Foto-ouvinte: Antes da Virada Cultural

Mosaico da Virada Cultural 2Mosaico da Virada Cultural

Um passeio à noite pelos locais que serão palco da Virada Cultural, neste fim de semana, na capital paulista, proporcionou visões interessantes ao colaborador do Blog do Milton Jung Marcos Paulo Dias. Ele é quem conta:

“Fui registrar os locais onde vai rolar a Virada Cultural, mas acabei indo mais longe. Não consigo perder o olhar crítico. São Paulo é maravilhosa. Neste passeio fui a lugares que há algum tempo não visitava, alegre em perceber que temos patrimônio, cultura e muita informação. E decepcionado, ao notar que estão abandonados. Em alguns pontos da cidade é um perigo constante portar minha máquina de fotografia. Moradores de rua, prostitutas e drogados apenas mudaram de lugar. Daqui foram para lá. De lá vieram para cá.”

Amanhã, quando a cidade estiver em festa talvez os paulistanos nem tenham tempo para perceber esta contradição. Talvez nem seja momento mesmo, pois a Virada é uma ótima oportunidade para se mostrar como seria São Paulo se soubessemos ocupá-la de cidadania.

Fantasmas perseguem técnico Mano Menezes

A cara do Twitter de Mano Menezes

Treinador do Corinthians e dos mais talentosos técnicos da nova geração do futebol brasileiro, Mano Menezes criou seu perfil no Twitter há um mês e disparou na tabela de classificação dos mais seguidos, no Brasil. Neste momento (20:40 de quinta-feira) superou  o campeão dos campeões da internet, o jornalista Marcelo Tas. Mano tem 48,842 seguidores, contra pouco mais de 40 mil de Marcelo.

Popularidade artificial diz o site TwitterCentral que foi pesquisar o crescimento assustador nas últimas semanas quando foram registrados mais de 11 mil novos seguidores em apenas um dia. Na avalição feita pelos especialistas, pelo menos oito mil dos perfis que passaram a acompanhar os miniposts seriam falsos.

TwitterCentral criou um mosaico de avatar dos seguidores de Mano Menezes e identificou uma série de perfis que apresentavam características muito semelhantes aos endereços usados para espalhar spams na rede.

O recurso foi bastante utilizado nos últimos tempos por twitteiros muito mais interessados em aparecer na rede do que de usufruir dos benefícios que esta nos oferece.

“Não sabemos quem fez isso, nem se Mano Menezes tem ciência do que foi feito. Mas que alguém fez, isso não resta a menor dúvida. Com que intenção? Também não sabemos… “, diz o TwitterCentral.

Agora que Mano Menezes está em alta com a Fiel e a Fiel tem peso (nenhuma referência a Ronaldo, por favor) para bombar qualquer perfil no Twitter, disto eu não tenho dúvida.

Proibir Marcha da Maconha é atentado à liberdade de expressão

Um grupo de pessoas sai as ruas da sua cidade com faixas, cartazes e camisetas pedindo a legalização do aborto no Brasil. Você decide aderir a manifestação porque é defensor da maternidade livre e desejada e entende que nenhuma mulher deve ser impedida ou obrigada a ser mãe. Seu vizinho, católico, determinado às doutrinas da Igreja, dá as costas ao manifesto pois anuncia que é a favor da vida e não aceitará jamais que seres já concebidos sejam mortos em nome da irresponsabilidade de homens e mulheres.

Isto é liberdade de expressão. Respeito à opinião. Esteja do lado que estiver. E aceitável pela maioria dos brasileiros.

Imagine este mesmo cenário, mas com outro tema em discussão: a legalização da maconha.

O quê ? Um bando de maconheiro na rua ? Querem ter direito a se drogar ? Quem eles pensam que são ?

Tenho certeza que muitos reagiriam desta maneira e, assim, apoiariam decisão de tribunais regionais que concederam liminar impedindo, em alguns Estados, a realização da Marcha da Maconha que está marcada para os dias 2, 3 e 9 de maio, em 14 cidades brasileiras.

No entanto, impedir a manifestação pública é atentar contra a liberdade de expressão, como ressalta o presidente do Instituto Brasileiro Giovanni Falconi, juiz Walter Maierovitch, que foi nosso colega no Justiça e Cidadania, da CBN, e, atualmente, é autor do Blog Sem Fronteira na revista eletrônica Terra Magazine, do Portal Terra.

Dos mais bem informados sobre crime organizado – por estudá-lo e não por praticá-lo, apresso-me a escrever antes que alguma mente maldosa venha deliberar sobre o tema -, Maierovitch sabe como poucos que grupos criminosos exploram o negócio bilionário das drogas e reúne em seu site, do IBGF, série de informações a propósito dos riscos a quem consome determinadas substâncias.

Ao mesmo tempo, é ardoso defensor da democracia e, por isso, se esforça para explicar que a Constituição ainda é lei maior no país e, assim, prevalece sobre as ordinárias que, por exemplo, regem sobre drogas ou nos oferecem o código penal. É a norma constitucional que traz a liberdade de expressão, de reunião e de associação como base para o Estado democrático, portanto tem de ser respeitada antes de tudo.

Em resumo: quem fumar maconha na manifestação pode ser preso. Quem fomentar o debate, não.

Paulista terá fiscal de acessibilidade

Barreira urbana

Uma cadeirante vai cumprir a função de fiscal de acessibilidade na Paulista para garantir o conforto dos pedestres, alvo da reforma pela qual passaram as calçadas da avenida  no último ano. Julie Nakayama, jovem e bem articulada, terá o trabalho de circular por toda a via durante o dia e identificar barreiras urbanas como buracos no piso – semelhantes a estes encontrados pelo ouvinte-internauta João Pinheiro Rocha -, área de rebaixamento interrompida e equipamentos que costumam prejudicar a mobilidade – inclui-se aí os malfadados carros estacionados sobre a calçada.  Julie se aproveitará da experiência obtida em viagens ao exterior onde conheceu iniciativas favoráveis a acessibilidade ao mesmo tempo que se deparou com caminhos interrompidos. Ela já conheceu os Estados Unidos, México, Itália, Inglaterra, França, Canadá, Grécia, Turquia, Argentina e Uruguai, além de várias cidades no Brasil. Com este trabalho, não apenas pessoas que se deslocam em cadeira de roda e muletas serão beneficiadas. A ideia da Cidade Inclusiva oferece vantagens para todos os cidadãos.

Canto da Cátia: Tem filas e filas

As filas

A dos centenas de corinthianos na porta do Pacaembu se estendeu por toda madrugada, mas não havia ingresso suficiente para a quantidade de interessados. O fechamento das bilheterias obrigou a polícia a fazer sua fila e garantir o patrimônio público. Alheia a desoganização do futebol, meninos e meninas de escola, enfileiradas, seguiam em direção ao Museu que guarda das boas coisas que o esporte ainda nos oferece.

O olhar sobre todas as filas foi da Cátia Toffoletto que registrou a dificuldade do torcedor que defende seu direito em assistir ao espetáculo, da polícia em garantir a ordem pública e dos alunos em aprender.

A escola estadual que deu certo, segundo o Enem

Disciplina, coerência, estabilidade, diálogo com a família. Alguns dos ítens considerados essenciais para o bom resultado no Enem da Escola Estadual Professora Lúcia de Castro Bueno, em Taboão da Serra, Região Metropolitana de São Paulo. A explicação é do diretor da instituição que obteve o melhor desempenho no Exame na rede pública do Estado, Camilo da Silva Oliveira. A nota: 58,51.

Ouça a entrevista com o diretor Camilo da Silva Oliveira ao CBN SP

Veja aqui a lista completa do Enem

Filha de FHC pede demissão. E o presidente …

Ontem, 27 de abril de 2009, quase um mês após a denúncia, LUCIANA CARDOSO, filha do presidente FERNANDO HENRIQUE CARDOSO, demitiu-se do gabinete do senador HERÁCLITO FORTES (DEM-PI). Em todo o processo, e diante das graves suspeitas de “troca de chumbo” o ex-presidente manteve-se calado. Ao optar pelo silêncio, decepcionou fortemente parcela expressiva de seus admiradores. Com o fim do mandato, na medida que honrarias, direitos e remuneração permanecem, também não cessam as obrigações.

Post publicado no Blog do Madia, escrito por Francisco Madia, Consultor de Marketing dos mais reconhecidos no País

Secretário aceita plebiscito para discutir Pacaembu

A proposta de realização de um plebiscito para discutir o processo de concessão pública do estádio do Pacaembu, em São Paulo, para o Corinthians, foi bem-vinda pelo secretário municipal de Esportes Walter Feldmann, que tem patrocinado o debate sobre o tema. Feldmann se esforça para convencer o público de que não pretende influenciar a decisão da cidade, pois entende que a palavra final tem de ser do cidadão, mas fica evidente que a ideia da concessão é defendida por ele, também.

No CBN São Paulo, o secretário de Esportes explicou como seria feita a concessão, quais as restrições que seriam impostas ao Corinthians e os riscos ao patrimônio público caso o negócio não seja realizado.

Ouça a entrevista com o secretário Walter Feldmann ao CBN SP

Leia outras opiniões sobre o assunto clicando aqui.

Foto-ouvinte: Lixão da Dona Amélia

Caminho impedido

Um aterro clandestino é o que está se transformando a rua Dona Amélia Rufina, no bairro do Ipiranga, em São Paulo. De acordo com o ouvinte-internauta José Ricardo a situação se complica a cada dia com os pedestres já tendo sido expulsos do local pela falta de calçada e com os carros estrangulados pelo lixo. Como ações da prefeitura não foram suficientes para impedir este desrespeito, ele propõe a colocação de câmeras para flagrar as irregularidades, espécie de radar contra Sujismundo. Clique na foto e visite o álbum no Flickr com mais imagens do local.

Uma nova família no transporte de passageiros (2a Parte)

Por Adamo Bazani

Leia a primeira parte deste texto clicando aqui

Depois de largar as empresas de ônibus nas quais trabalhou, José Pereira se dedicou exclusivamente ao transporte de cargas e jamais imaginara retornar aos ônibus  mudando a tradição da família, identificada com os caminhoneiros.

Mas o que é o destino (para os que acreditam nele) ? Mas o que são as oportunidades (para os mais céticos) ?

José Pereira começou a atuar mais na região da Grande São Paulo, depois de rodar Brasil a dentro, com a ampliação da atividade fabril nos anos 80. Época em que os trabalhadores faziam muitas greves, corriam o risco de ser demitido, mas sabiam que, bastava não estar listado pelo Regime Militar, tinham emprego no dia seguinte em outra indústria.

Foi para  uma dessas indústrias que José Pereira prestou serviço de transportes. Na realidade, trabalhou para a empreiteira contratada pela Solvay, fábrica do setor químico, com sede em Rio Grande da Serra, que ampliava seu parque industrial construindo uma espécie de cidade particular com moradias, praças, galpões, hospital e linhas de ônibus.

O dono da empreiteira perguntou a José Pereira se ele não teria ônibus para transportar os operários, sem que a empresa dependesse do horário restrito das empresas que faziam o transporte urbano. Muitos trabalhadores começavam o turno cedo demais, antes mesmo de os “ônibus correrem a linha”, outros iam até de madrugada, quando o sistema não funcionava mais.  Assim que ouviu quanto o empreiteiro pretendia pagar, ele não teve a menor dúvida em encarar o negócio.

Em 1983, iniciava, com um velho monobloco O 362, o transporte de operários. O ônibus fabricado em 1971 era bem rodado, mas dava conta do recado.

A era de transportadores de carga dava lugar aos poucos para a dos transportes de passageiros. “Quando se planeja obras, industrias, residências, se pensa em tudo, menos no operário. Ninguém tinha se dado conta que o pessoal precisava voltar pra casa, mesmo que fosse perto do local da construção”.

Em 1985, José já tinha 13 ônibus, para os operários das obras da indústria Solvay, e outras obras, também. Começava a operar a empresa Zezinho Turismo, apelido de José até hoje. Anos mais tarde, foi rebatizada Zetur Fretamento.
Naquela época, a Refinaria de Cubatão, no litoral, também se expandia e os ônibus de José operaram nas obras da refinaria.

José posa ao lado de um modelo Caio

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