Os homens que trabalham na limpeza deste prédio no bairro do Belenzinho, zona leste de São Paulo, se parecem com marionetes nesta imagem feita pelo diretor de fotografia e ouvinte-internauta do CBN SP Luis Fernando Gallo.
GERAL
Subprefeitura faz campanha contra caça-níquel
O cartaz acima estará em todos os bares, botecos e padarias dos bairros atendidos pela Subprefeitura de Cidade Tiradentes, zona leste da capital paulista, para lembrar seus donos e clientes algo que todos já deveriam saber – se é que já não sabem: caça-níquel é proibido. E o estabelecimento pode ser fechado, segundo a lei 12.879/99.
A Subprefeitura quer que as pessoas denunciem pelo 156 os locais que mantém estas máquinas funcionando. Confesso que não entendo para que tanto esforço. Basta os fiscais da subprefeitura passearem na região e logo irão encontrar a turma de “divertindo” nos caça-níqueis. É flagrar e punir.
De Imaginação
Por Maria Lucia Solla
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Olá,
Um dia, assim de repente, descobri um você diferente.
Vi chispar do teu olhar um brilho perigoso;
envolvente.
Teu olhar se fazia espelho que refletia meu desejo com definição digital.
Mas, assim como veio, um dia se foi. Deixou tudo opaco;
no escuro total.
Teus ouvidos eram caixas que amplificavam meus pensamentos.
Um dia, assim como gritavam, se calaram. Pobre de mim;
dos meus sentimentos!
Através do teu olhar, que me traduzia tão bem,
eu compreendia um pouco do que morava em mim.
Aquilo que me dava orgulho, e aquilo que me envergonhava,
também.
Teu olhar era a esperança do beijo que eu acreditava possível,
através do meu louco desejo.
Mas ele se fez ausência na presença, tornando o beijo
impossível.
Ele acendia a luz, quando a dor me impedia de ver.
Mas hoje permite à dor
me envolver.
Teu olhar me perguntava coisas que eu não sabia, então, responder.
Será que foi por isso que resolveu de mim
se esconder?
O olhar pode ser cúmplice, traidor, juiz e defensor.
É ladrão de pensamentos, sem dúvida. É santo;
é pecador.
Na sua passagem, fez nascer em mim um amor tão grande, que jamais conheci.
Será que fui eu que de algum modo o espantei? Não sei;
não percebi.
Só sei que hoje procuro e filosofo de lanterna na mão;
não para encontrar o homem, mas
o seu coração.
Será que de tão romântica, isso tudo eu sonhei?
Vai ver que não vi esse olhar com meus olhos;
apenas imaginei.
Maria Lucia Solla é terapeuta e professora de língua estrangeira. Aos domingos, aqui no Blog do Milton Jung, nos faz imaginar que a vida é uma poesia
Quem lê enxerga melhor
Por Sérgio Vaz
Criador e criatura da Cooperifa
Povo lindo, povo inteligente, ontem participei de um debate na Fundação Perseu Abramo sobre circulação de livros, bibliotecas e de incentivo à literatura. Entre vários outros assuntos um em especial me chamou a atenção: o preço do livro.
Já ouvi várias autoridades conhecedoras do assunto falarem que as pessoas não leem porque o livro é muito caro, ou, que é caro porque as pessoas não leem.
Concordo que o livro é caro, mas não concordo que as pessoas não leem por conta disso, as pessoas não leem porque não gostam de ler. É caro só para quem gosta de ler. Tente vender um livro para quem não gosta de ler por R$ 5,00. Ele não vai comprar, e não importa o que você diga, e a não ser que ele compre só para te “ajudar” ele não vai nem querer saber dos seus argumentos. E isso independe da classe social.
Quem mais compra livros no país é o MEC (Ministério da Educação e Cultura), algo em torno de 50 por cento. As pessoas não leem porque faltam ações específicas do estado nas comunidades. Não leem porque não há bibliotecas nos bairros, e as poucas que existem tem um aspecto triste são frias é como se fossem cemitérios, onde livros são enterrados sem direito a velório.
2009 – Uma odisseia no espaço aéreo
Este filme foi realizado em 1968 pelo cineasta Stanley Kubrick. Com 139 minutos de filme e apenas 40 de diálogo, analisa a evolução do Homem, desde os primeiros hominídeos capazes de usar instrumentos até a era espacial e para além disso. Um dos personagens principais do filme é o computador inteligente HAL 9000, uma das máquinas mais famosas da história do cinema.
Desde a “Aurora do Homem” (a pré-história), um misterioso monólito negro parece emitir sinais de outra civilização interferindo no nosso planeta. Quatro milhões de anos depois, no século 21, uma equipe de astronautas liderada pelo experiente David Bowman (Keir Dullea) e Frank Poole (Gary Lockwood) é enviada a Júpiter para investigar o enigmático monólito na nave Discovery, totalmente controlada pelo computador HAL 9000. Entretanto, no meio da viagem HAL entra em pane e tenta assumir o controle da nave, eliminando um a um os tripulantes.
A aviação, aeronaves, naves espaciais, sistemas de gerenciamento de voo, avançados e sofisticadíssimos computadores de bordo que “chegam até falar com a tripulação”, o GPSW, sistemas de auxílio a navegação o GPS, Global Position System, ao longo dos tempos, vem se desenvolvendo de forma assustadora desde o 14 Bis.
As previsões feitas por Júlio Verne e Leonardo da Vinci parecem que estão sendo cumpridas e realizadas! Ou não?
Morre Zé Rodrix de muitas letras e criatividade
Desde cedo, as rádios e a TV reproduzem “Casa no Campo” para homenagear Zé Rodrix, morto esta madrugada, em São Paulo. É pouco para lembrar a trajetória musical deste carioca que tinha São Paulo como casa. Vamos ouvir, também, Mestre Jonas ou Soy Latino Americano, música que, aliás, abriu o CBN SP, desta sexta-feira. Talvez você ainda lembre do célebre jingle da Pepsi, que transtornou a Ditadura Militar.
Zé era criativo, sim. E por isso não pode ter sua obra restrita a esta ou aquela letra. E, por isso, desde o início da manhã, ouvintes-internautas do CBN SP tem enviado suas lembranças e suas preferidas. Sérgio Lopes da Rocha, por exemplo, destacou o que considera ter sido uma das mais lindas canções da MPB, Muito Triste (do LP de 1974 “Quem Sabe Sabe Quem Não Sabe Não Precisa Saber”, de Zé Rodrix & A Agência de Mágicos). E para comprovar, nos envia a letra:
Tá todo mundo muito triste
Cantando músicas tristes
E cada dia fica mais
Ninguém consegue mais se espantar
Com esse jeito tão comum de cantar
E eu posso falar, eu tiro os outros por mimTá todo mundo muito triste
Tentando ver os claros da vida
E cada dia fica mais mais difícil
Não se ver a escuridãoNinguém consegue olhar mais ninguém de frente
Ninguém consegue mais se entregar contente
Ninguém consegue mais abrir as portas do coraçãoTá todo mundo muito triste
Como se fosse quarta-feira de cinzas
De um carnaval antigoTá todo mundo muito triste
Cantando músicas tristes
E cada dia fica mais fácil cantar assimEu tiro os outros por mim
Eu tiro os outros por mim
Sala de estar e para sonhar
O gari, o motoqueiro, a bancária e a honestidade
Por Devanir Amâncio
ONG EducaSP
“Que o Brasil siga seu exemplo”, foi o que ouviu da bancária Ana Luísa, o gari José Gomes da Costa, Sucesso, que havia encontrado cheque de R$ 2.514,00 no lixo e o devolveu ao dono. Pela manhã, ele foi recebido com abraços, lágrimas e orgulho por seus colegas varredores. À tarde, foi aplaudido na Lapa pelas pessoas que se aglomeravam diante da agência do Banco do Brasil, na rua Clélia, para assistir à devolução ao motoboy Renato Pedro Silva que transportava o cheque quando o perdeu, em 18 de maio. Às 10 e meia da noite, Sucesso partiu de trem para Francisco Morato, região metropolitana de São Paulo, onde mora em um bar-garagem com pequenas divisórias.
Canto da Cátia: Gente sem canto
Povo da rua improvisa abrigo para dormir no centro de São Paulo, ao mesmo tempo em que a prefeitura faz mudanças na política de assistência social com fechamento de abrigos e cancelamento de contratos com ONGs que prestam atendimento aos sem-teto. A imagem foi feita pela Cátia Toffoletto que, no início da manhã, mirou seu celular para o tema.






