José Américo: "Sem sigilo, processo licitatório estará comprometido"

 

O presidente da Câmara dos Vereadores de São Paulo José Américo (PT) respondeu ao post publicado, ontem, neste Blog, no qual critico o fechamento da reunião da Mesa Diretora e as mudanças no acesso à sede do legislativo municipal. Reproduzo aqui o texto registrado pelo vereador na área de comentários do blog:

 

Caro Milton, você deve saber que a discussão do conteúdo de um edital nao pode ser pública. Tenho pelo menos quatro pela frente nas próximas semanas – publicidade (18 milhões), ticket refeição (20 milhões), reforma da garagem (11 milhões) e reforma do prédio principal ( valor ainda nao definido ) – e não disponho de tempo para reuniões paralelas. Nada contra, apenas não temos tempo. Além do que posso precisar de mais de uma reunião para definir um edital. Se eu não assegurar o sigilo nesta fase, o processo licitatório estará comprometido. Quanto ao Danilo ser um defensor do golpe de 64, pergunte a ele. Ele dirá a você, como disse a mim. Revoltou-me o fato de um homem com convicções autoritárias como ele, dizer que eu, que lutei pela democracia e sofri por isso – fui perseguido e preso – estava usurpando a democracia e a transparência. Acho que talvez nao devesse ter dito isso naquele diálogo com a Fabiola, mas nao menti. Admito que tenho dificuldade para aceitar pessoas que defendam de boca cheia um regime que tanto prejudicou nosso pais e nosso povo. Bem. No mais, acho que você, como jornalista sério que é, não compactua com aqueles que defendem saídas cômodas. Aguardo, portanto, um convite seu para, em seu programa, discutir o tema do sigilo em reuniões da mesa diretora, quando ele for necessário, e outros temas que você desejar debater. Um grande abraço do José Américo.

Presidente alega sigilo e ataca "fiscais" de vereadores

 

Câmara Municipal São Paulo

 

As restrições impostas pelo presidente da Câmara Municipal de São Paulo, vereador José Américo (PT), para acessar as informações da casa e o próprio prédio têm causado polêmica. Para entrar no Palácio Anchieta serão exigidas roupas apropriadas – de bermuda e chinelo não entra mais – e identificação, enquanto que para assistir às reuniões da Mesa Diretora somente quando Américo permitir. No encontro dessa quarta-feira, um Guarda Civil ficou na porta informando às pessoas que se dispõem a participar desses encontros que a entrada não estava autorizada. Cidadão, fora; lá dentro, só vereador. Transmissão pela internet, como ocorreu no último ano, nem pensar.

 

A alegação é que assuntos sigilosos seriam discutidos, tais como processos de licitação, e os dados fornecidos abertamente poderiam beneficiar grupos e empresas. Em nome da transparência e igualdade na concorrência, fechavam-se as portas. Em entrevista à Fabíola Cidral, na CBN, Américo explicou que quando não houver temas que precisem ser discutidos de forma sigilosa, a reunião estará aberta. O vereador não disse quais os demais assuntos que pretende tratar em segredo, além dos que envolvem licitação. Espera-se que a lista seja pequena para que a reunião da Mesa Diretora possa ser assistida por todos os cidadãos interessados, em breve. (a propósito: o vereador não precisa se preocupar porque, infelizmente, poucos se importam com o que acontece por lá).

 

O medo de que o processo de transparência da Câmara Municipal de São Paulo, com abertura de dados e transmissão de todos os encontros e audiências pela internet, tomou conta dos cidadãos que entendem a relevância de se fiscalizar o trabalho do poder Legislativo. Particularmente, não acredito que o presidente da Casa vá retroceder e impor novas restrições de acesso às informações. Torço para que não vá além deste imbróglio envolvendo as conversas sigilosas da Mesa Diretora. E ao controle sobre a moda e os bons costumes.

 

O que me incomoda mesmo é a dificuldade que o vereador José Américo tem tido para dialogar, em especial com os movimentos civis que atuam na Câmara. Em duas entrevistas que ouvi dele na CBN, ambas para Fabíola, não se contentou em esclarecer dúvidas. Fez questão de atacar, às vezes de forma irônica, as pessoas que questionam ou criticam atos do Legislativo Municipal. Na primeira, tentou passar a ideia de que o membro da rede Adote um Vereador Cláudio Viera era desinformado e não sabia do poder limitado dos parlamentares em criar leis. Américo não deve saber mas dois projetos em andamento na Casa, de autoria do vereador Marco Aurélio Cunha, seu colega de Mesa, foram sugestões desse cidadão. Na segunda, mais grave, acusou o diretor-geral do Movimento Voto Consciente Danilo Barbosa de ser defensor da Ditadura Militar, em um ataque desproposital e deselegante para quem ocupa o cargo de presidente da Câmara de São Paulo.

 

Américo não teve a mesma coragem ao criticar ex-presidentes da Casa que, segundo ele, teriam agido com hipocrisia, ao abrir as reuniões da Mesa Diretora para o público, enquanto fechavam acordos nos bastidores. Perguntado, omitiu o nome do hipócrita.

 

Vale lembrar ao cidadão que, apesar de ser o presidente, José Américo toma atitudes respaldado pela Mesa Diretora, portanto deve-se cobrar posições mais claras, também, dos demais integrantes: Marco Aurélio Cunha (PSD) – 1º vice-presidente; Aurélio Miguel (PR) – 2º vice-presidente; Claudinho de Souza (PSDB) – 1º secretário; Adilson Amadeu (PTB) – 2º secretário; Gilson Barreto (PSDB) – 1º suplente; e Dalton Silvano (PV) – 2º suplente. O que teriam a dizer sobre o assunto? Concordam com as medidas que estão sendo tomadas? Temem que possa haver retrocesso na transparência da Câmara Municipal? Estão dispostos a lutar pela abertura de todas as reuniões?

 

#AdoteUmVereador e mande estas perguntas para que ele tenha o direito de dar a sua opinião sobre o tema.

Cidadania não se faz vazia

 

Por Nei Alberto Pies
Professor e ativista de direitos humanos

 

“Não é no silêncio que os homens se fazem, mas na palavra, no trabalho, na ação-reflexão”. (Paulo Freire)

 

A cidadania não é vazia. Ela reveste-se de conteúdos e práticas que traduzem, necessariamente, atitudes, vivências e oportunidades que todos realizamos em sociedade. Cidadania é a possibilidade concreta de todos e todas usufruírem das condições materiais, culturais e científicas produzidas por uma nação e pelo mundo. Para alguns poucos, talvez, cidadania não signifique mais do que reconhecimento. Para a maioria, no entanto, cidadania representa a possibilidade de participar do mundo, a partir de condições de uma vida na dignidade. A dignidade humana envolve questões elementares como educação, habitação, alimentação, saúde, lazer, trabalho, consideração e respeito.

 

O Brasil promoveu, nos últimos anos, importantes avanços para combater a pobreza e as desigualdades sociais, mas ainda vivemos sob a regência de uma “cidadania de papel”. Gilberto Dimenstein, autor do livro “O cidadão de papel”, afirma que “cidadão de verdade é aquele que é respeitado e pode se sentir digno ao pagar impostos”. Ainda vivemos situações onde a cidadania não acontece por conta da própria burocracia estatal que se encarrega de dificultar o acesso aos bens e serviços básicos. A burocracia, o papel, atrapalha e dificulta muito a cidadania. A legislação brasileira, tida como uma das mais avançadas, não garante cidadania. Para tirá-la do papel, é preciso exigir e cobrar permanentemente a sua efetividade no cotidiano de nossas comunidades. Mas como cobrá-la se nem sempre temos pleno conhecimento de nossos direitos ou se não temos disponibilidade pessoal ou coletiva para cobrá-la?

 

A decadência do poder da cidadania leva as pessoas a apostar na sorte. Os direitos passam a ser vistos como possibilidades sujeitas a trocas ou favores e não como elementos de exigibilidade. Muitos brasileiros, infelizmente, são induzidos a crer que a sua vida sempre depende da bondade, conhecimento ou influência de alguém. Desta forma, vivem passivamente à espera de dias melhores, sem tomar as suas iniciativas.

 

Para vivermos uma cidadania ativa, precisamos construir condições de “empoderamento” através da informação, conhecimento, orientação e organização das pessoas em suas comunidades. Quem conhece seus direitos, participa de sindicatos, grupos ou associações, passa da apatia cidadã para uma postura de sujeito de direitos, tornando-se capaz de reclamar e atuar na defesa e promoção dos direitos, sem pestanejar. Ao perceber os limites de sua atuação individual, passa a ser também um sujeito social, capaz de buscar soluções de forma coletiva e organizada. A organização coletiva, para a conquista dos direitos, é a melhor forma de transformar “letra morta” (lei) em realidade.
Ao contrário dos valores individualistas e egoístas, a luta por direitos humanos se faz na cooperação, no amor e na solidariedade. Lutar por direitos é acreditar nas potencialidades humanas e na liberdade de cada um e cada uma realizar as suas escolhas.

Carros abandonados e casas irregulares na av. Hebe Camargo

 

Desmanche de carro

 

Fui conhecer a avenida Hebe Camargo, inaugurada às pressas no fim do governo passado, entre o Panamby e a Paraisópolis, na zona Sul de São Paulo. Foi aquela via que, ao ser entregue, parcialmente, descobriu-se que haviam esquecido de tirar as árvores e postes do meio do caminho. É uma aposta antiga da cidade para que se ofereça alternativa no trânsito aos motoristas que saem dos bairros mais ao Sul e tentam chegar na zona Oeste ou central. Hoje, costumam usar a Marginal Pinheiros e a Giovanni Gronchi, as duas entupidas, especialmente no horário de pico. A primeira surpresa que tive ao entrar na avenida foi perceber que ela não serve para quase nada, pois termina logo após o CEU Paraisópolis, e, não por acaso, tem pouco trânsito. Talvez tenha utilidade quando concluída, mas não há prazo confirmado. O que mais me surpreendeu foi a quantidade de carcaça de veículos abandonas ao longo da via. Fato que chamou atenção de outros motoristas, a ponto de ter recebido a imagem que ilustra este post, feita recentemente.

 

Hoje, fico sabendo que não são apenas estes carros desmanchados que estão ornando o cenário da Hebe Camargo. Moradores da região perceberam que foram levantados casebres feitos de tapumes, inclusive com instalação elétrica, e há sinais de que novas habitações, do mesmo tipo, estão a caminho. É desta forma que, historicamente, as favelas se formam na capital paulista e as pessoas são incentivadas a morar em áreas de alto risco, com a possibilidade de serem vítimas de tragédias. O Subprefeito do Campo Limpo Sérgio Roberto dos Santos teria sido alertado para a ocupação ilegal, por e-mail, que ainda não foi respondido.

Adote um Vereador ajuda a construir uma cidade melhor, diz Alecir

 

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A rede Adote um Vereador foi destacada como exemplo de ação  para construir uma cidade melhor, durante o programa CBN São Paulo, em homenagem aos 459 anos da capital paulista. Alecir Macedo, um dos mais ativos integrantes do Adote, esteve no Pátio do Colégio, e foi entrevistado pela Fabíola Cidral, quando falou sobre o papel importante que têm os moradores na fiscalização do trabalho do Legislativo. Provocado pela jornalista, Alecir citou o nome de alguns vereadores que demonstraram desconformidade com a ideia de serem monitorados pelos cidadãos. Ele aproveitou para convidar os moradores de São Paulo a adotarem um dos vereadores da Câmara Municipal: “ainda faltam 34 para serem adotados”, lembrou. Para conhecer a lista dos que estão “a espera” de um padrinho, visite o site do Adote um Vereador.

 

OUÇA AQUI A PARTICIPAÇÃO DE ALECIR MACEDO, DO ADOTE UM VEREADOR, NO CBN SP.

Faça uma pergunta ao seu vereador

 

Adote um Vereador

 

Os vereadores de São Paulo começam a trabalhar, oficialmente, dia primeiro de fevereiro mas desde já estamos atentos a movimentação de cada um dos 55 parlamentares que receberam a oportunidade de nos representar. O noticiário tem se dedicado a trazer a público o que eles discutem internamente como aumentar o prédio em mais três andares, reformar garagens e investir em publicidade, que fazem parte de licitações que, somadas, chegam a R$ 18,5 milhões. Dedicam-se, também, a deixar os gabinetes com a sua cara, já que há casos como o vereador Laércio Benko (PHS) que encontrou sua sala com as paredes pintadas com o rosto do antecessor, Agnaldo Timóteo. Que susto!

 

No primeiro encontro de 2013 da rede Adote um Vereador, nesse sábado, no café do Pátio do Colégio, centro de São Paulo, além desses temas falamos, também, sobre as novas adesões, com cidadãos dispostos a controlar o trabalho dos parlamentares, alguns com nomes decididos outros em busca de sugestões. Em breve, apresentaremos uma lista mais completa sobre quem são os vereadores adotados até aqui.

 

Decidimos, ainda, reunir uma série de perguntas que gostaríamos de fazer aos vereadores em diferentes áreas. Para que este trabalho seja ainda mais amplo, contamos com a sua ajuda. Escreva a sua pergunta, registre aqui no Blog ou mande para milton@cbn.com.br. As questões selecionadas serão enviadas ao gabinete dos 55 vereadores, uma oportunidade para se verificar o interesse dos parlamentares em atender à população. As respostas serão publicadas no blog do Adote um Vereador, de São Paulo.

Chegou a hora: adote um vereador

 

 

São Paulo já conhece quem serão os 55 vereadores responsáveis por discutir políticas públicas, criar leis e fiscalizar a prefeitura, com a posse dos parlamentares, no dia 1º do ano, e dos suplentes que assumiram nessa quarta-feira. Seis deles substituíram vereadores que, apesar de terem tido voto suficientes para exercer o mandato, entenderam ser mais útil trabalhar no Executivo ou ocupar cargo no Senado, caso de Antonio Carlos Rodrigues. Os demais, que preferiram assumir o posto de secretário municipal do prefeito Fernando Haddad, foram Celso Jatene (Esporte), Donato (Secretário de Governo), Eliseu Gabriel (Desenvolvimento Econômico e Trabalho), Netinho de Paula (Promoção da Igualdade Racial) e Ricardo Teixeira (Verde).

 

Publico a seguir a lista completa com link para a página oficial do site da Câmara Municipal de São Paulo onde é possível encontrar um perfil de parte dos vereadores. Apesar de a maioria dos novos parlamentares não ter ainda um endereço de contato, a relação é para incentivar o cidadão a escolher um deles e passar a acompanhar o mandato, participando da rede Adote um Vereador. Nesta semana, por exemplo, o ouvinte-internauta Marcelo Souza informou que adotou a vereadora Juliana Cardoso PT e vai divulgar as informações sobre o mandato dela no blog Jornal dos Falsários.

 

Se você estiver disposto a encarar este desafio, não deixe de nos informar para que possamos divulgar seu trabalho. Vamos à lista completa dos vereadores:

 

DEMOCRATAS

Milton Leite
Sandra Tadeu

 

PC DO B
Orlando Silva

 

PHS
Laércio Benko

 

PMDB
Dr. Calvo
George Hato
Nelo Rodolfo
Ricardo Nunes

 

PP
Pastor Edemilson Chaves
Wadih Mutran

 

PPS
Ari Friedenbach
Ricardo Young

 

PR
Aurelio Miguel
Toninho Paiva

 

PRB
Atílio Francisco
Jean Madeira

 

PSB
Noemi Nonato

 

PSD
Coronel Camilo
David Soares
Edir Sales
Goulart
José Police Neto
Marco Aurélio Cunha
Marta Costa
Ota
Souza Santos

 

PSDB
Andrea Matarazzo
Aurélio Nomura
Claudinho de Souza
Coronel Telhada
Eduardo Tuma
Floriano Pesaro
Gilson Barreto
Mario Covas Neto
Patrícia Bezerra

 

PSOL
Toninho Vespoli

 

PT
Alessandro Guedes
Alfredinho
Arselino Tatto
Jair Tatto
José Américo
Juliana Cardoso
Nabil Bonduki
Paulo Fiorilo
Reis
Senival Moura
Vavá dos Transportes

 

PTB
Adilson Amadeu
Conte Lopes
Marquito
Paulo Frange

 

PV
Abou Anni
Dalton Silvano
Natalini
Roberto Tripoli

 

VEREADORES LICENCIADOS
Antonio Carlos Rodrigues (PR. Licenciado) – Supl. em exercício: Alvaro Batista Camilo (PSD)
Celso Jatene (PTB. Licenciado) – Supl. em exercício: Marquito (PTB)
Donato (PT. Licenciado) – Supl. em exercício: Wadih Mutran (PP)
Eliseu Gabriel (PSB. Licenciado) – Supl. em exercício: Alessandro Guedes (PT)
Netinho de Paula (PC do B. Licenciado) – Supl. em exercício: Orlando Silva (PC do B)
Ricardo Teixeira (PV. Licenciado) – Supl. em exercício: Abou Anni (PV)

Bicicletada marca o Dia Internacional de Combate à Corrupção

 

Bicicletada Não aceito corrupção

 

Com a promoção do Movimento do Ministério Público Democrático, cerca de 50 pessoas realizaram um passeio pela ciclofaixa de lazer, no centro de São Paulo, para marcar o Dia Internacional de Combate à Corrupção. O Adote um Vereador, o Nas Ruas e o Revoltados On Line foram alguns dos grupos que estiveram representados no encontro, na manhã de domingo. Todos os ciclistas vestiram a camisa da campanha Eu Não Aceito Corrupção. Nesta segunda-feira, o MPD realiza o Seminário Transparência e Controle da Corrupção, no Memorial da América Latina, em São Paulo.

 

Ouça a reportagem de Maria Eugênia Flores, da CBN:

 

São Paulo pedala contra a corrupção, neste domingo

 

 

Domingo, 9 de dezembro, é o Dia Internacional de Combate à Corrupção, e os paulistanos estão convidados a participar da 1a. Bicicletada Não Aceito Corrupção, promovida pelo Movimento do Ministério Público Democrático. Mesmo aqueles que não pedalam podem participar do evento, a partir das 9 e meia da manhã, quando haverá concentração em frente ao prédio do Ministério Público de São Paulo, na avenida Brigadeiro Luis Antonio, 35 – próximo da estação Sé do Metrô. O passeio ciclístico se inicia às 10 e meia da manhã e haverá distribuição da camiseta da campanha.

 

Ao chamarmos atenção para a necessidade de se combater à corrupção, o pensamento da maior parte das pessoas se volta para os governos, mas o tema tem de ser combatido em todas as instâncias, instituições e setores. Autoridades públicas não devem usar do cargo para benefícios próprios e de seus grupos de apoio, sem dúvida. Mas o cidadão comum tem de estar atento as inúmeras oportunidades que surgem no seu cotidiano que podem levá-lo a um ato de corrupção. A nota de R$ 50 na carteira de motorista para que o policial alivie a multa pela irregularidade cometida. O “cafezinho” do fiscal da prefeitura que identificou a falta de documentação para a obra na sua casa. E mesmo o agrado deixado no bolso da camisa do garçom para lhe dar prioridade no atendimento no restaurante. Todos parecem ser atos pequenos e de menor relevância diante do desvio de milhões de reais em obras e ações do serviço público. Mas ajudam a construir a cultura do corrupção que precisa ser enfrentada.

 

Na segunda-feira, dia 10, se realiza o Seminário Transparência e Controle da Corrupção – A Lei de Acesso à Informação, a partir das 7h30, no Memorial da América Latina. Para conhecer a programação completa e se inscrever, visite o site do Movimento do Ministério Público Democrático.

 

REUNIÃO DO ADOTE UM VEREADOR SERÁ NA BICICLETADA

 

O encontro mensal da rede Adote um Vereador, em São Paulo, será neste domingo, durante a manifestação do Dia Internacional de Combate à Corrupção, em lugar da reunião que costumamos fazer aos sábados, no Pátio do Colégio.

Os senadores que não deixaram a conta do IR para nós

 

Dos 165 senadores, ex-senadores e suplentes, apenas 47 vão pagar os valores do imposto de renda sobre os 14º e 15º salários. O senado bancou mais de R$ 5 milhões de imposto dos parlamentares que não manifestaram interesse em pagar o débito com recursos próprios.

 

Confira abaixo a lista dos senadores que pagaram a conta por iniciativa própria (atualizada às 15h36):

 

Aécio Neves (PSDB-MG)
Alfredo Nascimento (PR-AM)
Aloizio Mercadante (PT-SP, atual ministro da Educação)
Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP)
Alvaro Dias (PSDB-PR)
Ana Amélia (PP-RS)
Ana Rita Esgario (PT-ES)
Armando Monteiro (PTB-PE)
Blairo Maggi (PR-MT)
Casildo Maldaner (PMDB-SC)
Cássio Cunha Lima (PSDB-PB)
Cícero Lucena (PSDB-PB)
Clésio Andrade (PMDB-MG)
Cyro Miranda (PSDB-GO)
Edison Lobão (PMDB-MA, atual ministro de Minas e Energia)
Eduardo Braga (PMDB-AM)
Eduardo Suplicy (PT-SP)
Eunício Oliveira (PMDB-CE)
Flexa Ribeiro (PSDB-PA)
Gim Argello (PTB-DF)
Gleisi Hoffmann (PT-PR, atual ministra-chefe da Casa Civil)
Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE)
João Tenório (ex-senador pelo PSDB alagoano)
José Agripino (DEM-RN)
José Pimentel (PT-CE)
José Sarney (PMDB-AP)
Kátia Abreu (PSD-TO)
Lindbergh Farias (PT-RJ)
Luiz Henrique da Silveira (PMDB-SC)
Marco Antonio Costa (PSD-TO, suplente de Kátia Abreu)
Marco Maciel (ex-senador pelo DEM de Pernambuco)
Marina Silva (ex-senadora pelo PV do Acre)
Marta Suplicy (PT-SP, atual ministra da Cultura)
Paulo Bauer (PSDB-SC)
Pedro Simon (PMDB-RS)
Pedro Taques (PDT-MT)
Randolfe Rodrigues (Psol-AP)
Regis Fichtner (PMDB-RJ, atual secretário da Casa Civil do Estado do Rio de Janeiro)
Ricardo Ferraço (PMDB-ES)
Rodrigo Rollemberg (PSB-DF)
Sérgio Souza (PMDB-PR, suplente da ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann)
Valdir Raupp (PMDB-RO)
Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM)
Vital do Rêgo (PMDB-PB)
Waldemir Moka (PMDB-MS)
Walter Pinheiro (PT-BA)
Wellington Dias (PT-PI)

 

(Com informações do Congresso Em Foco e do Jornal da CBN)