Idec avalia o que fabricante faz com lixo eletrônico

Imagem da Galeria de Marcbraz no Flickr

Abra a gaveta de traquitana da sua casa e veja quantos aparelhos de telefone celular estão jogados lá dentro. Tem também baterias soltas, fonte de todo tipo, mouse estragado e teclado usado. Tem o que não cabe no armário, foi parar no canto de um quartinho qualquer, está amontoado na despensa, muitas vezes atravancando o caminho. Por ano, produzimos 50 milhões de toneladas de lixo eletrônico em todo o mundo, e a maioria não tem a menor ideia do que fazer com os equipamentos que ficam defasados cada vez em menos tempo. Jogar nos aterros sanitários ou entregar para que o lixeiro resolva este problema não são soluções viáveis nem saudáveis.

As empresas de tecnologia tem responsabilidade sobre os produtos colocados no mercado e teriam obrigação de receber este material de volta, após usado. Para saber como se comportam, o Idec – Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor – fez levantamento em 20 fabricantes de telefonia móvel, eletroeletrônico e informática. A análise da política de descarte e reciclagem foi feita com base em questionário – apenas metade respondeu – e em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor. Em seguida foram definidos critérios de pontuação e a avaliação foi feita em uma escala de 0 a 5.

Veja o conceito de cada uma das empresas no olhar do Idec:

Classificação segundo Idec

Foram desclassificados por não responderem o questionário Acer, Apple, BenQ, CCE, Lenovo, LG, Nokia, Panasonic, Semp Toshiba e Sony.

Da próxima vez que você for fazer a compra de um celular ou um computador, não deixe de perguntar para o vendedor qual a política de descarte ou reciclagem da empresa. Senão, melhor preparar o puxadinho na sua casa para encostar os equipamentos mais antigos.

A avaliação completa com o desempenho das empresas nas informações divulgadas pelo SAC você lê no site do Idec.

Foto-ouvinte: Cores no luar

Noite de luar

Os automóveis que passavam em alta velocidade pela rodovia Ayrton Senna, em São Paulo, se transformaram em luzes coloridas nas lentes da câmera do ouvinte-internauta e colaborador do Blog do Milton Jung, Marcos Paulo Dias, que miravam o luar na noite de sábado de Páscoa. “Eu voltava para casa, depois de um dia de trabalho. Será que as pessoas encontraram tempo para apreciar a linda noite de lua cheia”, escreve Marcos.

Biarticulado começa a rodar no ABC Paulista

Ádamo Bazani

Ônibus biarticulado B5 577

Com aproximadamente 2,5 milhões de habitantes, segundo estimativa do IBGE de 2007, o ABC Paulista contará com os primeiros ônibus biarticulados da história da região.

A empresa de ônibus Januária, do Grupo Barão de Mauá, já preparou um destes veículos para fazer linha municipal de alta demanda em Mauá. O ônibus veio da VCD (Viação Cidade Dutra) e faz parte de investimento da empresa para atender aos usuários em horários nos quais nem mesmo os  articulados são suficientes.

Um Caio Top Bus, motor Volvo, está na fase de finalização para começar a trabalhar e um Marcopolo Vialle, também Volvo , ainda está sendo preparado na garagem do grupo, em Mauá, na Grande São Paulo.

As linhas intermunicipais do grupo são operadas pela EAOSA – Empresa Auto Ônibus Santo André. A preocupação com a demanda maior em alguns horários também fez com que a empresa investisse em veículos maiores para as linhas.

Pelos menos três carros, que serviram a região Sul do País, estão na fase final de preparação para atender linhas que fazem a ligação entre Mauá, Santo André, São Caetano do Sul e o Terminal Sacomã, com o Expresso Tiradentes (ex-Fura Fila). Entre os destaques estão os modelos Busscar Urbanuss, motor F 94, consideradod um dos mais potentes da categoria.

Adamo Bazani é jornalista da CBN e busólogo. Toda terça conta o que se passou no transporte de passageiros em São Paulo, mas hoje antecipa um capítulo desta história.

A produção legislativa na Câmara dos Deputados

Um boa notícia aos deputados federais que tem azia ao acompanhar o noticiário, a Câmara é dos legislativos o quem tem o menor porcentual de propostas com pouco ou nenhum impacto das 24 casas que permitem – pela forma como publicam seus dados – o monitoramento.

Acompanhe informações destacadas pela ONG Transparência Brasil em seu relatório sobre a produtividade da Câmara dos Deputados:

Na Câmara dos Deputados, o porcentual de propostas com pouco ou nenhum impacto é de 7% (ou 1 211), bastante baixo se comparado com outras Casas brasileiras;

Do total de proposições dos deputados federais, 31% (ou pouco mais de 5 mil) são consideradas “com impacto”. Apesar disso, apenas 1,2% dessas 5 mil propostas foi aprovado;

Por outro lado, 41% das mais de 1,2 mil propostas de baixo impacto foram aprovadas;

Há seis deputados federais que só apresentaram matérias de baixo impacto;

Em contraste, 192 deputados não submeteram nenhuma matéria sem impacto;

Há ainda 39 deputados para os quais não há registro de nenhuma matéria proposta;

Em termos do número de projetos por deputado federal, os mais ativos são os oito integrantes da bancada do Mato Grosso, com uma média de 24,5 iniciativas por parlamentar. Os menos ativos nesse particular são os de Alagoas, com apenas 1,4 proposição por deputado desde fevereiro de 2007;

A bancada que mais aprovou proposições foi a de São Paulo (6), havendo oito bancadas sem projeto aprovado.

A bancada mais eficiente em termos da porcentagem de projetos aprovados em relação ao total tem sido a do Distrito Federal, com uma taxa de 4,2%, seguida do Amapá e do Mato Grosso do Sul;

Saiba mais acessando os relatórios da Transparência Brasil.

A produção legislativa do Senado

Dados divulgados pela ONG Transparência Brasil mostram a produtividade dos senadores com base em projetos registrados na Casa. Dentre os de pouco ou nenhum impacto estão os que propõem homenagens, datas comemorativas e sessões solenes, entre outros. Dos com impacto, a instituição não faz juízo de valor. Portanto, não leva em consideração se o reflexo da decisão tomada foi bom ou ruim. Quando o Senado permite a ampliação para mais sete mil vagas nas Câmaras Municipais este é um projeto considerado de impacto. Se bom, vai depender do que você pensa.

Dos muitos dados que fazem parte do relatório e foram destacados em mensagem enviada pela própria Transparência Brasil, temos:

38% da produção legislativa do Senado (ou quase 22 mil propostas) se referem a matérias com pouco ou nenhum impacto;

Mais de 90% das propostas de baixo impacto foram aprovadas pelos senadores;

Por outro lado, menos de 10% das proposições que versavam sobre temas de impacto (Regulação Política, Tributos, Corrupção e Controle, Educação, Saúde etc.) foram aprovadas;

Os senadores do Rio Grande do Sul são os mais ativos no que diz respeito a proposições legislativas com impacto (372 propostas), seguidos das bancadas do Paraná (162) e Rondônia (161).

As bancadas do Rio Grande do Norte (17), Paraíba (20), Minas Gerais (23), Alagoas (24) e Pernambuco (25) têm sido as menos atuantes no quesito “matérias com impacto”;

Já no item “matérias com pouco ou nenhum impacto” os senadores mais ativos são os do Amazonas (900 proposições), Rio Grande do Sul (137) e São Paulo (103). O senador Arthur Virgílio distorce o ranking (sozinho, o tucano é responsável por 867 propostas desse tipo);

Em termos da taxa de aprovação por bancada estadual (matérias aprovadas em relação ao total proposto), a mais eficiente tem sido a do Acre, seguida por Bahia e Pernambuco;

O estudo completo você acompanha no relatório organizado pela Transparência Brasil.

Corinthians e Santos, O Grande Jogo

Capa de O Grande JogoNão é nenhuma previsão para a final do Campeonato Paulista, mesmo depois dos resultados do fim de semana. Até porque São Paulo e Palmeiras precisam apenas vencer Corinthians e Santos pelo tal placar simples de 1 a 0. Uso o “tal simples”  pelo fato de que nem sempre é tão simples assim marcar um gol, principalmente em clássico. E contra dois times que tem a tradição dos alvi-negros paulistas.

“O Grande Jogo”, que você lê no título deste post, é o nome que batizou livro escrito pelos jornalistas Celso Unzelte e Odir Cunha,  a ser lançado nesta terça 14.04, no Museu do Futebol, às sete da noite, em São Paulo. No livro, está transcrita uma conversa entre os dois  fanáticos torcedores, o corintiano Celso e o santista Odir. Sim, dialogar com o adversário é possível e, às vezes, o resultado final é bastante interessante, como promete o livro que fala daquele que Pelé disse ser “o maior clássico do mundo”.

O CBN São Paulo reuniu os dois nesta segunda-feira para ter ideia do que iremos encontrar em “O Grande Jogo”.

Ouça a entrevista com Celso Ulzete e Odir Cunha

Rios de São Paulo traz experiência da Coreia

Logo do seminário Rios de São Paulo 

Quatro anos de trabalho, milhões de dólares investidos e a colocação abaixo de construções e hábitos de vida conseguiram mudar o cenário de poluição e insalubridade de rios e córregos em Seul, na Coreia do Sul. Dois desses projetos de preservação ambiental vão ancorar o seminário Rios de São Paulo promovio pela Rede Globo, nesta terça 14.04, das 9h às 13h, na Escola Politécnica da USP, na capital paulista.

Nesta manhã de segunda, alguns dos participantes do seminário foram até o rio Pinheiros, na zona oeste, conhecer um pouco mais sobre a realidade paulista. Além do assessor de infraestrutura urbana de Seul, In-Keun Lee, esteve lá também o professor da UFRGS Carlos Tucci, especialista em recursos hídricos, entrevistado pelo CBN São Paulo

Tucci diz que apesar do alto investimento necessário para a despoluição dos rios e córregos, dinheiro não é o maior problema na realização deste trabalho. Para ele, o Brasil até hoje não tem uma política nacional de saneamento:

Ouça a entrevista de Carlos Tucci, da UFRGS, ao CBN SP

Para conhecer o projeto desenvolvido em Seul, o jornalista Carlos Tramontiona, que mediará o debate, esteve na Coreia e realizou uma série de reportagens: 

 Ouça a entrevista de Carlos Tramontina para Tânia Morales da CBN

Leia e assista às reportagens sobre programas de despoluição dos rios, no Blog Rios de São Paulo

O que você faria com mais R$ 100 por mês ?

Cédula de 100 reais

A pergunta foi feita para 31 famílias de classe C que vivem em diferentes cidades brasileiras, em pesquisa encomendada pela agência de publicidade Nova S/B ao Ibope Inteligência. Sobre o resultado deste trabalho falaremos mais adiante. Agora quero apenas saber a sua opinião.

Afinal, o que você faria ?

Ouça a entrevista com o resultado da pesquisa com João Roberto Vieira da Costa, da Nova S/B (publicada às 10h35, de 13.04)

De Conselho

Por Maria Lucia Solla

Minha mãe, a conselheiraOlá,

Minha mãe sempre foi, e ainda é, uma mulher diferente. Fazia tudo com arte. Quem ainda tem um dos seus Cristos na Cruz, feitos com corda, sabe do que estou falando. Ou um de seus panôs feitos em veludo, brocado, feltro, seda, com personagens e cenários aplicados, pintados, e bordados com os mais diversos fios e pedrarias.

Quando eu era menina, a gente chamava pai e mãe de senhor e senhora, pedia a benção beijando a mão, e não se metia em assunto de gente grande. Minha mãe não falava dela. Era fechada, mas com o tempo fui descobrindo que veio de uma família muito unida e carinhosa, que era linda e que tinha 17 anos quando se casou com meu pai.

A mamãe nunca foi de muita risada. As mulheres que riam alto ou riam dobrado, ainda causavam estranheza. No caso da mamãe, o recato e a timidez eram regados, e muito bem cultivados, pelo ciúme do meu pai. Seu sangue luso-espanhol era de um homem bonito, alegre, sociável, sedutor, mas dominador e possessivo, entre outras características. O fato é que a minha mãe descobriu, no susto, que casamento pode não ser um conto de fadas. Que pessoas não são metades de uma laranja.

Um belo dia – sim, porque são todos belos – ela se deu conta de que cada um de nós é um universo tão complexo quanto cada galáxia existente neste, e em circuitos ainda maiores e mais complexos. Foi então que resolveu tomar o caminho de Alzheimer. Levou sua mente para outro plano de consciência, mas continua a nos educar, através do silêncio. Se eu pedisse a ela um conselho sobre o que deveria fazer, neste domingo de Páscoa, ela diria: “Vá ver seu filho, sua nora e seus netinhos. Eles precisam de você, e você precisa deles. Isso é vida, filha.” A gente demora mas aprende, mãe. Eu vou.

E você, vai ver alguém importante, hoje?

Pense nisso, ou não, e até a semana que vem.

Ouça “De Conselhos” na voz da autora


Maria Lucia Solla é terapeuta e professora de língua estrangeira. Aos domingos revela as coisas de sua vida para que a gente seja capaz de descobrir aquelas que estão fechadas em nossa alma.

Protesto contra anúncio do Shopping Center Norte

Anúncio do Shopping Center Norte que desrespeita o direito dos animais
Com cerca de 3 milhões de cães abandonados no Brasil, dos quais 200 mil em São Paulo, o anúncio do Shopping Center Norte, na capital paulista, pegou mal. A imagem de um cachorro abandonado na pista enquanto o avião decola, supostamente, transportando à família para um dos destinos oferecidos em promoção de 25 anos de existência do empreendimento comercial, é criticada por entidades que atuam em defesa dos animais.

O Instituto Nina Rosa  divulgou uma série de endereços eletrônicos para os quais as pessoas podem escrever para protestar contra a publicidade. A crítica recai sobre todos os parceiros do Shopping Center Norte que assinam o anúncio:

atendimento@centernorte.com.br

veja@abril.com.br

sac@visa.com.br

eugenio@mohallemmeirelles.com.br

mirella.covaleski@mohallemmeirelles.com.br

carla@mohallemmeirelles.com.br

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