Por Dora Estevam
A década de 70 está de volta. Renovada ganhou um ar mais opulento no qual há espaço para muitas pedrarias, tricôts, paetês, lurex, bordados enormes e tecidos brilhantes.
Como a moda não tem fronteiras quando se fala em anos de 1970 logo vem a mente o estilista Jean Paul Gaultier, que apresentou o último desfile de alta-costura todo inspirado no folclore e nas ricas paisagens do México.
E não foi a primeira vez, o encantamento de Gaultier com o México já vem de muito tempo. Ele é conhecido tanto como defensor da causa feminina como da homossexualidade.
Em 1998, o desfile de Gaultier foi totalmente inspirado na vestimenta da artista mexicana Frida Kahlo, que já era conhecida por seus trajes folclóricos 40 anos antes de a moda dos anos 70 ser reconhecida ou intitulada e por eles influenciadas.
Na década de 70 quando as mulheres se vestiam friamente para trabalhar ele foi lá e colocou as mãos na tesoura e foi totalmente “irracional” para a época. Aboliu a moda de homem e de mulher. Não queria saber quem iria fumar o charuto ou usar as suas saias.
Enquanto os amigos estilistas colocavam estrelas na passarela, Gaultier queria saber de gente autêntica: bonita ou feia; gorda ou magra; jovem ou velha.
Verifica-se sempre uma atratividade em suas coleções: “Os Mongóes”, “Os Rabinos Chiques”, “A Grande Viagem”… Até os punks tatuados já serviram de inspiração para estampar camisetas. Uma verdadeira ampliação do conceito de beleza. Pode ter certeza, ele já irritou muitos políticos com este jeito único de ser, como ele próprio se denomina o enfant terrible da moda.
Madonna também apreciou o talento do estilista ao usar os famosos corpetes com peitos bicudos em sua digressão Blond Ambition, em 1990.
Com tudo podemos dizer então que a década de 70 serviu como uma alforria para a moda, na qual tudo poderia ser misturado (e pode).
Hoje, 40 anos depois, os criadores olharam com carinho para trás e nos trouxeram a exuberância, o luxo e a criatividade dos 70 com toque renovado e chique, atualizado e clássico.
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O que os estilistas estão querendo dizer é esqueça a crise e provoque o mundo com a sua beleza. Use roupas mais coloridas, estampadas, coloque maquiagem colorida nos olhos e na boca, use jóias com pedrarias que lembram a natureza, com suas riquezas de cores e assimetrias. Use muito brilho: nas saias, nas meias, nos shorts, regatas.
Mas cuidado, não vai sair por ai tipo David Bowie, que era puro brilho, das roupas a maquiagem, nem com aquele kit Dancin’Days, de 1978. Prefira uma versão mais urbana e sofisticada, explore bem as jóias e respeite a anatomia do seu corpo. É isso, a antimoda na moda.
Agora me conte caro (a) leitor (a), como é que foi a sua passagem pelos seventies?
Dora Estevam é jornalista e escreve sobre moda e estilo de vida aos sábados no Blog do Mílton Jung
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