Foto-ouvinte: Assento inclusivo

Assento para obeso no Metrô

Os assentos azuis começam a ganhar destaque nas estações de Metrô de São Paulo e foram instalados com a intenção de atender as necessidades de pessoas obesas. A ideia é espalhar 350 bancos desses em 113 trens e nas plataformas das suas 55 estações. Os que se destinam aos obesos tem o dobro do tamanho dos assentos normais como se nota na imagem feita pelo ouvinte-internauta Daniel Aveiro. A cor azul passará identificar, também, os bancos específicos para pessoas da terceira idade, grávidas e mulheres com crianças no colo, substituindo a atual coloração cinza. Desta forma, o Metrô passa atender o padrão universal indicativo para pessoas com deficiência.

São Paulo terá primeiro ônibus a hidrogênio do Brasil

Modelo de ônibus a hidrogênio Começará a rodar, neste mês, o primeiro ônibus brasileiro com célula a combustível de hidrogênio, em São Paulo – é o que informa o Blog Energia Eficiente, do advogado com pós-graduação em direito e gestão ambiental Flávio Vieira.  A fonte dele é o gerente de planejamento da EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos), Carlos Zundt:

Em testes feitos em Caxias do Sul (RS), os testes indicaram que o ônibus tem capacidade para rodar 300km sem precisar reabastecer, já que carrega nove tanques de combustível com 5 kg de hidrogênio em cada tanque. O novo ônibus tem emissão zero de poluentes, liberando para a atmosfera apenas vapor d´água, além de não fazer nenhum barulho.

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Política ambiental não é pedágio urbano

Na manchete, no lead, no destaque dos jornais e mídia em geral, aparece sempre a discussão sobre a criação do pedágio urbano confundindo muitas vezes o debate sobre implantação de Política de Mudanças Climáticas. No ano passado, durante a campanha eleitoral, o prefeito Gilberto Kassab (DEM) quase teve um enfarte quando soube que o texto enviado à Câmara Municipal mantinha a expressão. Seus assessores correram a dizer que foi um erro no material encaminhado e o trecho que tratava do pedágio deveria ter sido extraído da proposta final do Executivo.

Nesta quarta 08.04, a Câmara Municipal de São Paulo aprovou, em primeira votação, o Plano Municipal de Política Ambiental que tem como objetivo reduzir o impacto da emissão de poluentes no meio ambiente. Fala-se em queda de 30% na emissão até 2012 com uma série de medidas como o incentivo ao transporte público (rodando com combustível mais limpo), promoção de serviços de carona solidária e uso de bicicleta, além da restrição de circulação de veículos.

Para Rachel Bidermann, coordenadora-adjunta do Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getúlio Vargas e coordenadora da equipe técnica de política municipal de mudanças climáticas, o que está em discussão na cidade de São Paulo é muito mais importante e não pode se resumir ao pedágio urbano. Em jogo, a qualidade de vida do cidadão.

Ouça a entrevista com Rachel Bidermann e deixe sua opinião

PEC dos precatórios ajuda São Paulo, diz prefeitura

A proposta de emenda constitucional que mexe com os critérios de pagamento dos precatórios tem levado o prefeito Gilberto Kassab (DEM) a uma peregrinação em Brasília pois a aprovação é de interesse da administração que deve cerca de R$ 11 bi – mais de 10% do total da dívida com precatórios no país – inclui-se aí Estados, Distrito Federal e municípios. De acordo com a senadora Katia Abreu, do mesmo partido que o prefeito, há em torno de R$ 100 bi de precatórios “voadores” no Brasil.

O projeto permitirá a destinação de  2% da receita líquida de Estados e Distrito Federal para pagamento aos credores, enquanto que os municípios, terão limite de 1,5%. De acordo com a PEC, dos valores reservados aos precatórios 40% serão pagos diretamente para quem está na fila, priorizando as menores dívidas e as pessoas com mais de 60 anos; enqaunto 60% deverão ser pagos na forma de leilão de deságio, que se caracteriza como uma forma de negociação entre o credor e o Poder Público, sendo que aquele aceita receber valor menor do crédito original. 

Para o secretário adjunto de Finanças de São Paulo Sílvio Dias a proposta ajudará os municípios a organizar melhor as contas públicas. Resta saber se os credores terão maior facilidade para receber dívidas que muitas vezes são pagas pós-morte. O secretário diz que sim.

Ouça a entrevista do secretário adjunto de Finanças de São Paulo, Sílvio Dias, e deixe sua opinião

Foto-ouvinte: Horizonte roubado

Horizonte perdido

Não foi necessário mais de um ano para o ouvinte-internauta Armando Italo perceber o prejuízo provocado pelas duas construções feitas diante do prédio dele, na Vila Olimpía, em São Paulo. Do horizonte pintado pelo sol restará muito pouco assim que as obras forem concluídas, na rua Doutor Ivo Define Frascá, em típico fenômento da “República dos Edifícios” que se transformou a capital paulista. Aos que ainda não sofreram as perdas do Armando, muita atenção no debate sobre a revisão do Plano Diretor Estratégico, na Câmara Municipal, e a Lei de Zoneamento, que virá em seguida. Qualquer descuido, e uma obra destas poderá ser erguida diante de sua casa a qualquer momento.

Comércio perdeu batalha contra lei antifumo, no Rio

Há pouco menos de um ano, os fumantes cariocas passaram a sofrer as mesmas restrições que estarão em vigor no Estado de São Paulo com a aprovação da lei que proíbe o fumo em recintos fechados ou parcialmente fechados. Apesar de na capital fluminense a determinação ter chegado por decreto da prefeitura, bares e restaurantes se deram mal na tentativa de derrubá-lo na Justiça.

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, em junho do ano passado, negou liminar pedida pela Federação de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares para suspender os efeitos do decreto até o julgamento final. A entidade alegava a inconstitucionalidade do decreto, mas não convenceu o relator da ação, o desembargador Sérgio Cavalieri Filho, que, na época, justificou que a prefeitura pode estabelecer regras, de acordo com o artigo 196 da Constituição Federal: “A saúde é um direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos”.

Em São Paulo, a Federação anunciou que vai à Justiça para derrubar a lei aprovada na Assembleia Legislativa que deve ser sancionada pelo governador José Serra, em breve. Diz que haverá demissões no setor apostando na redução do movimento de bares e restaurantes.

No Rio, não se tem informações sobre as tais demissões pelo cerco ao cigarro.

Canto da Cátia: Rádio-pirata

Destruição de rádio pirata

Oito toneladas de equipamentos de rádio foram destruídas em um angar da Vasp, no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, pela Anatel. Pirotecnia para chamar atenção à fiscalização do setor em relação às rádios clandestinas que funcionam em toda a Região Metropolitana de São Paulo. A Cátia Toffoletto esteve lá, não conduziu a máquina que esmagou as traquitanas jogadas ao chão, mas contou um pouco mais sobre o combate a esta irregularidade:

Ouça a reportagem de Cátia Toffoletto

Seguradoras negam uso de peças de segunda mão em conserto

As seguradoras não tem interesse em enganar o cliente obrigando oficinas a usar peças não-originais ou recondicionadas pois estaria colocando em risco seu próprio negócio ao permitir o aumento do risco de acidentes de carros. Quem diz é o diretor executivo da Federação Nacional de Seguros Gerais Neival Freitas em resposta a denúncia do Sindicato da Indústria de Funilaria e Pintura do estado de São Paulo feita no CBN São Paulo desta segunda 06.04.

A Fenseg também diz não haver lógica as seguradoras tomarem medidas que estimulem o roubo de carros, pois isto reverteria contra as empresas, que teriam gastos maiores em indenizações.

O dirigente da Federação, no entanto, não foi claro ao explicar como o consumidor pode ter a garantia de que a peça usada no reparo do carro seja original.

A Assembleia Legislativa tem investigado o mercado na CPI das Seguradoras.

Ouça a entrevista do diretor executivo da Fenseg Neival Freitas