O perigo da ciclofaixa desativada no domingo, em SP

A campanha publicitária é intensa, seja da prefeitura que a usa para fazer de conta que incentiva o uso da bicicleta na cidade, seja pelo Bradesco que investe na imagem positiva que a iniciativa trará. Apesar disto, a ciclofaixa que liga três parques da cidade de São Paulo voltará a ficar fechada neste domingo. É a segunda vez, desde que foi criada há pouco mais de dois meses. Pela primeira experiência, o risco é enorme.

Os avisos de que uma corrida neste domingo impedirá a utilização da ciclofaixa são tímidos, insuficientes para bem informar o cidadão que planejava por o pé no pedal e usufruir do benefício gerado pelos 5 km de pista exclusiva para as bicicletas na cidade. É bem possível que muitos levem a família para passear entre os parques do Povo, Ibirapuera e das Bicicletas e se deparem com os carros ocupando a faixa.

O cicloativista André Pasqualini pedalou durante a Virada Esportiva quando a ciclofaixa foi desativada pela primeira vez: “Muitos ciclistas com crianças na cadeirinha, ou escoltando seus filhos em bicicletas de rodinhas, se aventuraram na ciclofaixa na cara e na coragem”. Quanto aos carros, muitos respeitavam o direito de quem pedalava nas avenidas, mas havia aqueles que jogavam os veículos sobre os ciclistas e ainda berravam pela janela: “Está desativada”. Uma espécia de propaganda boca a boca.

Dois pontos a serem considerados:

1. Mesmo que a ciclofaixa esteja desativada, o ciclista tem o direito – garantido por lei – de pedalar na rua e avenida;

2. A partir de 2010, é recomendável que a prefeitura reavalie o percurso das provas de ruas (atividades importantes para a cidade, também) ou o volume de publicidade informando que a ciclofaixa estará desativada.

Leia aqui a avaliação de André Pasqualini no site CicloBR de onde, aliás, “roubei” a foto que ilustra este post

Canto da Cátia: Promotor na Calçada da Fama

 

Calçada da Fama em construção 1

As estrelas ainda não estão na Calçada da Fama, a polêmica, sim. A rua Canuto do Val, região central de São Paulo, tem sido palco de discussão desde que a empresária Lilian Fernandes conseguiu apoio da Câmara Municipal e da prefeitura para ampliar a calçada na área em frente aos restaurantes dos quais é proprietária. Agora, o Ministério Público mandou instaurar um inquérito civil para apurar se existe alguma irregularidade nas obras.

Ouça a reportagem da Cátia Toffoletto, no CBN SP

Carros vão rodar a 30km/h. Calma ! É na Espanha

 

Os prefeitos de cidades espanholas estão sendo desafiados a reduzir o número de acidentes de trânsito e de vítimas com uma medida que deixaria os brasileiros de cabelos em pé. A Direção Geral de Tráfego propôs que os municípios restrinjam a velocidade máxima de circulação de carros em 30km por hora em 80% das ruas, segundo informou o jornal El Mundo.

De acordo com o especialista de trânsito Andrés Monzóm, a possibilidade de se sobreviver a uma acidente quando os veículos circulam até 30km por hora são muitas e as de evitar um atropelamento são “muitíssimas”. A maior ocorrência de atropelamentos está nas ruas de pouco tráfego, onde os pedestres andam mais confiantes, explicou.

Para justificar a ideia das “Zonas 30”, como é chamado o projeto proposto pela DGT, Monzóm é definitivo: “As ruas não são dos veículos, são dos cidadãos, dos pedestres, dos que andam”. A diretora do Observatório Nacional de Segurança de Tráfego Ana Ferrer completou: “o veículo tem de saber que é o último da fila”

Leia a reportagem completa no jornal eletrônico El Mundo.es

Burako e Burekas !

 

Por Luis Fernando Gallo

Sábado 31.10 fui ao bairro do Bom Retiro, zona central da cidade, buscar umas Burekas. Enquanto esperava pela minha encomenda, percebi varias pessoas comentando sobre um imenso “burako”bem na esquina da rua da Graça com Três Rios. Para minha surpresa o “burako” havia sido “consertado” e o entulho que era usado para sinalização do perigo foi retirado e usado para “decoração” do jardim ao lado.

A gente pode entender que as chuvas estão (estavam) sendo implacáveis, mas esse serviço de “tapa-burakos” simplesmente é ridículo. O transtorno e perigo continuam por lá e por que não se recolhe a sujeira feita pelo “cervisso” ? Esses procedimentos tem de ser reavaliados. É nosso dinheiro indo para o “burako”.

Pra quem quiser conhecer o Burako ou as Burekas (salgado folhado da Bulgaria) é só dar uma passadinha lá na rua Silva Pinto, 356, a 50 metros do já famoso Burako.

Se ninguém faz, ela faz

 

O nome não se sabe, mas a consciência que ela tem do seu papel na sociedade fica evidente no flagrante feito por Devanir Amâncio da ONG EducaSP, colaborador do Blog do Mílton Jung. Essa mulher preocupada com o risco provocado pelo enorme buraco na avenida Nove de Julho decidiu fazer o que as autoridades esquecem. Com alguns pedaços de pau e papelão sinalizou o enorme buraco, perigo para pedestres e motoristas. Simples como seu ato, explicou a atitude: “É para evitar acidente”.

Colher de chá no Entre 4 Paredes

 

Com o trânsito entupido e a segurança periclitante da capital paulista, imagino ser cada vez mais comum darmos preferência às atividades caseiras, sejam pessoais ou profissionais. Para saber como cada um encara esta situação, Rodnye Brocanelli entrevista “seres urbanos” e publica suas experiências no Blog Entre 4 Paredes. Semana passada fui provocado por ele a identificar meus hobbyes e demais tarefas na boa parte do tempo que permaneço em minha casa. Quis saber o que vejo na TV (adorei falar das minhas séries), meus hábitos diante do rádio (o que será que ouço ?) e do computador (onde estou mais uma vez enquanto publico este post). Teve curiosidade também de saber se gosto de video-games (e como gosto !) e dos livros que estão na cabeceira da cama ou sobre a mesa do escritório.

Contei muitos detalhes para aproveitar a colher de chá oferecida pelo Rodnye. Se você tiver interesse pode ler minha opiniãoclicando aqui. E claro, deixar um comentário por lá sobre as suas preferências. A seguir, destaco o trecho no qual falei sobre meu roteiro quando vou navegar:

Internet: “Minha página inicial é o Terra, portal no qual trabalhei dois anos com webjornal e acostumei a ler. Gosto muito do Terra Magazine comandado pelo Bob Fernandes. Mas sou um navegador em busca de notícia e daí passo pelo UOL e G1, na maioria das vezes. Começo o dia revisando minha lista no Bloglines, onde concentro boa parte dos blogs que gosto de ler ou acho ser necessário ler. Dos jornalistas de peso como Ricardo Noblat, Luis Nassif, Juca Kfouri; de gente bem informada como o do Walter Maierovich; de um pessoal sempre plugado como o do Pedro Dória e Julian Gallo; os dos torcedores gremistas, leio uma lista enorme; da turma que participa da campanha Adote um Vereador; do meu irmão, o “Mac Fuca Air” que fala de fuscas e computadores da Apple.

Nos internacionais, os sites da BBC e do New York Times, além de uma série de blogs e sites que falam sobre urbanismo.

Boa parte do tempo, porém, estou a frente do computador respondendo os e-mails dos ouvintes-internautas da CBN, atualizando meu blog, enviando mensagem pelo Twitter, e organizando a página “Milton Jung CBNSP” no Flickr”. Rodney Brocanelli

Jornalistas aderem a serviço chamado de idiota por Jabor

 

Arnaldo Jabor está com raiva da internet pelos textos apócrifos que o transformam em machista, gay, corno, idiota e facista – palavras dele. Tanto ódio que descreveu o Twitter, que está nas mãos de mais de 44,5 milhões de pessoas pelo mundo, como “a revolução dos idiotas on line”, no Estadão de domingo. Ainda bem que nem todos analisam o microblogging de maneira figadal.

Pesquisa on line com mais de 900 jornalistas brasileiros, realizada pela S2 Comunicação Integrada, mostra que quase metade deles usa o Twitter, seja para assuntos pessoais, seja profissionais. Apenas o “velho” Orkut, de 2004, tem maior participacão de jornalistas entre as redes sociais com a presença de 83,46% dos entrevistados.

Como o Twitter é das redes a mais recente, comecou em 2007, a pesquisa evidencia forte adesão por parte da mídia ao microblogging. Com 48,77% da preferência dos jornalistas, superou o Facebook (33,11%), My Space (20,09%), Flickr (18,94%) e Linkedin (15,81%).

A pesquisa constatou que quase 80% dos jornalistas de todo o Brasil estão em redes sociais, havendo maior predominância entre os de São Paulo (83,25%) e menor entre os da região Sul (72,01%). Leve em consideração que a participacão no levantamento foi espontânea e on line, portanto a tendência é que mais profissionais com habilidade na internet tenham aceitado responder as questões.

É curioso notar que boa parte do acesso às redes sociais ocorre de casa, conforme resposta de 75% dos jornalistas paulistas e da região Sul. Fico imaginando que isto ainda se deva a falta de permissão para o uso desses serviços no local de trabalho, o que se consagra um enorme erro na estratégia corporativa, pois as redes sociais são rica fonte de informação.

Jornalista que ainda não enxergou isto é um idiota.

Obs 1:Veja aqui outros resultados da pesquisa sobre uso das redes sociais, realizada pela S2

Obs 2: Antes de criticar o Jabor entenda o pensamento dele lendo o artigo completo

Nossa SP elogia plano de metas da prefeitura

 

Apesar de ainda estar analisando todos os dados divulgados na Agenda 2012, o Movimento Nossa São Paulo considerou positivo o balanço publicado no site do plano de metas no fim da semana passada. O acompanhamento dos programas e investimentos previstos pela prefeitura está mais transparente com a divisão das ações não apenas por subprefeitura como, também, por distritos. Por exemplo, se o cidadão pretende saber o andamento da implantação do programa de saúde da família no seu bairro, a informação está detalhada.

De acordo com o coordenador executivo do Movimento Nossa São Paulo Maurício Broinizi “o trabalho é muito bem-vindo”. Ele explicou que ainda foi possível identificar se houve revisão nas metas apresentadas pela prefeitura – de acordo com o jornal Folha de São Paulo, o plano foi revisto para baixo em ítens como o da iluminação pública -, mas que se isto ocorreu é preciso que a administração municipal notifique a Câmara Municipal de São Paulo e justifique a mudança.

Ouça a entrevista com Maurício Broinizi, do Nossa São Paulo

Ônibus roda com restos do óleo da batata frita

 

Por Adamo Bazani

Experiência em Indaiatuba, motor de ônibus é abastecido com biodiesel desenvolvido a partir do óleo de cozinha. O combustível também é usado em veículos na Europa.

Ônibus movido a óleo de cozinha

O que aquele fast food, nem sempre muito saudável tem a ver com o transporte de passageiros ? Além de o fato de muita gente ter de comer rápido na rua para não perder o ônibus, pouca coisa. Dentre as poucas, porém, uma delas tem objetivo bastante nobre: preservar o meio ambiente.

Depois de três anos de pesquisas, uma parceria entre a Unicamp (Universidade de Campinas) e a prefeitura de Indaiatuba-SP transformou em combustível a sobra do óleo de cozinha. A iniciativa faz com que se tenha uma nova opção para substituir os veículos movidos a diesel como, também, protege o córrego Barnabé. O afluente do Rio Jundiaí recebe boa parte do óleo descartado pelas cozinhas residenciais e industriais.

De acordo com os estudos da Unicamp, um litro de óleo de cozinha lançado no rio pode contaminar cerca de 1 milhão de litros de água.

Todo processo para transformar o óleo da batatinha, do hambúrguer ou do pastel da feira em fonte de energia para os ônibus, começa em postos de coleta, onde os moradores depositam o óleo e em doações de restaurantes de Jundiaí.

O óleo de cozinha recolhido vai para um galpão e passa por um processo chamado de transesterificação, que nada mais é que transformar o óleo em biodiesel. Nesta etapa, o óleo é filtrado, limpo, depois misturado a álcool e solventes, purificado mais uma vez e pronto, já pode mover um ônibus.

Motor brasileiro movio a óleo de cozinhaOs técnicos da Unicamp garantem que o desempenho do ônibus é o mesmo que o alcançado com o diesel comum e não há necessidade de mistura, ou seja, é possível abastecer o ônibus 100 % com o biodiesel feito de óleo de cozinha. Não precisa sequer mudanças drásticas no motor do ônibus. Além do meio ambiente, os cofres públicos agradecem, pois a economia com a redução do uso do diesel cobre os custos para produção de biosiesel, calculam os técnicos.

Indaiatuba é uma das pioneiras no Brasil neste processo, tendo alcançado resultados práticos. E o mundo já volta os olhos para o óleo – sem trocadilho.

Em Bristol, na Inglaterra, o Bus Chipper, prepara serviços de transportes comerciais. O veículo de porte convencional roda as ruas da cidade e os técnicos dizem que o veículo não cheira a fritura, pois o combustível é limpo antes de ser produzido. Eles avaliam o desempenho quanto a velocidade e consumo dos veículos e se for positivo a prefeitura financiará mais unidades.

“Ônibus fast food” devem percorrer o mundo. Ativistas ambientais europeus também desenvolveram um micro-ônibus movido a óleo de cozinha. Mas a ambição deles é maior: percorrer o mundo com o veículo. O micro-ônibus funciona após o óleo passar pelo processo de transesterificação, aos mesmos moldes de Indaiatuba.

A expedição “Biotruck” é liderada pelo ativista Andy Pág e partiu de Londres no dia 19 de setembro, percorrendo vários países europeus. O grupo quer chegar a América após parte do trajeto ser feita num navio. A ideia é provar a resistência de um veículo ecologicamente correto. As adaptações foram realizadas num micro-ônibus Mercedes Benz. Até agora não foram detectados problemas graves de funcionamento no ônibus que é totalmente ecológico, já que até seu sistema elétrico é abastecido por captadores de energia solar.

Para acompanhar a expedição você pode acessar o site oficial da Biotruck.

Adamo Bazani é jornalista da CBN, busólogo e não dispensa uma batata frita, ainda mais agora que o óleo da fritura pode mover ônibus. Ele escreve toda terça no Blog do Milton Jung