Teste seu conhecimento

O que é esta traquitana que está sendo descarregada de um avião ? Quem souber pode deixar a resposta no espaço reservado aos comentários. Uma dica: o aparelho tem muito a ver com este que você está usando neste momento.

A resposta certa você acompanha aqui mesmo, amanhã.

Se até o Heródoto tem …

Por que estas senhorinhas que parecem ter vindo de séculos passados não podem se divertir diante de um computador ? Até o Heródoto Barbeiro, o mais culto dos dinossauros do jornalismo brasileiro, já mantém o seu blog.

A imagem foi enviada por e-mail por uma amiga do blog que não sabe quem é o autor deste incrível flagrante.

A propósito, você já visitou o Blog do Barbeiro ?

Da parte e do todo

Por Maria Lucia Solla

Olá,

Quando digo minha vida, mergulho na ilusão de que seja exclusivamente minha, de que tudo depende de mim e de que sou o centro do mundo, ainda infantilmente dependente do próprio umbigo e olhando apenas e diretamente para ele.

Quando digo minha vida, mergulho na ilusão de ser independente e de não me deixar influenciar a torto e a direito. Penso que tomo minhas decisões, tenho minhas convicções e que ajo a partir da minha cabeça ou do meu coração.

Pois bem, sinto a urgência de pôr no papel o que percebo agora. Como sempre. Compartilhar com quem lê o que se escreve é uma das razões do ato da escrita, mas honestamente falando, a principal razão é que se não crio ou escrevo, corro o risco de implodir.

Percebo não apenas na mente, mas em cada célula, que não sou nunca só eu, e que nada é só meu. Percebo que compartilho minha existência, compulsoriamente é verdade, com toda a humanidade, com suas formas-pensamento e suas emoções. Sou influenciada por tudo que me cerca. Sou influenciada por tudo o que tem vida, e influencio tudo o que tem vida. Não é papo-nova-era, e nem falo da espiritualidade dissociada da matéria; até porque isso não existe. Falo do que carrego na pele, nos olhos, no ar dos pulmões, na lembrança ou na caixinha sonhadora do meu ser, onde quer que esteja. Não existe distância entre eu e você.

Pare de ler um pouco e se ponha em silêncio, de olhos fechados, por alguns instantes. Dá para perceber a multidão em você? Se tiver um pouco de paciência e disposição, vai perceber que está tudo aí. Não perto; literalmente em você. Vai ouvir nitidamente o som e as tonalidades das vozes que já ouviu ao vivo, e ver nitidamente os gestos de todos os que moram dentro de você.

Quando imagino, penso que imagino sozinha e que tenho direitos autorais da imagem que projeto, mas me dou conta de que minha imagem é composta também da imagem projetada pelo outro, pelo seu desejo, seu pensamento, sua mágoa, gratidão, raiva, julgamento e comportamento. Tudo. Absolutamente tudo é compartilhado neste planeta, e quantas vezes nos damos conta disso? Quantas vezes quebramos a barreira do ego? Percebo mais claramente hoje, e sinto como se aprendesse a ler uma nova escrita e já pudesse balbuciar algumas palavras.

Se você já estava careca de saber de tudo isso, agradeço pela paciência em me ouvir, mas se nunca tinha pensado, sinto que pode valer a pena.

Em todo caso…

Pense nisso, ou não, e até a semana que vem.

Maria Lucia Solla é professora, terapeuta e autora do livro “De bem com a vida mesmo que doa”, lançado pela editora Libratrês. Aos domingos, está neste blog com textos sobre o cotidiano.

Sob o sol de Toscana


(desculpe-me pelo lugar comum, mas que lugar …)

Caros,

Nove dias sem telefone celular, cinco sem acesso a internet. Televisão, jornal e rádio também estão distantes. Ontem, pela primeira vez, as primeiras páginas dos diários italianos apareceram em uma pequena loja perto daqui. E a boa manchete foi a libertação de Betancourt.

Descobre-se que é possível viver assim pelo menos durante algum tempo. Mesmo que pequeno.

De tudo, a maior falta é não compartilhar com amigos e parentes que estão distante estes dias de férias na beira da praia de Ansedonia, com barraca quase em frente a velha e conservada casa que Puccini viveu parte de seu talento, na região de Toscana. Se ele sonhasse que alguém com tão poucos dotes musicais estaria pisando nessa areia.

Foi preciso viajar um pouco mais adiante, para Orbetello, e procurar um Café com computador, onde estou sentado agora enquanto alguns marmanjos gastam suas moedas no caça-niquel encostado na parede de trás, para dividir com você estes dias. Nesta pequena cidade que consigo enxergar do alto do morro de Ansedonia, na casa onde estou hospedado, o convite para as comemorações dos 150 anos de Puccini está em todas as portas.

Tenho pouco tempo neste computador. O acesso é por minuto. E a conexão é lenta. Também não tenho muito que escrever. Estou mais interessado em saber. E, por isso, navego pelas páginas dos portais e leio os comentários (alguns ouvintes-internautas ainda me oferecem esta oportunidade) aqui no blog. Aproveito para programar a postagem do texto da Maria Lucia Solla que você poderá ler no domingo. E ver que o Carlos Magno segue fazendo sucesso com sua coluna às quartas. A Cátia me enviou várias imagens destes últimos dias, em São Paulo, mas a falta de acesso me impediu de “blogá-los”. Peço a ela que continue a insistir. Quem sabe, amanhã ou domingo, consigo outro sinal de internet mais próximo. Nem que seja para me deparar com mais uma vitória do Grêmio, no Campeonato Brasileiro.

O pessoal do caça-níquel comemora uma boa rodada.

Está na hora de eu desconectar.

Pego a mochila e volto correndo a Ansedonia, onde o pôr-do-sol é tentador.

Até breve,

Mílton Jung

Foto-ouvinte: Saudade do meu Rio Grande

“O Rio Grande do Sul é muito bonito”. O elogio me foi enviado pelo ouvinte-internauta Fernando Bottari, um uruguaio que está vivendo pelos lados de São Paulo, há algum tempo. Mesmo assim, mantém lembranças de suas visitas ao Brasil, entrando pelo Sul do País, quando morava no país vizinho. Para comprovar que não escreve apenas para “puxar o saco” – como ele próprio afirma em mensagem eletrônica -, Fernando enviou imagens feitas por ele em uma das muitas visitas na região da Serra. Compartilha, também, a beleza de Cambará do Sul e seus canyons. O de Itaimbezinho, por exemplo, é o maior da América do Sul, com 5.800 m de extensão, largura de até 2.000 m e profundidade máxima de 720 m.

Do Gibrail: Todo mundo é incompetente, inclusive você …

De Carlos Magno Gibrail

… E eu.

“Burro!burro!burro!…”

Se não somos técnicos de futebol, certamente nunca ouvimos este coro. Pela exposição a que são submetidos em seus cargos, os treinadores estão sujeitos à avaliação automática e implacável. Mais que políticos, artistas e os demais esportistas.

De qualquer forma, todos os outros cargos do mundo não são alvo de avaliação tão rápida e intensa.

Para Laurence J. Peter, autor do livro que traz como título do tradutor a frase acima, com certeza seria uma “boa” que todos tivessem a “sorte” dos “coachs”.

O princípio de Peter: “Mais cedo ou mais tarde, cada posto tende a ser ocupado por alguém que é incompetente para suas funções”. Ou , em outras palavras, o mundo anda por aqueles que ainda não atingiram o seu nível de incompetência.

Peter foi contemporâneo de Towsend, antecessor de Dilbert e, todos, sucessores de Parkinson. Críticos das atuações das pessoas nas organizações, que contribuíram para identificarmos, de 1957 até hoje, os “humores” da burocracia.

Abrindo o jornal de domingo (29/06/08), vemos, por exemplo, em Bertioga, SP, que um píer caiu e 500 pessoas ficaram feridas; um candidato a prefeito de São Paulo está propondo fechar o rio Pinheiros e Tietê com uma tampa, para dar lugar ao tráfego de autos; no Rio, o Vasco da Gama, tradicional clube carioca levou anos para tirar da presidência um senhor que, entre outras façanhas, ganhou eleição utilizando títulos de vascaínos mortos.

Enfim, é claro que estes episódios incluem funções exercidas por pessoas que já atingiram seu nível de incompetência.

As eleições para as Prefeituras estão próximas e, não podemos esquecer que Prefeito não se
tira com vaias e coro de “burro! burro! burro!…

Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing, escreve todas as quartas aqui no blog, tem olhar apurado para evitar os incompetentes e – até onde uma mosca me contou – já chamou Dunga de burro.

Ouvinte-internauta: Atitude cidadã



Um desabafo e uma idéia. Provocado pelas encrencas que enfrenta no trânsito da cidade, o ouvinte-internauta Paulo Alves enviou e-mail ao CBN São Paulo no qual pede mudanças de comportamento do cidadão e da autoridade policial. Reproduzo parte do texto para que você possa expressar sua opinião sobre o tema:

“Sabemos que os problemas no trânsito são muitos, caminhões quebrados, acidentes, obras etc., mas além de tudo isso ainda temos que aguentar o abuso de alguns “espertos” que se julgam melhores do que os outros ? Estas pessoas nos agridem moralmente quando desrespeitam as leis, certos que não serão punidos.

Aquele motorista da carreta que tombou na Avenida 23 de Maio foi multado em pouco mais de R$ 100,00, isso é ridículo perto do prejuízo que ele causou na cidade, isso sem falar na vítima que foi ferida. Aliás a vítima vai receber algum tipo de indenização por ter sofrido o acidente em função da irresponsabilidade de alguém que estava desrespeitando algumas leis?

Outro comentário que ouvi hoje, foi a respeito dos veículos abandonados na cidade. Estes veículos devem ter um dono, ou tiveram um dia, uma vez que já foram abandonados pelos mesmos. Quer dizer que quando abandonamos um veículo deixamos de ter responsabilidade sobre ele? Porque as autoridades não intimam os proprietários destes veículos para que façam o ressarcimento ao Estado das custas referentes a remoção destes veículos? Mais uma vez, a certeza da impunidade.

Mais uma aberração diária no trânsito da cidade são os veículos com as placas encobertas, tortas ou raspadas que dificultam sua identificação por radares ou fiscalizações. Não há uma punição para este tipo de atitude? (vejam as fotos que registrei)

Eu faço um trajeto diário de 25 km para o trabalho e mais 25 de volta, é muito raro ver alguma viatura da CET ou polícia fazendo fiscalização efetiva. Por que não há agentes de polícia em veículos à paisana? Tenho certeza que isso diminuiria muito, mas muito mesmo uma atitude contraventora, pois o “malandro” não saberia se por perto há algum policial à paisana que possa puni-lo ou prendê-lo.

Eu tenho uma teoria que no Brasil (talvez não só no Brasil) as leis são feitas para proteger os “malandros”. Por exemplo: Deve haver avisos nas vias que possuem fiscalização eletrônica de velocidade ? Por que não se instituir o “policiamento de atitudes” no qual seriam cadastradas as pessoas que são flagradas em pequenos delitos. O acúmulo destes delitos elevaria o grau de periculosidade desta pessoa com a sociedade. Uma pessoa que possui várias multas por avançar um sinal vermelho não pode dirigir um veículo, esta pessoa representa um perigo a muitos outros.

Acho que já reclamei muito. Dizem que reclamar não adianta, que precisamos agir, mas as “leis” não nos dão ferramentas para agir. Talvez este início de conversa seja também um início de ações para revertemos alguns absurdos”.

Seu Gregório, o brasileiro, conhece a Justiça

Antes de oferecer este texto a você, peço desculpa ao autor que, para mim, é desconhecido. Coisas da modernidade. Alguém mandou para alguém que remeteu para alguém que copiou para vários alguens. E o autor sumiu neste vai-e-vem.

Para não ser eu o autor de injustiça, reproduzirei o texto mudando o nome da loja e empresa que estariam envolvidas nesta querela judicial mediada pelo “Exmo. Magnífico Porretíssimo Gerivaldo Alves Neiva”.

Se você conhecer a origem deste texto, nos informe. Enquanto isso, leia:

Quem pede: José de Gregório Pinto
Contra quem: Loja Tudo Vende S.A, fabricante de telefone celular Celulóide

Ementa:

UTILIZAÇÃO ADEQUADA DE APARELHO CELULAR. DEFEITO. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA DO FABRICANTE E DO FORNECEDOR.

Sentença:

Vou direto ao assunto. O marceneiro José de Gregório Pinto, certamente pensando em facilitar o contato com sua clientela, rendeu-se à propaganda da Loja Tudo Vende S.A de Coité e comprou um telefone celular, em 19 de abril de 2005, por suados cento e setenta e quatro reais. Leigo no assunto, é certo que não fez opção por fabricante. Escolheu pelo mais barato ou, quem sabe até, pelo mais bonitinho: o tal Celulóide A52. Uma beleza!

Com certeza foi difícil domar os dedos grossos e calejados de marceneiro com a sensibilidade e recursos do seu Celulóide A52, mas o certo é que utilizou o aparelhinho até o mês de junho do corrente ano e, possivelmente, contratou muitos serviços. Uma maravilha!

Para sua surpresa, diferente das boas ferramentas que utiliza em seu ofício, em 21 de junho, o aparelho deixou de funcionar. Que tristeza: seu novo instrumento de trabalho só durou dois meses. E olha que foi adquirido legalmente nas Lojas Tudo Vende S.A e fabricado pela poderosa Celulóide ….. Não é coisa de segunda-mão, não!

Consertado, dias depois não prestou mais… Não se faz mais conserto como antigamente!

Primeiro tentou fazer um acordo, mas não quiseram os contrários, pedindo que o caso fosse ao Juiz de Direito.

Caixinha de papelão na mão, indicando que se tratava de um telefone celular, entrou seu Gregório na sala de audiência e apresentou o aparelho ao Juiz: novinho, novinho e não funciona. De fato, o Juiz observou o aparelho e viu que não tinha um arranhão.

Seu José Gregório, marceneiro que é, fabrica e conserta de tudo que é móvel. A assistência técnica especializada e indicada pela Tudo Vende, para surpresa sua, respondeu que o caso não era com ela e que se tratava de “placa oxidada na região do teclado, próximo ao conector de carga e microprocessador” .

Seu Gregório: o que é isto? Quem garante? O próprio que diz o defeito, diz que não tem conserto….

Para aumentar sua angústia, a Celulóide disse que seu caso não tinha solução neste Juizado por motivo da “incompetência material absoluta do Juizado Especial Cível – Necessidade de prova técnica.”

Seu Gregório: o que é isto? Ou o telefone funciona ou não funciona! Basta apertar o botão de ligar. Não acendeu, não funciona. Prá que prova técnica melhor?

Disse mais a Celulóide: “o vício causado por oxidação decorre do mau uso do produto”.

Seu Gregório: Ora, o telefone é novinho e foi usado apenas para falar. Para outros usos, tenho outras ferramentas. Como pode um telefone comprado na Insinuante apresentar defeito sem solução depois de dois meses de uso? Certamente não foi usado material de primeira.

Um artesão sabe bem disso.

O que também não pode entender um marceneiro é como pode a Celulóide contratar um escritório de advocacia de São Paulo, por pouco dinheiro não foi, para dizer ao Juiz do Juizado de Coité, no interior da Bahia, que não vai pagar um telefone que custou cento e setenta e quatro reais? É, quem pode, pode! O advogado gastou dez folhas de papel de boa qualidade para que o Juiz dissesse que o caso não era do Juizado ou que a culpa não era de seu cliente! Botando tudo na conta, com certeza gastou muito mais que cento e setenta e quatro para dizer que não pagava cento e setenta e quatro reais!

Que absurdo!

A loja Tudo Vende, uma das maiores e mais famosas da Bahia, também apresentou escrito de advogado, gastando sete folhas de papel, dizendo que o caso não era com ela por motivo de “legitimatio ad causam”, também por motivo do “vício redibitório e da ultrapassagem do lapso temporal de 30 dias” e que o pobre do seu Gregório não fez prova e então “allegatio et non probatio quasi non allegatio”.

E agora seu Gregório?

Doutor Juiz, disse Seu Gregório, a minha prova é o telefone que passo às suas mãos! Comprei, paguei, usei poucos dias, está novinho e não funciona mais! Pode ligar o aparelho que não acende nada! Aliás, Doutor, não quero mais saber de telefone celular, quero apenas meu dinheiro de volta e pronto!

Diz a Lei que no Juizado não precisa advogado para causas como esta. Não entende seu Gregório porque tanta confusão e tanto palavreado difícil por causa de um celular de cento e setenta e quatro reais, se às vezes a própria Tudo Vende faz propaganda do tipo: “leve dois e pague um!” Não se importou muito seu Gregório com a situação: um marceneiro não dá valor ao que não entende! Se não teve solução na amizade, Justiça é para isso mesmo!

Está certo Seu Gregório: O Juizado Especial Cível serve exatamente para resolver problemas como o seu. Não é o caso de prova técnica: o telefone foi apresentado ainda na caixa, sem um pequeno arranhão e não funciona.

Isto é o bastante!

Também não pode dizer que Seu Gregório não tomou a providência correta, pois procurou a loja e encaminhou o telefone à assistência técnica. Alegou e provou!

Além de tudo, não fizeram prova de que o telefone funciona ou de que Seu Gregório tivesse usado o aparelho como ferramenta de sua marcenaria. Se é feito para falar, tem que falar!

Pois é Seu Gregório, o senhor tem razão e a Justiça vai mandar, como de fato está mandando, a Loja Tudo Vende lhe devolver o dinheiro com juros legais e correção monetária, pois não cumpriu com sua obrigação de bom vendedor.

Também, Seu Gregório, para que o Senhor não se desanime com as facilidades dos tempos modernos, continue falando com seus clientes e porque sofreu tantos dissabores com seu celular, a Justiça vai mandar, como de fato está mandando, que a fábrica Celulóide lhe entregue, no prazo de 10 dias, outro aparelho igualzinho ao seu. Novo e funcionando! Se não cumprirem com a ordem do Juiz, vão pagar uma multa de cem reais por dia!

Por fim, Seu Gregório, a Justiça vai dizer à assistência técnica, como de fato está dizendo, que seu papel é consertar com competência os aparelhos que apresentarem defeito e que, por enquanto, não lhe deve nada.

À Justiça ninguém vai pagar nada. Sua obrigação é fazer Justiça!

A Secretaria vai mandar uma cópia para todos.

Como não temos Jornal próprio para publicar, mande pelo correio ou por Oficial de Justiça.

Se alguém não ficou satisfeito e quiser recorrer, fique ciente que agora a Justiça vai cobrar.

Depois de tudo cumprido, pode a Secretaria guardar bem guardado o processo!

Por último, Seu Gregório, os Doutores advogados vão dizer que o Juiz decidiu “extra petita”, quer dizer, mais do que o Senhor pediu e também que a decisão não preenche os requisitos legais. Não se incomode. Na verdade, para ser mais justa, deveria também condenar na indenização pelo dano moral, quer dizer, a vergonha que o senhor sentiu, e no lucro cessante, quer dizer, pagar o que o Senhor deixou de ganhar.

No mais, é uma sentença para ser lida e entendida por um marceneiro.

Conceição do Coité, Bahia, 21 de setembro de 2005
Gerivaldo Alves Neiva, Juiz de Direito “