A pedidos: boas dicas no Tatuapé

Por Ailin Aleixo
No Época SP na CBN

Faronella

Carpaccio de carne, molho de mostarda, alcaparras e parmesão ralado – essa mistura pode parecer bizarra para uma pizza, mas acredite, foi por causa dela que a casa se tornou uma das mais conhecidas do bairro. Há quem diga que a cobertura de carne crua sobre a massa quentinha, hoje presente em várias pizzarias da cidade, surgiu aqui. De qualquer forma, não há como negar que criatividade é a palavra de ordem do lugar. Tem pizza à bolonhesa (molho com carne moída), de cheese burger (mussarela, rodelas de tomate, hambúrguer, cheddar, orégano e alface temperados com molho de mostarda) e de mortadela com escarola crua picada, mussarela de búfala, parmesão e molho agridoce. Calma, nem só de esquisitices vive esse cardápio. As tradicionais margherita, calabresa e toscana, bem melhores, diga-se de passagem, também saem do forno. A fartura na cobertura e a borda larga com recheios de catupiry e queijo cheddar são a marca do lugar. Peça a borda simples e evite que a massa suma no meio de tanto queijo.
R. Cantagalo, 934 – Tatuapé – São Paulo – SP2293-0584 / 2098-6359

Braccia Parilla

Não faltam predicados para justificar a casa cheia. A construção enorme, com três pisos, varanda, adega e capacidade para quase 400 pessoas chama a atenção. Mas a qualidade da carne e a simpatia no serviço são os principais motivos e atraem o povo das redondezas em grupos numerosos, para os almoços e jantares. Isso dá um clima família ao lugar. O jeito de fazer churrasco é argentino. Usa grelha móvel para assar os bifões altos, importados da Argentina e do Uruguai. Há cortes para apetites vorazes ou para partilhar, como o t-bone steak, a costela de ripa e o prime rib, todos com 600 gramas de carne. Alguns trazem versão baby – é o caso do macio bife ancho, peça retirada do contrafilé, e da tapa de quadril (picanha). No almoço, oferece fórmulas mais em conta com cortes menores e direito ao bufê de saladas esse sofrível, com folhas murchas e itens nada empolgantes. Faça as escolhas à la carte. De sobremesa, a panqueca de doce de leite importado é de tirar qualquer um do sério. Às quintas, tem show de tango.
R. Azevedo Soares, 1.008, 2295-0099 / 2295-9306

La Pergoleta

Finalista na categoria Melhor Polpettone do Melhor de SP 2008.No início, o La Pergoletta era uma pequena e modesta rotisseria. Mas a casa cresceu (no tamanho e na qualidade) e se transformou em um dos melhores restaurantes do Tatuapé. Mérito do milanês Elia Seganti. Adepto da culinária artesanal e cantineira, ele produz massas secas e frescas, recheios e conservas. Os pães, focaccias e carnes são assados no forno a lenha, o que dá um gostinho ainda mais especial às receitas. É o caso do pernil de cordeiro com legumes. O grande trunfo fica para a seção de massas, leves e com recheios muito saborosos. Há versões básicas, como o delicado ravióli verde com mussarela de búfala ao molho de pomodoro, e outras mais criativas como a meia-lua de bacalhau com mandioquinha. O ravióli integral (com queijo fresco, salsa, cebolinha e shiitake) está entre as opções bem sacadas para quem procura a linha vegetariana
R. Itapura, 1478 , 2092-3330

Cidadão é estratégia para garantir conselhos, em SP



Amicus Curiae (ou Amigos da Corte) é o nome do documento que pretende convencer a Justiça de que é constitucional a lei que criou os Conselhos de Representantes na cidade de São Paulo. O instrumento jurídico tem origem no direito americano e permite que terceiros atuem no processo. No caso, os terceiros são os cidadãos paulistanos que entenderem ser importante a fiscalização pela população do trabalho nas 31 subprefeituras.

A estratégia para sensibilizar os juízes do Superior Tribunal Federal – onde foi parar a ação de inconstitucionalidade do Ministério Público Estadual  – foi apresentada pelo Movimento Nossa São Paulo, no encontro realizado na Câmara Municipal, sexta-feira passada.

Cinco entidades, além do próprio Movimento, assinaram o documento: Instituto Esporte e Educação, Movimento Voto Consciente, Instituto Pólis, Sociedade Santos Mártires e Instituto Qualicidade. As demais organizações tem até o dia 2 de março para apoiar a iniciativa. (saiba como)

Maurício Piragino, coordenador do grupo de trabalho Democracia Participativa, do Nossa São Paulo, convocou todas as entidades participantes a assinar o Amicus Curiae e a levar esse debate para suas regiões: “É a democracia participativa no Judiciário”.

Seis vereadores  estiveram no encontro: João Antonio, líder do PT, mais Donato e Alfredinho, também petistas;  Claudio Fonseca, líder do PPS; Jamil Murad, líder do PCdoB; e Floriano Pesaro  do PSDB. Eles foram convidados a formar uma frente suprapartidária em apoio aos conselhos.

Estes parlamentares poderiam negociar com o prefeito Gilberto Kassab (DEM) o envio de projeto de lei do Executivo à Câmara Municipal que criasse os Conselhos de Representantes. Advogados presentes no encontro disseram que esta seria uma solução política para a discussão que está no STF.

Os procuradores do MP entendem que a criação dos conselhos somente poderia ocorrer se a lei aprovada na Câmara fosse de iniciativa do Executivo, não de vereadores, pois apenas a prefeitura teria a prerrogativa de criar cargos na administração. O texto do Amicus Curiae explica que a criação da função de conselheiros, não remunerada, não se caracteriza como cargo.

Foto-ouvinte: De grão em grão

padaria calçada

Primeiro um puxadinho. Depois uma rampinha. Amanhã, colocamos os banquinhos para os clientes ficarem confortáveis. E a calçada, área pública de passeio, é tomada aos poucos pelo dono desta padaria na esquina da rua Otávio Tarquinio de Souza e avenida Barão do Rego Barros, no bairro do Campo Belo. A imagem é do ouvinte-internauta Michel Brotodo que já fez queixa na subprefeitura da região, mas não obteve retorno.

De simplicidade

Por Maria Lucia Solla

músculos Olá,

Quanto mais penso, mais perto chego de uma constatação incontestável. Simplicidade é o estágio mais difícil de alcançar.

Encontramos um amigo e já nos turbinamos. Lançamos mão de todos os adjetivos disponíveis na língua mãe -nossa e dos outros- e superlativamos tudo.

É tudo mega, super, hiper, ultra. Se o fato não receber ao menos uma comenda, corre o risco de morrer na praia. É preciso espetacularizar.

Se você disser que está com dor-de-cabeça, ninguém dá a mínima. Para despertar interesse pelo caso, o relato precisa conter palavras como: enxaqueca – terrível – insuportável – ameaçadora – neurônios destruídos, e por aí vai. Se seu discurso for sangrento, então, você é içado, com hino e tudo, ao Monte das Celebridades Instantâneas  e Efêmeras, e ainda oferece a quem sorveu, com deleite, cada gota do superlativo relato, a chance de pisar o solo do mesmo Monte, recontando recortando, editando e maquiando o fato. Fazendo pose com chapéu alheio.piercing111

De qualquer maneira, se você não é o melhor e nem o pior, se não é o mais – ou pelo menos o menos – em tudo, não está com nada.

Carlos Drummond de Andrade, no poema Definitivo, afirma que o que é simples é definitivo.

O que você acha?

Pense nisso, ou não, e até a semana que vem.

Ouça o texto “DE SIMPLICIDADE” na voz da autora clicando aqui.

Maria Lucia Solla é terapeuta, professora de língua estrangeira e autora do livro “De Bem Com a Vida Mesmo Que Doa”. Aos domingos nos ajuda a ver a vida sem exagero.

Reforma ortográfica em contagotas

O texto abaixo foi enviado pela ouvinte-internauta Marina dos Santos, que não esclarece quem seria o autor desta brincadeira com os versos e a reforma ortográfica. Por obra desta internet que permite a circulação de algumas ideais sem que se faça justiça ao seu criador reproduzo no blog pelo curioso da coisa. Se você souber quem escreveu o texto, não deixe de nos informar que prometo colocar aqui em letras garrafais. Vamos ao texto:

Em casos como AUTOESTIMA,
o hífen cai.
A sua é que não pode cair.
Em algumas palavras,
o acento desaparece,
como em FEIURA.
Aliás, poderia desaparecer a palavra toda.
O acento também cai em ideia,
só que dela a gente precisa.
E muito.
O trema sumiu em todas as palavras,
como em inconsequência,
que também poderia sumir do mapa.
Assim, a gente ia viver com mais TRANQUILIDADE.
Mas nem tudo vai mudar.
ABRAÇO continua igual.
E quanto mais apertado, melhor.
AMIZADE ainda é com “z”,
como vizinho, futebolzinho, barzinho.
Expressões como “EU TE AMO” continuam precisando de ponto.
Se for de exclamação, é PAIXÃO, que continua com “x”,
como ABACAXI, que, gostando ou não,
a gente vai ter alguns para descascar.
Solitário ainda tem acento,
como Solidário,
que só muda uma letra, mas faz uma enorme diferença.
CONSCIÊNCIA ainda é com SC,
como SANTA CATARINA,
que precisa tocar a vida pra frente.
E por falar em VIDA,
bom, essa muda o tempo todo,
e é por isso que emociona tanto

Tempos Modernos

Por  Oscar Roberto Junior

camerasGuardadas as proporções, do ponto de vista de segurança, o edifício onde moro – como boa parte dos prédios das grandes cidades neste país -, deve estar muito próximo de Guantánamo! Além dos funcionários, das grades e dos portões, há câmeras onipresentes filmando tudo.

Dias desses, como faço três vezes por semana, saí da minha “prisão” e fui à academia fazer um pouco de exercício. Afinal, nada como uma vida saudável. Ao chegar, minha entrada é liberada por um software que faz a leitura ótica das digitais do meu indicador. Imediatamente, minha foto surge na tela de um computador com o meu nome e a catraca é liberada. Um funcionário lê meu nome e me dá um bom dia robótico com um sorriso artificial.

Na academia notei que as câmeras também se multiplicam por todos os ângulos. Ou seja, enquanto me contorço como um faquir na tentativa de acertar o ritmo indicado pelo professor, alguém deve gargalhar da minha falta de jeito para aquilo. Penso que em mais de dez anos de treino não melhorei nada e que ainda devo ser motivo de chacota para aqueles que têm o desprazer de me assistir.

Ao sair da academia caminho pela Avenida Paulista e sei que sou observado por outras inúmeras câmeras privadas e públicas. Tomo, portanto, cuidado para me aprumar e finjo normalidade. Alguns minutos depois, entro em uma loja a procura de uns livros e bingo, lá estão as meninas, atentas a tudo. Sei que depois o meu comportamento, como o de milhares de outros clientes, será estudado por profissionais de marketing. Que horror tudo isso.

Deixo a livraria para ir ao  banco. Sei que serei torturado para entrar e tento me preparar utilizando recursos da minha religião. É a instituição financeira lapidando a alma, quem diria.

Como esperado, a porta trava, começo a suar e aqueles que querem entrar e sair me olham com ar de desprezo e um pouco de medo.  Seria eu um perigoso ladrão?

O segurança pede para eu tirar da mochila o material  feito de ferro, alumínio, etc. Começo a recolher as moedas, guarda-chuva, chave, caneta, celular, etc. E nada de a porta girar.

O funcionário então me pergunta o que eu quero fazer no banco! Respondo-lhe de pronto: “Comprar Novalgina”. Trocamos olhares belicosos, mas, sem saber o porquê, finalmente, fui aprovado. Aleluia.

Para relaxar me dirijo a uma conhecida casa de café e peço um expresso. Repito, para relaxar. O caixa me pergunta se eu quero a marca X ou Y. Digo X, por favor. Mais perguntas: “Normal ou com leite?”. Normal, por favor. “Salgado acompanha?” Não, obrigado, só um simples expresso, digo. “O senhor quer nota fiscal paulista?” Imagino estar enlouquecendo. “Não, obrigado” – e imediatamente lhe dou a nota de cinco reais. “O senhor teria quarenta centavos para facilitar o troco?” Meus batimentos cardíacos se aceleram, sinto a tensão de um homem-bomba antes de puxar a cordinha e “bum”, deixo o local nervoso e sem café.

Chego à minha casa com o telefone tocando. Atendo e ouço: “Sou Valéria do banco que o senhor acabou de visitar. Vamos estar fazendo um cartão de crédito com custo zero por um ano e limite de crédito pré-aprovado”? Fora do meu estado normal falo: “Vou estar pensando e depois vou estar conversando com você, está bem”? Continuo, “Agora preciso estar descansando porque acho que vou estar enfartando se não o fizer.”

Tento dormir um pouco no escuro e dessa vez é um vendedor de uma concessionária me desejando feliz ano-novo. Será que isso é possível?

Oscar Roberto Junior é ouvinte-internauta do CBN SP

Motos ‘bombam’ mais em inspeção veicular

Na segunda semana de funcionamento da inspeção veicular na cidade, as motocicletas seguem sendo as campeãs de reprovação, segundo dados da Controlar, empresa contratada pela prefeitura de São Paulo. Com pouco menos de 15 mil inspeções realizadas, 22% das motos apresentaram irregularidades; entre os veículos movidos à diesel o índice é parecido e chega próximo de 20%; já entre os carros fabricados a partir de 2003 a reprovação é bastante reduzida, 3%.

No levantamento feito pela empresa 53 mil motoristas se inscreveram para passar em um dos sete centros de inspeção veicular. Desses cinco três atendem motos.

Ouça a entrevista com o DIRETOR-EXECUTIVO DA CONTROLAR, EDUARDO ROSIN que tirou dúvidas enviadas por ouvintes-internautas do CBN SP.

Soninha apóia conselho de representantes, em São Paulo

Há pouco menos de um mês no cargo, a ex-vereador Sônia Francine já se depara com o enorme volume de atividades relacionadas a Subprefeitura da Lapa, em São Paulo. E compreende a necessidade da ação cidadã dentro da instituição como uma das melhores formas de se buscar soluções à região. Soninha defendeu a implantação dos conselhos de representantes suspensos por decisão judicial.

Ouça a entrevista da SUBPREFEITA DA LAPA, SÔNIA FRANCINE ao CBN São Paulo.