De vida e harmonia

Por Maria Lucia Solla

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Olá,

Você já afinou um violão? É um tal de aperta-e-afrouxa-cordas, até que possam vibrar no som ideal. Definiu-se um código de harmonia sonora, e a gente segue. Sem questionar. Sol é sol, e pronto. Lá e lá e estamos conversados. Depois que se pega o jeito, a gente tira de letra e faz a música.

Eu comecei com o Tchibum Tchibum… Os que me amavam chegavam a elogiar. Os outros se escondiam de mim. Treinei muito, enquanto bolhas assassinas tentavam tomar de assalto as pontas dos meus dedos.

Participei de serestas indescritíveis, na varanda da fazenda do Girbertinho, em Mococa. A gente musicava até sentir o cheiro do cafe da manhã, enquanto a Bazu e o Franquito cantavam e encantavam.

Na verdade comecei tocando harmônica. A sanfona. Todos os anos eu me apresentava, na festa de encerramento das aulas. Depois veio o violão, e mais tarde o piano e o teclado.

Para você ter uma idéia de como toco atualmente, um dia contei aos meus filhos que a prima Su tinha chorado enquanto eu tocava Ave Maria de Gounod. Sabe o que eles perguntaram?

“Mãe, ela parou de chorar quando você parou de tocar?”

Então a Vida, que é feita de sons e ritmos, será harmônica quando nos afinarmos com ela. Cada um na sua escala, juntando seus tons e compondo seus sons. Únicos. Harmonizando-nos com a cadência da hora. Quem achar que o outro deve se afinar mais e melhor, está desafinando, até que se dê conta da solução.

Nós, como cordas de violão, temos tons únicos. Um é dó, na clave de fá, outro é si na clave de sol… Tem ainda os bemóis e os sustenidos, que junto a dós, rés e mis e pausas, estamos aqui para compor a melodia mais harmoniosa possível.

E você, tem feito bonito com as suas cordas?

Pense nisso, ou não, e até a semana que vem.

Maria Lucia Solla é terapeuta e escreveu o livro “De Bem Com a Vida Mesmo Que Doa”, publicado pela Libratrês. Todo domingo demonstra aqui no blog que dedilha o teclado do computador com maestria.

Parques serão unidos por ciclovias, em São Paulo

 Foto da BikeTour 2009 do álbum de Alexandre Nascimento no Flickr

Do parque da Aclimação ao Ibirapuera; dali até o parque das Bicicletas é um pulo só; de lá até o parque do Povo e, depois, ao Villa Lobos. Este circuito poderá ser feito de bicicleta se a ideia em debate entre a Secretaria de Esportes e do Verde e Meio Ambiente convencer o prefeito Gilberto Kassab (DEM), mas, principalmente, se passar pela resistência da CET.

As ciclofaixas seriam abertas aos domingos pela manhã quando se calcula de 700 mil a 800 mil pessoas andam de bicicleta na capital paulista. Inicialmente, deve ligar apenas dois parques para depois se estender a locais mais distantes.

A inspiração de São Paulo são as ciclovias de Bogotá, na Colômbia, cidade que fez a opção pelo uso de transporte mais limpo e inteligente (incluo neste conceito, claro, o transporte público). No entanto, se o secretário Walter Feldmann, dos esportes, for a Porto Alegre, em um fim de semana, já encontrará experência semelhante quando as “Faixas Verdes” estão abertas.

Na capital gaúcha, existem faixas pintadas no asfalto que são usadas pelos ciclistas para sair de um parque a outro da cidade. Sábado e domingo, as pistas são das bicicletas. Durante a semana, não há exclusividade, mas a preferência naqueles locais é dos ciclistas (mas não recomendo que você acredite piamente no respeito do motorista de carro na hora do rush).
Calcula-se que em São Paulo existam 5 milhões de bicicletas e todos os dias 300 mil pessoas pedalam, muitos a caminho do trabalho. A quantidade de bicicletas na cidade pode parecer grande, mas ainda é menor do que a frota de carros, estimada em 6 milhões.

Ouça a entrevista do secretário de Esportes Walter Feldmann ao CBN SP

* Para ver outras fotos de Alexandre Nascimento clique aqui

Na bronca: Telefonica e Itau são os campeões

A lista das empresas que receberam maior número de reclamações por descumprir o Código de Defesa do Consumidor, em 2008, não chega a apresentar alguma novidade no seu topo, em São Paulo. A Telefonica monopolizou o primeiro posto e há sete anos é a líder. O segundo lugar segue nas mãos do Itaú.

Na relação com 2007, as mudanças aparecem nos terceiro, quarto e quinto lugar que agora tem TIM, Unibanco e Brasil Telecom que desbancaram Benq, Vivo e Mitsubishi/Aiko/Evadin.

Veja os números de 2008

1º Telefonica –   2.974 reclamações atendidas, 641 não atendidas: 3615 no total

2º Banco Itau – 828 reclamações atendidas, 758 não atendidas: 1586 no total

3º TIM Celular – 466 reclamações atendidas, 426 não atendidas: 892 no total

4º Unibanco – 444  reclamações atendidas,  329 não atendidas:  773 no total

5º Brasil Telecom – 476  reclamações atendidas,  282  não atendidas: 758 no total

 Ouça a reportagem de Cátia Toffoletto sobre o ranking de reclamações do Procon-SP

Com que roupa eu vou

Cartaz da Pedalada Pelada
Indecente ? É perder 3.500 vidas em “assassinatos” no trânsito. Com esta chamada, os organizadores da Pedalada Pelada, em São Paulo, justificam a adesão ao evento que internacionalmente é conhecido por World Naked Bike Ride e deve se realizar em 150 cidades. Na capital paulista, mais puritanos, os participantes se contém e não costumam “vestir-se a rigor” para o encontro. No ano passado, apenas um ciclista avançou a “moral e bons costumes” sofrendo advertência policial.

André Pasqualini, ciclo-ativista, explica que a WNBR se iniciou na cidade espanhola de Zaragoza, em 2001, ganhando apelo mundial dois anos depois. “Muitos usam o nu como uma referência a sensação de insegurança e desproteção que o ciclista sofre no trânsito das grandes cidades. Já os naturistas, buscam celebrar a beleza do corpo humano, livre das ditaduras das belezas, onde nenhuma barriguinha ou celulite será perdoada”, escreve no Blog CicloBR.

Prá que ninguém fique com a mesma dúvida que a Odete, ouvinte-internauta, que deixou mensagem logo aí embaixo: o André Pasqualini não é organizador do WNBR São Paulo, apenas o utilizei como fonte da informação, pois mantém um blog de credibilidade e sempre está por dentro do que se realiza em torno da bicicleta. A propósito, não sei se ele ficou nu no evento do ano passado. Nem sei se ficará no deste ano. Se você quer tirar a dúvida, vá até a Paulista amanhã.

Canto da Cátia: Quem vê cara …

Lago da Aclimação está cheio

… não tem ideia do lodo escondido sob a água da chuva que encheu o lago da Aclimação, região central da capital paulista. O local foi cenário de algo inusitado há um mês quando um problema mecânico esvaziou o lago que fica no meio do parque. A Cátia Toffoletto esteve por lá na manhã desta quinta-feira e constatou que apesar da bela imagem estar de volta, os problemas estão longe de serem resolvidos. A prefeitura alega que depende da licitação que contratará empresa para prestar serviço de manutenção para dar início a operação de retirada do lodo que está no fundo do lago.

Menos criança, melhor professor e jornalismo de qualidade

Imagem reproduzida do NYT

Provocado pelo secretário municipal de Educação, Alexandre Schneider, fui ler no site do New York Times reportagem sobre o aumento do número de alunos nas salas de aula, em Nova Iorque. O debate que se espalha nos Estados Unidos se reforça com a constatação de que nas classes nova-iorquinas tem de 10 a 60 por cento mais estudantes do que nas cidades vizinhas e isto estaria provocando a saída de algumas famílias que temem a queda na qualidade de ensino.

O prefeito Michael Bloomberg disse que se a escolha é por classes menores ou por melhores professores, ele prefere com os melhores professores. E, assim, o investimento na educação tem sido neste sentido.

Apesar da indignação das famílias, diz o NYT: “As reduções no número de estudantes na sala frequentemente tem pouco efeito na performance dos alunos”.

O debate se desenvolve há décadas e existem alguns consensos como o fato de que o tamanho da classe tem maior influência entre os mais jovens e o efeito é mais profundo quando existem menos de 20 estudantes na sala de aula.

A indicação da reportagem foi motivada pela conversa que tivemos sobre a qualidade da cobertura jornalística em especial na área de educação. Alexandre Schneider entende que, mesmo críticas e necessariamente críticas, as reportagens poderiam se basear em estudos científicos para termos um debate mais qualificado. No que concordo plenamente.

Tenho como exemplo, a discussão do sistema de progressão continuada, apontado como motivo do mau desempenho dos alunos na rede pública de ensino. Todo trabalho realizado até aqui foi incapaz de demonstrar que a forma padrão – “como era no meu tempo”, costumam  dizer alguns pais – com ciclos de apenas um ano seja melhor que a progressão continuada. Comparado, o desempenho de cada um dos sistemas é bastante semelhante. No entanto, se acompanharmos as notícias sobre o tema a tendência é de mostrar a incompetência do formato atual com ciclos de três ou quatro anos.

A revista Carta Capital promoveu esta discussão em uma de suas edições recentes.

De volta ao tema do NYT e de olho no que acontece por aqui.

No ensino infantil e fundamental, na cidade de São Paulo, o número médio de crianças nas salas de aula varia de 30 a 33, de acordo com o estágio de ensino, segundo dados de 1º. de março. Alexandre Schneider justifica que a quantidade de estudantes por classe tem diminuído nos últimos anos, mesmo com o fim do “turno da fome”, turmas que tinham de estudar das 11 da manhã às três da tarde.

Há determinação da Secretaria para limitar a 32 alunos as salas da primeira série e a 35 as demais, porém quem for ao extremo da capital encontrará classes com até 39 crianças. Situação que se complica a medida que ocorre nos locais mais pobres – Capela do Socorro, M’Boi Mirim, Itaim Paulista, e Perus -, onde a estrutura familiar também tende a ser precária.

Que professores mais bem qualificados poderiam superar esta demanda na rede pública de ensino, não tenho dúvida. Aqui ou em Nova Iorque. Aliás, jornalistas mais bem preparados para o debate, também.

Mordaça ainda põe em risco servidor público, diz procurador

A tentativa de impedir a divulgação da opinião dos servidores é prática comum no poder público, segundo o presidente do Sindicato dos Procuradores do Estado de São Paulo, José Procópio Dias. Na própria Procuradoria Geral do Estado apenas aqueles que são autorizados pelo cúpula da instituição podem conceder entrevistas, apesar de os procuradores terem autonomia para realizar seu trabalho.

A Lei da Mordaça é uma das formas de impedir que os agentes públicos opinem ou façam críticas a estrutura do Estado, como ocorre, por exemplo, com o delegado Roberto Conde Guerra que teve seu blog censurado pela Justiça sob a acusação de cometer injúria e difamação, além de ter sido transferido para uma cidade menor do interior paulista, enquanto responde a inquérito que pode lhe valer a expulsão da polícia (saiba mais clicando aqui).

Para o procurador muitas vezes a censura é velada e o servidor se vê constrangido a calar. Na entrevista que concedeu ao CBN São Paulo, José Procópio Dias relatou casos de funcionários que foram prejudicados após publicarem sua opinião ou foram proibidos de falar por estarem investigando casos envolvendo autoridades do Estado.

Ouça a entrevista do presidente do Sindicato dos Procuradores do Estado de São Paulo José Procópio Dias

São Bernardo ensina a combater violência na escola

Reduzir em até 40% o número de atos infracionais dentro das 230 escolas da rede pública municipal e estadual, em São Bernardo, região metropolitana de São Paulo, é a meta de uma força-tarefa organizada pelo Ministério Público Estadual, através da Promotoria da Infância e Juventude. Em pouco mais de um ano de trabalho, teria havido uma queda de até 20% nas ocorrências, segundo a promotora Vera Lucia Acayaba de Toledo.

Lesões corporais, agressões entre alunos, contra professores e de professores, roubos e furtos, e consumo de drogas, são algumas das questões que deixaram de ser vistas apenas como caso de polícia e passaram a ser encaminhadas para um grupo multidisciplinar que se formou na cidade.

Para entender a boa experiência de São Bernardo ouça a entrevista com  a promotora da Infância e Juventude Vera Lucia Acayaba de Toledo. Vale a pena !

São Paulo cria observatório para planos de meta

A criação do Observatório da Cidade é uma das novidades apresentadas pela prefeitura para cumprir o Plano de Metas que está em elaboração e deve ser publicado até o fim deste mês. O mecanismo permitirá o monitoramento das ações do Executivo voltadas para alcançar os índices propostos para os próximos quatro anos, segundo informou o secretário de Planejamento Manuelito Magalhães.

Na entrevista ao CBN SP, Manuelito disse que o ponto de partida para definição das metas a serem atingidas é o plano de governo que reelegeu o prefeito Gilberto Kassab (DEM). O objetivo principal é trabalhar com a ideia de transformar São Paulo em uma cidade sustentável.

O secretário elogiou o trabalho apresentado pelo Movimento Nossa São Paulo (saiba mais clicando aqui), nessa terça-feira, principalmente porque a organização entende que para se alcançar as metas propostas há responsabilidade do poder público e privado. 

Ouça a entrevista do secretário Manuelito Magalhães sobre o Plano de Metas

O cidadão interessado em encaminhar propostas para o Plano de Metas pode mandar mensagens para o e-mail sempla@prefeitura.sp.gov.br

Video-ouvinte: Um riacho que passou em minha vida

Lourivaldo Delfino é criativo. Basta acessar o blog que mantém para você se dar conta disto. Tem sempre uma forma interessante para chamar atenção para a bandeira que carrega: a do Riacho dos Machados. Você talvez nunca tenha ouvido falar do tal riacho, mas se morasse no Jardim Tietê, em São Paulo, jamais o esqueceria. Basta vir a chuva e o riacho mostra sua cara, se atravessa nas ruas próximas, estraga as casas de seus vizinhos e atiça a criatividade do Lourivaldo. É por isso que volto a postar aqui o vídeo produzido por ele. Quem sabe um dia alguém leve a sério a ironia deste ouvinte-internauta do CBN SP