Canto da Cátia: Olho na placa

Caminhoneiros desavisados; caminhoneiros malandros; caminhoneiros querendo levar a carga a todo custo. Todo tipo de caminhoneiro surgiu no caminho da CET neste primeiro dia de regras mais duras para a circulação de caminhões na cidade. A Cátia Toffoletto conversou com o Secretário Municipal dos Transportes Alexandre de Moraes que disse não haver desculpas e todo o motorista que infringir a lei será multado desde o primeiro momento.

Para você, o trânsito ficou melhor nesta segunda-feira ?

Datafolha: “Surpreso com uso da máquina pública”

A tentativa de “contaminar” as pesquisas eleitorais não é novidade para o Instituto Datafolha, no entanto o diretor Mauro Paulino se disse surpreso com o uso da máquina pública para esta finalidade. A afirmação foi feita ao CBN São Paulo em entrevista sobre denúncia da Folha de São Paulo de que o prefeito Gilberto Kassab, candidato à reeleição pelo DEM, encaminhou e-mail aos 31 subprefeitos pedindo ações nos locais em que os pesquisadores fossem coletar dados da opinião pública.

Ouça a entrevista de Mauro Paulino e dê a sua opinião:


Agora o outro lado

O prefeito Gilberto Kassab (DEM) explicou qual teria sido a estratégia dele:

Sobremesas matadoras

Por Ailin Aleixo
Editora da Época SP

Não hesite em escolher o restaurante em função de uma delas, diz a comentarista do quadro “Época São Paulo na CBN”, que vai ao ar, de segunda à quinta, às 11 e 45 da manhã, no CBN SP:

Carlota

O carlota pernambucana é um dos mais deliciosos bolinhos de Carla Pernambuco. Parece um petit gâteau, com recheio cremoso de bananada e sorvete de canela para acompanhar. Preço: R$ 15.

Rua Sergipe, 753, Higienópolis, tel: 3661-8670

Eñe

Os gêmeos catalães Sergio e Javier Torres Martinez sabem mesmo surpreender. Seus buñuelos de chocolate y coco (R$ 14) são trufas de chocolate que levam uma camada de massa bem levinha por fora e depois são fritas. Acompanha sorvete cremoso de coco. R. Dr. Mário Ferraz, 213, Itaim, tel: 3816-4333

Brasil a Gosto

A chef Ana Luiza Trajano sabe como ninguém valorizar os ingredientes nacionais. A simplicidade de sua cocada de forno (R$ 16) é encantadora. O doce é composto pela cocada em si, mais uma bola de sorvete de limão sobre um biscoito de castanha-do-pará e um fio de melaço.

R. Prof. Azevedo do Amaral, 70, Jardim Paulista, tel: 3086-3565

Buddha Bar

Bel Coelho colocou tudo que é bom no seu creme de café (R$ 18): uma camada de doce de leite por baixo, o tal creme de café no meio, salpicado com farofa de castanha e amendoim, mais uma espuma quente de chocolate por cima.

R. Chedid Jafet, 131, Itaim, tel: 3044-6181

Saiba como será a cobertura da CBN na Olimpíada


Leonardo procura no mapa o caminho para Pequim

Programas na internet e jogos pelo rádio; vídeos e fotografias em blogs; tudo isso fará parte da cobertura da rádio CBN nos Jogos Olímpicos de Pequim. O jornalista Leonardo Stamillo está a caminho da China. Embarcou ontem para lá e será o primeiro da CBN a desembarcar na capital do esporte. Depois dele chegarão os Leandros Motta e Lacerda, o Carlos Eduardo Eboli e o Marcos Guiotti.

Nesta entrevista exclusiva para o Blog do Milton Jung, Leonardo Stamillo conta algumas curiosidades da cobertura, fala de novidades tecnológicas e nos diverte com causos olímpicos:

Tô no Twitter. E você ?

?

Desde o fim de semana estou integrado ao Twitter, uma rede social para microblogging que permite que os usuários enviem atualizações pessoais com textos curtos com até 140 caracteres.

Não tenho idéia de quantas pessoas fazem parte desta rede, atualmente. Sei que é popular e bastaram algumas tentativas para me dar conta da quantidade de gente ligada no Twitter. Neste fim de semana, por exemplo, fiquei sabendo da programação de uma série de paulistanos, algumas interessantes outras nem tanto.

Nos Estados Unidos, a idéia do mini-blog foi absorvida pelo candidato democrata Barack Obama que dispara mensagens desde que começou a campanha eleitoral dentro do próprio partido. Na eleição municipal, no Brasil, alguns comandantes das campanhas estão investindo na ferramenta de maneira muito tímida ainda. (Mais abaixo conto as novidades do fim de semana)

A idéia é fazer com que os ouvintes-internautas inscritos na rede recebam informações sobre o que vai acontecer ou o que aconteceu no CBN São Paulo: as pautas em discussão, a conversa de bastidor, a notícia que foi ao ar. Mais do que isso, será outra oportunidade de interação com o público, já que as pessoas inscritas no Twitter poderão mandar para o CBN São Paulo sugestões, comentários ou, simplesmente, contar o que estão fazendo.

Se você já está no Twitter me procure e passe a seguir as notícias do CBN São Paulo e outras curiosidades do cotidiano.

Marta diz que está “pasma”, no Twitter

Três candidatos a prefeitura de São Paulo foram encontrados por mim no Twitter: Marta Suplicy, Geraldo Alckmin e Gilberto Kassab.

Do atual prefeito, recebi duas mensagens durante todo o dia: uma de boas vindas e outra pedindo o voto dele. Informação, nenhuma.

De Alckmin, sequer a informação do mal-súbito que enfrentou. Poderiam ter emitido um: “tô melhorando, galera”.

Marta foi quem aproveitou melhor o espaço e distribuiu mensagem pelo Twitter dizendo que estava pasma com a notícia publicada na Folha de São Paulo, na qual o prefeito Kassab, fazendo uso da internet, teria disparado e-mails aos subprefeitos pedindo para que eles tentassem influenciar nos resultados da pesquisa Datafolha.

Se você souber de algum outro candidato que esteja inscrito no Twitter mande notícia para que eu possa monitorar por aqui.

Avalanche Tricolor: Que aguaceiro !


Imagem reproduzida da tela da TV com Anderson na festa

Grêmio 1 x 1 Palmeiras

Brasileiro – Olímpico

Depois do furacão no meio de semana, um aguaceiro no meio do caminho. A chuva encharcou as esperanças daqueles que pretendiam usufruir do espaço democrático desta coluna para falar de futebol. Principalmente daqueles que não se continham e passaram o fim de semana certos de que voltariam para São Paulo com uma vitória. Houve quem comemorasse o resultado no almoço de sábado. Vão amargurar mais uma rodada fora do G4. Lamento por eles (mas sejam bem-vindos, o espaço reservado para “comentários” está aberto)

A este torcedor solitário que do sofá de casa vibra com a elegância dos chutões de Rever, Pereira e Thiego; que reconhece o esforço de Tcheco e Felipe Mattioni (guardem este nome) em dominar a bola que insiste em ficar abraçada na poça d’água; que sempre gostou de Anderson Pico e seu jeito despretensioso de revelar a raça que tem; o placar nem sempre é o que importa, mesmo quando nos é favorável.

Gosto de ver esta gente lutando pelo orgulho de vestir a camisa tricolor como se fossem aqueles torcedores que se reúnem atrás de um dos gols do estádio Olímpico, cantam sem parar e descem pelas escadarias em avalanche para comemorar. Torcedores que um atacante careca do time adversário imaginou que conseguiria calar em um gesto punido pelo árbitro.

Pobre dos que morrerão sem reconhecer o orgulho de ser gremista. Faça chuva, faça sol, faça um furacão.

Tempo extra 1: E fico por aqui porque tenho de dar uma secadinha no Flamengo para ver se a gente segura a liderança.

Tempo extra 2: O Grêmio segue líder, tem maior número de vitórias, ataque mais positivo, defesa menos vazada, melhor saldo de gols, e está a 13 rodadas no G4. E tem um Signore Ropicoglioni que decidiu revirar o baú da memória para encontrar motivo para sorrir, mesmo que seu time seja apenas o sexto colocado. Pobre desses que vivem do passado.

Da idéia de Deus

Por Maria Lucia Solla

Olá,

A cada porção de tempo, minhas crenças e valores sofrem uma gigantesca embaralhada, assim como se o vento das emoções soprasse tudo, sem dó nem piedade, e deixasse uma confusão sem fim. Não consigo ainda deixar de ficar em pânico, quando tudo está de pernas para o ar dentro de mim, mas pouco a pouco vou encarando o processo e, rindo ou chorando, vou encontrando ordem na confusão. Dá um trabalho danado e exige a energia que muitas vezes custo a encontrar.

Nesta específica porção de tempo, depois de sopradas particularmente fortes do vento das emoções, tenho pensado muito sobre o conceito Deus. Nunca fui fiel ou agregada a nenhuma religião por vontade própria, mas meu interesse por elas nasceu de um diálogo com o Père Roland, diretor da escola onde eu cursava o primário, e professor de catecismo. A escola era dirigida por padres canadenses, super-hiper-modernos. Andavam sem batinas, com calça esporte, e só usavam o colarinho branco que os identificava como padres, sob a gola da camisa. Circulavam pelo bairro, de motocicleta. Da igreja à escola, e vice-versa. Seres que eu nunca vou esquecer. Às vezes penso que não eram deste planeta. Quem sabe…

Eu sempre ficava triste na aula de catecismo. Um dia o Père Roland viu que eu estava engolindo o choro e pediu para eu ficar mais uns minutos na sala, para conversar. Foi só ele perguntar, Maria Lucia, por que você fica sempre tão triste, que eu abri as comportas. Chorei uma cachoeira e meia e ele esperou que eu terminasse. Foi a primeira vez que alguém me ofereceu tanta regalia ao mesmo tempo. Respondi, tenho muita pena de Deus, e buá, chorei de novo. E por quê? Perguntou, reprimindo os olhos azuis para não escancararem a ponto de eu me assustar. Ele é muito sozinho, eu disse. Não tem mulher, e seu único filho morreu. Père Roland, surpreso, me presenteou com um sorriso cúmplice. Passou a mão pelo meu cabelo e disse. Ele não está sozinho; Ele tem você e eu. E me fez sorrir.

Desde então, tento entender esse Ser tão inacreditavelmente poderoso. Lá, no diálogo com meu professor, entendo agora, eu expunha a minha solidão, chamando-a de solidão de Deus; mas e o resto da humanidade, como lida com isso? Gregos e troianos idearam não um, mas muitos deuses. Deuses e deusas. Eles os idearam à sua imagem e semelhança. Os deuses tinham emoções, exatamente como os humanos, se apaixonavam por humanos, faziam semideuses com eles, saciavam sua fome e sua sede. Tinham as mesmas qualidades dos humanos. As consideradas positivas e as consideradas negativas. Sabiam ser ciumentos e vingativos. Combatiam entre si e construíam armadilhas uns para os outros. Hoje, evoluídos que somos, ideamos um Deus único, perfeito, onipotente, onipresente e onisciente, e dizemos que foi Ele que nos criou, à sua imagem e semelhança. Durma com um barulho desses!

Pense nisso, ou não, e até a semana que vem.

Maria Lucia Solla é professora, terapeuta e autora do livro “De bem com a vida mesmo que doa”, lançado pela editora Libratrês. Aos domingos, está neste blog com textos sobre o cotidiano.

Alô, alô palmeirenses !

Amanhã tem Avalanche Tricolor neste blog. Como faço todos os finais de jogos do Grêmio posto artigo sobre a partida, faça chuva, faça sol ou um furacão como o de quinta-feira passada. Dona Olga Schulack, palmeirense de carteirinha, e ouvinte fiel do CBN SP, ligou para casa da mesa do almoço, neste sábado. Disse que comemorava por antecipação a vitória do time dela sobre o Grêmio, nesse domingo, no Olímpico.

Gosto muito da dona Olga, e torço para que ele não tenha uma congestão.

Escritores da liberdade descobrem a poesia

Por Sérgio Vaz
Do blog Colecionador de Pedras


Imagem do projeto Caminhos Poéticos da Periferia

Nesta terça-feira, retomei o projeto de poesia com os meninos e meninas do Projeto Agente Jovem do Jardim Scândia. O CRAS é uma parceria do governo federal com a prefeitura de Taboão da Serra, onde a garotada participa de vários projetos após a aula. Não sei muito bem como funciona, só sei que é legal estar lá.

Quando fiz umas oficinas com eles há algumas semanas, fiquuei na promessa de voltar, e se eles escrevessem poesias iríamos fazer um livro com as poesias deles. Aí, quando atendo o telefone na sexta-feira, a Eliete Mendes, monitora do projeto e uma guerreira, que enfrenta o marasmo de giz em punho, ligou para mim e disse:

– Sérgio o pessoal escreveu as poesias e gostaria que você viesse aqui
novamente para dar uma olhada nos poemas, e que a gente tocasse o
esquema de publicar o livro de poesias com eles…

Mal sabia ela a alegria em que eu fiquei ao ouvir isso. A Eliete me lembra a professora do filme “Escritores da liberdade” – já assistiram? É piegas, mas é bom-, tamanha sua paixão pela molecada. Lindo ver essa gente que faz por que acredita. A Eliete é um desses seres-humanos antigos que amam primeiro e depois vão descobrir quem é o ser amado. Por isso me fez acreditar também Bom, cheguei lá senti que eles estavam empolgados, mas aí alguém falou que as poesias estavam muito desabafo, ou muito “eu isso” “eu aquilo” e que eles estava afins de escrever umas poesias de protesto e denúncia, umas coisas mais fortes, na opinião deles. Vai vendo a ousadia da meninada.

Fiquei pensando o que seria forte o bastante para motivá-los, aí veio um estalo: “A Quebrada”, a quebrada onde eles moram.

-Eliete, a gente pode sair com eles e fazer a oficina na rua, dando um rolê pela quebrada?

-Só se for agora – respondeu a guerreira já com um sorriso no rosto e um brilho nos olhos.

Então a gente saiu pela quebrada procurando poesia pra se coçar. No caminho fomos falando sobre a importância da poesia e da literatura na vida das pessoas e como ela estava abundante na periferia. Fomos andando a esmo, como quem caminha sem objetivos, mas com a fé de quem percorre o Caminho de Santiago de Compostela. Quem sabe tirar um Paulo Coelho da cartola? Aí fui perguntando a eles o que/ porque eles viam, coisas banais para aguçar o olhar poético, ou apenas pelo prazer de uma conversa com pessoas tão agradáveis quanto eles. Daria um rim para ter quinze anos novamente… os adultos maltratam os jovens porque são invejosos e não perdoam a alegria que nasce da inocência.
Nesses passos curtos chegamos a um campo de futebol onde vários garotos estavam treinando, e a outra parte estava enpinando pipa, nada mais periferia do que essa mistura. Quando eu perguntei sobre os meninos que jovam bola, eles responderam:

-Sonhos poeta. Esses meninos têm sonhos de saírem dessa vida, de comprar uma casa boa para a mãe, de ter um bom carro, etc.

-E Aquela ávore ali, o que vocês Veêm nela?

Não sei porque, um garoto a fixou por um segundo e respondeu:

-Eu Vejo a África.

-Por quê a África ? – queria saber o porque, como se tivesse que ter um porque.

-Porque eu vejo assim, é por isso – disse meio tímido o poeta promissor.

E depois quando que ele falou isso, olhei novamente para a árvore e pude ver a África e suas raízes, e suas sementes espalhando frutos pelo mundo, e cada folha do galho, tinha a face de um amigo meu. Fazia tempo que eu não olhava assim. Ele me ensinou a olhar novamente o olhar que un dia tive.

-Isso é poesia, é sobre isso que vocês devem escrever – finalizei o meu aprendizado.

-Isso é poesia ? -perguntou alguém.

Repensei e disse:

-Não, vocês é que são, o resto são árvores que viram continentes.

É isso aí, uma tarde que tinha tudo para ser zero a zero, a esperança venceu de goleada.

Quinta-feira tem jogo novamente.