Livro lançado no Twitter está no rádio

Capa do livro “Para entender a Internet”Juliano Spyer é por formação historiador da USP e por hábito especialista em mídias digitais. Nesta terça, às seis da tarde, faz mais uma das suas: lança um livro pelo Twitter e o entrega de graça pelo site. Basta acessar o link que estará disponível e baixar o arquivo no seu computador. Com menos de 1 mega, portanto pesa pouco, você leva no pendrive, no celular, no Ipod, ou deixa no seu computador para ler quando quiser. Pode enviar para os amigos por e-mail. Só não vale dar de presente para namorada porque ela vai logo descobrir que foi de graça.

Juliano escreveu Conectados e foi bastante elogiado. Agora, reúne autores e incentivadores da rede e lança “Para entender a internet – Noções práticas e desafios da comunicação em rede”. São textos de Soninha Francine, Edney Souza, Fábio Seixas, Sérgio Amadeu e Ronaldo Lemos, entre outros.

Você, por sinal, está convidado a escrever este livro, também. Como fazer isto, o próprio Juliano explica no CBN São Paulo porque antes de lançá-lo pelo Twitter ele falou no rádio.

Ouça a entrevista de Juliano Spyer ao CBN São Paulo

Ônibus substitui giz e lousa no ensino das crianças

Por Adamo Bazani

FOTO NAÇÕES UNIDAS

Que o ônibus faz parte do dia a dia das cidades, isso  está mais que provado. Tanto para os funcionários das empresas, donos, passageiros que dependem dele como para os motorista dos carros particulares, que dentro de seus veículos confortáveis acham que aquela imensa lata barulhenta está na sua frente atrapalhando sua jornada solitária nas ruas das cidades.

O casal de professores Waldemar Freitas e Bárbara Sales conseguiu tirar proveito desta verdade em favor da educação, principalmente de crianças carentes. Durante visita ao evento VVR (Ver, Rever e Reviver), que reúne em todo mês de dezembro ônibus antigos de diversas empresas, na área externa do Memorial da América Latina, na Barra Funda, zona Oeste de São Paulo, Waldemar estava entusiasmado, contando sua história e exibindo fotos antigas de ônibus de sua autoria.

Waldemar, que já foi fiscal da CMTC (Companhia Metropolitana de Transportes Coletivos – extinta empresa operadora pública de São Paulo), atualmente é professor da Escola Estadual Dona Chyo Yamomoto, em Guarulhos, na Grande São Paulo. Desde pequeno se mostrou um apaixonado por ônibus. Viajava nas inaugurações das linhas; nas apresentações de modelos novos, como os primeiros monoblocos – os 364 da Mercedes Benz – que circularam em São Paulo pela CMTC ; e, claro, tirava muitas fotos. Hoje, é o dono de um acervo cujas imagens são disputadas pelos busólogos mais jovens que se interessam pela história dos transportes.

Sua paixão foi aplicada afinco em sua profissão: “Os ônibus podem ensinar história, geografia, leitura … Os ônibus são para mim tão importante como o giz ou os livros para dar aula”.

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Prefeitura faz limpa em caçambas irregulares

Caçamba é recolhida

Um dia de passeio dos fiscais da prefeitura de São Paulo foi suficiente para encontrar 31 caçambas sendo usadas de maneira irregular na capital. Os equipamentos estavam com cadastro vencido, sem sinalização e estacionadas em locais proibidos. Foram aplicadas 72 multas em um total de R$ 43,2 mil, nas áreas atendidas pelas subprefeituras da Sé, Pinheiros, Mooca, Vila Mariana e Lapa. Levantamento feito pela Limpurb registra o recolhimento de 802 caçambas no ano passado.

Em nota a Secretaria Municipal de Serviços esclarece: “As empresas que prestam serviços de coleta de resíduos de construção civil, cadastradas em Limpurb, tem que manter as caçambas devidamente sinalizadas, com a identificação da empresa e números de telefones de emergência e da Central de Atendimento da Prefeitura 156. Além disto, devem informar os locais utilizados para tratamento ou disposição final dos resíduos, dentro ou fora do Município, os quais devem ser licenciados pelos órgãos competentes. Desta forma, o Limpurb terá como identificar se as empresas cadastradas estão obedecendo a legislação”.

Moda inclusiva ganha destaque na televisão

Cid Torquato

O comentarista do quadro Cidade Inclusiva Cid Torquato foi personagem de reportagem publicada pelo Jornal da Record, segunda-feira, inspirada em tema discutido no CBN São Paulo, há duas semanas. A moda inclusiva, foco de concurso promovido pela Secretaria Estadual da Pessoa com Deficiência,  de São Paulo, ganhou espaço de destaque no principal telejornal da emissora. A necessidade de estilistas desenvolverem roupas para cadeirantes ou agregarem informações em braile nas etiquetas para facilitar a vida dos deficientes visuais foi relatada no depoimento do Cid e demais convidados.

Relógio de rua terá câmera e informação do trânsito

A persistirem as ideais, São Paulo será a primeira cidade do mundo a implantar relógios de rua com câmeras de vídeo, monitoradas pela prefeitura, e com informações em tempo real do trânsito. Atualmente, a capital paulista tem 300 desses relógios que costumam registrar, também, a temperatura e qualidade do ar. De acordo com plano elaborado pela Emurb, estes equipamentos serão os primeiros que integram o mobiliário urbano a passarem por processo de licitação já dentro de novas regras que tem a Lei Cidade Limpa como referência.

Relógios de rua, placas indicativas de vias públicas e pontos de ônibus tendem a ser os únicos locais em que a publicidade externa será permitida. De acordo com a diretora da Emurb Regina Monteiro, idealizadora do Cidade Limpa, está sendo feito levantamento completo de todo mobiliário urbano disponível e necessário na capital.  Os abrigos de ônibus também sofrerão interferência, conforme proposta da urbanista e arquiteta.

Ouça a entrevista da diretora da Emurb Regina Monteiro

Foto-ouvinte: Sinal de irregularidade

Avenida Politécnica, no Butantã

A Caixa Econômica é Federal, mas tem de conhecer as leis municipais. E em São Paulo, há quatro anos está em vigor a Lei Cidade Limpa. O anúncio flagrado pelo ouvinte-internauta Allan dos Reis é ilegal, além de usar sinalização semelhante a de trânsito. Estava na avenida Politécnica, no bairro do Butantã, no domingo, aproveitando-se do menor número de fiscais da prefeitura, mas sem escapar do olhar atento do cidadão.

Canto da Cátia: Escritório novo

Entulho na calçada

O escritório está de cara nova, mas os hábitos são antigos. Joga o entulho na calçada e deixa para a prefeitura recolher. A atitude é ilegal e pode ser punida se o (ir)responsável foi flagrado. A Cátia Toffoletto encontrou o abuso na esquina da Angélica com a Brigadeiro Galvão, centro paulista. E o que mais chamou a atenção dela foi o fato de o autor não ter o cuidado sequer de abrir espaço para os pedestres.

Descubra se for capaz

Placa Sumare coberta

Placa Band coberta

Um desafio aos motoristas de São Paulo que andam na cidade é ler o que está escrito nas placas escondidas atrás das árvores. Estas foram registradas pelo jornalista Mario Curcio, do Jornal da Tarde, em um fim de semana. Se você quiser saber o que estão indicando, visite o blog Jornal do Carro.

Pior situação do que essas, só quando o que tem lá atrás é um semáforo.

De vida e harmonia

Por Maria Lucia Solla

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Olá,

Você já afinou um violão? É um tal de aperta-e-afrouxa-cordas, até que possam vibrar no som ideal. Definiu-se um código de harmonia sonora, e a gente segue. Sem questionar. Sol é sol, e pronto. Lá e lá e estamos conversados. Depois que se pega o jeito, a gente tira de letra e faz a música.

Eu comecei com o Tchibum Tchibum… Os que me amavam chegavam a elogiar. Os outros se escondiam de mim. Treinei muito, enquanto bolhas assassinas tentavam tomar de assalto as pontas dos meus dedos.

Participei de serestas indescritíveis, na varanda da fazenda do Girbertinho, em Mococa. A gente musicava até sentir o cheiro do cafe da manhã, enquanto a Bazu e o Franquito cantavam e encantavam.

Na verdade comecei tocando harmônica. A sanfona. Todos os anos eu me apresentava, na festa de encerramento das aulas. Depois veio o violão, e mais tarde o piano e o teclado.

Para você ter uma idéia de como toco atualmente, um dia contei aos meus filhos que a prima Su tinha chorado enquanto eu tocava Ave Maria de Gounod. Sabe o que eles perguntaram?

“Mãe, ela parou de chorar quando você parou de tocar?”

Então a Vida, que é feita de sons e ritmos, será harmônica quando nos afinarmos com ela. Cada um na sua escala, juntando seus tons e compondo seus sons. Únicos. Harmonizando-nos com a cadência da hora. Quem achar que o outro deve se afinar mais e melhor, está desafinando, até que se dê conta da solução.

Nós, como cordas de violão, temos tons únicos. Um é dó, na clave de fá, outro é si na clave de sol… Tem ainda os bemóis e os sustenidos, que junto a dós, rés e mis e pausas, estamos aqui para compor a melodia mais harmoniosa possível.

E você, tem feito bonito com as suas cordas?

Pense nisso, ou não, e até a semana que vem.

Maria Lucia Solla é terapeuta e escreveu o livro “De Bem Com a Vida Mesmo Que Doa”, publicado pela Libratrês. Todo domingo demonstra aqui no blog que dedilha o teclado do computador com maestria.