Defensoria quer mágica para resolver saúde, diz prefeitura

é do secretário municipal de Saúde em exercício José Maria Orlando à decisão da Defensoria Pública do estado de São Paulo que exige, na Justiça, que a capital paulista passe a atender os pacientes em até 90 dias ou cubra os custos médicos na rede particular. O anúncio da medida judicial foi feito pelo defensor Guilherme Piccina, nesta segunda 06.04, ao CBN São Paulo.

Em entrevista ao CBN SP, o secretário apresentou números que comprovariam avanços no serviço prestado à população. No entanto, querer impor a redução das filas através de ação judicial  é pedir para que se faça “mágica” e medida de “impacto na opinião pública”, afirmou.

Ouça a entrevista do secretário José Maria Orlando

Debate sobre lei antifumo: Saúde ou economia ?

O projeto de lei do Governo de São Paulo que proíbe o uso do cigarro em ambientes de uso coletivo, acabando com as áreas de fumantes nos restaurantes, por exemplo, será votado na tarde desta terça-feira 07.04, na Assembleia Legislativa. O CBN São Paulo discutiu o tema com o diretor da Associação Brasileira de gastronomia,m Hospedagem e Turismo Marcos Vinícius Rosa e a diretora da ONG Aliança de Controle do tabagismo drª Mônica Andreis.

Na última pergunta, quis saber se a forte discussão que ocorre hoje em torno da lei está relacionada a preocupação com a saúde pública ou a questão é puramente econômica.

Ouça o debate sobre a lei antifumo e deixe a sua opinião

Os 456 anos de Santo André a bordo de um ônibus

Por Adamo Bazani

Em 8 de abril de 1553, o português João Ramalho tem seu pedido atendido pelo governador geral da época Tomé de Sousa e transforma a região onde morava na Vila de Santo André da Borda do Campo. Casado com a índia Bartira, filha do Cacique Tibiriá, da tribo Guaianazes, João Ramalho não podia imaginar que a cidade se transformaria numa das mais importantes do Estado de São Paulo e num dos maiores PIB.

A cidade foi palco do traçado da linha de trem, dos inglesas da São Paulo Railway, que no final dos anos de 1890 se tornaria a principal via de escoar café do interior para o Porto de Santos.

A região crescia e vias surgiam. No início dos anos de 1920 surgem os primeiros serviços de ônibus.

Com um rápido retrospecto de imagens de transportes, contamos a história mais recente da cidade:

Ônibus de 1925 (FOTO 1)

1925 – É inaugurada uma das primeiras empresas regulares do ABC Paulista, que ligava a então estação de São Bernardo do Campo (hoje estação de Santo André) à Vila de São Bernardo – região central de São Bernardo do Campo. O ônibus da imagem foi um dos pioneiros no serviço de passageiros em São Bernardo (São Paulo), realizando o trajeto entre a Estação e a Vila de S. Bernardo. Era de propriedade de João Setti, que iniciou suas atividades nesse setor em 1925. A linha hoje existe e é operada pela Viação ABC, de herdeirtos de João Setti.

Ônibus de 1933 (FOTO 2)

1933 – A Inglesa São Paulo Railway, operadora das linhas de tens, também investe no transporte rodoviário, que serviu o ABC Paulista, entre São Paulo e Santos com um ônibus peculiar. O ônibus apelidado de “King-Kong” foi um modelo introduzido pela Companhia Geral de Transportes, uma subsidiária da São Paulo Railway. A mecânica era inglesa, de marca Thornycroft, e a carroceria era da Grassi, de São Paulo. Fazia o trajeto entre São Paulo e Santos

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A difícil arte da leitura acessível

Em pleno século 21 existem pessoas que não tem o direito de ler um livro. E o fato não ocorre em nenhuma cultura totalitária ou sob qualquer religião ultra-ortodoxa. É aqui no Brasil, país que restringe a leitura às pessoas com deficiência apesar de o Congresso Nacional ter aprovado a lei 10.753/03 que obriga a produção de livros em formato universal, permitindo o acesso de pessoas cegas, com baixa visão, paralisadas ou amputadas de membros superiores, disléxicos entre outros.

Cid Torquato, comentarista do Cidade Inclusiva, que vai ao ar às segundas, no CBN SP, lembrou que no caso dele, paraplégico, ler livros convencionais apenas se estiver sentado e mesmo assim com dificuldade para folhear. Deitado, nem pensar.

Em nosso bate-papo dessa semana, Cid chamou atenção para o site Livro Acessível, criado por Naziberto Lopes, deficiente visual, que reúne volume considerável de informações sobre políticas de inclusão. Uma das sessões interessantes é a que reúne depoimentos de “excluídos da leitura”, pessoas como Virgínia Menezes que realiza pós-graduação em Educação Especial Inclusiva e, imagine, não tem acesso aos muitos textos que necessita para concluir o curso.

Navegando no trabalho de Naziberto sabe-se, por exemplo, que boa parte das pessoas cegas não usa braile, sistema eficaz quando o cidadão nasce sem visão. “Tendo ficado cego em vida adulta, ser novamente alfabetizado em um outro sistema de comunicação foi impensável e praticamente impossível”, relata na primeira pessoa. Com isto, o computador passa a ser a principal ferramenta.

No site existe acesso ao abaixo-assinado que pede a regulamentação da Lei do Livro, a fim de que esta garanta o direito de acesso universal à leitura por parte de pessoas que por alguma deficiência não podem acessar os livros em seu formato convencional (impressos a tinta); e defende que estas pessoas possam negociar diretamente com as editoras e livrarias, sem necessitarem a “terceirização” por uma entidade de assistência; além de propor a existência deste material acessível nas bibliotecas.

Um dos aspectos defendidos por Naziberto é que a pessoa com deficiência não tenha de recorrer a terceiros para obter o que é de direito. Em vários depoimentos e em e-mails enviados para editoras, torna claro que a maior parte da sociedade ainda o enxerga como um pobre coitado e imagina que ele está em busca de esmola.

Mais sugestões

O ouvinte-internauta Wilson Benites Jr. escreveu para sugerir que as pessoas com dificuldade de acesso a leitura procurem a Fundação Dorina Nowill para cegos, instituição que põe a disposição livros e revistas faladas. Além disso, divulga o site Worldwide Association of Jehovah’s Witnesses no qual é possível baixar arquivos de áudio da Bíblia.

Valeu pela força, MP !

O Ministério Público Estadual tem sido usado como espécie de defensor da cidadania sempre que atos de desrespeito e mau uso do dinheiro público surgem por parte de autoridades públicas. Por isso, logo que soubemos da denúncia sobre mordomias a beneficiar ex-integrantes da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, além de buscar a palavra do presidente da Casa procuramos o Ministério Público.

A resposta: “O Ministério Público do Estado não se pronunciará  em questão de execução de orçamento e poder independente.  Sobre o qual o Ministério Público só pode atuar em caso de improbidade administrativa – Assessoria de Comunicação do MP”.

Na semana passada, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Barros Munhoz (PSDB), esteve no Ministério Público Estadual em  visita de cortesia.

Deputado não vai ‘escarafunchar’ gasto público na Assembleia

Um gabinete para o cargo de deputado, outro para o de ex-presidente. Gastos dobrados e  um só dono. É o que acontece na Assembleia Legislativa de São Paulo em uma mordomia mantida pelo dinheiro público, conforme destacou o jornal Estadão desta segunda-feira. Como prêmio pelos serviços prestados à Mesa Diretora – formada pelo presidente, vices e secretários -, o legislativo paulista oferece um gabinete especial aqueles que deixaram a função sem que precisem abrir mão do seu gabinete de origem.

Nada disso abala o presidente da casa, deputado Barros Munhos (PSDB), que diz não ter tempo para ficar “escarafunchando” estes assuntos. À repórter Luciana Marinho falour que tem coisa mais importante, omo fazer andar a obra do anexo da Assembleia (que já custa mais de R$ 280 mi), reabrir o restaurante (fechado pela Vigilância Sanitária) e os banheiros que fedem (é ele quem diz).

Ouça o que disse o presidente da AL, Barros Munhoz (PSDB), para Luciana Marinho

Canto da Cátia: Mortes na casa

Desabamento 3

Uma obra irregular teria sido o motivo do desabamento de uma casa que matou mãe e filha no bairro de Pedreira, na zona sul de São Paulo, na madrugada, enquanto chovia forte na cidade. A Cátia Toffoletto esteve lá pela manhã e registrou a situação em que ficou o terreno após o acidente. Um muro estava sendo construído no terreno ao lado e teria caído provocando o desmoronamento. O prefeito Gilberto Kassab (DEM) esteve no local e ao ser entrevistado pela Cátia comentou que a construção era irregular mas imagina que o dono da propriedade estivesse agendo de “boa fé”.

Ouça trecho da reportagem de Cátia Toffoletto

Funilarias denunciam seguradoras, em CPI

A pressão das seguradoras sobre as oficinais de funilaria e pintura para que usem peças não-originais e recondicionadas foi denunciada na CPI das Seguradoras, realizada pela Assembleia Legislativa de São Paulo. De acordo com o presidente do Sindicato da Indústria de Funilaria e Pintura do Estado de São Paulo, Ângelo Coelho, as companhias desrespeitam o Código de Defesa do Consumidor e interferem na segurança dos automóveis e dos motoristas.

Ângelo foi além e acusou as seguradoras de colaborarem com o crime organizado ao negociarem veículos retirados do mercado por terem apresentado perda total.

Ouça a entrevista com ângelo Coelho, do Sindifupi

O CBN São Paulo pretende conversar com outros setores envolvidos no tema durante a semana. Se você tiver alguma reclamação envolvendo seguradoras registre neste blog.

Defensoria entra com ação contra fila em posto de saúde

Ação da Defensoria Pública do estado de São Paulo tenta reduzir tamanho da fila de espera para consulta com médicos especialistas na rede de saúde municipal, na zona sul da cidade. Em cada Unidade Básica de Saúde há em médioa de mil a dois mil pacientes aguardando consultas, exames e procedimentos cirúrgicos com especialistas, segundo o defensor Guilherme Piccina, entrevistado pelo CBN São Paulo.

Conforme Prestação de Contas da prefeitura de São Paulo do 3º trimestre de 2008, quase cinco milhões de consultas médicas foram realizadas, apenas 20.094 com especialistas. Os números, segundo os defensores públicos, demonstram o descompasso que existe entre o o atendimento inicial e o tratamento propiamente dito.

Ouça a entrevista com o defensor público Guilherme Piccina, ao CBN SP