Visagismo: mostre ao mundo quem você é

 

Por Dora Estevam

Depois deste feriado prolongado se você sentir que precisa mudar o visual por algum motivo não pense duas vezes, a dica é procurar um profissional que trabalha com a técnica do visagismo. Chega de fogo de palha faça uma mudança pra valer e descubra o seu próprio estilo, que vai muito além da moda, é claro. Pelo material de fotos que tenho visto as mudanças são incríveis. E o que pude perceber é que são mudanças sérias, pois todas as características de comportamento e estilo de vida são levadas em conta na hora da avaliação.

Os profissionais envolvidos vão dos cabeleireiros a dentistas. O visagista que divulgou a técnica no Brasil é o inglês Philip Hallawell, o construtor de imagens que transforma as pessoas de maneira significativa.

Veja algumas das transformações e se tiver tempo visite o site Visagismo:

Para a transformação, o profissional faz uma análise da pessoa através da personalidade (sanguínea, colérica, melancólica, fleumática). Ele decifra alguns dados que permitem a mudança, como formato de rosto, gestos, cor de pele, a profissão, gostos pessoais e comportamento. Todos os elementos visuais são importantes, nada escapa aos olhos do inglês.

O visagismo trabalha com a ideia da transparência da sua personalidade e da sua beleza através do seu cabelo. Veja se você se identifica com alguns dos modelos citados.

Cabelos com linhas verticais e retas: transmitem estrutura .

Cabelos com linhas retas horizontais: transmitem estabilidade. No entanto, uma franja reta e um cabelo com linhas verticais e base na horizontal, por exemplo, cria uma espécie de barreira e mostra que a pessoa é convencional; passa falta de jogo de cintura.

Cabelos com linhas inclinadas: transmite dinamismo. Os cabelos com linhas inclinadas (desfiados ou repicados) que se voltam para dentro representam introversão e dinamismo, o que segundo o visagista Philipi Hallawell, é algo perigoso, pois mostra desequilíbrio. O ideal são as linhas inclinadas voltadas para fora, pois elas mostram que a pessoa é dinâmica e extrovertida.

Cabelos com linhas curvas: os cabelos estilo “Gisele Bündchen” transmitem amplitude, sensualidade, lirismo e romantismo.

Cabelos com linhas mais fechadas (cachos): transmite uma imagem emocionalmente conturbada.

Cabelos com linhas quebradas (encaracolados): segundo Hallawell, trata-se de uma linha lúdica, que transmite infantilidade. Os encaracolados normalmente não são levados a sério. “Por isso que a maioria das mulheres, quando chega à idade adulta não gosta desse tipo de cabelo. Elas reagem emocionalmente, instintivamente ao se olhar no espelho. E essa é a mesma reação de quem as vê”, explica.

Esta dica também serve para os homens, principalmente para aqueles que perderam alguns fios e querem fazer um implante moderno.

Transforme-se.

Dora Estevam é jornalista e escreve, aos sábados, sobre moda e estilo de vida no Blog do Mílton Jung

Santos Futebol Clube paulistano

 

A Vila é a sede, Santos é a cidade. Desculpe-me, porém, torcida peixeira, mas temos de admitir que cada vez mais o tricampeão da Libertadores é um time paulistano. Ter decidido o mais importante título de sua história pós-Pelé no estádio municipal do Pacaembu não é mero acaso.

Das oito conquistas neste milênio, apenas duas foram em casa e ambas pelo Paulistinha que não costuma mesmo ser muito exigente nem levar tanta gente assim para a arquibancada. Em quatro delas, a festa foi na capital como na noite desta quarta-feira em que quase 37 mil torcedores do Santos tomaram o Pacaembu e de lá saíram a comemorar um justo título pelas ruas da cidade.

Leia este texto completo no Blog Adote São Paulo, da revista Época SP

Foto-ouvinte: Sem sentido

 

Rabiscos na placa de trânsito

Foto e recado enviados pelo ouvinte-internauta Rinaldo Carvalho, do Recife:

Como podemos fazer um apelo as autoridades para melhorar as placas na entrada de Recife? No trecho da saída do TIP, sentido Recife, todas estão péssimas, pichadas, velhas e com o mato crescendo na frente, está de fazer vergonha. O asfalto também da entrada e saída do TIP é só buracos, esse trecho já é esquisito, escuro e com buracos. É só assaltos. Como uma cidade dessa vai receber turistas para uma Copa?

Greve dos coveiros

 

greve dos coveiros

Foi de causar inveja no prefeito Odorico Paraguaçu. Os coveiros de São Paulo anunciaram greve em todos os cemitérios da cidade. Com a impossibilidade de evitarem mortes entre os cidadãos paulistanos, a saída foi eles próprios ocuparem as covas impedindo enterros e alogando os velórios. A prefeitura diz que está tudo normal, ao menos não recebeu nenhuma reclamação dos clientes até o momento.

O autor da foto do protesto no cemitério de Vila Formosa é o colega Juliano Dip, da CBN.

Foto-ouvinte: Caçamba para pedestre

 

República da caçamba

Uma questão de prioridade: a caçamba fica sobre a calçada da rua Joaquim Floriano para não incomodar o trânsito. Quanto aos pedestres, ora bolas ! Estes que se virem saltando buracos e barreiras urbanas. A foto feita pelo ouvinte-internauta Adriano Santos já faz parte do álbum digital do Blog do Mílton Jung, no Flickr. Se houver interesse da fiscalização, a caçamba estava estacionada diante do número 300 da rua no itaim.

O CNE deve ser um órgão de Estado!?

 

Por Nelson Valente

O CNE – Conselho Nacional de Educação deve ser um órgão de Estado. Por exemplo, quando o CNE vota um parecer de credenciamento da abertura de uma faculdade, o documento vem do MEC, já analisado pelas secretarias.

No CNE, é discutido e preparados o parecer e enviados para homologação. Chegando ao gabinete do ministro, pensa que vai mesmo ao ministro para análise e homologação? Não vai não!

O mesmo parecer é mandado de volta para a análise das secretarias, que já haviam recebido antes o processo, e depois o encaminham para a secretaria jurídica.

O MEC ouve a burocracia, que não é qualificada para isso como são os conselheiros, para só então homologar ou enterrar, pelo silêncio, o parecer.
Qualquer parecer do CNE morre num escaninho da burocracia, se assim se desejar. Nesse sentido, o CNE é refém da burocracia do MEC, que se manifesta duas vezes sobre cada assunto avaliado pelo CNE, antes de ir ao CNE e depois de voltar do CNE. Isto faz sentido? Claro que não, e claro que sim.

Claro que não, se pensarmos na existência legal de um verdadeiro CNE. Claro que sim, se pensarmos no predomínio burocrático sobre o estratégico e na incompreensível dificuldade que todo ministro tem com órgãos eventualmente autônomos em seus ministérios.

É claro que uma das ambições que o CNE abriga é a de ter um Estatuto aprovado por decreto presidencial, que regulamentasse a lei que o cria. Muitos conselhos da órbita federal têm seu estatuto aprovado por decreto do Presidente da República, e certamente não seria demais pedir que o CNE tivesse seu estatuto também desta forma.

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Pesquisa revela fraude e violência na produção de aço

 

As imagens são de uma carvoaria clandestina em Nova Ipixuna, no Pará, onde se iniciou a pesquisa do Observatório Social, coordenada pelo jornalista Marques Casara, destacada na edição desta segunda-feira, do Jornal da CBN. É nesta região que, em 24 de maio, foram assassinados José Cláudio Ribeiro e Maria do Espírito Santo, que denunciavam a devastação da floresta para produzir carvão e madeira. O estudo denuncia uma série de irregularidades e o esquema de fraude que “limpa” o carvão que sustentará a indústria do aço no estado.

Ouça aqui a entrevista com Marques Casara ao Jornal da CBN

De favela

 

Por Maria Lucia Solla

Favela no horizonte

Ouça “De Favela” na voz e sonorizado pela autora

Quando a gente não consegue mudar a realidade, muda o termo, torce a língua, tira e põe acento, mexe, remexe, e nada acontece. Favela é um bairro pobre, criado sem permissão nem conhecimento de órgão público que, recheado de servidor público, não percebe quando um morro começa a ser ocupado irregularmente, ilegalmente, por gente que prefere comprar terreno e casebre, de bandido declarado, a comprar de bandido amoitado.

Uma palavra nasce com DNA próprio; tem suas razões para nascer e vingar. Favela nasceu e vingou, correu mundo, e em cada rincão foi cantada em verso e prosa, nos mais diferentes sotaques. Hoje a palavra é considerada politicamente incorreta porque dá nome a um bairro pobre, criado clandestinamente à luz do sol e da lua, por gente e mais gente que descia e subia o morro carregando cimento, tijolo, folha de zinco, panela, pote e pinico, criança, velho, sem que ninguém visse!

Enquanto a instituição pública e seus motorneiros fingiam que não viam, e os futuros favelados fingiam que não eram vistos, tudo corria solto. Enquanto o mundo se encantava com a criatividade do homem sem diploma, sem carteira de trabalho e sem estudo, esse mesmo homem, calejado e malhado pela subida e descida do morro, foi percebendo que a instituição pública lhe voltava as costas à medida que ela, a favela, crescia, formava corpo; criava raiz, a pústula. O negócio ilegal também crescia e se organizava, pelo mesmo homem sem lenço nem documento que enfim conseguia morar, acampado entre bons e ruins, no mesmo canto do mundo onde morava o homem estudado, entre bons e ruins.

Quando o mundo inteiro já estava voltado para aquilo que a instituição local não via, procurou-se esconder o fardo, e o homem público gaguejou e ainda gagueja ao tentar explicar como bairros de proporções municipais tinham sido plantados, regados, cultivados, sem serem notados, dentro de bolsos e debaixo de narizes que se regalavam com o produto da ilegalidade.

mas o bicho homem é poeta por natureza
e cantava a favela em verso e prosa
sua alegria
colorido
o homem de coração sofrido

Tentou então a instituição cobrir o sol com a peneira e ergueu uma barreira de prédios horrendos, levando um punhado de favelados a habitarem seus cubículos empilhados, a fim de esconder a poesia nefasta.

E a gente foi levando: um fingindo que não via, o outro que não era visto, até que os bairros-municípios não pararam de crescer, de tomar espaço de quem podia e queria pagar, e o bicho começou a pegar. O ilegal começou a matar a se armar, e o legal a se armar a matar. Arma mata mata arma, e o mundo todo a olhar. A ilegalidade não se escondia mais, já que o jogo de ver e não ver já não dava mais prazer. Estávamos tão craques no jogo da cegueira coletiva e seletiva, que os legais e ilegais trocavam de lugar, num tira-põe-deixa-ficar, e a gente nem notava.

foi então preciso
como faz ladrão
e bandido
mudar o nome para camuflar a identidade
e favela virou comunidade

favela rima com amor por ela
favela rima com batuque na panela
e eu o que faço
vou lavar minha louça e
no cordão do tênis
do pé esquerdo
dar um laço

Maria Lucia Solla é terapeuta, professora de língua estrangeira e realiza curso de comunicação e expressão. Aos domingos, escreve no Blog do Mílton Jung

Afaste a angústia, pinte as unhas com estilo

 

Por Dora Estevam

Outro dia, conversando com uma amiga, ouvi a confissão dela de algo que chega ser embaraçoso: a moça mordia as unhas ao ponto de mastigá-las – hábito compartilhado por muitas adolescentes. Ela tentou vários remédios caseiros, mas não davam certo. Só resolveu o problema quando começou a pintar as unhas com bases fortalecedoras e a se empolgar com os esmaltes coloridos da moda. Desde então, desistiu de morder as unhas. E a ideia foi de uma manicure. Resultado: sem angustia e com as unhas lindas.

A quantidade de marcas e a cartela de cores de esmaltes que existem no mercado são fantásticas. Nacionais ou importados, são de enlouquecer. Digo o mesmo para os produtos que tratam as unhas. Hoje, estes aparecem com vitaminas capazes de oferecer proteção.

Uma unha forte, lisinha, crescida e bem feita é um sonho. E no caso das moças que comem unha uma motivação para deixá-las crescer.

Além das marcas tradicionais, muitas grifes de roupas também lançam o esmalte para agradar as clientes. Assim como nas roupas, as mulheres ficam de olho nas unhas das manequins para saber qual será a tendência da marca.

Você sabia que atrás das unhas das celebridades tem manicure celebridade? Acreditem. Foi o que descobri em pesquisa sobre esmaltes. Débora Lippmann é a mulher responsável por algumas das melhores cores e tendências de esmaltes do planeta, incluindo os glitters.

Se você nunca reparou olhe a capa das revistas que abrem este post. Todas as mãos foram feitas pela linha Débora Lippmann.

A mulher é figura autêntica no mundo da beleza. Débora se tornou a maninure mais famosa de Hollywood e das revistas de moda. Depois que ela fez um esmalte especial para combinar com o vestido da Mariah Carey no Academy Awards, em 1998, batizado “Satin Doll”, transformou sua vida e passou a lançar linhas exclusivas.

Em São Paulo tem um lugar especial para quem ama fazer as unhas e busca as novidades em esmaltes. É o espaço da designer Adriana Barra, o “Picnicdric”. Ela é uma maníaca por esmaltes e mantém o local, dentro da própria loja, com uma decoração de babar. São 300 opções de esmaltes guardados em um armário casinha de boneca. Tudo lá é um sonho. Se você ainda não conhece ao menos visite o site de Adriana Barra.

Agora, para as amigas que não saem de Nova York.

Imagine fazer as unhas e em vez de algumas revistas para olhar, um laptop estiver bem ao alcance das mãos. O salão Tenoverten oferece esta possibilidade às clientes.

Um luxo!

Pra lá de conveniente, o salão mantém as preferências de cor das clientes gravadas em um arquivo, manda lembretes um dia antes da hora marcada e faz reservas por e-mail.

Para muitas mulheres, manicures e pedicures são terapeutas. É o horário que dá para descansar a cabeça e relaxar o corpo. Com estes designers cada vez mais modernos fica ainda mais gostoso frequentá-las. Para quem ama esmaltes a possibilidade de escolher as cores e marcas é incrível, imagina se você tivesse que comprar todos eles.

Espaço agradável e meninas atenciosas tudo que queremos na hora da beleza.

Dora Estevam é jornalista e escreve sobre moda e estilo de vida, aos sábados, no Blog do Mílton Jung

Fragmentada, São Paulo terá rota de bicicletas

 

Bicicleta na Paulista

Antônio Bertolucci não tinha cargo nem idade para ser ciclista em São Paulo. No imaginário da cidade, são os jovens e os operários que pedalam; são pessoas com o senso de responsabilidade não muito apurado; uma turma que parece não ter gosto pela vida, pois se mete a andar em lugar destinado a carros e caminhões.

Sendo presidente do Conselho de Administração do Grupo Lorenzetti e estando com 68 anos de vida, o lugar de Bertolucci teria de ser dentro de um carro com vidros escuros, blindado e conduzido por motorista particular. É o senso comum.

E por pensar assim é que a cidade se desenvolve fragmentada. Cada pessoa no seu lugar, sem compartilhar conhecimento nem espaço, cercada por seus conceitos e vítimas do preconceito. Estamos todos condenados a não pensar “fora da caixa”.

A batalha do trânsito reflete esse nosso comportamento e o atropelamento e morte de Bertolucci, na manhã de segunda-feira, dia 13/06, expôs mais uma vez estas diferenças. Cada um se juntou a seu grupo e defendeu sua tese, sem direito a réplica ou reparações.

Jornalista e tendo coberto o tema no Jornal da CBN, que apresento todas as manhãs, recebi uma série de mensagens de cidadãos comentando o caso. Houve quem dissesse que a morte ocorreu porque a cidade não tem estrutura para bicicleta; quem criticasse o atrevimento das pessoas que se arriscam a pedalar; quem tivesse culpado o motorista de ônibus sem sequer entender o caso; quem reclamasse da mídia por destacar o fato apenas quando a vítima é importante.

Leia o texto completo no Blog Adote São Paulo, da Época São Paulo