“Não há o que esconder”, diz Secovi sobre doação eleitoral

Uma semana após o jornal Folha de São Paulo ter publicado que o Secovi estaria usando uma associação para doar dinheiro aos candidatos a prefeito e vereador na eleição municipal do ano passado, o presidente do sindicado, João Crestana, divulgou nota para negar a existência de irregularidades:

O Secovi-SP (Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo), cumprindo de maneira plena a legislação que coíbe o financiamento de campanhas eleitorais por instituições de classe de sua natureza jurídica, não fez doação alguma a partidos ou candidatos nas eleições de 2008 ou em quaisquer outras. Tampouco, intermediou ou repassou recursos para que doações fossem feitas de maneira indireta. Burlar normas vigentes não é vocação da entidade, que sempre se pautou pela mais absoluta transparência, respeito ao arcabouço legal e parâmetros éticos na legítima defesa da habitação.

Desse modo, é improcedente a ilação, contida em noticiário da Folha de S. Paulo veiculado ao longo desta semana, de que o Secovi-SP teria usado a Associação Imobiliária Brasileira (AIB) para doar dinheiro a políticos e partidos. A série de matérias, com todo o respeito que merece esse grande jornal brasileiro, não corresponde à verdade.

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Tá na moda


“Pouco se fala dos feitos desta Casa. A mídia tem sido um pouco ingrata com os que muito trabalham por esta cidade. Estou aqui para defender os cidadãos e acho que a vida pública fica comprometida pelo excesso de críticas e poucos elogios para aqueles que trabalham pelo bem do município.”

Marco Aurélio Cunha (DEM), um dos vereadores que mais faltaram as sessões das comissões permanentes da Câmara Municipal de São Paulo.

Mais dinheiro para TV Câmara, em São Paulo

Adote um VereadorA compra de câmeras robotizadas e equipamentos que permitiriam a transmissão de sessões e audiência que ocorrem fora do plenário seria a justificativa para a Mesa Diretora da Câmara Municipal de São Paulo aumentar o dinheiro disponível para TV Câmara em R$ 3,5 milhões, além dos cerca de R$ 14 milhões previstos no início do ano.

A informação publicada pelo jornal O Estado de São Paulo, nesta sexta 17.04, causou incomodação ao vice-presidente da Câmara, vereador Dalton Silvano (PSDB), único que aceitou falar sobre a medida.

Confesso que lendo o jornal e ouvindo o vereador, no fim das contas todos falavam a mesma casa: a Câmara terá para investir neste ano quase 60% a mais do que em 2008, na área de comunicação.

Dalton Silvano diz que o dinheiro é apenas uma reserva técnica para projeto de modernização da TV Câmara, que está em discussão, mas que ainda não está decidido se será implantado.

Ouça a entrevista com o vereador Dalton Silvano (PSDB)

Para tentar esclarecer esta diferença, ouvimos o consultor da FGV e especialista em contas públicas Amir Khair que entende ser a falta de transparência no Orçamento do Legislativo a causa desta discussão:

Ouça o consultor da FGV Amir Khair

Financiar campanha é legal, o problema é o preço cobrado

Recorte de jornais de São Paulo com notícias da Câmara Municipal

O noticiário de três dos principais jornais de São Paulo sobre a Câmara Municipal, nesta quarta-feira, foi bastante rico. Na primeira página do Diário de São Paulo, com direito a foto de plenário vazio, “Câmara de SP: Cem dias sem aprovar  projetos de vereadores”; no alto e em letras garrafais da primeira página da Folha “Imobiliária banca vereador que atua pelo setor em SP”; e nas internas do Estadão “Entidade quer cassar mandato de relator do Plano Diretor”.

Para quem se preocupa com o trabalho no legislativo, sinal de terra arrasada. “Não sabia que até ele estava metido nessa”, disse-me o primeiro que encontrei na redação. “Só tem bandido”, tascou outro mais à frente.

Pé no chão. É preciso pensar antes de mais nada que a ideia de que todos são bandidos, ladrões e corruptos só serve mesmo para os bandidos, ladrões e corruptos – e estes existem, apesar de muitas vezes não sermos capazes de identificar seus nomes ou qualificar seus crimes.

A começar pelos cem dias de trabalho no legislativo municipal, o jornal se antecipou, pois os vereadores apesar de terem tomado posse em primeiro de janeiro, só entraram na Câmara em primeiro de fevereiro. Mesmo que tivessem completado este período simbólico sem aprovar nenhuma proposta de vereadores, é preciso avaliar que os projetos de lei tem trâmite a ser seguido até estarem prontos para serem votados em plenário, em duas votações como prevê o regimento interno.

Mais importante é avaliar outras informações que estão na reportagem do Diário, na qual é possível ver que tipo de projeto de lei cada um deles apresentou. Sinaliza a que vieram. Há quem não tenha apresentado nada até agora, assim como aqueles que deram entrada a projetos sem nenhuma importância. É significativo ver, ainda, o comparecimento deles nas comissões para as quais foram escolhidos.

Do financiamento de campanha, destaque na Folha e Estadão, é preciso estar atento para o fato de que não há irregularidade nenhuma em candidatos receberem doação, desde que registrada no Tribunal Regional Eleitoral. Mesmo que o recebam da Associação Imobiliária Brasileira que a Folha acusa ser testa-de-ferro do Secovi, que se apresenta como Sindicato da Habitação, e repassou R$ 6,5 mi aos vereadores. É claro que quem dá, cobra. Ou pede de volta.

É isto que reforça a desconfiança em relação a atuação desses vereadores, como demonstra a Associação dos Comerciantes da Santa Efigênia que teme pelas decisões do líder do Governo na Câmara e relator do projeto de concessões urbanísticas, José Police Neto (PSDB), na lista dos financiados pela AIB, conforme afirma o Estadão.

Sobre este assunto, aliás, a informação desta tarde é que os comerciantes não entrarão com pedido de cassação contra Police Neto como anunciado no jornal. Querem é pressionar a prefeitura a mudar o projeto que, de acordo com eles, foi levado à Câmara sem discussão prévia. No caso ainda há o “fogo amigo” de parlamentares de olho na relatoria da revisão do Plano Diretor.

O deputado federal Ivan Valente (PSOL), que foi candidato à prefeitura de São Paulo, e um dos dois únicos a declararem a lista de financiadores antes da eleição, entrou com representação no Ministério Público Eleitoral para que o caso das doações da AIB seja investigado. E faz bem.

Ao cidadão cabe, a partir desta enxurrada de informações, ainda maior rigidez na fiscalização dos parlamentares, monitorando o comportamento deles nos projetos que interessam ao setor que os financia. Um desafio, principalmente, àqueles que se comprometeram com a campanha Adote um Vereador.

Campanha da ONG Voto Consciente


“Controle os políticos, antes e depois da eleição, ou eles controlam você”. Com este lema, a ONG Voto Consciente lança campanha com o objetivo de conquistar maior número de voluntários na fiscalização do trabalho da Câmara Municipal de São Paulo e da Assembleia Legislativa de São Paulo. O anúncio foi veiculado na TV Globo e está à disposição na internet.

O Voto Consciente há 22 anos é das ONGs mais atuantes no acompanhamento da ação legislativa. Existem cinco formas de ajudar a entidade. Sendo associado, doador, patrocinador, colaborador ou voluntário. Quem pretende participar deste trabalho pode encontrar mais informações clicando aqui.

Gonçalves (MG) sob ataque terrorista-cidadão

Atendendo solicitação da Presidência, da Câmara Municipal de Gonçalves, solicito que seja informado os nomes do membros da diretória que compõem está entidade ou organização (sic).

Foi este o recado enviado pelos vereadores da mineira Gonçalves a um grupo de moradores/eleitores que decidiu acompanhar o trabalho deles no legislativo municipal.

Sabe como é que é. Vá que sejam terroristas dispostos a atacar o parlamento na primeira votação que houver (se é que haverá alguma). Ou invejosos moradores de cidades vizinhas com o intuito de atravancar o crescimento do município. Ou produtores de alimentos orgânicos concorrentes querendo atrapalhar as vendas do comércio local para  São Paulo e demais cidades mineiras.

Pior, muito pior. Imagine a possibilidade de serem espiões da CIA investigando o envolvimento dos nobres vereadores com extraterrestres que, juram alguns, pousaram no “disco porto” da cidade.

Melhor não correr risco, mesmo. E pedir a identificação desses senhores e senhoras, mais ou menos uns 60, que se reuniram no início do ano e decidiram criar a “suspeita” ONG SOS Gonçalves que dizem querer controlar o trabalho da prefeitura e da Câmara Municipal.

Veja só a arrogância deste pessoal. De onde já se viu o eleitor querem fiscalizar o trabalho dos homens públicos, todos eleitos pelo voto democrático, gente séria e honesta, sempre disposta a pensar, agir e votar em nome do povo.

O Blog do Milton Jung estará atento a esta ação terrorista-cidadã que, aliás, tem se repetido em outras cidades brasileiras, todas com as devidas reações dos parlamentares. Haja vista, recente caso envolvendo representante de legislativo paulista que, em uma nobre atitude,  exige que os integrantes dessas ONGs (?) publiquem suas declarações de Imposto de Renda na internet. Ideia que poderia ser aplicada também em Gonçalves pelos vereadores que estão atuando em defesa de ….. em defesa de quem mesmo ?

Várzea Paulista não quer mais vereadores

Adote um VereadorA Câmara Municipal de Várzea Paulista, cidade há pouco mais de 60 quilômetros da capital paulista, decidiu que não quer mais vereadores na casa, mesmo que o Congresso Nacional vote o projeto de emenda constitucional que permitirá a ampliação no número de cadeiras.

Os parlamentares além de iniciarem movimento para convencer as Câmaras das demais cidades da região  a pressionarem deputados a votarem contra a PEC, aprovaram um projeto de emenda a lei orgânica que restringe a 11 o total de vereadores. De acordo com o presidente da Casa, Claudinei de Lima Lumes (PT), basta ver seo projeto que está no Congresso obriga a cidade a ter 17 cadeiras ou se diz que pode ter até 17 cadeiras.

Ouça a entrevista do vereador Claudinei de Lima Lumes, de Várzea Paulista

Vereadores defendem ética “light” na Câmara

Adote um VereadorEmpresa em nome de vereador ou da família dele pode ter contrato com a prefeitura; o uso de equipamentos ou verbas do legislativo em assuntos privados, não chega a ser um grande problema. Esses são alguns dos temas em discussão na revisão do Código de Ética da Câmara Municipal de São Paulo, proposta pela Mesa Diretora, integrada por seis parlamentares que ocupam cargos de presidente, vice e secretários. A tentativa de implantar um Código mais brando sofreu revés quando caiu nos ouvidos de jornalistas que passaram a questionar as mudanças.

Nesta quarta 08.04, o CBN São Paulo convidou o vereador e 2º secretário Milton Leite (DEM) e o vereador e vice-presidente da Câmara Dalton Silvano (PSDB) para debater o tema:

Ouça o debate com os vereadores de São Paulo

MP vai investigar todas declarações de renda de vereadores

Adote um VereadorUma varredura nas declarações de bens feitas pelos vereadores de São Paulo será realizada pelo Ministério Público Eleitoral, a partir de hoje, para identificar irregularidades. O anúncio da medida foi feito pelo promotor eleitoral da 1ª zona, em São Paulo, Maurício Antônio Ribeiro Lopes após a descoberta de que o verador Kamia (DEM-SP) constrói uma casa milionária, na Serra da Catareira, zona norte da capital, apesar de ter declarado bens de apenas R$ 198 mil, conforme informou a TV Bandeirantes (veja o vídeo).

Kamia disse que não vai se pronunciar, por enquanto, mas terá de prestar declarações ao Ministério Público à medida que, na noite de ontem (segunda 06.04), foi aberto inquérito civil público para investigar possível falsidade ideológica cometida pelo parlamentar paulista que corre o risco de ter seu mandato cassado. Na Câmara Municipal de SP, o corregedor Wadih Mutran disse que vai esperar ser notificado do caso para tomas as providências que entender serem necessárias.

Ao perguntar para o promotor sobre o “descompasso” entre o que diz que tem e o que aparenta ter, marco Antonio Ribeiro Lopes me corrigiu: não é descompasso, é fraude.

Ouça a entrevista com o promotor Marco Antonio Ribeiro Lopes

Para denunciar irregularidades cometidas por vereadores de São Paulo acesse a página do Ministério Público.

Vereador não declara mansão na Cantareira

Mais um caso de vereador assumindo gastos superiores a declaração de renda. Ushitaro Kamia (DEM-SP) registrou na Justiça Eleitoral que seu patrimônio é de R$ 198 mil. Não incluiu uma enorme casa construída em condomínio fechado na Serra da Catareira, zona norte da capital paulista. Talvez porque não saiba o valor da residência, conforme afirmou à reportagem da TV Bandeirantes, reproduzida no Portal UOL.