De enchente

Por Maria Lucia Solla

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E então: até quando?Sempre sonhei em me unir à turma do Greenpeace, seja lá onde fosse. Eles me passam uma imagem de gente que está do lado do respeito, e eu iria longe para lutar por ele. Até uma certa idade, me deixaria amarrar na proa do navio, ou nos trilhos da linha férrea.

Agora, longe dessa possibilidade, faço o que posso. Pelo respeito a tudo e a todos. Indiscriminadamente.

Tem gente que acha babaca falar “dessas coisas” feito respeito, consciência, amor, dor, amizade, disciplina, objetivo, admiração. E por aí vai. Mas todo mundo fala: já notou? Fala, mas fala a boca pequena. Em off. Na surdina, para não dar pinta de Nova-Era, Tiozinho-Paz-e-Amor, ou Natureba.

E a gente vai se disfarçando, se blindando, se moldando, encaixando aqui, encaixando ali, cortando o dedão do pé para caber no sapatinho de Cinderela, e vai perdendo o rumo. Vai perdendo a noção. Desloca a perspectiva e se afasta da própria essência. Da alma.

Num fim de semana, um amigo sugeriu que fizéssemos duas listas. Uma de “in” – na moda- e outra de “out” – fora dela.

Depois de falar bobagem até dizer chega, chegamos à conclusão de que o campeão da lista dos “out” era fazer lista de “in” e “out”.

Assista ao slide show acima e perceba como é fácil. Não é preciso ir longe e nem correr riscos para defender o respeito. Enquanto não o ressuscitarmos, tudo fica invertido. As baleias morrem, os pássaros encaixotados são privados de seu vôo, e a água, cantada em verso e prosa, madrinha da vida, passa de salvadora a vilã.

Por onde começar?

Pense nisso, ou não, e até a semana que vem.

Ouça “De Enchente” na voz da autora. Música: As Quatro Estações, de Vivaldi

Maria Lucia Solla é terapeuta e professora de língua estrangeira. Aos domingos escreve neste blog, demonstra indignação, reclama, mas sempre com o maior respeito.

Até a pé nós iremos

Após ler “Cidade tem de estar comprometida com mudanças”, publicado neste blog na terça 24, o ouvinte-internauta Zizzo Bettega enviou a mensagem que você lê a seguir. Ressalto que ao  falar de diferenças geográficas, entre São Paulo, capital, e Estocolmo, apenas pretendia levar para o texto justificativa que se ouve frequentemente na cidade. Concordo com ele que a principal mudança tem de ser prioridade. Mas vamos ao textoque já me conquistou pelo título (refrão do hino do Imortal Tricolor):

Em tese a vantagem de Estocolmo sobre São Paulo para o ciclismo está somente em que a cidade nórdica não requer obrigatoriamente bicicletas com câmbio, como fica claro ao observar a topografia e a respectiva frota local.

Se não deixamos de priorizar o automóvel aqui, lógico nunca teremos os índices da cidade nórdica e por conseqüência um ar minimamente respirável. O que por si só incentivaria a adesão espontânea de novos ciclistas.

O fato de São Paulo requerer uma bicicleta com câmbio; como as mountain-bikes; preferencialmente não afeta em muito aquela sustentável fórmula básica do ciclista em comparação com o pedestre que é válida para as duas cidades, grosso modo:

  • 10 vezes mais rápido
  • 10 vezes mais longe
  • 10 vezes menos esforço

Mesmo quando se fala nas nossas subidas e descidas metropolitanas, requerendo tão somente o mínimo de técnica e intimidade com o câmbio moderno que acredito é o maior obstáculo para uma gama mais abrangente de novos ciclistas no nosso caso. Não em vão o câmbio moderno foi inventado nos Alpes italianos pelo atleta Campagnolo, Algo até certo ponto desnecessário para o ciclismo em cidades insulares como é o caso de Estocolmo.

Já os dados para a “apressada” São Paulo quanto à velocidade média como era de se esperar continuam praticamente os mesmos: 22km/h para os carros cerca de 25km/h de média para as bicicletas. Imaginem houvessem aqui verdadeiros eixos cicloviários!

O que muda drasticamente em relação às duas cidades; creio eu; é que o custo para uma vaga de estacionamento na zona urbana de Estocolmo deve ser proibitiva, enquanto que em São Paulo; o paraíso do homo motorisadus;  esta mesma vaga é quase que subsidiada indiretamente pelas municipalidades metropolitanas em prol dos impostos que lhes rendem a indústria automobilística que mata e sufoca lentamente o cidadão e acidifica rapidamente nossos oceanos que são quem verdadeiramente produz o oxigênio que respiramos e que é filtrado pelas florestas remanescentes.

Há tempo de reverter esta lógica perversa ainda?

Enquanto a letárgica maioria motorizada aproveita a lentidão da via para sonhar com sua solução na forma de um panorâmico jeep urbano ledo desejo de superioridade por sobre os demais. Nós Desnudos Quixotes Vitruvianos marchamos contra os nada imaginários moinhos de gente da cidade insana.

Saudações cíclicas,

Zizzo Bettega”

Erros políticos tiram Maria Helena da Educação, em SP

Há três meses, discutia-se internamente no Palácio dos Bandeirantes a saída de Maria Helena Guimarães da Secretaria Estadual de Educação, confirmada, nesta manhã, com exclusividade, pelo CBN São Paulo. No cargo desde julho de 2007, quando substituiu Maria Lúcia Vasconcelos, a socióloga entrou em choque com o magistério. Logo que assumiu, em entrevista à revista Veja, falou da mediocridade dos professores; em seguida, passou a ser acusada de diminuir o espaço para o diálogo. Foi, porém, nos últimos tempos que a situação se complicou.

Ao divulgar dados da prova a qual foram submetidos 214 profissionais da área de educação vendeu a ideia do “Professor Nota Zero”. De acordo com as informações transmitidas pela própria secretária, 3 mil professores não haviam acertado uma só questão no teste. Na realidade, boa parte destes havia entregue a prova em branco por discordar do tipo de avaliação que estava sendo realizada.

Nos últimos dias, houve duas intervenções do Palácio por determinação do governador Serra. Primeiro, quando a secretária disse que as apostilas de geografia que apresentavam erros no mapa da América do Sul seriam mantidas nas mãos dos alunos, pois os professores estariam avisados da correção necessária. Imediatamente, o governo mandou recolher o material.

Depois, Maria Helena anunciou que a concessão de bônus para os servidores, baseada no desempenho do Índice de Desenvolvimento da Educação de São Paulo (Idesp), beneficiaria apenas professores e funcionários de instituições que atingiram a meta estabelecida. Teve de voltar atrás e determinar o pagamento para todas as escolas que estão entre as 10% melhores mesmo que não tenham atingido o resultado proposto no Idesp.

Ontem, ficou acertado que ela pediria afastamento do cargo sob a alegação de que “motivos estritamente pessoais” a impediam de permanecer na Secretaria de Educação. Eram pessoais, sim, mas parece que com o governador Serra.

O novo secretário, Paulo Renato Souza,terá pouco tempo para desenvolver projetos próprios, pois a administração Serra terá apenas mais um ano e oito meses, sem levar em consideração que no meio do caminho tem eleição para a Presidência da República e Governo do Estado. A proximidade dele com as ideias de Maria Helena, com quem trabalho na época em que foi ministro da Educação de FHC, sinalizam que ele dará continuidade ao sistema de avaliação, apenas com mais traquejo político.

Paulo Renato ganha, também, oportunidade de voltar ao noticiário que foi desperdiçada quando perdeu para José Aníbal, homem de confiança do governador José Serra, a disputa interna  no PSDB pelo cargo de líder da bancada na Câmara dos Deputados.

Canto da Cátia: Incêndio em Diadema

Incêndio em DiademaIncêndio em DiademaIncêndio em DiademaIncêndio em DiademaIncêndio em DiademaIncêndio em DiademaIncêndio em DiademaIncêndio em DiademaFogo em Diadema

O fogo acordou o noticiário nesta sexta 27, em Diadema, cidade que fica na Região Metropolitana de São Paulo. Quem seguia pelo rodovia Imigrantes, em direção ao litoral, assustou-se com o tamanho das chamas e a grossa fumaça preta que tomava conta do céu, logo cedo. No início falou-se em indústria química, mas o olhar mais apurado, quando a fumaça baixou, revela um depósito que armazenava produtos químicos sob o título microempresa Diall Química Distribuição, Comercialização e Importação de Produtos Químicos de Limpeza Ltda.A Cátia antes mesmo de chegar ao local disparou sua máquina de fotografia e registrou para os ouvintes-internautas do CBN SP as cenas que tanto susto causaram. O fogo à distância, a fumaça escura, as casas e carros que foram atingidos, nada escapou do olhar dela.Do helicóptero a Pétria Chaves, em terra, ao lado da Cátia, a Luciana Marinho e do estúdio a turma da redação se envolveram na cobertura para descobrir o que teria provocado o incêndio e, principalmente, se o material estava armazenado de maneira correta.Aguarda-se novidades para saber por que os moradores da região, entre eles alunos de duas escolas públicas, estavam expostos a este risco.

Faltam 4 dias para Plano de Metas, em São Paulo

Observatório Cidadão

Termina terça-feira 31, semana que vem, o prazo para a prefeitura de São Paulo apresentar o Programa de Metas para a gestão 2009-2012. O alerta é do Movimento Nossa São Paulo idealizador do projeto aprovado pela Câmara Municipal, no ano passado, após obter o apoio de cerca de 580 organizações. É a primeira vez na história da administração pública brasileira que o prefeito eleito divulgará metas detalhadas para cada uma das secretarias. No caso da capital paulista, a obrigação se estende às 31 subprefeituras e 96 distritos da cidade.

Após a apresentação do Plano de Metas pelo prefeito Gilberto Kassab (DEM), a lei orgânica do Município prevê que nos 30 dias seguintes sejam organizadas audiências públicas gerais, temáticas e regionais. De acordo com nota divulgada pelo Nossa São Paulo “a população poderá tomar conhecimento das metas de gestão e dos indicadores das diversas áreas da administração municipal para sua região e para a cidade como um todo”.  A cada semestre, a prefeitura terá de prestar contas à sociedade  – por meio da divulgação de indicadores de desempenho.

No dia 10 de março, o Movimento Nossa São Paulo entregou ao secretário de Participação e Parcerias, Ricardo Montoro, uma publicação com 158 metas de referências para subsidiar o Programa de Metas da Prefeitura da capital.

O secretário municipal de Planejamento Manuelito Magalhães falou sobre a elaboração do plano, ao CBN São Paulo, no dia 11 de março. Leia e ouça aqui.


Celular é símbolo de inclusão digital

Celular está em 76% das casasCom 67% brasileiro tendo usado um aparelho nos últimos três meses, o telefone celular confirma sua importância como principal elemento da inclusão digital. Nas cidades, este índice chega a 70%, enquanto na área rural 67% das pessoas tiveram acesso a telefonia móvel.

Estes são dados da pesquisa do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (Nic.br), realizada em 21,5 domicílios brasileiros.

A televisão está presente em 98% dos lares brasileiros, seguido pelo rádio (87%) e do telefone celular, com 76% dos votos.

Leia mais sobre o estudo que mostra o comportamento do brasileiro em relação as tecnologias de informação e de comunicação acessando o TOP BLOG do Milton Jung.

Foto-ouvinte: A cara do outono

Outono em São Paulo

“A beleza do sol vindo da zona leste e invadindo a cidade faz até esquecer que a Marginal é poluída, que o trânsito é caótico e que eu levantei às cinco da manhã para ir a Guarulhos”, escreveu o ouvinte-internauta Léo Pinheiro, inspirado com o primeiro amanhecer do Outono na capital paulista.

Mostra fotográfica tem o ‘Ponto de Vista’ de São Caetano

ABCClickSão Caetano do Sul do “Ponto de Vista” de seus fotógrafos aparece em exposição aberta esta semana, na associação comercial da cidade do ABC Paulista. São dezenas de imagens de lugares comuns, mas de ângulos inusitados, reunidas pelo Fotoclube ABCCLick, que tem entre seus fundadores o nosso ouvinte-internauta e frequentador deste blog, Ailton Tenorio. “Com a exposição ‘Ponto de Vista’ esses fotógrafos, depois de apresentarem a cidade ao mundo, vão agora reapresentar a cidade aos seus cidadãos’, escreveu. Neste sábado, haverá encontro dos autores das imagens, às 10 da manhã, na Associação Comercial de São Caetano do Sul, na Rua Amazonas, 318, centro.

Canto da Cátia: Obra destrói calçada

Sujeira com a calçada

Empreiteiras desrespeitam a cidade e o cidadão ao destruírem a calçada durante as obras. A situação foi flagrada pela repórter Cátia Toffoletto em áreas próximas do Itaim Bibi, nesta manhã. A sujeira se transforma em barro e prejudica a passagem das pessoas. Pedestres são obrigados a andar no meio da rua devido as condições das calçadas. Cátia conversou com o funcionário de uma das obras que afirmou haver limpeza frequente no local. Não foi necessário muito tempo para ela identificar que o cuidado era apenas da boca para fora.

Ouça a reportagem de Cátia Toffoletto

Pergunte ao presidente, mas só para o Barack

Capa do Ask The President

Explorar a internet é marca do governo Obama desde os tempos de candidato, e as novidades digitais tem surgido a todo momento. Duas estratégias muito semelhantes já estão no ar com a intenção de aproximar o presidente do cidadão ou o cidadão do presidente. “Pergunte ao presidente” é a ideia central do programa lançado no site da Casa Branca e do projeto bancado pelos The Nation, The Washington Times e Personal Democracy Forum.

Leia mais sobre estes dois programas no Top Blog do Milton Jung