor. Ela esteve lá, recebeu homenagem pela instalação dos telecentros durante a gestão, ouviu quatro ou cinco pessoas vaiá-la, enquanto a maioria a aplaudia, discursou e foi embora, rapidamente. Desta vez, sem dar muito trabalho aos jornalistas.


Perguntômetro

Blog e e-mail dividiram a preferência do ouvinte-internauta durante e depois da entrevista com Marta Suplicy. Foram 36 mensagens na caixa de correio dirigidas à candidata e 19 comentários no blog, entre perguntas, críticas e elogios. O Twitter foi uma frustração: duas mensagens apenas.

Foto-ouvinte: Cavalos na pista

Cavalo 1

Cavalo 2

Os animais estavam soltos no caminho do ouvinte-internauta Toninho Espíndola que saiu de São Paulo em direção a Florianópolis, pela BR 116. Ele conseguiu flagrar dois comportamentos que colocam em risco a vida das pessoas nas rodovias. Em um deles, o animal irracional parecia tão assustado quanto os motoristas; no outro, o animal racional causava espanto pela ousadia e irresponsabilidade da ultrapassagem.

Nos dois casos, a fiscalização ajudaria muito a prevenir os acidentes. Respeito e responsabilidade, também.