Só agora Santo André tem ônibus para deficiente

Por Adamo Bazani

Comil 1, ônibus adaptado para deficientes em Santo André


Parece incrível. Uma cidade do porte de Santo André, no ABC Paulista, com mais de 600 mil habitantes, só agora apresentou a população ônibus adaptados para pessoas com deficiência (com elevador e banco para obesos). Antes tarde do que nunca, como diria o velho jargão.

Nesta quarta-feira, com exclusividade, o Blog presenciou a entrega dos veículos. São os primeiros do Consórcio União Santo André. Na cidade, só havia dois ônibus, da Expresso Guarará, Caio Millenium II, com a adaptação, mas a empresa não participa do Consórcio. São 11 ônibus encarroçados pela Comil, modelo Svelto, Chassi Mercedes Benz, OF 1418. Eles vão operar linhas da de apenas uma empresa do consórcio formado por seis viações: a Viação Vaz.

“A empresa investiu cerca de 3 milhões de reais na compra dos veículos. Além de preparar os motoristas para operar os elevadores e os componentes, preparamos também para o convívio e atendimento aos deficientes que são cidadãos comuns como todos” – disse Gustavo Augusto de Souza Vaz, diretor da Viação Vaz, que opera cinco linhas na cidade.

Renata, primeira motorista da empresaAlém de apresentar os novos ônibus, a empresa contratou sua primeira mulher motorista: Renata Nogueira, de 37 anos.

“Trabalho há cinco anos dirigindo ônibus, nas Viações Imigrantes, Julio Simões, Veneza e Auto Viação ABC, mas para mim é um orgulho trabalhar com o deficiente, e ser a primeira mulher motorista de uma empresa” – conta Renata. A Viação Vaz vem da Viação Padroeira do Brasil, empresa que operava em Santo André desde os anos 40 e tinha apenas motoristas homens. A empresa Vaz assumiu a Viação Padroeira, trocando de nome, em 2002.

O gerente comercial da Comil, Fabrício Tascine, afirma que a estratégia da empresa é retomar mercado em São Paulo. Para isso, anunciou um Comil modelo Svelto Midi, um micrão com proporções menores que os apresentados em Santo André, no dia 1º de Julho.

“Nossa empresa conta com colaboradores especializados em adaptar os veículos. Já era mais que hora de isso acontecer. Desde o menor ônibus ao maior, hoje podemos oferecê-los com acesso a quem tem mobilidade reduzida. Afinal, o deficiente não precisa do transporte só para ir ao hospital. Ele tem o direito de trabalhar, passear e estudar, usando o transporte público”.

Já o representante de revenda da Mercedes Benz do Brasil, em São Paulo, Paulo Mendonça, afirmou que a marca vai se dedicar ao aprimoramento de chassis que atendam ao deficiente. “Independentemente do tamanho dos ônibus, grande, convencionais, midis ou micros, a idéia é priorizar o deficiente. Eu trabalho há mais de 30 anos no ramo e a mentalidade do empresário e do poder público em relação a isso mudou muito, e pra melhor. Seja carro com piso rebaixado ou com elevador, a demanda para tornar o deficiente mais incluso nas cidades é felizmente cada vez maior”

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Tecnologia dá vida à rede aérea

Por Adamo Bazani

A situação do trólebus não é  fácil no Brasil, onde várias cidades o aboliram completamente. Em São Paulo, discussões e desentendimentos entre operadores, gerenciadores e administrações públicas já viraram uma marca da atual fase deste modelo de transporte de passageiros. Mas é no campo de tecnologia que se pode encontrar a saída para a continuação dos trólebus como veículo capaz de reverter o quadro cada vez pior de poluição sonora e do ar.

Quem garante é o administrador de contratos da Eletra, única fabricante cem por cento nacional de ônibus com tecnologia limpa, José Antônio do Nascimento.

Jose Antonio do Nascimento e Adamo no trólebus

José Antônio diz que o mundo está no caminho da tração elétrica para os transporte urbano. Ele conta que na cidade de Nova Iorque já existem mais de 500 ônibus híbridos (motores de partida a diesel e motores de funcionamento a energia elétrica) em operação; e na China e boa parte da Europa, os administradores locais em parcerias com a iniciativa privada voltaram a investir no trólebus com rede aérea.

“Posso garantir que em corredores exclusivos, o trólebus de rede aérea ainda é melhor alternativa que o híbrido. Na empresa Eletra, que nasceu do Grupo da Viação ABC de Transportes, de São Bernardo do Campo, percebemos que a procura pelo híbrido é cada vez maior, afinal ele possui uma flexibilidade maior que o trólebus e igual ao ônibus a diesel, mas, pelo fato de o trólebus durar mais e não gerar nada de poluição, em corredores segregados, ele é opção ainda melhor”.

“Num corredor segregado, a rede aérea não produz a mesma poluição visual que no meio da rua, onde há entrocamentos e cruzamentos de fios de outros serviços, como de telefone e energia elétrica residencial e comercial. Além disso, o híbrido pode poluir até 90 por cento menos que o ônibus comum a diesel, mas o trólebus polui 100 por cento menos. O Brasil deve estar atento a outro fato de vantagem de veículos com tração elétrica: diferentemente de muitas regiões do mundo, que produzem eletricidade em usinas movidas a carvão e óleo, nós produzimos por água, ou seja, não poluímos e gastamos menos para produzir eletricidade.”

Sendo bem realista, num cenário em que apesar de ser mais barato que metrô e que o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), o corredor segregado de ônibus pouco cresce, José Antônio afirma que a solução de curto prazo está no investimento da rede aérea já instalada e em sistemas nos ônibus que ocasionam menos quedas de pantógrafo (alavanca que liga o ônibus até os fios aéreos). Para isso é necessário repotencializar a rede. Ele conta que uma boa parte dos trólebus que circulam na cidade de São Paulo são veículos reformados e reencarroçados, que foram produzidos entre os anos de 1979 e 1981. Entre 1994 e 1996, os veículos passaram por uma atualização, mas a rede aérea não.

E quando José Antônio fala em corredores, ele quer dizer vias segregadas mesmo, não apenas faixas pintadas nas vias, com o mesmo asfalto, com as mesmas ondulações, passando pelos mesmos semáforos que os carros comuns. Os corredor entre São Mateus / Jabaquara, via ABC paulista, é considerado bom exemplo por José Antônio:

“Boa parte é segregada totalmente e o piso é de concreto”

Mas enquanto corredores não saem do papel, a solução, para José Antônio é investir em veículos e sistemas cada vez mais modernos. Já está desenvolvido até mesmo um sistema que evita ou diminui drasticamante a queda dos pantógrafos, além de um corredor 100 por cento eletrificado de grande distância, sendo o primeiro “corredor verde” no mundo.

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Boas férias para você !

TranquilidadePodia ser em janeiro ou fevereiro. Tinha de ser no verão. Lá no Sul, as férias escolares eram na praia. Casa alugada e família reunida completavam o pacote. O mar nunca foi lá essas coisas  e quem já esteve no litoral gaúcho sabe do que estou falando. O legal mesmo é que se podia ficar mais tempo na rua, passeava-se com os amigos na beira da praia sem o mesmo controle rígido do pai e da mãe. E sempre havia a chance de uma escapadinha à noite no centro.

Com a vida profissional, a mudança para São Paulo e a criação da própria família, os hábitos mudaram. As férias se transformaram em um quebra cabeça de agendas. A dos filhos, com a da mulher, com a do marido e com a do trabalho. Nem sempre se consegue combinar todas as datas, mas por menor que seja a coincidência se aproveita o que dá. Neste ano, deu.

Assim, a partir desta segunda estou de férias e as aproveitarei nos próximos 30 dias. Terei tempo de ler mais, descansar mais, conhecer mais e brincar ainda mais. Peço a você licença para passar menos neste espaço. A você e a mim mesmo, pois desde que este blog foi ao ar, há dois anos, criei o hábito de postar todo santo dia. Virou mania daquelas difíceis de largar. Deixar de publicar um texto, uma imagem ou um vídeo me dá a impressão de dever não cumprido. De vazio. Como se encontrasse um amigo e não tivesse o que dizer.

Assim, toda vez que você voltar a este blog, mesmo que eu não tenha passado por aqui ainda, saiba que em algum lugar qualquer estarei em busca de novidades para contar. E as contarei assim que surgirem e houver acesso à internet.

Além disso, é bom lembrar que os parceiros de blog não nos deixarão: o Adamo às terças; o Gibrail às quartas; a Abigail às quintas; e a Maria Lucia aos domingos. Estarão todos por aqui provocando nossos pensamentos e aguardando seus comentários.

No CBN SP, o comando estará nas mãos da Fabíola Cidral (fabiola.cidral@cbn.com.br); no Twitter (http://twitter.com.br/miltonjung), pretendo contar alguns detalhes da viagem; no blog, conto com vocês todos.

Aproveitem bem, não é sempre que dou uma folga dessas aos ouvintes-internautas. Até a volta ou a qualquer momento em edição extraordinária !

De salas e moradas

Por Maria Lucia Solla

Olá,

“Na casa de meu Pai há muitas moradas”, são palavras atribuídas a Jesus, o Mestre.

Tudo o que foi dito e o que continua a ser dito por Mestres são Mistérios; e Mistérios são desvendados de acordo com o ritmo de cada um, a cada etapa da vida, a cada portinhola aberta na Consciência.
Tua e minha.

E é bom lembrar que não falo da consciência da mente física, aquela do Ministério da Moralidade Terrena. Falo da Consciência Mãe. Falo da Consciência que nos permite ver, sentir, falar, agir além do ego, como Mestres ou como Emissários deles.

É ela que nos permite sentir alegria, sem quê nem porquê.
É ela que nos deixa ver o brilho do Sol, lá no fundo do porão, ao despertar de uma noite de verão.
É ela que nos faz exultar ao ouvir o riso de um filho, no momento em que ele se desarma e se deixa fluir com a vida.
É ela que permite ver no olhar do ser amado, de novo, o brilho do amor que se pensava aprisionado.

E para que serviriam as palavras de um Mestre senão para nos mostrar o caminho da União, da Completude? Um Mestre não leva seus discípulos pela mão, não os aprisiona e nem exige que trilhem, todos, a mesma rota. Um Mestre desenha o mapa do Caminho de Casa.

E por que o faz? Porque essa é a sua Missão? Não; não na minha visão.

O Mestre assim o faz, pela continuidade da Vida; faz por Si.
Não o faz por você, por ser melhor do que eu.
Não o faz pelos bons ou pelos maus, pelos justos ou injustos. Essas qualidades são medidas humanas, para avaliarmos a “pequeneza” do outro e a “grandeza” do nosso ego, com maior precisão.

Não o faz pela mãe porque a maternidade a possa santificar.
Não o faz pelo pai porque o suor do trabalho o possa canonizar.
Faz para que possamos acordar e seguir nosso caminho.
Simples assim.

Se um de nós, um apenas, não tiver chegado ao Corpo do Todo, o Ciclo não se fecha, e não se fechando, um novo não poderá se abrir.

E assim os Mistérios, embriões de luz, são semeados. Pela paz, pela mansidão, pelo riso e a leveza. Não encontram terreno fértil na minha e nem na tua razão, mas  no amor verdadeiro que levamos no coração.

Se é “Assim na Terra como no Céu”, também em nós existem muitas moradas. Temos uma sala especial, uns nos outros. Você tem cuidado da sua sala na morada do outro?

Pense nisso, ou não, e até a semana que vem.

Maria Lucia Solla é terapeuta e professora de língua estrangeira. Aos domingos, abre as portas de sua morada no Blog do Milton Jung

A morte de Michael Jackson

Por Janaina Barros
Noite Paulistana

Autógrafo de Michael Jackson

De repente. De repente uma manchete estampava as páginas dos principais veículos de comunicação do mundo todo na noite desta quinta-feira: “Michael Jackson está morto”. As informações desencontradas de uma parada cardíaca e da internação de Michael Jackson em um hospital de Los Angeles entravam em nossas casas pelos programas de TV sem nos permitir um raciocínio lógico, nos paralisando e adiantando uma despedida que já estava marcada para o mês de julho com uma série de 50 shows em Londres. Eu, assim como muitos, fiquei sem reação diante do noticiário tentando digerir a informação inesperada. Nós sabíamos e era evidente a fragilidade estampada no rosto de Michael Jackson, mas a ideia da sua morte precoce não passava nem perto dos meus mais loucos devaneios. Ouvi vários depoimentos hoje e tenho mesmo a sensação de que não vimos tudo que o ídolo tinha para nos mostrar. Parecia claro que teríamos notícias de Michael com 70, 80, 100 anos. Coincidência ou não, já faz alguns dias que um cd ocupa a mesinha de centro da minha sala. “Motown 50 – yesterday, today, forever”, o cd que comemora os 50 anos da gravadora que lançou Michael Jackson e os irmãos dele, o grupo Jackson Five. A gravadora criou um estilo. O som da Motown era feito por artistas negros e representantes da soul music. Entre os astros destacam-se Diana Ross, The Supremes, Marvin Gaye e Stevie Wonder. Todos presentes neste álbum. Eu estava curtindo o disco triplo com os 50 maiores sucessos de todos os tempos da gravadora escolhidos pelo público. A notícia da morte de Michael Jackson antecipou minha conversa com vocês sobre esta obra-prima.

As primeiras músicas do cd1 são emblemáticas e nos proporcionam uma viagem pelas preciosidades da carreira do rei do pop, na época em que ele era um garotinho e roubava a cena do grupo formado por seus irmãos. Um pedacinho de gente que já demonstrava uma energia contagiante que revelaria ao mundo os passos iniciais de um futuro gênio. Polêmico, extravagante, excêntrico, por vezes esquisito e até bizarro. O ídolo marcou época. Chamava atenção a graça, o timbre cristalino do garotinho que ainda ensaiava seus primeiros passos de dança. “I Want You Back”, “I’ll Be There”, “Ben”, “ABC” representam o começo de um legado que influenciaria músicos de todo o mundo. Uma pequena parte do trabalho de Michael Jackson, a construção de sua majestade, da trajetória que lhe renderia o título de rei do pop, de uma das personalidades mais importantes do século XX, de ícone da cultura pop, do maior ídolo de todos os tempos. Há certas pessoas que parecem eternas aos nossos olhos e, por isso mesmo, é difícil acreditar que a cortina se fecha e é chegada a hora do aplauso final. Conversaremos mais sobre a carreira do genial Michael Jackson. Por enquanto, fica a nossa lembrança e homenagem ao astro inovador, ao criador revolucionário, ao exemplo de um artista completo.

Fui aprovado na inspeção veicular

Imagens no centro de inspeção Barra Funda

Cheguei 15 minutos depois do horário agendado, 7h30, na segunda tentativa para fazer a inspeção veicular obrigatória no centro de atendimento na Barra Funda, zona oeste. Na primeira, falhei porque dormi demais e imaginei que se não estivesse na hora marcada perderia o direito à inspeção. Aprendi que o atraso pode ser de até 30 minutos, desde que não atrapalhe o agendamento dos demais. Aprendi, também, que para remarcar não seria necessário pagar nova taxa. Uma surpresa.

Desta vez, mesmo saindo mais cedo, o chuvisco da manhã atrapalhou o caminho, mas havia saído com folga e, assim, minha entra no centro de inspeção deu-se dentro do previsto. Placa do carro confirmada no computador e a cancela se abriu. Orientado pelo funcionário fui a uma das sete filas que não tinham mais de três carros cada uma. Eram 7h50.

Foram nove minutos entre parar na fila e chegar a faixa amarela onde outro funcionário me aguardava. Um menino, ou com cara de menino, mascarado. Pediu para abrir o capô, deixar o carro com a chave e me sentar nas cadeiras ao lado do posto de inspeção. Enquanto esperava meu carro ser levado ao local, outro veículo era inspecionado. O dono tinha olhar curioso e apreenssivo. Acho que todos ficamos assim.

Às 8h07 era minha vez. Fiquei na cadeira fazendo de conta que aquilo era a coisa mais normal do mundo. Mas me sentia como pai que leva filho ao vestibular. Sabe que ele estudou tudo direitinho, toda  a vida se preparou para aquele momento, e o teste que vai fazer nem é dos mais difíceis. Vai que não passa ?

Um olhar por baixo do carro com aqueles espelhos de policial de filme americano que procura bomba; capô escancarado, óleo checado, rotação em baixa, acelerador pisado no fundo, um cabo no motor e uma sonda enfiada no escapamento. Os dois analistas não fazem nenhuma expressão. Nem se sim, nem se não. Homens frios diante daquela angústia.

Tudo não levou mais de três minutos. Isso mesmo, às 8h10, fui chamado por um dos analistas que levou meu carro mais à frente e me entregou uma papeleta azul. Era o boletim de notas. Na hora não consegui prestar atenção se o aluno havia tirado 0 ou 10. Apenas ouvi a recomendação dele para guardar os dados com os documentos, mostrou-me um número que seria útil para fazer o licenciamento e solicitar a devolução da taxa de inspeção no site da prefeitura. “Está perfeito”.

Havia passado com menção honrosa, soube mais tarde ao pedir explicação a um técnico da área sobre os resultados registrados no boletim escolar que eles chamam de “certificado de aprovação”.

São três os índices identificados a partir de duas medições realizadas em marcha lenta e com rotação de 2500 RPM. O índice tolerado de Monóxido de Carbono (CO), resultado da queima do combustível, é de 1%. Marquei 0,10%. Muito bem, meu filho.

A quantidade máxima aceitável de hidrocarboneto, parte do combustível líquido não queimada, é de 700 ppm (partículos por milhão). Tasquei 35 em alta rotação. Boa, meu garoto.

O resultado mínimo do cálculo final para identificar o percentual de diluição – não me pergunte a fórmula usada para chegar a este número porque é muito complicada – é 6%. E não é que bati a casa dos 15%. Mais do que o dobro. Orgulho do pai.

De volta a Barra Funda: Com um agradecimento pela atenção me despedi do funcionário e entrei no carro que comigo sorria orgulhoso da sua performance. Depois de alguns anos de convivência, sempre cuidadoso na manutenção, trabalhando dentro das recomendações de fábrica e gasolina abastecida nos mesmos postos, ele correspondia a todo meu esforço.

Apesar de tudo sei que meu carro, assim como tantos que andam na cidade, mesmo atendendo as especificações previstas em lei, é responsável por parte da poluição na capital paulista. Não me iludo com o resultado da inspeção. Muito menos me envergonho de ter me sentido um cidadão melhor.

Foto-ouvinte: Calçada insegura

Calçada insegura

A obra na cobertura que há na entrada do prédio da Secretaria Estadual de Segurança, na rua Libero Badaró, centro de São Paulo, interrompeu a calçada. E para tornar a situação ainda mais prejudicial ao pedestre, este carro que aparece na foto feita pelo ouvinte-internauta Mário Bonfá está estacionado em local proibido. Na calçada do órgão responsáveis por manter a ordem no Estado, respeitar a lei não é uma regra.

IRBEM: Paulistano fala de mobilidade urbana

Passageiros se espremem para pegar ônibus (Foto: Marcos Paulo Dias)

Uma das questões propostas aos paulistanos para construir os Indicadores de Referência de Bem-Estar relaciona-se à mobilidade urbana.O tema influencia diretamente na qualidade de vida de quem mora, estuda ou trabalha na capital paulista. A repórter Cátia Toffoletto ouviu algumas pessoas para entender quais são as prioridades em relação ao transporte.

Redução no tempo de espera nos pontos de ônibus ou no deslocamento na cidade, ampliação da rede de metrô, soluções para diminuir o trânsito, investimento no sistema de trólebus e ciclovias por toda São Paulo são algumas das opções apresentadas no questionário desenvolvido pelo Movimento Nossa São Paulo. Algumas delas apareceram nesta enquete promovida pelo CBN SP.

Ouça aqui a reportagem de Cátia Toffoletto e aproveite para refletir sobre os indicadores que podem fazer São Paulo uma cidade maior. O questionário pode ser respondido no site do Movimento Nossa São Paulo.

Vandalismo em exposição do Metrô

Vandalismo na poesia

Um vândalo decidiu deixar a marca da sua cultura – ou falta dela – em painéis de exposição no saguão do metrô Santa Cecília em São Paulo. Com uma caneta, riscou de ponta a ponta as placas que apresentam poesias de autores importantes da literatura nacional como Cassiano Ricardo e Guilherme de Andrade e Almeida. As imagens que você vê (clique na foto e veja mais) foram feitas pela repórter da CBN Raquel Mello.

E mais Paulista

Placas na Paulista

A nova sinalização na Avenida Paulista atende a demanda de pedestres que reclamavam da dificuldade para identificar o nome das ruas. A placa ficará nos protetores de ferros colocados nas esquinas, conforme imagem acima. “Aproveitamos e inserimos as primeiras plaquinhas em braile com todos os dados da rua”, explica Regina Monteiro, da Emurb. Segundo ela o projeto é um antigo sonho do órgão que pretende estender à toda cidade de São Paulo