Foto-ouvinte: Cadê a placa que estava aqui ?

?

O tabuleiro de placas indicativas, na Marginal Pinheiros, está desaparecendo aos poucos. Quatro partes sumiram misteriosamente nos últimos tempos, segundo constatou o ouvinte-internauta Sílvio Braga que passa pelo local, em direção ao Tamboré, na Castelo Branco, três vezes por semana. Ele enviou a imagem acima e outras que você encontra no álbum do CBN SP no Flickr.

Aos desavisados: a rodovia Castelo Branco está a esquerda, e a Rodovia Dutra a direita.

Estado vai propor inspeção veicular em 15 dias

Na próxima reunião do Comitê Metropolitano do Ar, o secretário estadual do Meio Ambiente Xico Graziano vai apresentar proposta para que os municípios da Grande São Paulo aceitem aderir ao programa de inspeção veicular como ocorre, atualmente, na capital.

Ouça a entrevista do secretário ao CBN SP:

Ambiente Urbano: Marta não tem proposta para o trânsito



Por Osvaldo Stella

“A questão do trânsito na cidade de São Paulo já não é apenas um incômodo. É talvez o maior problema enfrentado hoje pelos paulistanos, causando prejuízos de toda ordem. Em entrevista ao CBN São Paulo, sexta-feira, a candidata Marta Suplicy, do PT, deixou claro que a opção do governo dela seria o metrô. Ficou evidente que como candidata não
tem um projeto para a questão do transporte na cidade de São Paulo.

O metrô é caro e sua construção é lenta. Outros países em desenvolvimento optaram por opções de superfície, corredores e trens. Veja o exemplo de Bogotá. Por que é diferente em São Paulo ?

No próximo ano, o programa de inspeção veicular estará concluído com a obrigatoriedade de todos os carros licenciados na capital paulista passarem pelo olhar da fiscalização. O custo para a sociedade será de R$ 250 milhões por ano, aproximadamente. Não seria melhor investir estes recursos em transporte coletivo ?

Em ano eleitoral é muito importante analisar quais são as propostas dos candidatos para a questão do transporte na cidade de São Paulo, caso contrário, onde vamos parar?”

Ouça este e outros comentários de Osvaldo Stella, em Ambiente Urbano, clicando aqui.

O perigo mora ao lado

Muitas casas de fogos de artifício funcionam na clandestinidade, em São Paulo. O depósito deste material em locais inapropriados coloca em risco à vida dos moradores e vizinhos.

Acompanhe a reportagem de Luciana Marinho, que foi ao ar no CBN SP:

Denúncias sobre depósitos clandestinos de fogos de artifício podem ser feitas, mesmo sem identificação, pelo telefone 181.

São Paulo ocupa 56ª posição em ranking de comércio global

Leia notícia publicada pela BBC que foi comentada no Conexão Rio-SP:

“A cidade de São Paulo ocupa a 3ª posição na América Latina e a 56ª no mundo em um ranking dos 75 mais importantes centros de comércio global realizado a pedido da empresa MasterCard.

Na América Latina, São Paulo fica atrás de Santiago, no Chile, e da Cidade do México, e à frente de Bogotá, na Colômbia, e Buenos Aires, na Argentina.

O Rio de Janeiro também aparece no índice, ocupando a 65ª posição global, fazendo do Brasil o único país da América Latina e Caribe e ter duas cidades no ranking.

O MasterCard Worldwide Centers of Commerce Index leva em conta sete aspectos para avaliar o papel de cada cidade no comércio global: sistema político e legal, estabilidade econômica, facilidade de fazer negócios, fluxo financeiro, centro de negócios, fluxo de criação e informação do conhecimento e o que o estudo chama de livability, que inclui qualidade de vida e acesso a serviços básicos entre outros sub-indicadores.
Em uma análise dos pontos obtidos pelas cidades brasileiras em cada um dos itens levado em consideração, São Paulo e Rio de Janeiro tiveram um melhor desempenho no aspecto livability e o pior em relação ao fluxo de criação e informação do conhecimento.

O estudo foi desenvolvido por uma equipe de acadêmicos especializados em economia, negócios, estudos urbanos e finanças.
Ásia e Leste Europeu

No topo da lista, com um sistema legal estável, transparência na regulamentação dos negócios e grandes fluxos financeiros, está Londres, seguida de Nova York, Tóquio e Cingapura.

Mas o índice, realizado pelo segundo ano consecutivo, ressalta a crescente importância de cidades asiáticas e do Leste Europeu, como Xangai, Mumbai (Bombaim) –capital financeira da Índia, Moscou e Praga.

“O Índice serve como um mapa para empresas que buscam um caminho para ter uma presença global em um mundo onde cidades, e não nações, têm se tornado os jogadores econômicos primários”, disse o presidente da divisão de Global Markets da MasterCard Worldwide, Walt Mcnee.

“O estudo mais uma vez oferece informação importante sobre como a paisagem econômica urbana está mudando e, à medida que nos aproximamos do fim da primeira década do século 21, a importância crescente de cidades emergentes, especialmente na Ásia e no Leste Europeu”, disse Mcnee.

Xangai, por exemplo, subiu oito posições no ranking, mais do que qualquer outra cidade, passando a ocupar o 24º lugar. “Xangai está bem posicionada para ocupar um lugar entre as três mais importantes cidades no mundo nos próximos 15 ou 20 anos”, disse o diretor do MasterCard Worldwide Centers of Commerce, Michael Goldberg.
Por outro lado, Moscou mostrou a maior melhora em termos de pontuação e teve o ganho mais significativo em comparação a Londres desde o ano passado.

O estudo também revela o relativo declínio na importância das grandes cidades americanas. Los Angeles deixou o grupo dos dez melhores centros de comércio global, e Nova York e Chicago são as únicas duas cidades da América do Norte nessa faixa”.

Foto-ouvinte: Carregando o piano

O motorista acima encontrou uma forma “criativa” de burlar a restrição aos veículos que transportam carga, na capital paulista. Em vez de levar o material em caminhões que têm horário e áreas limitadas, construiu uma montanha sobre o capô da kombi. O autor da foto, o ouvinte-internauta Eduardo Soprani, encontrou a cena na Marginal Tietê e ficou com uma dúvida: “Não seria do professor, seria?”

Caminhada acorda bairro para reciclagem, no Morumbi

Prédios enormes, gente ainda com cara de sono, e havia alguns de pijama. Assim moradores de condomínios receberam as cerca de 250 pessoas que participaram da caminhada promovida pela recém-criada ONG Recicla Morumbi, na manhã de domingo. O som da turma que compõe o Barracão dos Sonhos ritmou a passada e deve ter tirado muita gente da cama. O bairro precisa mesmo acordar para a importância da reciclagem. Um dos mais nobres da capital, reúne famílias de classe A, com hábitos de consumo extravagantes principalmente se comparados aos dos vizinhos da favela de Paraisópolis.

O lixo rico dos moradores ainda é explorado de forma precária. É comum ver famílias pobres – pai, mãe, filhos pequenos, às vezes os avós estão juntos – sentadas no meio fio enquanto abrem sacos enormes de lixo que aguardavam o caminhão da coleta não-seletiva. É como se as cenas de indigentes garimpando nos lixões se multiplicassem em pequenas células nas ruas do bairro. Há quem faça cara de nojo ao vê-los em busca de algo que lhes possa render trocados vindos de atravessadores de material reciclável. Nem todos agem assim.

O grupo que se reuniu para formar a ONG Recicla Morumbi está entre os “nem todos”. Desde que o trabalho se iniciou há um ano, antes mesmo da inauguração da organização, foi possível reunir 40 condomínios, entre residenciais e comerciais. O material coletado vai para a central de triagem de Capão Redondo, onde a cooperativa de catadores transforma o reciclável em renda que pode variar de R$ 600 a R$ 1.500 por pessoa a cada mês.

Além do esforço de incluir mais condomínios e reciclar a cultura dos moradores da região, a ONG tem um enorme desafio: organizar cooperativa de catadores em Paraisópolis. O trabalho já se iniciou e, em breve, se espera que não apenas aumente o número de apartamentos e prédios envolvidos como o dinheiro que, por enquanto, está no lixo seja transferido para o bolso de quem mais precisa.

Avalanche Tricolor: Vingamos o Boca


Os “argentinos” comemoram a vitória contra o Fluminense (imagem do PPV)

Grêmio 2 x 1 Fluminense
Brasileiro – Estádio Olímpico

Renato, que estava no banco do Fluminense, é ídolo no estádio Olímpico. Jardel, que estava no camarote, também. Perea, que estava em campo, um dia será. E o caminho para chegar a esta condição o atacante colombiano trilha. É o goleador do time, e fez dois na vitória deste domingo. Ainda precisa de títulos em sua carreira no tricolor. Pode ser o brasileiro deste ano ou a Libertadores no ano que vem para onde o Grêmio pretende voltar.

A vitória no fim de semana além de nos deixar na disputa das quatro vagas para o torneio continental ainda nos proporcionou o sabor especial de vencer o finalista da Libertadores, já que o Fluminense escalou seu time titular. Sinal de respeito ao adversário, sem dúvida.

Como os gremistas costumam ser “acusados” de se parecerem muito mais com os argentinos do que com os brasileiros, daria para dizer que a vitória de hoje foi uma espécie de vingança pela derrota do Boca Junior, no meio da semana.

PPV é cultura

Reinaldo, do Grêmio, faz aniversário hoje. Igor, do Fluminense, é gaúcho. Felipe, ala direito tem 19 anos, é o único gaúcho no time titular do Grêmio. PPV é cultura inútil.

De amor e amor

Por Maria Lucia Solla

Olá,

O dia dos Namorados está chegando, e vou pegar carona na data para falar, não de namorados, mas de amor. Quero falar daquele amor que chega de mansinho e, sem tocar a campainha, usa chave mestra para entrar no coração da gente. Não chega como um raio, assustando, nos deixando de pernas trêmulas, garganta seca e coração pinoteando, ao primeiro olhar. Esse tipo de amor tende a acabar logo, e geralmente não acaba bem. O tipo de amor a que me refiro, chega devagar, e a gente custa a acreditar quando se dá conta de que já está totalmente tomado por ele. Vai se espraiando. Da raiz do coração ramifica para a mente, sem fazer estragos nem causar danos irreparáveis. E pouco a pouco vai tomando o corpo todo. Ele não dilacera; preenche. Não desequilibra, harmoniza. Não exige; oferta.

Em inglês existe uma expressão linda – to be in love – que quer dizer, literalmente, estar no amor. Essa expressão é traduzida como – estar apaixonado – mas não é isso. Nem de perto. Estar no amor quer dizer estar mergulhado nele, envolto por ele, entregue a ele sem reserva, sem condição, sem joguinhos dissimulados. É flutuar no seu interior. É uma das situações em que se está mais perto do divino. Por outro lado, estar apaixonado é estar incendiado de paixão. E fogo um dia apaga. O fogo, verdade seja dita, transmuta e purifica, mas no processo queima e deixa marcas doloridas por onde passa.

O tipo de amor a que me refiro é feito apenas de três ingredientes, admiração, respeito e atração. Nessa ordem. Simples assim. E se você admira e respeita alguém, não vai querer transformá-lo em alguém diferente, certo? O que vejo à minha volta, é uma porção de pessoas infelizes, frustradas, querendo mudar os hábitos, os modos, as amizades, a aparência do ser supostamente amado. Na realidade, o que se ama nesse caso é um ser idealizado. O que fazem é escolher o outro como uma massa de bolo que, depois de colocada numa determinada forma e assada, toma o seu aspecto. As mulheres escolhem homens redondos e pretendem transformá-los em quadrados, já que não encontraram um quadrado que lhe parecesse atraente. O resto todo mundo já sabe. A vida vira um inferno. Em reunião de amigos, é farpa pra cá, e farpa pra lá. Insuportável para todo mundo.

Este Dia dos Namorados vou passar sozinha, por razões óbvias. Não tenho namorado. Mesmo assim, vou passar mergulhada no amor, permitindo que ele penetre e alimente cada uma das minhas células, de todos os meus corpos, em todas as dimensões, além dos mundos paralelos.

Quero morrer de amor para renascer na vida. E você?

Pense nisso, ou não, e até a semana que vem.

Maria Lucia Solla é professora, terapeuta e autora do livro “De bem com a vida mesmo que doa”, lançado pela editora Libratrês. Aos domingos, está neste blog com textos sobre o cotidiano.

Crônica de sábado: Olha a Net ! Olha a Net !

Por Fernanda Campagnucci

A periferia das cidades é notícia quando a pauta é violência. Olhares mais atentos, no entanto, podem buscar lá um banco de dados infindável da arte de sobreviver. Engenharia de Soluções, e-learning, knowledge, know-how do mais popular, pra TI nenhum botar defeito. “É qualidade, dona!” A gente não quer só comida. A gente quer TV a cabo, que a TV aberta, de graça, só podia ser ruim, mesmo!

Mas a TV a cabo, ou melhor, a gato, é quase de graça. Quem quiser, no Jaçanã (zona norte de São Paulo), é só pedir ao técnico, que vai às ruas de bicicleta, escada a tiracolo, uniforme quase igual ao da operadora de verdade:

– Ô dona Maria! Olha a NET! – ele fala para quem quiser ouvir e, claro, para quem estiver disposto a usufruir os serviços de instalação de primeira. “É vinte real”.

Vinte reais? Nada mal para os orçamentos apertados do salário mínimo, referencial para pessoas que aderem à modalidade gato, ou NET Miau. Porque são vinte reais só uma vez, e não a média de 50 a 180 reais de mensalidade cobrados pelas empresas. E ainda tem a comodidade de ter sempre um vizinho que é técnico e repara o serviço quando os cabos são “subitamente” cortados. Às vezes ele nem cobra…

O procedimento de instalação é simples. Suponhamos – e isso é só uma suposição –que haja, na sua rua, uma vizinha indesejável. Pode ser parente sua. Aquela que é tida como esnobe, porque, imaginem só, ela paga sua própria TV a cabo. Pois para o técnico não tem tempo ruim – ele vai sorrateiro, na madrugada, com sua bicicleta quase silenciosa, encosta a escada na casa da mulher, encontra o fiozinho, puxa o dito-cujo e pronto! A rua toda já pode ter em suas casas a CNN (em inglês, que é chique), o canal de esportes e “aquele de desenhos”.

E a vantagens não param por aí. Além do acesso aos canais pagos, a TV a gato ainda oferece os pay-per-view todos, o pacote completo do campeonato brasileiro – e agora ainda tem a Copa! Claro que isso depende da habilidade do seu técnico. Um sujeito, na rede de relacionamentos Orkut, reclamou que os canais dele só vão até o 36. Só até o 36! Mas os usuários da TV a gato vão reclamar para quem quando os canais travam, o sinal fica ruim e pega o que o vizinho está assistindo? (Veja bem, o gosto dele geralmente não bate com o seu). Reclame para os colegas usuários, pois o comentário pode ser alentador:

– tem sorte de ir ateh o canal 36 pq pega Mtv, AXN etc… e aki q naum pega powrra nenhuma!!! soh pega uns tres canais ridículos como tv senado, câmara federal, assembléia legislativa … aff … (sic!)

Olha aí! Quem disse que a prática da NET Miau não pode garantir acesso ao debate democrático? Ele assiste ao supra-sumo do Poder Legislativo!

Mas duvido que a gataiada mie solta só na terra do Trem das Onze. A estimativa em todo o Brasil é que haja cerca 300 mil ligações clandestinas de TV a cabo. O número, que já parece muito otimista, representa a perda de quase 300 milhões de reais por ano para as empresas. No site da NET, a de verdade, há um formulário para que se denuncie a gatunagem: “Por que o(a) sr(a). suspeita que haja uma conexão pirata? O(A) Sr(a). identificou algum veículo ou pessoa?”. Mas há quem diga que, na realidade, só existe um assinante solitário, muito provavelmente em São Paulo. O resto é tudo gato dele.

Infelizmente, nosso técnico de bicicleta não pôde conceder entrevista ao Claro! Está, segundo vizinhos, a 1.200 quilômetros dali, gozando de suas férias em pleno mês de maio, na casa de sua avó. Dizem que ele se deu tão bem no ramo, que vai comprar um carro e estampar nele a marca de seu negócio. Mas já não se sabe até que ponto é boato, futrica, ou torcida da comunidade. Aliás, eu mesma não sei de nada. Qualquer semelhança com pessoas, locais e fatos conhecidos, nesta crônica, terá sido mera coincidência.

Fernanda Campagnucci
é quase-jornalista, estagiária da rádio CBN, auxiliar de produção do CBN SP, gosta de escrever e assiste à TV a cabo, mas garante que a dela não mia.