Avalanche Tricolor: O Grêmio e seus limites


O limite de Marcel é a rede (reprodução do PPV)


Coritiba 0 x 1 Grêmio

Brasileiro – Curitiba

Foi nesta semana, ainda. Do alto de sua experiência. Pensando bem nem muito alto era o comentarista. Talvez do alto da cadeira que ocupa em programa de televisão. Isso mesmo. Foi de lá. De terno e gravata. Fazendo pose para câmera que o moço vaticinou: “O Grêmio é um time limitado”. Não gostei do que ouvi e vi, mas pensando bem quantos outros colegas de profissão dele não repetiram a mesma frase nos últimos anos. Muitos sem sequer terem visto uma só partida deste time limitado.

Passados alguns dias, neste momento em que termino de assistir à mais uma partida do Grêmio confesso que tenho de concordar com ele e toda a trupe esportiva: o Grêmio é um time limitado.

O goleiro, esse Vitor, grandalhão, é aquele que jogou no interiorano Paulista. O lateral (entreguei a idade), o ala é Paulo Sérgio, um clone do Cafu que não deixou saudades quando vestiu a camisa do poderoso Palmeiras, quinto colocado, ainda.

No meio da área, você acredita, está o Pereira, o mesmo que passou pelo Santos – hoje na zona de rebaixamento. Perna cumprida. Adorava fazer um pênalti. É dos tempos do Santos, também, que a crônica lembra do Tcheco. E quanto nariz torcido quando ouvem falar dele. Quando muito um “é bom, tem raça, esforçado”.

Para não encompridar esta lista pulo para o ataque comandado pelo Marcel. Esse passou pelo São Paulo – o milionário e sempre favorito ao título, mesmo que esteja em sexto lugar na competição. Já esqueceu ? É eu sei. De vez em quando marca um gol ou outro. Não é lá essa coisa, não.

Time limitado ? Não poderia ser diferente. O técnico é o Celso Roth. Uma unanimidade: retranqueiro de marca maior.

E amanhã, nos programas de televisão, nos comentário no rádio, nos textos da internet e dos jornais, todos hão de concordar com esta idéia. Depois de informar que o Grêmio é líder pela terceira rodada consecutiva, dois pontos à frente do vice, está no G4 desde a terceira rodada, tem o melhor ataque, tem a melhor defesa, é o time que menos perdeu jogos neste ano, que tem a maior goleada da competição, vão complementar: “Mas o Grêmio é um time limitado”.

Eles tem razão. O Grêmio tem um limite, o topo da tabela de classificação.

Ilimitado é o sentimento desta torcida que, apesar de todos os defeitos, segue apaixonada e acreditando que, esteja no topo ou não, o Grêmio é o melhor time do mundo.

“Paulistano se identifica pelos pontos cardeais”

A mistura de nomes dos bairros, a falta de definição dos seus limites e o surgimento de novas áreas a cada momento levam o paulistano a não se identificar com a região onde vive. Por isso, muitas pessoas dizem apenas que “sou da zona Leste” ou “nasci na zona Norte”. A constatação é do professor José Donizete Cazolato, geógrafo e autor da dissertação “Os bairros como instância territorial local”.

Na entrevista que deu ao CBN SP, o pesquisados contou curiosidades encontradas durante a pesquisa, como o número de bairros com o mesmo nome, situação que gera transtornos, principalmente para quem precisa entregar encomendas:

Delícias francesas e belíssimo custo/benefício

Estas foram as sugestões da Ailin Aleixo, no boletim “EpocaSP na CBN”, desta quinta-feira. Ela volta na segunda-feira, mas você pode ouvir a entrevista que a editora da revista Época São Paulo concedeu ao Blog do Milton Jung rolando a página mais para baixo. Bom proveito:

Blu Café & Bistrô

Aos poucos, o simpático café inaugurado em 2005 foi assumindo a vocação de restaurante e, hoje, é ponto de encontro de professores da Puc no horário do almoço. São sempre duas opções a cada dia, mais o cardápio à la carte. À noite, o ambiente se transforma. Em vários
ambientes à luz de velas, incluindo um gostoso terracinho na entrada e um recém-inaugurado lounge, a clientela ouve boa música – há shows de jazz às quartas, sextas e sábados, a partir das 21h30 – e prova receitas como escalopes paris com fricassé de cogumelos e gorgonzola. À frente da cozinha está o chef Alencar Ribeiro, que imprime toques
contemporâneos à base francesa. Ele acaba de criar um menu degustação de quatro etapas, a R$ 72 por pessoa, que inclui folhado de vieiras com espaguete de pupunha e carré de cordeiro com molho de framboesa acompanhado de risoto negro com semente de girassol.

R. Monte Alegre, 591, Perdizes, 3871-9296
Pratos principais: de R$ 19,50 a R$ 42,80

L´atelier Michel Darque

O simpático e aconchegante bistrô do chef francês Michel Darqué – que já comandou a cozinha do hotel Renaissance – impressiona pela qualidade de tudo o que é servido: desde o couvert, com diversas qualidades de patês e pães, que chegam quentinhos à mesa, até as
entradas e pratos principais, como o lagostim com arroz preto e salada, bem preparados e servidos em porções grandes para os padrões franceses. A carta de vinhos conta com ótimas opções, como os da adega grega Notios, e são bem recomendados pelo maître. O restaurante, pequeno, requer reserva – não é necessário mais do que um dia de
antecedência, porém.

R. Costa Carvalho, 195, Pinheiros, 05429-130
Pratos Principais: de R$ 29 a R$ 59

Robin des Bois
O pedaço da rua Capote Valente no qual fica o Robin Des Bois não é bonito nem badalado. Ainda bem: quem sabe assim o bistrozinho preserva seu ar intimista e sua freqüência tranqüila. O serviço simpático e a decoração caprichada também merecem elogios. Entre as boas opções do cardápio enxuto, e de preço justo, estão o magret de pato com polenta
e rúcula e molho de framboesa, e ainda o atum com crosta de gergelim e purê de banana da terra. Para quem curte sabores agridoces, o fromagerie – brie, reblochon, parmesão, queijo de cabra com frutas e salada – é perfeito para petiscar. O ponto fraco é a carta de vinhos,
restrita e com rótulos de pouca qualidade.

R. Capote Valente, 86, Pinheiros, 3063-2795
Pratos Principais de: R$ 18 a R$ 36

Motorista de carro multado por não usar capacete

Motorista de um Corsa Super W e morador no bairro de Santa Cecília, na capital paulista, o ouvinte-internauta do CBN SP Sílvio Luis Amerise ficou surpreso quando recebeu em casa notificação de que teria sido multado em Bauru. Apesar de jamais ter ido a cidade do interior de São Paulo, não foi isso o que mais causou indignação. A infração cometida por Sílvio foi “conduzir motocicleta/motoneta sem capacete”, multa gravíssima, que vai lhe custar sete pontos na carteira de habilitação, e R$ 191,54 no bolso.

A discrepância é tanta que Sílvio desconfia que esteja sendo vítima de algum golpe, no entanto devemos lembrar que, neste ano, neste mesmo blog, noticiamos fato semelhante com um motorista da região do ABC. De carro, foi multado por não usar capacete.

A multa que você vê reproduzida acima foi expedida pela Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru que ainda não se pronunciou sobre o fato. A produção do CBN São Paulo vai fazer contato com a empresa para saber se em Bauru a lei é diferente.

Ailin Aleixo dá sabor e cultura ao CBN SP

A mais recente voz do CBN São Paulo é a da jornalista Ailin Aleixo que você ouve quando estão faltando pouco menos de 15 minutos para o meio-dia, no momento em que a fome começa a tirar sua atenção do trabalho e no escritório o que os colegas querem saber é onde será o almoço. Editora do roteiro cultural da revista Época SP e especialista em culinária, Ailin surge no programa para nos deixar com mais fome ainda, pois busca da sua experiência – e dos colegas de redação, também – as dicas de restaurantes, bares, botecos e todo tipo de espaço interessante na cidade.

Acostumada a contar especialidades de chefes de cozinha, na entrevista que você acompanha aqui no blog Ailin Aleixo fala do que mais gosta na mesa, e mostra que o perfil dela não se encaixa na máxima “quem sabe faz, quem não sabe comenta” .

Ouça, comente e deixe seu recado para Ailin Aleixo

Debate da Band terá bicicletada

O primeiro encontro dos 10 candidatos e candidatas à prefeitura de São Paulo vai ocorrer logo mais à noite, no debate promovido pela TV Bandeirantes. Já havia se realizado um no Portal IG, mas os dois principais nomes da disputa – Marta (PT) e Alckmin (PSDB) – não apareceram. Debate de primeiro turno com um monte de gente, lado a lado, costuma não render muito. O inusitado, até onde se sabe, será a chegada da candidata Soninha Francine (PPS) de bicicleta na sede da emissora, no Morumbi. Para apóia-la grupos de ciclistas na capital estão enviando e-mail convocando os adeptos do pedal a acompanharem a vereadora desde a Avenida Paulista até a Band.

Soninha tem aparecido com algo em torno de 2% nas pesquisas eleitorais, com chances mínimas de se fazer prefeita, tendo como consolo o fato de ser a maior dos menores – Marta (PT), Alckmin (PSDB), Kassab (DEM) e Maulf (PP) estão bem distante dela. Isto não chega a ser um problema para a vereadora que deu sinais de cansaço da vida legislativa, cheia de barreiras e conchavos que dificultam a aprovação de boa parte dos projetos que são apresentados na Câmara, onde a meritocracia não é levada em consideração no momento de se eleger uma lei.

O papel de Soninha nesta eleição é provocar idéias como a da integração da bicicleta no sistema de transporte da cidade ou a criação do pedágio urbano como forma de restringir o uso de carro e financiar a ampliação da rede de ônibus e lotação.

Pode não convencer ninguém, mas será muito melhor vê-la chegando ao debate de bicicleta do que assistir ao Maluf saindo com o velho papo do “ganhei o debate de acordo com pesquisa feita por telefone .. ”.

Semana que vem, no CBN SP, começa a série de entrevistas com os candidatos à prefeitura de São Paulo. Das 11h05 às11h30 da manhã

Alckmin está de volta e canta com Perla

Texto de O Globo, assinado pelo Flávio Freire, e indicado pelo colega de redação Wellington Ramalhoso:

SÃO PAULO. Num palco forrado por cortinas prateadas com estrelas amarelas de papelão, o candidato a prefeito de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), enfrentou na tarde desta quarta-feira um daqueles episódios surreais de campanha. Chamado por um apresentador que combinava o azul turquesa da gravata de bolinhas com o do terno, Alckmin teve de driblar a timidez para improvisar até cantoria ao lado da brasiguaia Perla, que jogava de um lado para o outro os longos cabelos pretos, enquanto o tucano era “desafiado” a soltar a voz.

Com um sorrisinho amarelo, fez dueto em “Índia”, sob aplausos de senhoras que participavam de um chá da tarde promovido por um jornal de circulação no bairro do Brás, realizado num galpão em que garotas de maquiagem carregada e usando vestidos longos de veludo e renda recepcionavam os convidados. Alckmin subiu ao palco depois de enfrentar uma legião de mulheres que o agarravam para tirar fotos e beijá-lo. Lá em cima, alertou que “o amor é uma necessidade biológica”.

– Precisamos de alguém para colocar nossa cabeça no ombro e abrir nossos corações – disse ele, ainda mais aplaudido.

Depois do discurso, começaram as surpresas. Logo de cara, recebeu um quadro com sua caricatura, enquanto uma mulher, também de vestido longo, aguardava para lhe entregar um vaso gigante com flores de girassol para que ele levasse de presente para dona Lu, sua mulher. Pausa para a apresentação de Aline, garotinha de, no máximo, dez anos de idade que usava tiara com falsos brilhantes e vestido de festa. Ela subiu ao palco acompanhada de um boneco, com quem fez par para dublar a música “Amigos para Sempre”, gravada nas vozes da sumida dupla Jane e Herondy. Alckmin aplaudiu e beijou a garota.

Logo depois, acompanhou a apresentação de Giovana, cantora cega que emocionou a platéia com “Ave Maria”. Ao final, ela pediu a todos para que abençoassem o candidato. Alckmin agradeceu e a acompanhou até o canto do palco, enquanto uma loira de calça e casaco de couro subia para cantar “Sua Majestade o Sabiá”.

O apresentador do terno azul turquesa chamou depois para uma homenagem o senhor Ernesto, hoje com 94 anos de idade e cujo nome ficou imortalizado no samba do compositor Adoniran Barbosa: “O Arnesto me convidou, prum samba ele mora no Braz”. Aplausos. Alckmin, neste instante, já vestia sobre a camisa social branca a camiseta com o logotipo do jornal. Viana, o ajudante de ordem do ex-governador, acumulava os presentes: mais dois quadros, um vestido para dona Lu, outro vaso com flores, além de um amontoado de fotos do candidato quando ele visitou o local na última vez, em 1998.

No canto do palco, duas senhoras pediam aplausos aos berros para o “nosso querido governador, muito fofo”. Meio sem graça, Alckmin lembrou de seus três dias de internação, recentemente, e aconselhou aos convidados a não dispensar luminosidade, “pratos coloridos”, massagem, alongamento e “muuuuuito” amor.

Entre os convidados, um sósia de Roberto Carlos e outro de Tim Maia desfilavam por entre as mesas onde eram servidos biscoito de polvilho em bolinha e chá verde. Num dos cantos do salão, senhoras aproveitavam para fazer a unha e cortar o cabelo, numa ação beneficente promovida por um instituto de beleza. Alckmin deixou o evento depois de uma hora e meia. Já na calçada, depois de posar com candidatas ao concurso Miss Brás, ele desabafou aos jornalistas:

– Candidato sofre, né?

Canto da Cátia: Cidadania jogada no lixo

Os funcionários da prefeitura são obrigados a recolher a porcaria que gente da cidade joga na calçada como se aquele fosse uma enorme lata de lixo pública. O trabalho deles foi registrado pela Cátia Toffoletto, na rua 14 de Julho, na Bela Vista. No passeio que fez pela cidade encontrou cenários semelhantes, alguns bem próximo do novo Ecoponto da prefeitura de São Paulo, no bairro de Sapopemba – local apropriado para o cidadão entregar entulho e afins. Antes de jogar lixo na rua, vá ao site da Limpurb e saiba onde é possível entregar este material.

A Cátia está de olho !

Blog da CBN em Pequim já está no ar


Jogando avançado, Leonardo Stamillo fez o que se espera de um atacante de time moderno: se antecipou na jogada e estreou o blog Bastidores Olímpicos, na página especial da CBN sobre os Jogos de Pequim. Logo abaixo, você acompanha o primeiro post dele. Mais abaixo ainda (no dia 28/07), você tem uma entrevista com ele antes de chegar ao Japão.


Foram mais de 20 horas de vôo.

Atravessamos o Atlântico e a África até uma paradinha em Dubai, que registrava 38°C às 23 horas. “Uma cidade ainda em construção”, nas palavras da comissária de bordo brasileira e moradora local.

Pequim, com seus 800 anos de história, deixou esta fase faz tempo. Mas as obras também tomaram a cidade de assalto nas últimas décadas. Elas acompanham e alimentam o crescimento econômico da China. E surpreendem.

Todos sabem que o Aeroporto Internacional de Pequim é agora o maior do mundo. Mas desembarcar em seu imenso saguão e usar um metrô (!) para chegar até as esteiras que trazem as malas dão a idéia exata do que a China é e pretende se tornar.

É de cair o queixo. Ou não?