Foto-ouvinte: Fugaz celebridade

 

Sala na Oscar Freire

Que o mundo das celebridades é fugaz, nunca teve dúvida. Não esperava, porém, que em tão pouco tempo – as prestações sequer haviam sido pagas – seria abandonado na calçada. Este sofá, assim como a cidade, esperava um pouco mais de respeito, principalmente por ter servido a clientes e lojistas chiques que visitam a mais luxuosa das ruas paulistanas, a Oscar Freire, onde teve abandono flagrado pelo ouvinte-internauta Sérgio Mendes. Entre roto e rasgado, pensava com suas almofadas: “Tivesse a assinatura de um Kuramata iria para casas de antiguidade”.

De condicionamento

 

Por Maria Lucia Solla

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Não acreditei quando encarei o voraz condicionamento que domina meu comportamento. Aí me perguntei: como pode?! eu que vivo furungando os modos de não mofar, não embolorar por dentro e por fora, me percebo contaminada desse jeito!

Esta semana, quem me deu a cutucada foi a geladeira, que de fria, pelo jeito, só tem o interior

Ela morava, originalmente, na cozinha – como manda o figurino. Acontece que sou avessa a figurinos, e a minha saiu de lá para morar no quartinho dos fundos, que faço de despensa. Para chegar nela eu saía da cozinha, dava seis passos atravessando a área de serviço, entrava na despensa e ela ficava ali, do meu lado direito.

Saiu da cozinha para que eu pudesse instalar, no seu lugar, uma bancada para amassar a massa de pão.

Detalho o trajeto dela para demonstrar a gravidade do caso.

Aqui em casa as coisas se movimentam bastante. Meu quarto já foi na sala de cima porque eu queria curtir o amanhecer, o sol, a lua, o céu, as estrelas. Já foi no quarto de hóspedes e agora se instalou onde deveria ter se instalado desde o começo. Importante dizer que quando o quarto desceu, a sala de jantar subiu. E vou parar por aqui.

Toda essa informação faz parte do dossiê que compõe a minha defesa. Vem ajudar a provar que não sou apegada a hábitos. Gosto da mudança e vivo, há muito, aninhada em seus braços.

Faz quinze dias, pouco mais, pouco menos, que tirei as máquinas de lavar e de secar, da área de serviço e instalei as ditas cujas no banheiro da despensa. Na realidade negociei com a pia do banheiro, tipo o Chaves da Venezuela: as máquinas entraram e ela dançou!

Isso feito, a geladeira ocupou o lugar das máquinas.

Não se estresse que eu chego lá. A geladeira, as máquinas, a despensa, a pia e a bancada para amassar a massa do pão vêm explicar meu comportamento de cachorro de Pavlov.

Durante esses quinze dias eu saía da pia, passava batido pela geladeira, entrava na despensa e me surpreendia com a falta dela. Ene vezes por dia. Tudo bem que quando cozinho fico mergulhada nos mistérios da alquimia, mas não tinha noção de que eu podia funcionar assim no piloto automático!

eu me pensava livre, senhora da própria vida
que nada!
sou toda condicionada
de pura decisão não tenho nada

e é bom que eu perceba isso logo
para não sair por aí
cheia de pompa e circunstância
dando e vendendo arrogância

eu pensava ter as rédeas
em toda situação.
que nada!
quando penso ser cabeça
me percebo inteira coração

até o ortopedista se enreda
e o raio X então lhe segreda
que osso que nada
você procura na porção errada

olho para trás, para os lados
e o que vejo da minha vida
é um colar de situações
de drama, humor e paixões
que tem um pingo ou outro
das minha próprias decisões

Maria Lucia Solla é terapeuta, professora de língua estrangeira e organiza curso de comunicação e expressão. Aos domingos, escreve no Blog do Mílton Jung com a intenção de tirar nossos móveis do lugar

Táxi ! Por favor, com elegância

 

Por Dora Estevam

Taxi, na galeria de Stephen Geyer

Esta semana, observei alguns pontos de táxis.  O que me chamou a atenção foi a roupa dos motoristas. Notei que, atualmente, eles estão mais sociais na maneira de se vestir, e isso me causou uma boa impressão.

Quando estão em grupo, é fácil identificar o que estão vestindo, parece uniforme mesmo: calça bege ou preta, camisa branca e sapato social. Barba bem feita e carro limpo … Para combinar, é claro.

“Esta é uma das nossas preocupações, além da ética no atendimento com o cliente”, diz Natalício Bezerra Silva, presidente do Sindicato dos Taxistas de SP. “Nosso compromisso com o passageiro vai  desde o relacionamento até o bem estar dele em toda a viagem. Imagine se um passageiro entra no carro e da de cara com um motorista todo sujo e mal cheiroso”.

Eu jamais pegaria um táxi se o motorista estivesse cabeludo, barbado e de óculos escuros, isso depõe contra o profissional. “E se eu fosse um cliente me manteria longe deste tipo”, ensina Edson Lamonica, motorista com ponto no Real Park, em SP.

“Aqui no ponto, nós trabalhamos durante a semana com roupas sociais, somente no sábado partimos para o casual, mas sempre bem arrumado. Procuramos estar com o rosto sempre a mostra, o carro limpo e organizado e, em todos os pedidos, descemos do carro para abrir a porta para o passageiro, seja ele uma empregada doméstica ou um grande executivo” – conta.

Edson trouxe na bagagem a experiência de 12 anos como motorista de empresa particular. Assim, foi mais fácil a adaptação. Ele até passa dicas para os amigos.

Estar barbeado e asseado faz parte do compromisso com o passageiro, a regra é fiscalizada e cobrada pelos coordenadores das praças.

“Assim como a roupa, o motorista tem de ser discreto: Não podemos falar mal da cidade de São Paulo nem tampouco dos passageiros, seja ele turista ou morador.” Discrição, também, em relação ao cliente, explica Natalício: “não podemos sair por ai contanto tudo o que ouvimos ou vimos dentro do táxi”.

O carro é como se fosse uma empresa. O motorista precisa se vestir adequadamente, falar bem e ter educação. O perfil dele indica a maneira com que conduz o carro. Um motorista bem arrumado causa boa impressão.

Ao pegar um táxi, espero que o motorista seja discreto, limpo, tenha bom senso, não ouça rádio com som alto e não encha minha viagem com histórias tristes, sobre a vida dos outros ou reclamando da própria. Espero que ele saiba me ouvir e me compreenda, além de chegar ao destino pelo melhor caminho.

Assim, certamente, ele fará parte da minha agenda, tão discreta e elegante.

Dora Estevam é jornalista, escreve aos sábados no Blog do Milton Jung e anda de táxi na cidade de São Paulo

Muito além de um elegante vestido preto

 

Por Rosana Jatobá
Vestido preto em tela por Bertrand Eberhard

Ela surgiu para esconder as vergonhas, mas hoje em dia revela o íntimo de cada um. A roupa é o sinal instantâneo da auto-imagem que queremos exibir. E, na visão da grande dama da moda, ela pode ser uma arma poderosa e infalível:

“Vista-se mal, e notarão o vestido. Vista-se bem, e notarão a mulher.”

Mademoiselle Chanel revolucionou, não apenas porque libertou a mulher dos trajes desconfortáveis e rígidos do fim do século 19. Mas porque valorizou o senso crítico:

“O mais corajoso dos atos ainda é pensar com a própria cabeça”.

Se os tempos modernos desafiam nossas escolhas em nome da Sustentabilidade, invocar a genialidade de Coco Chanel pode ser norteador. Foi o que eu fiz quando recebi um presente, que chegou cheio de recomendações:

– Tenha muito cuidado, guarde-o em lugar fresco e escuro, e, se sujar, leve a um especialista. Esta pele pertenceu à sua avó. É um vison!

Vesti e imediatamente senti o poder de transformação do visual. A peça macia e felpuda de cor castanha tinha a pelagem espessa, brilhante e vistosa. Embora com mais de meio século, mantinha um design atemporal. Envolta na altura dos ombros, proporcionava uma sensação de conforto e proteção. Era a mais perfeita tradução do luxo, o acessório que permitia a metáfora: os diamantes estão para as orelhas, assim como a pele está para o corpo.

Chegou o dia de exibi-la. A noite do casamento estava mesmo fria em São Paulo, coisa rara nos últimos invernos. A festa era de gala, num endereço tradicional da cidade, o Jockey Clube. Escolhi um vestido de seda preto, me enrolei no vison e me perfumei,
afinal, segundo nossa musa:

 “Uma mulher sem perfume , não tem futuro!”

 Mas a última olhada no espelho, em vez de glamour, revelava inquietação:

Eu sabia que o animal havia sido morto numa época em que não existia o risco de extinção da espécie. Tinha certeza de que ninguém iria me hostilizar na festa , pois grande parte das mulheres estaria ostentando a sua estola ou casaco de pele. Possuía o aval da papisa da moda, Anna Wintour, editora da vogue americana, fã incondicional de peles e uma das responsáveis pela “fur mania” atual, um boom que não se via desde os anos 80.

Tinha, portanto, razões de sobra para usar o bicho, mas nenhuma tão contundente quanto a deixada pelo legado de Chanel :

“A moda não é algo presente apenas nas roupas. A moda está no céu, nas ruas, a moda tem a ver com ideias, a forma como vivemos, o que está acontecendo.”

Não poderia ignorar que, se usasse o vison, vestiria a capa da indiferença diante de um mercado cruel e fútil, que não para de crescer. De acordo com a Peta (Pessoas pela Ética no Tratamento de Animais), a indústria da pele mata 50 milhões de animais por ano no mundo. Só na China, a produção atingiu números entre 20 e 25 milhões em 2010, ao passo que no ano 2000, oscilava entre 8 e 10 milhões de peles. A organização beneficente invade desfiles de moda e aterroriza as donas do acessório, jogando baldes de tinta para inutilizar a peça. É uma forma de protestar contra os maltratos dispensados aos bichos, que passam suas vidas confinados em minúsculas gaiolas.

Para a extração da pele, são eletrocutados, asfixiados, envenenados, afogados ou estrangulados. Nem todos morrem imediatamente, alguns são esfolados ainda vivos! Em alguns locais, para que as peles fiquem intactas, corta-se a língua do animal, deixando-o sangrar até morrer.

A voz da consciência soprou mais uma vez ao meu ouvido e ouvi o conselho da mestra das agulhas:

“Elegância é recusar.”

Abri mão da gostosa sensacão térmica da pele morta do vison e fui às bodas.

No salão ricamente enfeitado, a fauna mórbida desfilava à minha frente. Era uma profusão de visons, chinchilas, raposas, zibelinas, cabras e cordeiros. Bichos montados, pendurados, entrelaçados em mulheres superproduzidas. …e bem agasalhadas.

Toda concessão tem seu preço.

O ar gelado entrava pelas janelas e resfriava até a minha alma, obrigando-me a contorcer os músculos.

Mas toda renúncia, a sua recompensa.

O desconforto em pouco tempo desapareceu, quando me senti envolvida pelo calor dos braços de um certo alguém. Como dizia Gabrielle Coco Chanel:

“Uma mulher precisa de apenas duas coisas na vida: um vestido preto e um homem que a ame”.

Rosana Jatobá é jornalistas da TV Globo, advogada e mestranda em gestão e tecnologias ambientais da USP.


Veja mais imagens da galeria de Leemox, no Flickr

O primeiro olhar no Rodoanel Sul

 

De um lado, a festa oficial com o governador em exercício Alberto Goldman dirigindo seu carro na inauguração do trecho sul do Rodoanel Mário Covas. Do outro, uma fila de carros esperando a abertura da nova pista com quase duas horas de atraso. No meio de tudo, imagens bonitas da rodovia que ligará as principais estradas paulistas ao litoral. E muito pó.

Foram alguns dos detalhes registrados pelas repórteres Cátia Toffoletto e Pétria Chaves, que nesta manhã acompanharam a inauguração do novo trecho do Rodoanel. O reflexo positivo que se promete no trânsito não foi possível constatar, pois a avenida Bandeirantes – uma das principais vias a ser beneficiada pela redução no tráfego – foi cenário de mais um acidente de caminhão.

Pauta do dia no #cbnsp 31.01.2010

 

6341Rodoanel e o impacto – O trecho sul do Rodoanel será aberto às seis horas da manhã dessa quinta-feira, 1º de abril. E no CBN SP discutimos sobre o reflexo que esta obra pode ter no trânsito da capital paulista. Duas opiniões totalmente diferentes.

O professor das faculdades de Arquitetura e Urbanismo da USP e Mackenzie João Sette Whitaker entende que a obra terá alguma impacto em até um ano, no máximo: “O aumento da frota de carros logo trará de volta os congestionamentos”. O professor também alerta para o impacto ambiental que o Rodoanel irá gerar na região dos mananciais.

O secretário estadual de Transportes Mauro Arce defende que mesmo com a cobrança de pedágio o volume de caminhões que deixará de circular por dentro da cidade será suficiente para amenizar o impacto no trânsito. Ele entende que o Governo criou mecanismos para impedir o adensamento na área do Rodoanel e preservação do meio ambiente.

Ouça aqui as duas entrevistas sobre o novo trecho do Rodoanel e outras informações.

M’Boi Mirim e trânsito – A SPTrans implantou uma faixa reversível para reduzir o tempo de viagem dos ônibus na estrada do M’Boi Mirim, na zona sul de São Paulo. Porém, conforme informações levantadas pela repórter Mônica Pocker a medida não foi suficiente para melhorar a situação dos passageiros. Há duas semanas, moradores promoveram protestos na região contra a falta de qualidade do serviço de transporte público.

Sujeira na Mooca

Cidade e sujeira – A região central de São Paulo tem vários pontos tomados pelo lixo, como constatou em reportagem Cátia Toffoletto, nesta manhã. Um dos locais nos quais encontrou “montanhas” de sujeira e entulho foi a rua  Diogo de Mendonça com a avenida Presidente Wilson que você vê na foto.

Esquina do Esporte – O São Paulo erra ao ter como meta o empate contra o Monterrey, no México, pela Libertadores. A opinião é de Deva Pascovicci que debateu o assunto com Marcelo Gomes, no CBN SP. Ouça aqui.

Foto-ouvinte: Campanha eleitoral antecipada ?

 

Propaganda eleitoral atrasada ou antecipada ?

Não, atrasada. A propaganda que restou na fachada deste comércio em São Miguel Paulista é da campanha de 2006. E como a política brasileira não é dada a novidades, seja nos nomes seja no conteúdo, todos que aí estão estampados estarão pedindo seu voto mais uma vez, quatro anos depois. Só os “ponteiros” mudaram de posição. Enquanto Serra concorria ao Governo do Estado, Alckmin se lançava à presidente.

A curiosidade foi flagrada pelo colaborador do Blog do Mílton Jung, Marcos Paulo Dias, na na rua Mohamad Ibraim Saleh com Avenida Rosária, em Cidade Nova, São Miguel Paulista, zona leste de São Paulo.

Para prefeitura, “tudo na internet” significa “quase tudo”

 

Foi no CBN SP, ao anunciar a reabertura do programa de incentivo para pagamento de dívidas, que o secretário de finanças da capital, Walter Rodriguez, disse que todo o serviço poderia ser feito “exclusivamente na internet”, com o orgulho de quem oferece uma facilidade ao cidadão. (ouça aqui a entrevista do secretário)

E não é que eu acreditei !

Ainda bem que os ouvintes-internautas do CBN SP estão sempre alertas. Mariluza Costa, 30 minutos após o encerramento da entrevista, enviou e-mail incomodada com as afirmações de Rodriguez. “Ele omitiu que é preciso entrar no portal, preencher formulário de solicitação de senha, imprimir o mesmo, ir a subprefeitura, tirar senhar, aguardar na fila, entregar o documento, aguardar a liberação da senha para, então, entrar novamente no portal e começar a operar pela internet”.

Imediatamente, a produção do programa entrou em contato com a Secretaria de Finanças e apesar de alguns desencontros de informações dos próprios assessores do secretário, o CBN SP confirmou o que a contribuinte Mariluza Costa havia constatado.

Para a burocracia da prefeitura de São Paulo oferecer um serviço “exclusivamente pela internet” tem um significado diferente daquele que estamos acostumados. É preciso acessar o Portal, preencher dados, imprimir formulário, anexar documento original do solicitante (e do procurador, caso o próprio não possa fazer o procedimento), pegar transporte – público ou particular -, se dirigir à subprefeitura, aguardar atendimento, confirmar informações e depois voltar para a casa e esperar a autorização para novo acesso ao Portal.

Mariluza não entende a lógica do serviço público: “não bastaria aproveitar a ida à prefeitura para fazer tudo pessoalmente ?”

Sei que a alegação da prefeitura será a de que é preciso confirmar os dados pessoalmente para evitar fraude. Não discutirei aqui se não haveria outras formas de evitá-las, mas ao menos que não venda a informação de que tudo é feito “exclusivamente pela internet”. Ou mude o nome das subprefeituras para “internet”.

Pauta do dia no #cbnsp 30.03.2010

 

Rua Barra do Tibagi, no Bom Retiro 4 Bom Retiro e a chuva – A Rua Barra do Tibagi está no bairro do Bom Retiro, próximo da Marginal Tietê. E segundo o morador Afonso Criscuolo Jr há quatro meses a situação é semelhante a esta que aparece na foto feita nesta manhã. Choveu, alagou. “Em algumas situações, a água chega a demorar 24 horas para ser totalmente escoada. Com o alagamento, também não é feita a coleta do lixo pela empresa piorando em muito a situação”, escreveu. O acúmulo de água, além de dificultar a mobilidade de pessoas e carros, atrapalha o acesso as empresas que estão no local e provoca mau cheiro.

Marginal Pinheiros - lentidão Kassab e a desaprovação – A avaliação do paulistano sobre a administração de Gilberto Kassab (DEM) está cada vez pior. De acordo com o Instituto DataFolha o percentual de pessoas que desaprovam o governo dele aumento em 7 pontos, em relação a dezembro de 2009. Hoje, 34% dos pesquisados disseram que a administração do Democrata é ruim ou péssima. Os problemas constantes de congestionamento no trânsito paulistano – como o verificado nesta manhã na Marginal Pinheiros (foto: Pétria Chaves) – estão entre os pontos mais criticados pela população. Conheça outros números da pesquisa com Thiago Barbosa.

Metrô e denúncia –
O Ministério Público Estadual denuncia o Consórcio Via Amarela e funcionários do Metrô de São Paulo em um total de 13 pessoas pelo acidente nas obras da Linha Amarela, no bairro de Pinheiros, em 2007. O promotor de Justiça Saad Mazloum explicou ao CBN SP que mudanças no projeto que não estavam previstas no contrato foram os motivos do desabamento que causou sete mortes.


Dívida e devedores –
A prefeitura de São Paulo reabriu o Programa de Parcelamento Incentivado que oferece descontos de até 100% dos juros de mora para dívidas de IPTU, ISS, TBI, TFA, entre outros impostos municipais, até dezembro de 2006. Para mais informações ouça a entrevista do secretário municipal de Finanças Walter Aluísio Rodrigues, ao CBN SP, ou acesse o site da Prefeitura de São Paulo.

Metas e planos – A prefeitura de São Paulo diz que mais de 90% das metas propostas na Agenda 2012 já se iniciaram e, em média, 30% das etapas foram cumpridas. O secretário de Planejamento Rubens Chamma anuncia, ainda, ao CBN SP, que algumas metas que haviam sido propostas no ano passado devem sofrer mudanças.

Esquina do Esporte – O São Paulo tenta se recuperar com vitória contra o Monterrey, no México, pela Libertadores, amanhã. A repórter Natalie Gedra e o comentarista Paulo Massini falam sobre as chances do time treinado por Ricardo Gomez e sobre os perigos que rodam a cidade onde será disputada a partida.

O talento de Armando Nogueira, por Milton F. Jung

 

“Pela primeira vez que ouvi falar em Armando Nogueira foi na época em que dirigiu o Jornal Nacional,da Globo. Depois,comecei a ler os seus maravilhosos textos que,de tâo bonitos,conseguiam dar ao futebol uma beleza que nem sempre ele tinha. Os jovens que não chegaram a conhecer o Armando Nogueira que,além de entender do riscado,escrevia sobre o esporte, que é a paixão dos brasileiros,transformando-o,muitas vez,em poesia pura,talvez não saibam o que perderam. Nós,que de alguma forma o conhecemos,sabemos que sua morte nos priva do autor dos melhores textos que eu li sobre futebol”

Milton Ferretti Jung, jornalista, 75 anos de vida, 54 de rádio, meu pai