Portugueses e seus bacalhaus maravilhosos

Acompanhe as sugestõe do dia da Ailin Aleixo, do “Época SP na CBN”:

A Bela Sintra

Se você não curte lugares badalados, não vá ao Bela Sintra: ele é o restaurante do coração de várias celebridades (Hebe, Adriane Galisteu, Amaury Jr…) e seu salão fica constantemente cheio. Merecidamente. Há três anos, o chef Valderi Gomes comanda uma das melhores cozinhas portuguesas de São Paulo. Em suas panelas nascem suculentos bacalhaus, como o desfiado com batata palha e ovos, além de frutos do mar impecáveis (o lagostim aberto com purê e creme de queijo estava soberbo). Para acompanhar, reserve uma verba adicional e prove um bom vinho português da ótima carta. Caso você não dispense a sobremesa por nada, muita calma: apesar de corretas, não são mesmo o forte da casa.

R. Bela Cintra, 2325, Jardins, tel.: 3891-0740

Ora pois!

Nem sempre culinária portuguesa significa um desastre na carteira. Um bom exemplo é esse simpático restaurante, comandado por três irmãos lisboetas, desde 2000. A casa tem um ambiente informal, bem decorado (até o banheiro é uma graça) e louça azulejada. O cardápio capricha no bacalhau (são sete tipos). O com natas (lascas com batata frita e creme branco à base de natas gratinado) vem bem preparado – já a porção de Gomes de Sá foi um pouquinho econômica no peixe. Há ótimas opções de vinhos portugueses, com preços camaradas (peça o Redondo, safra 2004, e seja feliz). Dois poréns: o bolinho de bacalhau leva batata (um pecado) e o atendimento é mais seco do que bacalhau de feira.

R. Fidalga, 408, Vila Madalena, tel.: 3815-8224

A Casota

Não se trata de um restaurante inspirado na culinária portuguesa. A casa de dona Milu é portuguesa autêntica, e das boas. Doceira de mão cheia, a proprietária começou a carreira modelando açúcar e gemas – e, até hoje, esse é o seu ponto forte. Entre as dezenas de sobremesas, uma mais sensacional do que a outra, destaca-se o dom rodrigo, espécie de trouxinha de fios de ovos. Depois vieram os pratos por encomenda e, finalmente, a casa de portas abertas, onde só se servem pratos típicos da terrinha. Prove o bacalhau duque de palmela, substanciosa mistura com camarões, queijo, creme de leite, batatas fritas e amêndoas. Ótimo. As opções de carnes também são muitas, com pratos tradicionais como dobradinha à moda do porto e favas guisadas à portuguesa. Convém esquecer a dieta.

Av. Miruna, 442, Moema, tel.: 5093-6751 e 5093-6329

Nos trilhos de São Paulo

No dois últimos dias, o repórter Gabriel Correia foi as plataformas de trem, entre uma confusão e outra, pulou para dentro do trem. De lá correu até o metrô. E assim registrou o cotidiano dos paulistas que usam o sistema de transporte público sobre trilhos na capital e região metropolitana.

A imagem feita pelo Gabriel na plataforma da estação Brás do metrô.

Foto olímpica: Torcida democrática

A foto do Leandro Lacerda, publicada no blog Bastidores Olímpico, da CBN, flagra a saudável convivência das torcidas em favor dos atletas brasileiros nos Jogos de Pequim. Tudo bem que um gaiato da redação não deu folga e assim que viu a imagem tascou: “O Corinthians na segunda e o São Paulo pelas caronas, eles tem mais é que torcer lá na China, mesmo”.

Marta Suplicy, do PT, no CBN São Paulo

A ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy estará, ao vivo, no estúdio da CBN, em mais uma entrevista da série com os candidatos à prefeitura. A petista responderá a perguntas deste apresentador que são baseadas em mensagens enviadas pelos ouvintes-internautas. A entrevista se inicia às 11 e cinco da manhã e terá 25 minutos de duração.

As perguntas e comentários podem ser enviados por este blog, deixando seu texto na área dos comentários, pelo e-mail milton@cbn.com.br ou pelo Twitter.

O candidato a vice de Marta Suplicy é o deputado federal Aldo Rebelo do PC do B, ex-presidente do Senado.

Leia o perfil da candidata segundo sua assessoria de imprensa:

Marta Teresa Smith de Vasconcellos Suplicy nasceu em 1945, no Jardim Paulistano, em São Paulo.

Foi a primeira dos quatro filhos do industrial Luís Affonso Smith de Vasconcellos e da dona-de-casa Noêmia Fraccalanza Smith de Vasconcellos.

Estudou nos colégios Des Oiseaux e Nossa Senhora de Sion, onde fundou o Grêmio Estudantil. Em 1963, ingressou na Faculdade de Psicologia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). E, no ano seguinte, casou-se com Eduardo Suplicy, recém-formado administrador de empresas, com quem veio a ter três filhos: Eduardo (Supla), André e João.E atualmente tem 4 netos.

Já formada em Psicologia, Marta foi com a família para os Estados Unidos, onde fez mestrado na Universidade Estadual de Michigan e pós-graduação na Universidade Stanford.

De volta ao Brasil, especializou-se em Psicanálise. Passou a fazer parte da Sociedade Brasileira de Psicanálise e da International Psychoanalytical Association. E publicou Conversando sobre sexo, o primeiro dos oito livros que já escreveu.

Na década de 1980, Marta se tornou conhecida nacionalmente como apresentadora de um quadro sobre sexualidade no programa TV Mulher, da Rede Globo.

Em 1983, Marta se iniciou na vida político-partidária, filiando-se ao Partido dos Trabalhadores. Onze anos depois, elegeu-se deputada federal, com mais de 76 mil votos. Em 1998, disputou o governo do Estado. Ela recebeu mais de 3,7 milhões de votos.

De bastidor: De 3 a 300 em quatro anos




Filho fotografa o pai durante entrevista. Clique na foto e vá ao álbum do CBN SP.

“Se eu fizer 300 mil votos elegeremos dois vereadores”. A matemática eleitoral do candidato a prefeitura de São Paulo Levy Fidelix, do PRTB, teria lógica não fosse o histórico dele e do partido. Há quatro anos, Fidelix concorreu a vereador e mal passou dos 3 mil votos. Já tentou o governo do Estado, a Câmara dos Deputados, e a Assembléia Legislativa. Tem uma explicação para a insistência: plantar idéias.

Quais idéias ? O Rodoanel, do PSDB, e o Orçamento Participativo, do PT, foram apontados por ele como projetos que trouxe para o debate eleitoral e foram absorvidos pelos demais partidos. Pitta também o copiou com o Fura-Fila mas fez mal feito. Palavra do candidato. Melhor não contrariar.

Também não vou mais além no conteúdo da entrevista pois prefiro que você o ouça clicando no link que está duas notas abaixo. E este espaço – o “De bastidor” – foi criado para revelar “aquilo que só você viu”, como diriam os narradores esportivos aos repórteres de campo.

Por falar em rádio, Levy Fidelix, provocado pela minha pergunta puxa-conversa, antes de a entrevista se iniciar, disse que foi apresentador de televisão. Fez o primeiro programa de informática da Tv brasileira na Bandeirantes e após no SBT. Tem cacoete mesmo. Daqueles comunicadores antigos que quando entrevistados mandam um abraço a este programa líder de audiência – sem nunca, jamais, ter aberto a pesquisa Ibope para saber quantas pessoas ouvem o tal líder.

Acusado de ter um plano de governo, contudo, jamais será. Tem um, sim, e registrado em cartório: “faço isso todas as eleições” . Não é das tarefas mais difíceis se levarmos em consideração que o programa dele para a cidade de São Paulo, com 10 milhões de habitantes, 6 milhões de carros, R$ 25 bilhões em caixa, tem apenas cinco páginas.

Nos 25 minutos de entrevista, este apresentador teve o cuidado para não perder tempo com perguntas sobre o Aerotrem, afinal o candidato já deve estar cansado de falar disto. Desde que se iniciou na política, promete a mesma coisa aos cidadãos que não lhe deram oportunidade ainda de colocar em prática “este projeto renovador”. Tão cansado que para participar da entrevista ao lado de sua equipe de apoio, formada por três assessores, sendo um deles o filho (“é formado na PUC, em marketing”), usou três carros da campanha.

O homem do Aerotrem, pelo visto, é fã de automóvel, também.


Três carros para a comitiva do candidato ir até a CBN

Perguntômetro

Nenhuma pelo Twitter, uma no blog e três no e-mail. Parece que ninguém se interessou muito pelas idéias de Levy Fidelix.

Nossos poucos e bons alemães

A Ailin Aleixon, do “Época SP na CBN”, traz sugestões germânicas para aproveitar nossos poucos dias frios:

Bierquelle

O proprietário, Diathelm Maidlinger, nasceu na antiga Tchecoslováquia, cresceu na Alemanha e trabalhou na Suíça – e todas essas influências estão no cardápio da casa, inaugurada em 1984. Suas especialidades são as salsichas e lingüiças, fabricadas lá mesmo e pouco conhecidas por aqui. Os nomes são verdadeiros trava-línguas, como nürnberger rostbratwurst (minilingüiça de porco grelhada), tiroler rostbratwurst (lingüiça de porco tirolês com pimenta verde) e curryburst (salsicha de curry). A salada de batatas que acompanha alguns pratos é bem diferente da versão nacional: não leva maionese e chega à mesa quente, temperada com caldo de carne, pepino e toucinho. Os fondues de queijo, carne e chocolate são outro ponto forte do lugar, que tem decoração típica, quase cenográfica

R. Pascal, 608 – Campo Belo, tel.:5093-4327

Konstanz

Casa em estilo alpino com lambris de madeira nas paredes e toalha xadrez nas mesas. Basta a temperatura cair um pouquinho para os casais fazerem o pedido previsível: fondue. Mas o cardápio reserva uma cozinha muito mais vigorosa, com receitas germânicas como o eisbein (joelho de porco) e o gulash (cubos de carne ao molho de tomate com páprica e spätzle). Um bom começo é o bolinho de cerveja – na verdade, feito com chope claro, carne moída e bacon. Entre os pratos principais, prefira o kassler cozido ao grelhado, que perde a maciez depois de passar pela frigideira. Sugestão para paladares que apreciam sabores agridoces, o pato à Konstanz vem com molho de laranja, repolho roxo “temperado” com vinho, açúcar e canela e um purê de maçã exageradamente doce. Muito parecido com a compota que recheia o bom apfelstrudel.

Av. Aratãs, 713 – Moema, tel.: 5543-4813

Die meister stube

Localizado dentro do pequeno clube alemão Kolpinghaus, o restaurante de Helga Mathi tem dois ambientes distintos: um salão com decoração típica e um simpático jardim, muito agradável durante o dia. Adota o chamado cardápio internacional, mas vale mesmo pela cozinha alemã clássica: são pratos enormes, que alimentam duas ou três pessoas: o steak alemão é um hambúrguer picante gigante temperado com páprica, acompanhado com batata com bacon e cebolas. Tem também um rodízio, a R$ 65 por pessoa, que traz joelho de porco, salsichão, salsicha, chucrute e batata. Para sobremesa, vale pedir o apfelstrudel caseiro.

R. Barão do Triunfo, 1.213 – Campo Belo – São Paulo – SP, tel.: 5536-4982