Por Abigail Costa
Estou com essa palavra na cabeça não é de hoje. Mudança.
Acordo pensando em mudar. Trocar de lugar, de cor, de assunto, de conceitos, de opiniões.
Aí, parece aquela coisa quando você decide trocar de carro. De repente ele aparece sempre na sua frente, ao seu lado, estacionado… Ali, da mesma cor, modelo. E você tem a impressão que as ruas estão tomadas do que te encanta.
Tem acontecido com a palavra mudança. Músicas, conversas com amigos e, principalmente, quando é um desejo seu.
Ninguém escreve ou determina: a partir de amanhã serei outra pessoa, vou caminhar pela esquerda e não pela direita. Com fulano vou me comportar assim ou assado. Tá, pode até ser por uns dias. Só que nesse caso o interessante é ir devagar, ao que realmente interessa.
O poema já diz, não interessa a velocidade da mudança e sim onde você quer chegar.
Buscamos… sim no plural, por mais organizado, amado, pós-graduado ou curso fundamental incompleto, buscamos a mudança para se alcançar o equilíbrio. Difícil, às vezes pesado, mas é desse jeito mesmo. Um passo de cada vez.
Custamos a executar a lição de casa. Elas (as pessoas) não mudam por nossa causa, nós é que temos que mudar … não por elas, mas por nós mesmos.
Qual a graça disso? Tenho no mínimo algumas centenas de motivos – Calma! Vou te poupar dessa leitura -, digo apenas um “qualidade de vida”.
Já que conheço a resposta, já que sei que não vou me agradar, eu mudo. Pulo a pergunta. Não deixo de questionar, só não quero a mesma postura.
Não sofremos.
Um amadurecimento gostoso. Uma mudança necessária.
Tudo tem que começar aos poucos sem querer mostrar para o outro que “tá vendo, agora é do meu jeito. Não é isso, falo de uma mudança pra melhor.
Na vida isso acontece naturalmente.
Não é do dia pra noite que acordamos cheios de rugas, pele flácida! Tá louco? Já imaginou a situaçao diante do espelho? Aos poucos. É assim que ando mudando.
Se é bom? Outro dia, numa visita rápida ouvi um baita elogio de uma das pessoas mais importantes da minha vida. Não encontrava a mamãe há pelo menos quatro meses. Hoje, ela mora longe de mim.
Numa frase dita pela minha irmã, ganhei três estrelinhas num boletim que não tiro da bolsa.
– A mamãe falou que você está tão mudada! Até parece outra pessoa.
Então estou no caminho certo, minha irmã.
Em tempo: estou aqui ouvindo bombas e alguns gritos. Um deles, meu velho conhecido: meu marido feliz com um gol do time dele…. Tá aí, algumas coisas não se pode mudar.
Abigail Costa é jornalista e às quintas-feiras escreve no Blog do Mílton Jung sempre propondo mudanças para você, para mim, para ela e para todos que acreditam ser possível mudar para melhor.