Bilhete único, fila única

 

A Secretaria Municipal dos Transportes passou a quinta-feira se esforçando para convencer os jornalistas de que o sistema de recarga do bilhete eletrônico não havia “caído” como insistiam os ouvintes-internautas em suas mensagens enviadas às redações. Ou mesmo diziam aos repórteres na estações da cidade e casas lotéricas. “O sistema está lento” reforçou a SMT em nota distribuída aos veículos de comunicação. Pura semântica, pois lento ou parado a situação do passageiro foi a mesma em todos os cantos: filas enormes e pessoas perdendo um tempo enorme apenas pelo direito de andar de ônibus na capital paulista. A foto feita pelo Massao Uéhara na Vila Nova Cachoeirinha mostra o tamanho da encrenca.

Hoje, o sistema voltou a funcionar normalmente. E o tamanho das filas, também, está normal: grande.

Lixo está migrando de São Paulo

 

Pedro Campos Fernandes


Desde domingo passado, 4 de outubro, a cidade de São Paulo passou a exportar 13 mil toneladas diárias de seu lixo urbano para aterros sanitários de outros municípios. Este número representa nove vezes o que a região do Alto Tietê, fora Guarulhos, gera por dia.

O último aterro sanitário em funcionamento, o São João, em São Mateus, na zona leste, terá a operação encerrada. A EcoUrbis, que administra o local, diz que o plano de encerramento já foi aprovado pelo Consema – Conselho Estadual do Meio Ambiente.

Estas informações divulgadas no dia 2 de outubro pela AE – Agência Estado – deixam evidente que nem a capital do Estado possui uma política voltada para esta questão, o que a torna mais grave e de urgente a solução.

Como imaginar carretas com 15, 20 toneladas de lixo transitando pelas ruas e avenidas? Um acidente com uma delas causaria prejuízos incalculáveis para as pessoas e para o meio ambiente. Além do mais, já existem carros demais; carretas lotadas de lixo circulando por aí é o que menos precisamos.

Diversas soluções já existem, testadas e aprovadas. Na Itália, segundo pudemos verificar “in loco”, o lixo de uma população de um milhão de habitantes é confinado em imensas cápsulas de borracha de até 800.000 m³, forradas com uma grossa camada de argila.

Os maciços de material orgânico são lacrados por capas de placas de borracha, e regularmente descobertos para serem umedecidos, possibilitando que a produção de gás metano seja perene, de forma controlada.

Acoplada ao aterro, uma usina transforma o metano em energia elétrica que é repassada à empresa responsável, gerando “créditos-eletricidade” para o empreendimento e para a municipalidade.

A parte seca do lixo, depois de separada por máquinas instaladas no próprio aterro, é encaminhada para outros locais de seleção dos materiais para depois ser reaproveitada por indústrias de cada setor envolvido.

Uma tecnologia coreana apresentada à AMAT também se mostrou muito interessante e viável. Todo o lixo urbano é triturado, desumidificado e compactado ao extremo. Nem de uma usina se trata mais, mas de uma indústria.

Este processo não gera o metano, gás 22 vezes mais poluente que o carbônico. Depois de passar por alguns estágios, o lixo urbano é transformado em pequenos “pellets” de 4 cm. O chorume, líquido altamente poluente que sobra do material orgânico, é decantado até poder ser devolvido à natureza.

O “pellet”, o novo material que surge do lixo, é de alta combustão e pode ser usado para produzir eletricidade e alimentar caldeiras da indústria metalúrgica, substituindo o carvão, o diesel e o gás natural.

Para que uma dessas soluções possa ser adotada, precisa ser oficializada uma tríade constituída pelo Consórcio Público do Alto Tietê – em vias de formação -, pelo empreendimento que vai industrializar o lixo e pela empresa detentora da tecnologia a ser implantada.

O segundo ato será o de constituir uma Comissão Financeira, para captar os recursos nos diversos Ministérios, bancos nacionais e internacionais, privados e públicos. Segundo especialistas, há grande possibilidade de tudo sair a custo zero para as administrações municipais.

A gravidade da situação apresenta agora o seu lado positivo: não dá para esperar, não há mais como protelar uma saída.

Perdro Campos Fernandes é Secretário-Executivo da AMAT – Associação dos Municípios do Alto Tietê e enviou este artigo após acompanhar discussão sobre o lixo exportado de São Paulo

Alckmin diz que não foi traído por Chalita

 

O ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin se disse surpreso com a decisão do vereador Gabriel Chalita que trocou o PSDB pelo PSB, mas não traído pelo político que sempre esteve ao seu lado. Ocupando o cargo de secretário de Desenvolvimento do Estado de São Paulo, Alckmin comentou que ele próprio nunca pensou em deixar o PSDB mesmo nos momentos em que esteve mais triste com o partido. Perguntei se ele esteve triste com o PSDB na eleição municipal do ano passado, quando Serra o abandonou para apoiar Gilberto Kassab (DEM), ele sorriu e desconversou.

Geraldo Alckmin disse que se não houver consenso no partido sobre o candidato à presidência da República ele defende a realização de prévias entre José Serra, Aécio Neves e quem mais estiver interessado. Sobre a candidatura dele para o Governo do Estado, Alckmin falou que depende da definição da chapa para a presidência da República.

Ouça a entrevista com o ex-governador Geraldo Alckmin, ao CBN SP

Foto-ouvinte: Uma casa no meio do caminho

 

Casa perigosa

Andarilhos usam às margens de uma pista de acesso do Elevado Costa e Silva, o Minhocão, em São Paulo, como moradia. De acordo com o ouvinte-internauta Rodrigo Campos a situação se agravou nos últimos dois meses com o aumento de moradores de rua nesta rampa próximo da rua Sebastião Pereira, ao lado do Largo do Arouche. Apesar de ser local de tráfego intenso e dele próprio ter encaminhado reclamação à Subprefeitura da Sé, até o momento ninguém tomou qualquer atitude, reclama Campos.

Prepare-se para o Blog Action Day’09

 


Clique aqui para ver o vídeo do Blog Action Day’09

Você está convidado a participar do Blog Action Day’09 que nesta edição vai tratar do tema “mudança climática”. Durante o dia 15 de outubro, próxima quinta-feira, cerca de 4 mil e 400 blogs de 125 países estão comprometidos em publicar ao menos um post sobre o assunto criando uma enorme rede global e provocando a reflexão sobre o tema que tem preocupado as nações.

Será uma oportunidade de propor diferentes visões às vésperas das negociações internacionais sobre o clima em Copenhague, em dezembro.

Aqui no Blog do Mílton Jung, a ideia é repetir a experiência do ano passado quando os ouvintes-internautas foram os protagonista do evento, enviando textos, frases e fotos sobre a pobreza – tema de 2008. Nesta edição, vamos além: o assunto vai nos pautar, também, no CBN São Paulo. Rádio e blog juntos falarão sobre as mudanças no clima e seus efeitos na nossa vida.

Se você já tiver algum material sobre o tema envie para milton@cbn.com.br.

Caso tenha um blog, inscreva-se no site do Blog Action Day’09 e passe a fazer parte desta rede, também. Para conhecer melhor a proposta veja este vídeo. E acompanhe as informações pelo Twitter, também.

Cidade Limpa é desrespeitada por “jornais” de sinal

 

Distribuir propaganda para vender apartamento nos cruzamentos da cidade é proibido pela Lei Cidade Limpa. Se for jornal pode, pois impedir a circulação do veículo impresso seria cercear a liberdade de expressão. Abusando deste direito, as empreendedoras imobiliárias cada vez mais tomam os sinais de São Paulo, principalmente nos fins de semana. Editoras pequenas imprimem estes jornais que costumam ter quatro páginas em duas folhas com duas ou três informações de pouco interesse e o restante é tomado pelo anúncio do empreendimento na região onde está sendo distribuído.

Incomodado com esta situação, Devanir Amâncio, da ONG Educa SP, fotografou esta publicidade que muitas vezes acaba jogada ao chão. Chamou atenção dele, também, a estrutura montada para distribuição do material: grandes equipes, homens-placa e várias kombis para transportar o material. Ele conta o que viu:

“Neste domingo, 04.10.09, na Vila das Belezas, próximo ao Terminal João Dias, zona sul e, ao longo da Estrada de Itapecerica, os exemplares eram distribuídos por dezenas de pessoas. Em suas páginas, nada relevante, senão publicidade de lançamentos de imóveis. O logo da Caixa Econômica Federal aparece nos diferentes títulos que emporcalham as principais ruas e avenidas de São Paulo, com as seguintes mensagens: “jornal legalizado, faça um jornal para a sua empresa (com telefone para contato), empresa associada à Associação Brasileira de Revistas e Jornais (ABRARJ), Lei Municipal 14.517, artigo 26, parágrafo 2°, Lei Federal n°5.250, de 09 de fevereiro de 1967 ”

Um desses supostos jornais circula inclusive com um alerta aos fiscais da subprefeitura que deveriam coibir as ações irregulares, mas que muitas vezes ficam com as mãos amarradas devido a esta estratégia do setor imobiliário:

“Ilustríssimo Senhor Fiscal, conforme protocolo 3263545, emitido pela Secretaria de Coordenação das Subprefeituras da cidade de São Paulo, no dia 23 de setembro de 2008, nosso jornal passou por todas as avaliações necessárias para que sua veiculação nas ruas da cidade fosse liberada. Solicitamos que em caso de dúvidas entre em contato com o departamento responsável, como determina a vossa Secretaria de Coordenação. Salientamos ainda que a apreensão arbitrária e irregular de nosso material implicará em lavratura de boletim de ocorrência por apropriação indébita em nome das pessoas que o fizerem”

Centenário: Faria Lima sonhou com 600 km de metrô

 

José Vicente Faria Lima completaria, hoje, 100 anos. Ele foi prefeito da cidade de São Paulo entre 1965 e 1969 tendo como marcas de sua administração a execução de uma centena de obras que influenciaram no desenvolvimento da cidade e a criação de um plano urbanístico metropolitano. No governo dele, foram criadas as marginais Pinheiro e Tietê, dentre tantas avenidas que surgiram no traçado urbano. Para o urbanista Cândido Malta mais importante, porém, foi a visão que ele trouxe para a capital de ações que atendessem não apenas a cidade, mas a região metropolitana de São Paulo.

Para lembrar a data, o CBN SP convidou Cândido Malta para descrever o modelo de administração que o prefeito Faria Lima trouxe a São Paulo. Entre avanços e erros de planejamento, Faria Lima deixou sua “pegada” na capital paulista. Foi nele, por exemplo, que se iniciou o programa de construção do metrô que teria em seu plano cerca de 600 quilômetros de extensão até 1988. Atualmente, temos pouco mais de 61 quilômetros e se concluído o plano de expansão alardeado pelo Governo do Estado teremos no máximo 240 quilômetros.

Ouça a entrevista do urbanista Cândido Malta sobre o trabalho do prefeito Faria Lima

Barbara Gancia, eu perdi essa

 

Eu soube pela namorada do vizinho de uma sobrinha da minha avô. Este diz-que-me-diz do cotidiano se repete na internet e somos surpreendidos com a maneira como as informações chegam até nós. Ainda sobre o caso da recuperação da minha conta no Twitter: fui apresentado a um cara que não conheço por outro que nunca conheci. Apesar de continuar sem ter apertado a mão de qualquer um deles, ambos foram muito úteis para mim.

Hoje, mais uma surpresa que me deixou encabulado. Cláudio Vieira, dessas figuras que vale a pena conhecer desde que não seja para falar de dentadura, me escreveu por e-mail. Ele escreve pelo e-mail particular ou profissional, manda SMS se preciso, registra a mensagem no Twitter, não deixa passar um post em branco no blog e ainda arruma tempo para trabalhar como protético. Cobrou-me um agradecimento à jornalista Barbara Gancia pela ajuda que ela havia me enviado.

Que ajuda cara-pálida ?

Soube por ele que ela havia dedicado alguns minutos para escrever um comentário no meu blog, no qual fazia interessante sugestão para resgatar minha conta no Twitter. Ou seja, foi o vizinho que me contou que ela esteve na “minha casa” e deixou um recado que poderia ter sido muito útil para mim. Pior do que essa, só a do marido traído.

E que recado foi esse ?

Barbara Gancia também foi vítima de ataque em seu Twitter e conseguiu resgatar sua conta de forma inusitada para estes tempos em que máquina de escrever é coisa para fiscal da ANP (vide Canto da Cátia – http://colunas.cbn.globoradio.globo.com/platb/miltonjung/2009/10/06/canto-da-catia-um-fiscal-das-antigas/). Vamos ao comentário dela:

Vi pelo UOL que vc teve seu twitter bloqueado. Passei pelo mesmo apuro, recorri a todos os meios via help desk e a única maneira foi enviar a eles por CORREIO (ironia das ironias) uma carta explicando o meu problema.
Eles me responderam prontamente, me deram uma nova senha e tudo foi resolvido.
Eis o endereço:
at. Law Enforcement/Copyright
539, Bryant St.,
Suite 402,
SAN FRANCISCO, CA
94107
USA
Boa sorte,
Barbara Gancia

Se achei interessante a forma de recuperar minha conta, escrevendo ao @charles pelo próprio Twitter, depois que os e-mails para o suporte da empresa não resolveram, imagine ter sido salvo por uma carta, provavelmente fechada com o molhado da língua para ficar mais original.

Mas estou melhorando. Nesta madrugada, revendo as tuítadas, descubro mensagem da própria, sem precisar que ninguém me puxe a orelha. Queria saber como consegui salvar minha senha. Já respondi a ela pelo Twitter mesmo, e me desculpei. Não ter percebido o comentário no meu blog, tão raros que estes são, é gafe para quem se esforça em responder um catatau de e-mails que chegam a caixa de correio eletrônico na CBN.

Então, senhores e senhoras, se perderem a senha no Twitter temos dois caminhos para a salvação: uma mensagem pelo próprio para @charles ou uma carta aos próprios no endereço da empresa.

E salve-se quem puder !

Caixas de madeira ainda são transtorno na Ceagesp

 

Caixas de madeira da Ceagesp

Um paredão de madeira se forma nas calçadas atrás da Ceagesp, na zona oeste de São Paulo, em uma demonstração da dificuldade que a cidade tem para resolver este problema. Nossa colega Mônica Pocker fez as fotos e lembrou que este material acaba sendo arrastando pelas águas das chuvas e provoca mais enchente.

Recentemente, em conversa com a subprefeita da Lapa Soninha Francine soubemos da proposta de se criar um banco de compensação para trocar estas caixas de madeira por de plástico, mais resistentes. A discussão, porém, estava apenas no campo das ideias.