Google Street View flagra desrespeito ao transporte público

 

Faixas e corredores de ônibus são invadidos e a certeza da impunidade mantém esta prática. O que era de conhecimento dos brasileiros pode ser visto agora pelo mundo.

Invasão em corredor de ônibus

Por Adamo Bazani

O ônibus na era tecnológica. Não apenas pelos modernos equipamentos que contemplam controle operacional total das funções do veículo e desempenho do motorista, dispositivos de segurança ao frear, acelerar e para estabilidade, enfim bem diferentes dos queixo-duros, com volante pesado e marcha seca que não engatava se o motorista não cambiasse no tempo certo.

Aqui, minha atenção é para o fato de os ônibus também serem estrela no Google Street View, ferramenta de pesquisa da Internet que é a sensação do momento. Para quem gosta deste tipo de veículo, como eu, é uma fonte incrível de imagens, sendo possível conhecer os ônibus de várias partes do País.

Com um olhar mais crítico, é possível verificar, também, o desrespeito ao transporte público.

Como a cultura brasileira incute que quem tem carro tem poder e pode tudo, os poucos espaços dedicados exclusivamente ao transporte de passageiro acabam tomados pelos motoristas de caros de passeio. A própria CET estimou que, por mais esforços que faça para controlar os casos de abuso e invasões de faixas e corredores, apenas 30% dos infratores são punidos.

O que conhecíamos há muito tempo acabou se tornando acessível aos olhos do mundo.

Como bom busólogo, tive a curiosidade de procurar endereços de garagens, terminais e corredores. Imagens de carros no meio de faixas preferenciais, entre as imensas filas de ônibus, ficaram comuns no dispositivo da Internet.

Também como bom andreense, quis fazer uma pesquisa nas ruas do bairro onde moro. E encontrei mais imprudência contra os transportes públicos, desta vez bem debaixo do meu nariz. A cerca de 400 metros de casa, no fiml da minha rua, há o Corredor Metropolitano ABD, na Avenida Pereira Barreto, em Santo André. É um corredor segregado, onde as vias para ônibus são divididas por canteiros, jardins e muretas das demais pistas para carros.

Pois ao digitar o nome da avenida, me deparo com um carro, em primeiro plano, invadindo o corredor sem nenhum constrangimento.

Os corredores de ônibus também podem ser usados por ambulâncias, carros de socorro em geral e carros oficiais, sendo estes últimos recomendados que só se os utilizem em caso de necessidade urgente ou trânsito intenso nas vias comuns. Mas na foto do Google pode-se ver que o trânsito na Avenida Pereira Barreto estava muito bom para os carros.
A maior parte das políticas públicas de trânsito e transportes sempre foi voltada para o meio de locomoção individual. Se não bastasse isso, o dono do carro ainda se sente no direito de invadir o pequeno espaço para os transportes de massa. E as autoridades que deveriam dar o exemplo abusam no direito de ocupar esta área mesmo quando não haveria necessidade.

A multa para quem invadir corredor ou faixa exclusiva para ônibus é de R$ 127,90 por infração, rendendo a cada notificação cinco pontos negativos na carteira nacional de habilitação, o que está enquadrado em infrações consideradas graves.

A CET divulgou que entre 2008 e 2009 houve aumento significativo no número de multas em toda a cidade de São Paulo e a infração que mais cresceu foi justamente a invasão de corredores e faixas de ônibus que neste período teve um acréscimo de 150%, passando de 72.194 notificações em 2008 para 192.745 no ano de 2009.

Navegar pelo Google Street View torna bastante claro o tamanho desta irresponsabilidade e causa revolta em qualquer cidadão com capacidade de entender a importância do transporte de passageiro, como este cidadão-busólogo que lhe escreve.

Veja mais imagens curiosas descobertas por internautas no Google Street View

Adamo Bazani, jornalista da CBN e busólogo, escreve no Blog do Mílton Jung

Foto-ouvinte: Sujeira eleitoral

 

Sujeira eleitoral

Restos de propaganda eleitoral seguem espalhados em esquinas de São Paulo, como mostra esta imagem do colaborador do Blog, Marcos Paulo Dias. Aqui, é a região de São Miguel Paulista, zona leste da capital. Para este entulho ser recolhido basta um serviço de limpeza competente. Difícil mesmo será remover o entulho que deixamos dentro do legislativo brasileiro. Este só com consciência cidadã.

De culpa

 


Por Maria Lucia Solla

O que é culpa?

Vamos escarafunchar o inconsciente coletivo, que mora em mim e que mora em você, para entendermos melhor o que é a dita-cuja, quando bate.

Culpa é olhar para trás e se envergonhar do que fez. Culpa é se arrepender daquilo que disse, mas no tipo mais grave, é aquela sentida pelo que se pensa ou deseja.

Então, culpa brota de pensamentos, palavras e atos. Culpa tem tipos, graus, formas e subdivisões; mas por que sentimos culpa de algumas coisas e não sentimos de outras? Porque o que se transforma em culpa, para você, se transforma em qualquer outra coisa, menos culpa, para mim.

Na realidade nua e crua, tudo depende do tamanho da bolha em que nos permitimos viver. Se a minha bolha é mais flexível do que a tua, tenho mais amplitude de vida, e menos culpa.

E a bolha é feita de quê? De códigos sociais, morais e principalmente de códigos religiosos manipulados por homens que se dizem “homens de Deus”.

Sente culpa, não só o que se sente pequeno, incapaz de acertar. Também sente culpa, o megalomaníaco que se considera imprescindível para a felicidade do outro, sentindo-se responsável pelo choro ou pelo riso dos que o cercam. Amarga ilusão!

Cada estado em que me encontro, de alegria, tristeza, culpa, paz, dor, é irradiado como pedra jogada no lago, que vai se alastrando e tocando tudo que encontra no caminho. É assim que se toca o outro, sem intenção, sem planejamento. Apenas sendo.

Agora, está livre de culpa quem vive acordado, consciente, grande parte do tempo; quem tem boa noção de equilíbrio e disposição de se entregar à vida. De entrar de cabeça na água divina.

Está livre dela quem é generoso, coerente nos tais pensamentos, palavras e atos; quem não sofre da síndrome de vítima nem de algoz. Quem tem a graça da verdadeira liberdade de ser; o bom dançarino que não pisa nos pés de seus pares.

Culpa dói, e dói mais quando não dá mais para reverter a situação.

Então, meu amigo, ao menos para ter mais poesia na vida, que rima com alegria sentida, deixa de lado a culpa, que não rima com coisa nenhuma, e rodopia na liberdade de viver o presente da Vida.

Sentir culpa é deixar amarrado, a um momento do passado, um bom pedaço de si.

Maria Lucia Solla é terapeuta, professora de língua estrangeira e realiza curso de comunicação e expressão. Aos domingos, escreve no Blog do Mílton Jung

Comida é para dar prazer e felicidade

 

Sanutri aconseja el consumo de fruta para completar la dieta de tu pequeño

Por Dora Estevam

Imagino que quase todos os adultos já fizeram dieta pelo menos uma vez na vida. Sei também que depois que pararam de seguir um rigoroso cardápio indicado pela médica voltaram a engordar. Por algum motivo na sua vida, seu peso vai e não volta. Se volta, volta bem pouco. É o efeito sanfona. A ideia desta entrevista não é mandar ninguém para o médico ou spa, é apenas lembrar que eles existem e sempre é saudável recomeçar uma dieta ou, se preferir, fazer uma reeducação alimentar.

Na conversa com a nutricionista Lara Natacci percebi que a felicidade está ligada a alimentação, também. Tenho falado de moda, beleza, estilo de vida, luxo, mas devo lembrar que a saúde é muito mais importante do que tudo isso. Espero que goste.

1)  A pessoa está angustiada porque não consegue emagrecer, está fora de peso. Acaba se apertando em uma roupa com o manequim menor para não encarar o tamanho do corpo, o verdadeiro que não dá para esconder. Isso sufoca. Qual o primeiro passo para ela procurar ajuda?

Dra. Lara: Bom, se as roupas estão apertadas é sinal de que houve um ganho de peso e de gordura corporal. Neste caso o ideal é procurar ajuda profissional, para verificar a dimensão do problema. Uma avaliação nutricional com medição de IMC (relação peso X altura), circunferência abdominal, porcentagem de gordura, complementada por exames laboratoriais, seria bem indicado.

2) Partindo do fato de que as pessoas obesas continuam obesas, podemos dizer que a obesidade não tem cura?

Dra. Lara: Infelizmente a cura ainda não foi encontrada, Existem vários tipos de tratamento, mas em longo prazo, segundo estudos científicos, a maioria deles não funciona. O mais importante é aliar vários tipos de tratamento: nutricional, clínico, comportamental e de atividade física.

3) Os livros falam que emagrecimento é só uma questão de controlar a ingestão de calorias e fazer uma dieta equilibrada. Há consciência sobre o desequilibrio metabólico; é a coisa da obesidade? O excesso de comida é a causa da obesidade?A quantidade faz realmente a diferença?

Dra. Lara: Não somente o excesso de comida, mas também a qualidade da alimentação e o sedentarismo. Nossa alimentação atualmente é em boa parte baseada em alimentos prontos, industrializados, restaurantes, e nosso gasto com atividades físicas diminuiu muito também. 

4) A obesidade traz problemas para a saúde?

Dra. Lara: Sim, ela pode ser um fator de risco para hipertensão, diabetes, dislipidemias. Pode ocasionar problemas ortopédicos, emocionais, e até alguns tipos de cânceres podem ser associados com a obesidade.

5) No Best Seller A Dieta Revolucionária do Dr. Atkins ele afirma que a retirada do carboidrato é a primeira etapa de uma dieta. O Carboidrato é o vilão?

Dra. Lara: Não. O carboidrato é um nutriente que fornece energia ao organismo, e se não for refinado (na forma integral), vai trazer nutrientes importantes, como fibras, vitaminas e minerais. Quando retiramos drasticamente o carboidrato da dieta, normalmente não conseguimos manter essa restrição por muito tempo. E a dieta de proteínas ainda pode causar problemas de saúde, comosobrecarga no fígado ou nos rins.

6) É preciso fazer uma mudança rápida nos hábitos alimentares: é possível viver sem o carboidrato?

Dra. Lara: Isso não condiz com nossos hábitos alimentares, por isso não é indicado. Podemos melhorar a qualidade dos carboidratos ingeridos, com cereais integrais, ricos em fibras, e controlar a qualidade e quantidade dos outros alimentos também.

7) Coma o que quiser e a hora que quiser. Isso é possível para quem quer emagrecer?

Dra. Lara: Não. Devemos estar atentos à qualidade da alimentação e evitar sobretudo jejuns prolongados, que diminuem o metabolismo (gasto de energia do corpo), podem aumentar o cortisol (hormônio do estresse) e causar um aumento da ingestão de alimentos na próxima refeição, por causa da fome muitas vezes incontrolável.

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Eu só voto em candidato que …

 

Foi esta a provocação da quarta-feira aos internautas que acompanham o CBN-SP pelo Twitter. A intenção era fazê-los pensar sobre os critérios que os levam a escolher um candidato. Desde o comprometimento com questões temáticas até comportamentos ético e moral foram apontados como decisivos para que o eleitor decida seu voto, no dia 3 de outubro.

O Ficha Limpa foi o preferido da maioria que impõe este rótulo como prioridade na decisão. Aos mais exigentes, não basta ser, tem de estar cadastrado no site do Ficha Limpa, como afirma @massao. Para isto, o candidato teve de assumir o compromisso de atualizar semanalmente as contas da campanha, informando, inclusive, o nome dos seus financiadores. @AlecirMacedo, @ClovisMiura, @MarjorieLuz seguiram pelo mesmo caminho.

Ser contrário ao aborto é fundamental para @samuca_87; defender a causa das pessoas com deficiência, para @RobertoBelezza; ter a educação como prioridade, foi o que sinalizou @svllo; e @fftolentino entende que é preciso ter idoneidade.

Há os que sinalizam descrença, total como @angieso que completou a frase “Eu só voto em candidato que …” com um maiúsculo “…AINDA ESTÁ PARA NASCER”.

Leia alguns dos twitters que recebi durante o dia e completa a frase você também nos comentários deste post

Foto-ouvinte: Propaganda não-eleitoral

 

Propaganda irregular

Aproveitando-se deste momento de exceção na Lei Cidade Limpa, uma empresa na zona leste de São Paulo entrou na onda do cavalete e ocupa parte da calçada da rua Miguel Angelo Lapena para fazer publicidade irregular. O anúncio se confunde com os dos candidatos que estão autorizados, mas não passou despercebido do olhar do colaborador do Blog, Marcos Paulo Dias. Curiosidade: entre os valores anunciados pela empresa está “Comportamento ético e transparente em todas as relações; crescimento com honestidade e lealdade”

Trólebus é a melhor solução, diz instituto internacional

 

Às vésperas do encerramento do contrato com a Eletropaulo, estudo mostra que o custo para reativar linhas é pequeno e maior problema está na manutenção do sistema.

Manutenção de trólebus

Por Adamo Bazani

Este ano se encerra o contrato com a Eletropaulo, responsável pela conservação da rede de trólebus na capital e região metropolitana. E a expectativa é que o trabalho fique ao encargo das gerenciadoras dos transportes nas duas áreas, SPTrans e EMTU.

Órgãos internacionais realizaram análises independentes sobre o assunto e concluíram que, apesar de todo o sucateamento que a rede da cidade de São Paulo é vítima, inclusive com redução de mais da metade de sua extensão nos últimos 10 anos, o trólebus ainda é a solução mais limpa, barata e viável. Necessita, porém, de soluções urgentes, com vistas ao conforto, agilidade e menor poluição.

Este repórter teve acesso a um estudo realizado pelo ITDP – Institut for Transportation e Development Policy (Instituto de Políticas e Desenvolvimento em Transporte), no quais seus técnicos analisaram as necessidades dos transportes na capital e nos municípios do ABC Paulista, desde 2008, e realizaram uma série de entrevistas com gestores, integrantes de órgãos públicos, motoristas e usuários.

O estudo diz entre outras coisas:

“… muitas cidades em muitos países revitalizaram suas áreas centrais priorizando modos de transportes elétricos e removendo os ônibus a diesel e automóveis privados. Sendo assim, no caso de São Paulo, as rotas de trólebus na área central seriam revitalizada e teriam melhor aproveitamento da rede…”

E prossegue:

“Mesmo que atualmente as condições econômicas dos trólebus não pareçam tão favoráveis, seria muito prejudicial à população que as linhas remanescentes sejam removidas de São Paulo.. Existe um risco de que o custo do diesel suba rapidamente no futuro, por ser uma reserva natural limita”

E finaliza::

“Portanto, o IDTP recomenda que São Paulo mantenha e modernize a frota de trólebus existente. As implicações ambientais e econômicas de qualquer outra decisão, dado o atual nível de incertezas, merece ser estudado com maior cuidado possível”
O órgão faz um alerta importante de que “remover completamente a existência do sistema de trólebus sem substituí-lo por uma alternativa muito limpa seria dar um passo atrás na política de combate à poluição de São Paulo”.

Os dados que aparecem no trabalho do IDTP são impressionantes.

Vamos pensar com os pulmões.

Se os 140 km de rede de trólebus atuais na capital fossem substituídos por ônibus diesel, mesmo modernos, seriam lançadas na cidade de São Paulo mais de 150 mil toneladas de CO2 por ano. A rede atual, que não é nem a metade do que era, transporta 2,56 milhões de passageiros por mês.

Às vésperas do fim do contrato com a Eletropaulo fica mais um alerta: o maior problema encontrado pelos técnicos é em relação justamente a manutenção da rede área. Isso faz com que nosso trólebus tenha menos capacidade de transporte por sentido, que em São Paulo é de 7.500 usuários, enquanto em Quito, no Equador é de 12 mil passageiros.

Reportagem publicada pelo Portal G1, em maio, dá conta que a manutenção é tão ruim, que há uma emenda nos fios a cada 58 metros, o que provoca desconforto para motoristas e usuários. (Leia aqui)

A foto, de acervo do grupo CMTCBUSSP, desperta saudade de uma época na qual a própria CMTC fazia a manutenção da rede, o que ocorreu entre 1949 e 1983, quando o serviço foi parar na Eletropaulo.

Adamo Bazani, busólogo, jornalista da CBN, que não quer ser obrigado a respirar 150 mil toneladas de CO2 por ano a mais.

De censo e bom-senso

 


Por Maria Lucia Solla

Ouça de Censo e bom-senso na voz e sonorizado pela autora

Toda vez que há boa vontade na jogada, o trabalho sai, e sai bem-feito. É batata!mesmo que o trabalho escape do âmbito da roça e da cozinha; mesmo que aconteça na rua, na chuva, na fazenda; ou numa casinha de sapé.

Quando a gente se une em volta de um propósito, mesmo que seja a gente com a gente mesmo, a gente com um amigo, com uma porção-de-outra-gente, ou com uma população inteira, a gente vai em frente, executa, realiza; e a coisa sai. A coisa vai.

Agora, quando não, quando não sai do blá blá blá costumeiro, morre no gogó.

Quando a gente mora na esquizofrenia e delira em vez de se engajar; quando a gente reverbera o nada, que é eco de coisa nenhuma, em vez de as mangas arregaçar; quando se põe apalermado em vez de dar conta do recado; não tem jeito, acaba todo mundo insatisfeito.

Como agora, durante o Censo 2010.

Sábado passado fui entrevistada pelo recenseador Claiton Costa Vieira. Fui avisada logo cedo de que ele ficaria à disposição dos moradores do prédio, até às três da tarde. Eu já conhecia seu rosto e sabia seu nome porque, num trabalho bem-feito pelo IBGE, um folheto tinha sido afixado no elevador, com larga antecedência, contendo informações detalhadas e claras.

Fotografei e publico o folheto, tendo o cuidado de esconder os números de telefone do recenseador, declaradamente, porque não confio mais no outro, como costumava confiar.

Tem por aí muito engraçadinho-de-plantão; muito bandidinho-de-meia-tigela, disfarçado de cidadão.

Este é o censo que espera mapear a população e suas reais necessidades, e este é o país em que vivemos, eu e você que vivemos nos queixando de tudo e de todos. Um país em que o recenseador precisa implorar para que as pessoas respondam simples perguntas. O rapaz chega cheio de respeito e de boa vontade por um bando de gente que quer viver na clandestinidade, quer levar vantagem em tudo e exige ser respeitado como cidadão de bem.

Até agora, hoje é quarta-feira, dia 22 de setembro, na segunda tentativa do jovem, apenas 11, dos 24 apartamentos deste condomínio, deram o ar da sua graça no salão de festas do edifício; e os moradores de dois apartamentos já se re-cu-sa-ram a responder.

Pois é, meu caro leitor, o recenseador não consegue realizar o trabalho a que se propõe porque o povo quer se esconder, e as respostas? se nega a responder.

Triste, muito triste!

Maria Lucia Solla é terapeuta, professora de língua estrangeira, realiza curso de comunicação e expressão, escreve no Blog do Mílton Jung aos domingos e contou tudo isso para o Censo.

Moda infantil é coisa de criança

 

Por Dora Estevam

 

Criança tem que ser como criança. Tem que se vestir e se comportar como tal.

Quantas marcas no mercado infantil já lançaram roupas imitando as dos adultos. Sim, marcas que fazem roupas para adultos e jogam no mercado o mesmo modelo, só que para homens pequenos.
 
É evidente que todas as mães, na maioria das vezes responsáveis pelas compras, querem ver os seus filhos vestidos magnificamente bem. E nestas horas elas acabam optando por comprar roupas parecidas com o estilo que elas usam; ou o pai usa, no caso dos meninos. A criança pode até ficar engraçadinha, mas, sem dúvida, a mãe estará empurrando este filho para uma idade mais avançada do que ele realmente tem.
 
A idade da criança compreende até os 11 anos de vida. É uma fase em que ela se espelha muito nos pais para se desenvolver, imita o comportamento deles. É comum encontrarmos garotinhas com a mãe nos salões de beleza fazendo as unhas ou vestidas com tamancos enormes e até maquiadinhas. No caso dos meninos, eles acabam optando mais por esporte e seguem o pai nesta área.Também querem usar uma cueca, um pijama ou um par de tênis parecidos com o do pai.


 
Assim como nos adultos, é preciso ver o que cai bem e o que fica ridículo. Às vezes uma camiseta da marca tal que todos estão usando pode não ficar bem no seu filho e arrasar no filho da amiga. É uma questão de tipo físico.

Não posso deixar de falar das mães que não conseguem ver que o filho cresceu e continua vestindo o garoto com roupas infantis.

Ou seja, nem pra cima nem pra baixo. Roupa tem de ser na medida certa.

Particularmente é uma graça quando uma criança está bem vestida. Garotinhas com vestidos florais, tiaras, sapatilhas e bolsinhas estampadas; meninos com camisetas pólos ou listradas, jeans e tênis, bermudas. Super fofos. Mas isso hoje em dia é quase um sonho.
 
O fato é que os pequenos também gostam de moda, eles sabem o que querem. Nos shoppings é visível a presença deles e de lojas especializadas. Outro dia li uma entrevista de uma garotinha que queria ter uma ponte que desse direto do prédio dela para o shopping. A criança já sabe o que quer e o que usar em determinados ambientes.
 
E as escolhas não param por ai, são filmes, lanchonetes, passeios programados: alto-mar, fazenda, casa de campo. A publicidade é muito grande, tudo que eles assistem na televisão, eles querem. O consumo é tal que certos cantores, brinquedos e acessórios viram febre difícil de ser curada.

Há uma dicotomia entre o consumo necessário e a necessidade pela moda.
 
Com isso, um simples passeio ao zôo ou no aquário da cidade se torna ingênuo diante desse universo espetacular de novidades. Mas o importante de tudo isso é não desistir e cultivar os valores familiares, não se distanciar daquilo que você acredita ser melhor para seu filho.

Em lugar de influenciar no jeito dele se vestir, quem sabe se preocupar com o que ele vai ler.

Aproveito para deixar aqui uma dica de leitura: “Mil-Folhas”, livro infanto-juvenil escrito pela jornalista Lucrecia Zappi e editado pela Ed Cosac Naify É uma obra que conta a história do doce desde as navegações motivadas pela busca do açúcar até as origens de produtos como o alfajor e o chiclete.

É para as crianças, lógico, mas você pode dividir com ele o prazer da leitura. E depois, não deixe de escrever aqui no blog e me contar o que você acha que seu filho deve vestir ?

Dora Estevam é jornalista e escreve aos sábados sobre moda e estilo de vida no Blog do Mílton Jung