Por Maria Lucia Solla
Olá,
Mais uma semana se vai ou, puxando para o dramalhão, se esvai. Tudo voa, nas malhas da controvérsia sobre a velocidade do tempo.
O geólogo americano Greg Braden vem dizendo, há tempo, que a Terra está desacelerando o movimento de rotação e aumentando sua freqüência vibratória, a chamada Ressonância de Schumann, e que isso faz o tempo passar cada vez mais depressa. Ele diz que num futuro bem próximo, a Terra vai parar o movimento de rotação, atingir o que ele chama de Ponto Zero, e girar do lado contrário. Dessa forma o sol vai nascer no Oeste e se pôr no Leste. Acrescenta que devemos nos preparar para essas mudanças, e que todos os nossos medos, então, serão totalmente dissolvidos. Gosto da idéia.
Acontece que Einstein disse que ele, o tempo, e na realidade tudo o mais, é relativo; e com isso quis dizer que se você está perto de quem ama, ele, o tempo, voa, mas se está na cadeira do dentista, boca aberta, com uma broca insistente detonando o seu dente, engatinha.
Carrego as duas informações, mas é a crença na relatividade que me faz perceber que é, em grande parte, nossa impressão de prazer e desprazer a responsável pela mudança na velocidade da passagem do tempo. Nosso prazer o acelera e nosso desprazer o paralisa. Que poder, hein? E olha que cada um de nós tem um cardápio próprio, pessoal e intransferível, do bom e do não-bom. Será que, mesmo assim, somos nós que aceleramos o tempo? Cada um empurrando a máquina com seus prazeres, mesmo mergulhados em diferenças e achando que está tudo sempre errado?
Esse é o mundo que criamos; o reflexo da soma de todos nós. Puro espelho. É o melhor que conseguimos fazer. Duro é chegar a essa conclusão, mas é hora de encarar a realidade nua, sem maquiagem e de cara lavada.
Vivemos manifestando vontade de mudar, mas na verdade estamos muito apegados ao tempo e ao mundo; cada dia mais, e daí nasce o desequilíbrio entre matéria e essência. O segredo para o equilíbrio? O meio do caminho, para onde convergem as duas pontas, encontrando-se no ponto zero da reta.
Pense nisso, ou não, e até a semana que vem.
Maria Lucia Solla é professora, terapeuta e autora do livro De bem com a vida mesmo que doa, lançado pela editora Libratrês. Aos domingos, está neste blog com textos sobre o cotidiano.