É tendência que não acaba mais

 

Por Dora Estevam

Enquanto durarem Primavera e Verão, até 2012, você vai ver muito destas tendências nas vitrines. Cedo ou tarde. Cedo porque no Brasil está uma mania de lançar o Verão antecipado (2012 em 2011) e fazer liquidação antes de acabar o ano. E quando o ano começa, o cliente do varejo vai às lojas e já encontra roupa de Inverno. Aliás, nem deveria se chamar Verão 2012, no Brasil, e sim 2011. Foi apenas uma crítica, um desabafo.

Dito isso, prefiro acompanhar os desfiles internacionais – hoje podemos vê-los todos na internet – e acreditar no calendário deles. De todas as marcas quese apresentaram nos últimos meses, consegui separar com ajuda das agências de noticias de moda e revistas internacionais as peças que vão virar hit, ou mania, ou a expressão que você achar melhor para definir esta situação.

O discurso mais ouvido nos últimos tempos, tanto por editoras e consultoras brasileiras como as de fora, é que hoje em dia se usa de tudo, não tem mais aquela coisa definida de comprimento de saia, por exemplo. Usa-se de tudo. O que continua valendo é o bom senso de usar o que lhe cai bem, uma roupa com a qual você se identifica. É mais ou menos aquela coisa antiga de dizer que tal roupa tem a sua cara. É feio mais vale.

Então é assim: pode usar saia micro? Pode.
Pode usar saia longa? Pode.
Pode usar saia midi? Pode.
É por ai.
Bom, vamos às fotos:

Inspiradas em pin-up, água, impressões Africanas, tons pastel, descubra o seu estilo.

Aqui a inspiração no branco monocromático que vem com tudo para as próximas estações. A moda do branco se estende para outras áreas também: automobilística e decoração.

Lembra que falamos dos tons pastel? Rosa clarinho, verde água e azul bebê… para quem quer suavizar a energia dos blocos coloridos. Givenchy, Louis Vuitton e Balman usaram nas coleções.

E tendência minimalista? Lembra? Pois, também reapareceram nas coleções da Lanvin, Givenchy e Roberto Cavalli. Aquele estilo que tem base essencial de se vestir como os homens: tipo blazer-jaqueta nas composições. Como é Verão eles aparecem sem as mangas, sem os bolsos, mas com detalhes de costuras aparentes. Um olhar perfeito para a androginia.

Jaquetas, serão muitas, nos tecidos mais inusitados.
Notaram os tamanhos das saias?

O duo preto e branco também está de volta. Será uma ótima opção para a noite. É uma tendência unânime entre as marcas Christian Dior, Gucci e Stella McCartney. Sofisticação com descrição. Um contraste que será bem-vindo.

Bloguetes, eu adoraria ficar falando das outras tendências que são pelo menos mais 10, mas, ficará para a próxima. Aliás, nos últimos posts falamos das músicas badaladas nas passarelas e da maquiagem que será usada neste verão. Agora sãoas roupas. Tudo perfeito para você passar a Primavera e o Verão em alto estilo.

Aproveite este sábado!

Dora Estevam é jornalista e aos sábados escreve sobre moda e estilo de vida, no Blog do Mílton Jung

Aplicativo ajuda a pegar táxi, em São Paulo

 

Semana passada, fim da tarde, deixei um condomínio da avenida Juscelino Kubitschek com pressa para voltar para a casa. O ponto de táxi vazio me fez caminhar até a esquina mais próxima para pegar o primeiro que passasse. Estiquei o braço para um que apareceu no horizonte e para outro mais distante, os dois foram embora. Deviam estar a caminho de uma chamada. Lembrei-me dos filmes americanos, nos quais o mocinho de chapéu e capa deixa o escritório e antes do primeiro passo na calçada, estica o braço e um Yellow Cab aparece para levá-lo a qualquer canto de Manhatan. Mas eu não estava em Nova York e a cena foi substituída pela minha irritação assim que percebi o excesso de carros nas ruas e a ausência de táxis.

Na hora do rush a impressão é que os 32.219 táxis desaparecem da cidade de São Paulo. Chego a reclamar que são poucos, mas os motoristas com os quais converso me convencem de que o problema é o congestionamento que os deixa emperrados e impede número maior de corridas. Esta dificuldade provocou a criatividade de jovens que desenvolveram o aplicativo Moove Taxi que põe no celular e tablet do paulistano informações sobre os pontos de táxi mais próximos de onde estiver. A versão beta foi apresentada em agosto e em dois meses mais de 1.500 pessoas já se interessaram pelo serviço que é gratuito.


Leia o artigo completo no Blog Adote SP, da Época SP

A incrível atração do lixo

 

O novo sistema de varrição pública nas ruas de São Paulo, que impõe uma série de serviços às empresas vencedoras do processo de licitação, deve custar cerca de R$ 2,1 bilhões, em três anos. Enquanto lia reportagem sobre o assunto, recebi foto e mensagem de Devanir Amâncio, colaborador deste blog. E não foi difícil perceber a ironia do texto.

Atraídos pelo lixo , lixo desorganizado

“O lixo exerce irresistível atração e poder sobre a vida das pessoas. Um homem e uma mulher conseguem revirar e retirar objetos de uma lixeira – gaiola protegida com cadeado, na avenida São João, no centro de São Paulo.”

Tem razão, Devanir. o lixo é muito atrativo.

Por um banco de reciclagem na sua cidade

 

Por Devanir Amâncio
ONG EducaSP
Transporte reciclável

Quem são os candidatos à Prefeitura de São Paulo realmente comprometidos com a geração de renda que vem da reciclagem? […]

A reciclagem foi e ainda é vista por alguns setores da sociedade, como atividade – ganha pão – dos miseráveis.Talvez a visão curta de nossos gestores sobre sustentabilidade e desenvolvimento econômico explicaria a falta de uma política de reciclagem na cidade de São Paulo. Quem são os candidatos à Prefeitura de São Paulo realmente comprometidos com a geração de renda que vem da reciclagem ? , e não dos discursos, com frases de efeito sobre o tema ,elaborados por marqueteiros.

Banco de reciclagem

Se a reciclagem dá tão certo para milhares de pessoas , resultando numa importante movimentação financeira para São Paulo e o País, por que não adotá-la como política de prioridade?

Um prefeito ousado e comprometido com o meio ambiente e vida das pessoas criaria o Banco da Reciclagem na cidade de São Paulo […].

De tolerância

 

Por Maria Lucia Solla

De tolerância

Ouça este texto na voz e sonorizado pela autora

Tenhamos compaixão; a dor de viver é igual em todos nós!

Criticamos o outro porque achamos risível a dor que não é nossa. Dizemos que fulana faz tudo errado, que um é metido, o outro é babaca. Uma é gracinha, a outra oferecida. Meu filho é esperto, inteligente. O teu? Um traste.

Não sei se fomos feitos assim, desconjuntados, para aos poucos aprendermos o que é certo e juntarmos os pedaços – se é que existe o certo – ou tanto faz, ou se fomos feitos direitinho na receita perfeita, no equilíbrio confortável, e aos poucos fomos perdendo o bom-senso pelo caminho da vida. Mas isso não importa agora. O certo é que cada um tem lá as suas crenças, e muitos se subjugam a elas e acabam vazios de busca. Cheios de si. Agarram-se a certezas que fortalecem a intolerância que se alimenta do que ainda resta de tolerância.

Queremos consertar a vida do outro. Dizemos que não entendemos como isso ou aquilo pode ser, na vida do outro. Na nossa é fatalidade; na do outro, burrice.

Honestamente, ninguém tem as coordenadas para o caminho certo. Se tivéssemos, ele já teria se mostrado e se instalado no teu programa e no meu, na tua vida e na minha, e nossos barcos hoje singrariam mares calmos, com lindos nasceres e pores do sol, com brisa suave e sempre alguém ali, na tua frente, para te olhar profunda e docemente nos olhos e te fazer sentir vivo.

Quantos são os ingredientes que nos levam a sermos mais ou menos tolerantes? Muitos, seguramente, mas um deles é doido de perigoso: o medo. Ele é o combustível de guerra, guerrilha, assassinato, violência dentro e fora de casa, bullying, suicídio. Tudo bem que não é o único, mas quem precisa de mais?

Se não tivéssemos medo, não passaríamos um tempo precioso com quem amamos, falando de quão errado está o mundo. E por que fazemos isso? Por medo. Medo de que descubram que não estamos certos porque, na verdade, não temos certeza de nada. Medo que engatilha a intolerância, mãe da dor. Na verdade nos consideramos pouco, pequenos, ineptos, assim rebaixamos o resto do mundo para tentarmos nos destacar.

Triste, não é? Quando alguém vocifera e olha o outro de cima, olha bem para ele, olha bem para ela, não está dominado pela força, pela nobreza, mas pela fraqueza, pela covardia. Pelo medo que exala em cada alento. É assim que eu vejo; e você?

Pense nisso, ou não, e até a semana que vem.


Maria Lucia Solla é professora de idiomas, terapeuta, e realiza oficinas de Desenvolvimento do Pensamento Criativo e de Arte e Criação. Aos domingos escreve no Blog do Mílton Jung

#BAD2011: Um albergue para matar a fome

 

Seu Francisco vai mudar de endereço. Ele está sempre de mudança. Morava em casa, foi para a rua, consegue, vez em quando, um albergue. Chegou a vez do albergue se mudar de um número para outro na mesma Cardeal Arcoverde, rua de Pinheiros, primeiro bairro em que busquei abrigo quando cheguei em São Paulo. Ao contrário de Francisco, carroceiro, não precisei mudar muito de casa nem vivo na rua ou passo fome. Menos ainda sofri preconceito como ele e todos os que usam as dependências do albergue para serem acolhidos pela dignidade. Moradores do entorno os querem bem distantes dali, pois vão afugentar clientes, sujar o ambiente urbano e desvalorizar o patrimônio. Deveriam valorizar mais suas próprias vidas e privilégios conquistados -imagino, a duras penas – entendendo que nem todos têm os mesmos direitos e oportunidades.

Escrevo neste domingo sobre o caso de Pinheiros, destaque nos jornais e motivo de reportagem lá na rádio, aproveitando-me de campanha mundial que reúne mais de 1.500 blogueiros de 80 países, o Blog Action Day 2011. Desde 2008 participo desta manifestação digital – o BAD começou em 2007 – quando pessoas de todo o mundo se comprometem a escrever no dia 16 de outubro ao menos um post sobre tema previamente escolhido. O resultado tem sido excepcional a ponto de provocar reações de chefes de Governo e de Estado, além de celebridades, que falam do assunto e expõem suas ideias. No BAD já se tratou da pobreza, da mudança do clima e da água. Nesta edição, como hoje é o Dia Mundial da Alimentação, o combate a fome é o objetivo maior. Costumo convidar os ouvintes-internautas e os raros e caros leitores deste blog a publicarem textos, frases, fotos e vídeos sobre o assunto. E contamino a pauta do programa na rádio da mesma forma. Como este ano caiu em um domingo, quando estou fora do ar, assumi por minha conta e risco a responsabilidade de participar do BAD.

Calcula-se que cerca de 11,2 milhões de brasileiros não tenham o que comer, de acordo com a Pnad – Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio. Número bem maior é daqueles que não se alimentam direito, 54,4 milhões, às vezes falta dinheiro ou sofrem alguma restrição. Mesmo assim, programas de distribuição de renda e políticas específicas reduziram pela metade a parcela da população que passa fome, na última década. Derrubaram, também, o índice de crianças de até 4 anos com peso abaixo do esperado – indicador usado para mensurar desnutrição infantil – de 4,2% para 1,8% – segundo dados do PNUD – Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento.

Sempre que se fala de fome, lembramos de famílias que vivem no Norte e Nordeste. Não por acaso. As pesquisas mostram que lá estão 18,5% das pessoas mais afetadas pelo problema – muitas crianças e a maioria na zona rural. Porém, você não precisa ir longe para enxergar o tamanho desta tragédia. Aqui em São Paulo, não fossem iniciativas públicas e privadas, iríamos nos deparar com famílias inteiras de esfomeados. São pessoas que vivem na indigência com menos de R$ 79 por mês – dinheiro insuficiente para se ingerir o mínimo de calorias necessários para ficar em pé e tentar um trabalho.

Há alguns anos, conheci o belo projeto da União dos Moradores de Paraisópolis, segunda maior favela da capital, que mantém cozinha e um seleto grupo de cozinheiras, todos os dias, preparando pratos a base de doações generosas que recebem do comércio mais próximo e de moradores. Filas enormes se formam próximo do meio dia em busca das “quentinhas” que serão divididas com mais quatro ou cinco pessoas em cada casa. Soube de barracos que chegam a ter mais de uma família. Não fosse esta ajuda, o sofrimento seria ainda maior e a dificuldade para encontrarem um novo caminho bem pior.

Albergues como o que está no centro da polêmica em Pinheiros, frequentado pelo Seu Francisco, não apenas são lugares para passar a noite como única opção para se alimentar de boa parte dos moradores de rua e carroceiros. São extremamente importantes como programas de inserção (salvação) dessas pessoas. Porém, diferentemente da casa usada para alimentar os mais miseráveis que vivem em Paraisópolis, não estão escondidos dentro de uma favela. Estão na porta das nossas casas. Pela relevância, deveriam ser bem-vindos e não provocarem asco, como ficou claro na declaração de alguns moradores de Pinheiros. Teriam de ser apoiados, não renegados. Sei que é muito difícil conviver com estas diferenças; negá-las, contudo, não é a solução. Não mata a fome de ninguém. Mata pessoas e nosso sentido de solidariedade.

Leia mais aqui sobre a campanha contra a fome do Blog Action Day 2011

Fixe seu olhar na maquiagem

 

Por Dora Estevam

Qual seria a maquiagem mais bonita dos desfiles de Paris, Milão ou Londres? Difícil. Todas são bonitas e fazem parte de um contexto. O cenário de um desfile contempla tudo o que aparece na passarela. Roupas, maquiagem, música, decoração, plateia, luzes … e por ai vai.

A força da roupa, sem dúvida, chama mais atenção do que a da maquiagem, desde que não seja um make muito diferenciado com adereços espalhafatosos. Geralmente, não fixamos muito o olhar na maquiagem. Já em fotos é muito diferente. Vê-se com todos os detalhes o que foi feito nos olhos, na boca e na pele. Pérolas, strass, sobrancelhas postiças, tudo vira quase surreal nas mãos dos maquiadores.

Na foto da esquerda, o nude quase natural ganhou destaque sutil e engraçado nos olhos. Na imagem do meio, a modelo surge com aparência elegante e muito glamourosa, resultado do tom da sobrancelha brilhante com os olhos escuros. Um jogo de sedução e de oposição. A sobrancelha clara faz parte do desejo de algumas marcas que gostam de escondê-las para acentuar os olhos. A maquiagem da direita foi feita para a Fendi. Com folhas de ouro nas sobrancelhas, deixando o olhar com efeito  quase mágico.
 

A modelo de Giorgio Armani que aparece na foto da esquerda está chic e selvagem ao mesmo tempo. Com dois golpes de pincéis como que num descuido, a pálpebra ganhou um olhar de felino. O toque de doçura ficou para os lábios rosados. Já a da esquerda, que desfilou para Emílio Pucci, traz a reinvenção do olhar escurecido com nuances circundando os olhos como se estivessem borrado. Você percebe a sombra preta escapando nas laterais dos olhos.


 
E não pense que este é um trabalho fácil. Pense no desafio encarado por Peter Philips no desfile da Chanel que você assiste no vídeo. O maquiador teve de usar um técnica especial para manter a aparência natural diante de um cenário totalmente branco. O truque foi destacar o rosto. A pele ficou branca e os olhos e bocas levemente brilhantes.
 
Agora é com você, suba no pódio e faça a maquiagem a sua maneira, usando as tendências apresentadas aqui. Cores em tons de mel, damasco nas pálpebras, rosto ora muito pintado ora muito pálido, bocas com paladar de framboesa nas cores vermelho ou laranja, sobrancelhas mais claras. Tudo pode ser usado para você ficar mais linda e fascinante.
 
É isso bloguetes, espero que tenham gostado.

Dora Estevam é jornalista e escreve sobre moda e estilo de vida no Blog do Mílton Jung, aos sábados.

Leon Cakoff foi genial e pautou São Paulo

 

A morte de Leon Cakoff incomoda muito. Não era amigo nem parente. Nunca devo ter conversado com ele ao vivo e em cores. Fiz, porém, algumas entrevistas obrigatórias. Não impostas, como podem entender alguns ao ler a frase anterior. Mas por mérito. Impossível pensar e discutir São Paulo sem ser pautado por ele. Cakoff foi genial em seu propósito e fez da cidade um circuito internacional de cinema trazendo para cá criações que jamais teríamos oportunidade de assistir nas telas comerciais. Nos proporcionou parte dos prazeres que teve na época de menino em que morou no bairro do Tremembé, zona norte da capital. Foi lá que viu seus primeiros filmes projetados em 16 milímetros em um lençol esticado na rua por um dos vizinhos, na paróquia da Igreja de São Pedro em sessões organizadas pelo Padre Bruno ou nas poltronas do Cine Ipê, que visitava acompanhado pela mãe. Em depoimento ao Conte Sua História de São Paulo, que apresento na CBN, Leon Cakoff lembrou que o Tremembé era um bairro distante do centro onde respirava os ares do interior: “sentia-me um pequeno índio em uma aldeia sendo nutrido por esta curiosidade pelo cinema”.

Ouça o depoimento de Leon Cakoff ao Conte Sua História de São Paulo, em 2007

Leon Cakoff morreu nesta sexta-feira, aos 63 anos, vítima de câncer. Uma notícia que incomoda demais por revelar como somos frágeis e dependemos de homens como ele. São Paulo sentirá muita falta deste gênio.

Fifa terá de se adaptar à Lei Cidade Limpa, em SP

 

Paulista e Vila Mariana

Por esta a Fifa não esperava. Acostumada a mandar prender e bater, a dona do futebol e de todos os negócios que envolvem a Copa do Mundo terá de se dobrar a uma lei municipal, em São Paulo. As regras da Lei Cidade Limpa serão mantidas e os espaços para exploração de publicidade permanecerão restritos, apesar de a insistência dos três representantes brasileiros que negociam em nome da entidade com as 12 cidades-sede. A pressão para que se atropele os limites de placas publicitárias, que não podem exceder 4 m², seja autorizado o retorno dos outdoors e o uso de banners em vários pontos da cidade não surtiu efeito até agora.

‘Pode parecer pretensão, mas a Fifa é que terá de se adaptar as regras de São Paulo’ me disse Regina Monteiro, diretora da SP Urbanismo e considerada a Madrinha do Cidade Limpa. Foi ela quem convenceu o prefeito Gilberto Kassab (PSD) a levar adiante a ideia da eliminação dos outdoors e da poluição visual, em 2007, que fez da capital paulista referência internacional. Mais uma vez, é ela quem está suportando as tentativas da Fifa de dar maior exposição a seus patrocinadores, que vão investir cerca de R$ 7 bilhões no evento.

A Lei Cidade Limpa já prevê exceções em eventos oficiais e, como ocorre no Natal e Reveillon, será possível a colocação de banners, dentro de alguns limites, nos trajetos para o estádio da Copa, na zona leste, e nos locais onde haverá atividades relacionadas a competição como os Fan Fest, espaços nos quais são instalados os telões para transmissão pública dos jogos. Todas estas ações, porém, terão de se restringir aos 60 dias que antecedem a abertura do Mundial e o período da competição, ao contrário do que ocorrerá nas demais sedes, onde a Fifa pretende desde logo instalar os anúncios publicitários com enormes cartazes e balões que ocupam o espaço aéreo.

Em 2014, a cidade já terá à disposição dos patrocinadores o mobiliário urbano, em especial os relógios de rua e os abrigos de ônibus, a medida que a prefeitura está concluindo as regras da licitação, após aprovação pela Câmara Municipal de São Paulo.

Leia o post completo no Blog Adote São Paulo, da Revista Época São Paulo

Paulistano quer prioridade para ônibus

 

Agilidade no atendimento nas unidades de saúde e pontualidade dos ônibus, duas das reivindicações feitas pelo paulistano na consulta pública “Você no Parlamento”, mostram o descontentamento do cidadão com a prestação de serviço na capital paulista. Foram ouvidas 33.340 pessoas no trabalho organizado pela Rede Nossa São Paulo e a Câmara Municipal que pretende pautar a atuação do parlamento na construção do Orçamento, apresentação de projetos de lei e fiscalização da prefeitura.

Ouça a entrevista com Oded Grajew, da Rede Nossa SP, ao Jornal da CBN

Os resultados completos da consulta pública serão entregues aos 55 vereadores de São Paulo, hoje às três da tarde, em audiência aberta a participação do cidadão. Acompanhe algumas informações antecipadas pela Rede Nossa São Paulo e Câmara:

De acordo com os resultados relativos à saúde, 75,24% dos paulistanos consideram que o poder público deveria priorizar medidas para agilizar o agendamento e a realização de consultas e exames. Como as pessoas que responderam o questionário podiam assinalar até cinco opções relacionadas à área, a segunda prioridade escolhida, com 72,98%, foi a ampliação da rede de Unidades Básicas de Saúde (UBS), Assistência Médica Ambulatorial (AMA) e de Especialidades (AMAE), Prontos Socorros e Hospitais.

No tema transporte e mobilidade, o desejo da grande maioria dos paulistanos é que o poder público priorize o transporte coletivo (ônibus e corredores de ônibus) no sistema viário, para diminuir o tempo de espera e instituir a pontualidade nos terminais e pontos de ônibus. Esta alternativa foi assinalada por 77,41% dos consultados.

A redução do preço das passagens do transporte público, com 58,95%, e a implantação de ciclovias e todas as regiões da cidade, com 48,84%, ocuparam respectivamente a segunda e terceira opções mais votadas pelos paulistanos.

Informações complementares:

A consulta pública foi realizada entre os dias 15 de junho e 30 de setembro deste ano. Por meio de um questionário – respondido pela internet ou em material impresso –, os cidadãos participantes puderam opinar sobre quais as medidas mais importantes para melhorar as áreas de saúde, educação, meio ambiente, transporte e mobilidade, habitação, cultura e transparência e participação política, entre outras.

No total, 18 temas importantes para a qualidade de vida dos moradores da cidade foram abordados na consulta, que teve como base os Indicadores de Referência de Bem-Estar no Município – IRBEM, elaborado pela Rede Nossa São Paulo.