IPVA “ganha” mais 400 mil carros em São Paulo

 

Dia Mundial Sem Carro na 23 de MaioA tabela do IPVA no Estado de São Paulo está publicada com redução média de 12,2% no preço de vendas dos carros, devido a desvalorização da maioria dos modelos durante a crise econômica. Apesar disto, o Estado deve arrecadar R$ 8,9 bilhões com o imposto, pouco acima do estimado para 2009, que é de R$ 8,8 bilhões. O aumento na arrecadação se deve a entrada de novos 700 mil carros, segundo o diretor adjunto de arrecadação da Secretaria da Fazenda Edson Peceguini. Como cerca de 300 mil com “idade avançada” entraram na zona da isenção, o Estado, apesar da crise, “ganhou” 400 mil carros a mais que pagarão o IPVA.

Ouça a entrevista de Edson Peceguini, da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo, que explica outros detalhes sobre o pagamento do IPVA

Para mais informações, você pode ligar para 0800-170110 ou acessar a página oficial do IPVA.

São Paulo testa asfalto anti-enchente

 

A cidade de São Paulo começou os testes com um asfalto que absorve a água da chuva e pode ajudar a combater as enchentes na cidade. Engenheiros que acompanham o trabalho afirmam que o piso usa material poroso e teria capacidade de “enxugar” até 1 litro de água em 26 segundos. Ao CBN SP, porém, o superintendente da Secretaria de Infraestrutura Urbana e Obras da prefeitura Pedro Algodoal foi mais cauteloso. Não falou em número e apresentou algumas dificuldades para implantação do projeto.

O novo tipo de pavimento precisará, também, de um solo permeável para absorver a água sob o risco dela se acumular no asfalto. O exemplo que Algodoal usou para explicar o problema: o gramado absorve a água, mas dependendo a quantidade de chuva e qualidade da drenagem logo o alagamento se forma. Portanto, não bastará usar o piso é preciso mudar o solo, também.

O asfalto anti-enchente é mais caro, custaria em torno de R$ 230 por m2 contra os R$ 195 gastos com o asfalto comum usado na cidade. Será necessário, também, adaptar as usinas da prefeitura e melhorar – e melhorar muito – a qualidade do serviço de pavimento. O projeto avaliado em R$ 400 mil, desenvolvido pela Fundação Centro Tecnológico de Hidráulica, somente terá resolvidos mais concretos no ano que vem.

Há dois anos, Saresp tem de ser adiado em São Paulo

 

Pelo segundo ano consecutivo a aplicação do exame para o ensino médio da rede pública do estado de São Paulo teve de ser adiada por problemas com as empresas que distribuem as provas. Ano passado, foi a forte chuva no Rio de Janeiro que impediu que os testes fossem entregues em tempo na capital paulista, agora outra empresa alega problemas na impressão para não atender contrato assinado com o Governo paulista.

O secretário estadual da Educação Paulo Renato Souza disse que foi surpreendido pela informação de que a Caede, empresa responsável pelas provas, não teria condições de entregá-las em tempo. A presidente do sindicato que reúne os professores da rede estadual Maria Isabel Azevedo Noronha diz que não há nada surpreendente pois o Estado já havia demonstrado incapacidade de atender suas responsabilidades.

Ouça as explicações do secretário estadual de Educação de São Paulo, Paulo Renato Souza

Ouça as reclamações da presidente da Apeoesp, Maria Isabel Azevedo Noronha

O Saresp deveria ter começado nesta terça e se encerrado na quinta. Foi adiado para semana que vem.

Viver, Ver e Rever a História dos Transportes

 

Por Adamo Bazani

Exposição reunirá “personagens de aço, ferro e lata” que contribuíram para o desenvolvimento dos transportes, cidades e País, no Memorial da América Latina, em São Paulo.

Kaio Castro, do Clube do Ônibus antigo

Máquinas tem alma ? Elas podem contar histórias ? Veículos feitos de ferro, aço lata e até madeira podem emocionar ? O gerente de empresa de ônibus aposentado Antônio C. Kaio Castro, fundador e presidente do Primeiro Clube do Ônibus Antigo no Brasil, garante que sim e muito mais. “Cada um que vê os ônibus antigos, desde as Jardineiras dos anos 20 até carros dos anos 80 e 90 tem uma sensação diferente e é muito gostoso”.

Desde 2004, Antônio Castro organiza a Exposição V.V.R – Viver, Ver e Rever – que reúne diversos modelos de ônibus antigos que não só contam a história dos transportes e exibem suas belezas de linhas antigas, simples e ao mesmo tempo complexas para época, mas que mostram como era o transporte nas cidades. Muitos destes veículos, belos pela sua rusticidade, demonstram a dificuldade nos deslocamentos entre bairros, cidades e até estados, e como não era fácil trabalhar no setor, já que muitos deles, de madeira, não ofereciam o mínimo conforto e segurança.

Mesmo assim, estes ônibus antigos dão um ar de robustez e são provas (para muitos, vivas) de que o desenvolvimento do Brasil se deu através de braços fortes de humildes trabalhadores e empreendedores (muitos considerados loucos sonhadores) que vendo uma oportunidade de negócios, ligavam lugares e tentavam encurtar distâncias.

E neste ano será possível ver tudo isso de perto novamente. A edição da Exposição V.V.R. será realizada nos dias 21 e 22 de novembro na Praça da Sombra (o pátio aberto) do Memorial da América Latina, na Barra Funda, zona Oeste de São Paulo. O evento, com entrada franca, não é só para busólogos (como eu), mas para todo aquele que quer sair da mesmice dos programas de fim de semana e assistir a algo diferente (para os jovens) ou relembrar de uma época na qual as coisas eram mais simples e difíceis.

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Como o óleo frito vai parar no tanque do carro

 

Semana passada, no “Ponto de Ônibus”, o Adamo Bazani contou a experiência da cidade paulista de Idaiatuba que abastece a frota do transporte de passageiros com biodiesel gerado do óleo de cozinha. Nesta segunda-feira, o CBN São Paulo conversou com o professor da Faculdade de Engenharia Agrícola da Unicamp Antonio José Maciel um dos pesquisadores que tem trabalhado com esta tecnologia que passará a ser usada, também, na cidade de Fernandópolis.

Na entrevista, Antonio José Maciel explica como é feita a transformação e os vários benefícios oferecidos na transformação da gordura animal e do óleo de cozinha em biodiesel:

Ouça a entrevista do professor Antonio Jose Maciel

Respeito na ciclofaixa é bom e eu gosto

 

Foi uma surpresa para muitas que usaram a ciclofaixa neste domingo, em São Paulo. A pista exclusiva para ciclistas estava desativada devido a evento esportivo que havia na região, mesmo assim muitos se arriscaram a andar por lá. Apesar disto, não houve incidentes pois os motoristas dos carros que passavam no local pareciam ter entendido que a convivência é possível, desde que haja respeito e consciência cidadã.

A constar: havia enorme preocupação com o fato de a ciclofaixa estar desativada e o anúncio ter ocorrido de maneira tímida, a partir do fim da tarde de quinta-feira. Na primeira vez que isto aconteceu, durante a Virada Esportiva, houve xingamento e discussão entre motoristas de carros e ciclistas.

Desta vez foi diferente, disse o cicloativista André Pasqualini que esteve no local e gostou da experiência: Ouça a entrevista ao CBN São Paulo

Uniban diz que estudante mostrou “partes íntimas”

A decisão de expulsar a aluna Geyse Villa Nova Arruda da universidade não foi por causa do tamanho do vestido, mas pelo conjunto da obra. Foi o que entendi da entrevista do advogado da Uniban Décio Lencioni Machado, ao CBN São Paulo, que acusou a estudante de ser exibicionista e ter provocado os colegas levantando o vestido e mostrando as partes íntimas.

Machado disse que houve reclamações anteriores contra a jovem pelo comportamento dela na universidade que teriam sido feitas por “fiscais de disciplina” – os seguranças – e outros funcionários. As queixas, porém, nunca foram registradas. Ele nega que a expulsão seja demonstração de apoio aos estudantes que ofenderam Geyse, mas voltou a lembrar que a reação de parte deles foi “em defesa da universidade”.

Ouça a entrevista completa do advogado da Uniban Décio Lencioni Machado, ao CBN SP

Reitor da Uniban cancela decisão do conselho que expulsou aluna na Uniban (publicado às 19h)

“O Reitor da Universidade Bandeirante – Uniban Brasil, de acordo com o artigo 17, incisos IX e XI, de seu Regimento Interno, revoga a decisão do Conselho Universitário (Consu) proferida no último dia 6 sobre o episódio do dia 22 de outubro, em seu campus em São Bernardo do Campo. Com isso, o reitor dará melhor encaminhamento à decisão”

Expulsão é incompatível com ambiente da universidade

A expulsão pela Uniban da estudande Geyse Villa Nova Arruda é a decisão apropriada para uma universidade que desde o início do incidente não soube se comportar de forma decente diante de um caso grave. Sua postura – com o perdão do plágio – “é incompatível com o ambiente da universidade” brasileira.

Logo que o caso se revelou na mídia, o esforço foi para retirar as imagens que estavam na internet temendo repercussão negativa à Uniban, gesto inútil e burro de censura. Quis conter o tsunami de informação gerado pelos próprios alunos a partir de seus telefones celulares.

Impossibilitada de tomar tal atitude, retira a menina da universidade. Além disso afasta temporariamente alguns alunos – não informa quantos nem quais -, e se contradiz pois sai em defesa dos agressores, aqueles que o reitor entende serem os “defensores do ambiente escolar”. Também eram assim tratados os que ofereciam suporte as ideias racistas que marcaram a sociedade americana no passado nos Estados favoráveis a segregação ou que atenderam o chamado de ditadores facínoras como Hitler e Mussolini.

Coube à mídia um capítulo especial na nota de explicações da Uniban. Teríamos perdido a oportunidade de contribuir para um debate sério e equilibrado sobre ética, juventude e universidade. Generaliza na crítica e não leva em consideração entrevistas com profissionais de educação, sociologia e comportamento humano que foram ao ar nas duas últimas semanas. Talvez porque os diretores da universidade se pautem apenas pelos programas sensacionalistas dos quais sejam parte da audiência.

Lendo os valores da Uniban, divulgados em seu site, descobrimos que a intenção é “propiciar tratamento justo a todos, valorizando o trabalho em equipe, o alto grau de sinergia e integração, estimulando um excelente ambiente humano de trabalho”. Devem ter interpretado que os estudantes que fizeram coro ofensivo contra a estudante trabalhavam em equipe, em um alto grau de sinergia e integração.

Uma nota sobre Geyse: mesmo vítima, dá sinais de deslumbramento com o assédio da mídia, seu discurso de constrangimento não combina com seu desejo de aparecer – seja em programas de televisão seja na primeira página dos jornais -, além de demonstrar satisfação no papel de fugaz celebridade.

Faz parte desta mesma moeda sem valor que circula na Uniban e na maioria das universidades brasileiras.

Leia “Saia Justa na Uniban” escrito por Carlos Magno Gibrail

De foco


Por Maria Lucia Solla

Ouça “De Foco” na voz da autora

A flor

Há que mudar o foco da luz. Do jeito que estão as coisas, o ruim recebe toda ela enquanto o bom vai morrendo.

feito planta famélica
inodora angélica

Dá para continuar? É isso que a gente vai escolher? É assim que você e eu pretendemos viver?

o flash deve iluminar a imagem que a gente quer eternizar
a imagem que escolher é a que vai dia a dia nos acompanhar

também há que alimentar o positivo para que cresça e tome espaço
pra que o negativo diminua se enredando no laço

não precisa o negativo aniquilar
basta que o deixe restrito ao seu lugar

ou você se esqueceu de como foi que cresceu
ou acha que tudo simplesmente por acaso aconteceu

que um dia você acordou
e esse ser que hoje se olha no espelho
do nada se formou

Cada dia, cada minuto do dia, precisa de atenção, de carinho e de alimento. Não dá pra acordar e dormir.

dormir e acordar
no piloto automático funcionar

Coloque dois vasos de flores na sala de casa, troque a água e livre um deles das folhas mortas;

não lhe vire jamais as costas

Com o outro, no entanto, faça diferente. Deixe que a água, antes limpa, se encha de bactérias, e deixe que elas dele se alimentem.

e o que vai acontecer
é óbvio meu amor que vai sofrer e logo em seguida morrer

é isso que eu quero dizer
se é que você quer me entender
que criamos para nós armadilhas
e nos aprisionamos em pequenezas e quinquilharias

o pior disso é que se prestamos atenção
vemos que vivemos presos ao passado
chorando pelo que foi
sem nos darmos conta da riqueza e da alegria

diferentes é claro na nova realidade
que tenta nos prender nos envolver
para que nunca nos livremos da saudade

E você, está focando o quê?

Pense nisso, ou não, e até a semana que vem.


Maria Lucia Solla é terapeura, professora de língua estrangeira e desenvolve cursos na área de comunicação e expressão. Aos domingos, é luz própria no Blog do Mílton Jung.

Foto-ouvinte: Pra refrescar

 

Parque Chico Mendes

Uma semana inteira de calor acima dos 30 graus e baixa umidade relativa do ar provocando desconforto no paulistano bem que merece terminar na sombra e água fresca desta árvore fotografada pelo ouvinte-internauta e colaborador do Blog, Marcos Paulo Dias, no Parque Chico Mendes, em São Miguel Paulista, zona leste de São Paulo. Quando esteve lá, encontrou “bambus, muitas folhas, diversas espécies de pássaros,formigas, uma turma jogava bola, outra caminhava, crianças brincavam, e uma coisa me chamou atenção: muitas pessoas faziam leitura sob a sombra das árvores”.