Fácil acesso ao centro da capital, vista para o rio, ampla área verde, vagas ilimitadas na garagem e energia elétrica gratuita são algumas das vantagens oferecidas a estas famílias que estacaram suas barracas na alça de acesso da Ponte do Limão, zona norte da capital paulista. As imagens (clique acima e você verá as demais) foram enviadas pelo ouvinte-internauta Alexandre Távora de Matos Mangueira e mostram o início de mais um empreendimento imobiliário irregular na capital paulista.
GERAL
Meninas da CBN ganham Prêmio Imprensa-2009
Rosean Kennedy conquistou espaço nobre na programação da CBN com o comentário “Crônica do Planalto”. Passo a frente na carreira que construiu como repórter na cobertura política, em Brasília. Agora é reconhecida, mais uma vez, ao vencer o Troféu Mulher Imprensa, promovido pela revista e portal Imprensa. O nome dela foi o preferido na pesquisa feita pela internet na categoria “Repórter de Rádio”.
Nesta quinta edição, a CBN venceu em mais duas categorias. Lucia Hippolitto conquistou a categoria “Comentarista de Rádio”, enquanto Mariza Tavares levou a melhor como “Diretora ou editora de redação”, concorrendo com mulheres-executivas de todas as demais mídias.
Da casa, também, Miriam Leitão levou a melhor na categoria “Comentarista de Jornal” pelo trabalho realizado em O Globo.
A entrega dos troféus será realizada em festa, nove de março, no Bar Brahma, em São Paulo.
Mais uma leva de novas casas
Por Ailin Aleixo
No Época SP na CBN
Meu sushi
O restaurante moderninho, instalado num charmoso sobrado nos Jardins, segue a linha saudável. O cardápio oferece opções de combinados, com cortes grossos e frescos, com pouco carboidrato (Leve light), com mais carboidrato para quem pratica atividades físicas (Esporte), veggie (com pouco peixe), com peixes grelhados e na chapa (Nada cru) e vegan (só com legumes e verduras) e entradinhas leves como o gostoso e sequinho bolinho de soja com nozes e hortelã. Para beber, o suco Meu sushi leva abacaxi, clorofila e hortelã é ótimo e bem natureba (não leva açúcar). Caso prefira refrigerante, no almoço, o refil é grátis: é só encher direto na máquina. Se a pressa for muita, pegue o seu combinado na grande geladeira que fica na entrada do salão e leve para viagem.
Al. Campinas, 1179, Jardim Paulista
Na Cozinha
O nome diz tudo: quem escolhe um lugar no diminuto salão se sente praticamente dentro da cozinha da nova casa, pilotada pelo chef e professor Carlos Ribeiro. Dentro do ambiente envidraçado, oito ex-alunos dele se revezam no fogão, no preparo de receitas brasileiras renovadas e servidas com capricho. O picadinho, prato de resistência do almoço executivo, chega à mesa em porções delicadas, tudo separadinho em cumbucas de cerâmica – só o feijão, apesar de bem temperado, tinha caldo meio ralinho. À noite, entram em cartaz algumas opções mais elaboradas, como um curioso pastel aberto de pernil agridoce oferecido como entrada; risoto de rabada; nhoque de batata com ragu de galinha e quiabo; e moqueca paraense com arroz negro com coco. Para a sobremesa, tem arroz vermelho brûlée com creme de goiabada cascão e um mix de compotas brasileiras. Na sobreloja, um espaço para cursos e eventos estava programado para funcionar a partir deste mês.
R. Haddock Lobo, 955, Jardim Paulistano
Zena
A nova casa de Juscelino Pereira, do Piselli, é comandada pelo filho, Dudu Pereira em parceria com o chef Carlos Bertolazzi. O restaurante tem jeitão despojado, salão arejado e serviço atencioso mas não lembra em nada o Piselli: é feito para petiscar, tem pouquíssimas opções no menu e muitos “lanches”. O cardápio traz deliciosas e crocantes focaccias com o della casa (recheada com queijo stracchino) e saborosos paninnis como o Bologna (focaccia aberta recheada com mortadela com pistache, alface e pasta de limão siciliano) e o integral com lascas de salmão defumado ao azeite e dill. Para quem quer algo mais consistente, a casa oferece cinco pratos, como a massa de lasagna servida no prato com molho de funghi– no ponto, mas sem graça e tempero. As saladas, todas com ingredientes orgânicos, também precisam de mais sabor e, pelo preço sempre acima de R$ 20, maior fartura de ingredientes.
R. Peixoto Gomide, 1901, Cerqueira Cesar
Reforma ortográfica
Canto da Cátia: Sujeira na Lapa
Lixo em área verde e grama alta no passeio público foram encontrados pela repórter Cátia Toffoletto nesta manhã, no bairro da Lapa. A foto aí de cima foi feita na esquina das ruas Dalton e Racine e mostra o desrespeito do cidadão com sua cidade. O material está acumulado em local inapropriado. A grama alta que você vê nas fotos arquivadas no álbum do CBN São Paulo no Flickr (clique na imagem acima e faça uma visita as outras fotos) é resultado da falta de conservação da prefeitura.
Agora o outro lado
Resposta da Secretaria das Subprefeituras:
“Com relação à informação veiculada nesta quarta-feira (18) no Jornal da CBN e no CBN São Paulo referentes à presença de mato nas regiões de Freguesia do Ó e Lapa, informo que, por conta destas denúncias, equipes da Subprefeitura de Freguesia/Brasilândia realizarão nesta semana os serviços de poda e corte de mato na praça na Avenida General Edgar Facó, saída da Ponte do Piqueri. A Subprefeitura Lapa também irá providenciar corte de mato nos locais apontados pela rádio – ruas Dalton e Racine, canteiro central das avenidas Ermano Marchetti e Marquês de São Vicente e Praça Jácomo Zanella. Aproveito para informar que esta subprefeitura acabou de contratar mais seis equipes de poda, e irá dispor, a partir do dia 25 de fevereiro, de um total de dez grupos – com aproximadamente 60 funcionários – para cuidar de suas 320 áreas verdes. Ao todo, as subprefeituras contam com cerca de 700 responsáveis pela conservação de áreas verdes na cidade. No período de chuvas, de outubro a março, quando a grama cresce com mais rapidez, esse efetivo aumenta em 30% – ficando em torno de 900 pessoas. As subprefeituras que têm mais regiões arborizadas – Sé, Lapa, Vila Mariana, Pinheiros e Butantã – contam com cerca de oito equipes cada para a realização de poda e corte de grama.”
Foto-ouvinte: Cidade Inclusiva
É uma ponte, ou deveria ser, o local que este cidadão de cadeira de roda tenta atravessar. Há oito meses se iniciou obra que está paralisada, na rua Arraial do Bom Fim, no bairro de Itaquera, zona leste da capital. A construtora Criciúma, contratada pela prefeitura, não está mais por lá, de acordo com informação do ouvinte-internauta que se identificou como Panzarini. Com a chuva, o piso é tomado pela lama, os moradores tem dificuldade para andar, o caminhão do lixo não chega até lá: “Toda essa demora prolonga ainda mais o sofrimento das pessoas que ali moram e precisam passar pelo local todos os dias para trabalhar”, escreveu na esperança de que alguma medida seja adotada pela prefeitura.
A pedidos: Piqueri e Freguesia do Ó
Por Ailin Aleixo
No Época SP na CBN
Amigos do Picuí
A dona das receitas à base de carne de sol é a potiguar Maria do Carmo Cardoso de Souza, cuja família tem 79 churrascarias Brasil afora. Nas unidades paulistanas, com paredes de azulejo estilo boteco, o cardápio sofre algumas bem-vindas adaptações: a carne de sol é feita de contrafilé e, acredite, tem textura de filé mignon. O prato mais pedido é a carne de sol à picuí, acompanhada de feijão verde, arroz, farofa, macaxeira frita, purê de macaxeira e vinagrete. Dizem que dá pra dois, mas é exagero: dá pra quatro. Na sobremesa, não se consegue escolher entre o queijo coalho com melado e o doce de caju. Na dúvida, peça os dois.
R. Ministro Petrônio Portela, 412
La Rita all”Osteria dei Venitucci
Quem conheceu o antigo restaurante de Vincenzo Venitucci, a Casa Venitucci, em Perdizes, lembra que o proprietário ficou famoso pela ótima comida, pelos preços altos e pelo indomável mau humor. Após um tempo fora de cena, ele agora está à frente de uma casa beeem diferente. Seu temperamento se mantém o mesmo, o talento na cozinha também, mas a ambientação e o cardápio, sobretudo a coluna da direita, são bem diferentes. Instalada dentro de um galpão no Piqueri, com a cozinha aberta na parte dos fundos, a casa não oferece qualquer sofisticação – e os preços são condizentes com a simplicidade do lugar. Prepare-se para comer bem. Vincenzo prepara receitas de sua terra natal, aquelas típicas da nonna, nem sempre fáceis de encontrar em São Paulo, como frango capão cozido com legumes, azeite e vinho ou coelho ao molho de tomates, especiarias e ervas. Há ainda boas massas artesanais, como o tagliatelle com manteiga e raspas de tartufo (em porção simbólica, o que permite o preço baixo). É bom ter paciência com o serviço. O vinho tinto chegou geladíssimo à mesa e faltavam vários itens do cardápio no dia da visita.
Av. General Edgar Facó, 1.127, Piqueri
Empório Nordestino
Fica em um casarão antigo e muito simpático, ao lado de outros bares e restaurantes sempre cheios – as mesinhas na calçada, diante da matriz, são as mais disputadas. O cardápio privilegia a carne de sol grelhada, em vários pedidos bem parecidos. Quase sempre o acompanhamento é mandioca frita e feijão verde tropeiro, com a opção de queijo coalho assado. As demais guarnições ficam em um bufê: arroz, feijão verde (ótimo), paçoca, purê de abóbora, purê de mandioca, mandioca cozida… Não dispense a sobremesa. As compotas de frutas – jaca, goiaba e caju – são caseiras e deliciosas.
Lgo. da Matriz de Nossa Senhora do Ó, 144
Canto da Cátia: Sem sinal
A pista é recuperada, mas a sinalização horizontal é esquecida e o transtorno fica para os motoristas. A cena registrada pela repórter Cátia Toffoletto no viaduto da Lapa, zona oeste de São Paulo, pode ser vista em vários pontos da cidade. A alegação da prefeitura é que antes de fazer a pintura na pista precisa da garantia de que o serviço de recapeamento está correto, além disso há a necessidade de esperar dias mais secos – o que parece impossível no verão paulistano.
A imagem marca o retorno de Cátia Toffoletto com equipamento novo e fôlego recuperado à coluna Canto da Cátia aqui do blog.
Rapin Hood participa da campanha do Unicef
O Fundo das Nações Unidas para a Infância recebe inscrições das comunidades populares de São Paulo, Rio de Janeiro e Itaquaquecetuba interessadas em melhorar as condições de vida de suas crianças e adolescentes. Os inscritos receberão acompanhamento e apoio técnico do Unicef e seus parceiros por três anos, para que possam ajudar a melhorar as condições de vida dos jovens.
As favelas, cortiços e conjuntos habitacionais populares participarão de uma iniciativa que vai mobilizar todos os setores do município pela garantia dos direitos de cada menino e menina.
O rapper Rapin Hood gravou um spot convidando as comunidades a atuarem no programa do Unicef.
Ouça aqui o depoimento de Rapin Hood
Mais informações no telefone do Instituto Sou da Paz 3812-1333 ou pelo endereço plataforma@soudapaz.org
Ouça aqui a entrevista com a coordenadora do Unicef, Anna Penido
Os perigos que assolam as garagens de ônibus
Por Adamo Bazani
Os relatos de motoristas, cobradores, gerentes e fiscais que trabalharam no setor de transporte urbano até os anos 80 mostram as garagens de ônibus como extensão das comunidades. Nas garagens, vários garotos brincavam vendo os ônibus e os mecânicos trabalhando. Muitos. inclusive, se tornaram profissionais do setor. Algumas garagens aos fins de semana se transformavam até mesmo em pontos de encontro, onde eram feitas churrascadas e os empresários atendiam às comunidades carentes.
Com o aumento da violência urbana e da organização de quadrilhas de roubos e assaltos, as garagens de ônibus viraram fortalezas, com câmeras de segurança, cabines de vigia e o acesso à população se tornou bem difícil, o que implicou num maior distanciamento entre passageiros e empresas. Até mesmo os busólogos, grupo de pessoas que admiram ônibus, têm uma vida difícil quando querem pelo menos fotografar um veículo novo que chegou em determinada empresa ou registrar as últimas imagens de um veículo que vai ser vendido.
Muita gente sabe o quanto é perigoso trabalhar com ônibus na rua. Diariamente, vários motorista e cobradores são assaltados ou vítimas de gangues, torcedores de futebol em dias de clássicos e de muito vandalismo. Mas trabalhar nas garagens de ônibus também tem sido perigoso.
Maria Eliana Barbosa da Silva, de 46 anos, trabalha na Viação Barão de Mauá, há 28 anos, sempre lidando com o setor financeiro. Ela começou a carreira rasgando passes de papel, depois passou para o departamento pessoal, datilografava folhas de cheques de pagamento de motoristas, controlava a bilhetagem até ser chefe do setor financeiro de um grupo formado por três grandes empresas de ônibus em Mauá. Ela tem relatos impressionantes para contar de como as garagens viraram alvo em potencial de grupos criminosos especializados.
Maria já viu várias tentativas de assaltos, principalmente em dias de pagamento nas garagens, mas dois fatos a marcaram: o seqüestro do qual foi vítima e o seqüestro da mulher do sócio majoritário das empresas.
Era uma sexta-feira, final de 1998. Maria tinha acabado de sair da garagem em Mauá. Perto de sua casa, viu um homem encostado num carro, estacionado na esquina, que a abordou. O homem sabia que ela trabalhava na empresa, o nome, o apelido dela, Morena, e sua rotina de vida. Armado, ele obrigou Maria Eliana a entrar no carro, onde estavam outros seqüestradores. O objetivo do grupo era usá-la como escudo para invadir a garagem de ônibus no fim do dia. Nesse período, os ônibus trazem toda a féria das tarifas, e o banco da empresa ainda estava com o dinheiro que muitos trabalhadores iriam sacar.
“Foram momentos de tensão. O grupo sabia que naquela época eu tinha um carro Tipo, cor preta, e foi até minha casa, usada como meu próprio cativeiro, para pegar o meu carro e invadir a garagem com ele, para facilitar ainda mais o assalto. Mas naquela semana tinha batido o carro e ele estava na oficina”.
O grupo armado entrou na casa de Maria Eliana e a fez refém, enquanto planejava como invadira a garagem com um carro desconhecido. “Eu já estava muito nervosa. Os bandidos estavam de cara limpa, mas quando falaram que estava chegando a hora de invadir a garagem, eles colocaram capuzes, aí, fiquei com mais medo ainda, não sabia o que ia acontecer. Foram horas desesperadoras”.
A casa de Maria ficava a poucos minutos da garagem. O bando tinha dito para ela que observava a rotina da funcionária e da empresa há mais ou menos seis meses. E não era mentira, pois detalhes que só quem conhece o funcionamento da empresa eram de conhecimento do grupo criminoso. Repentinamente, o celular de um dos assaltantes toca. Era um olheiro, dizendo que o seqüestro e assalto tinham de ser abortados, pois uma ronda policial estava insistentemente ao lado da garagem. Alguém teria descoberto o plano e avisado a polícia, pela movimentação estranha ao redor da empresa.
“Eles tinham olheiros em todo o canto. Os seqüestradores então me trancaram e foram embora. O susto foi muito grande e o que me surpreendeu foi o fato do alto conhecimento e especialização deles, além das armas grandes. Até hoje tenho trauma disso” – confessa.
A Polícia foi avisada, mas não chegou a prender os criminosos.




