Foto-ouvinte: Estação sujeira

Sujeira no Tucuruvi A calçada ocupada pelo lixo é rotina no entorno da estação Tucuruvi do Metrô que fica a cerca de 200 metros da subprefeitura responsável pelo local. Segundo o ouvinte-internauta Evaldo Pinto de Camargo, autor da foto, o lixo seria de responsabilidade dos comerciantes locais. Apesar da coleta ocorrer, a maneira como o material fica jogado prejudica a passagem de pedestres.

Agora o outro lado

A Secretaria Municipal das Subprefeituras enviou a seguinte resposta: 

“Informamos que a coleta de lixo na Av. Tucuruvi e Antonio Maria de Laet, próximo à estação Tucuruvi do metrô, é realizada três vezes por semana, no período noturno, sendo que o lixo domiciliar pode ser depositado na via pública a partir das 18h. Salientamos que as orientações com relação aos horários de coleta e depósito do lixo, bem como acondicionamento e demais informações pertinentes ao serviço foram transmitidas pela empresa prestadora de serviço, através de folhetos distribuídos porta a porta, sendo que a última orientação foi realizada em Outubro/2008. Como providências, a Subprefeitura acionará a empresa para a realização de nova ação educativa na região, além de solicitar a fiscalização para autuar os munícipes que porventura estejam depositando lixo na via pública antes do horário estabelecido por lei. A Subprefeitura convidará, ainda, os comerciantes do entorno da estação Tucuruvi do Metrô, onde o problema foi detectado, para uma reunião com o objetivo de sanar o problema.”

Trote universitário: quando perdemos nossos filhos?

Por Ricardo Gomes Filho
Ouvinte-internauta do CBN SP

Universitários novatos submetidos à humilhação de serem amarrados, embriagados e forçados a se espojar em uma mistura composta por lama, esterco e restos de animais em decomposição. Este foi o valor cobrado por estudantes veteranos a jovens recém-matriculados, durante o trote, ocorrido em algumas universidades do interior de São Paulo. A brincadeira, antes um ato de integração entre os cursando e os recém-matriculados, há muito deixou de ser uma pregação de peças engraçada, inócua, sadia para se transformar numa catarse daquilo de pior que habita o ser humano: o desrespeito ao próximo, à vida do seu igual, à própria família e de outrem. Sem defesa e com os sonhos mutilados pela violência em bando os novatos tiveram de aceitar o preço imposto pelos cursando.

A pergunta que mais ecoa entre operários, donas de casa, empresários, o próprio alunado e professorado é: o que poderia explicar tanta violência no ambiente acadêmico – um lugar que deveria ser centro de cultura, inteligência e reflexão?

Talvez a própria má-formação humana, ética e de caráter desses jovens. O psicólogo Içami Tiba já descreveu em livros, palestras e entrevistas que nós, pais e mães, estamos cada vez mais à mercê de nossos filhos porque abandonamos a conversa do dia-a-dia, olho no olho. A falta de tempo e o mundo mercantilista nos roubaram o interesse pelo envolvimento e desenvolvimento das crianças e jovens. Por isso, somos presas fáceis das chantagens emocionais e da rebeldia precoce dos nossos rebentos. Em vez da educação, do limite (equilíbrio entre direitos e deveres), do respeito ao próximo, trazemos “oferendas” aos nossos deuses, os filhos.

Pagamos o comportamento e o cumprimento daquilo que é obrigação dessas crianças e jovens, com prêmios que variam de acordo com o tempo. Dos  bonecos do Falcon e da Barbie, passamos por Lango, Transformers, até chegarmos aos “irados” vídeo games de última geração – sem esquecermos das vistas grossas para as intermináveis horas em lojas de jogos em rede (lan houses). Tudo isso salpicado com longas e entediantes horas em frente à tevê e, agora, aos sites de relacionamentos da internet, sozinhos em seus bunkers (quartos). Mas acredite, o problema não está nos bonecos. Nem na tevê. Nem nos games. Nem nas salas da internet. Está no distanciamento dos pais em relação a seus filhos.

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Repórter da CBN faz ‘xepa’ na praia

Sujeira em Santos

A caminhada do repórter André Sanches, do esporte da CBN, pelo litoral de Santos o deixou indignado a ponto de deixar as férias de lado e registrar o desrespeito espalhado pela areia da praia. André enviou as imagens aqui para o blog  e emplacou texto na coluna Vc no G1, Portal da Globo. Reproduzo a seguir, a descrição feita por ele e o colega Fernando Martins:

O ator Rob Lowe foi visto tomando sol na orla de Santos. Mas ele não estava bem acompanhado na manhã desta segunda-feira. Lowe estampava a caixa da fita VHS do filme Tentação, um dos muitos detritos expostos diante do mar.

Nos 1.600 metros das praias da Aparecida e do Embaré havia de tudo, desde fraldas sujas até uma bandeja de geladeira. Mas não só os banhistas destes dois bairros tiveram este prazer. A natureza foi atacada do Emissário Submarino no Canal 7.

Este foi o retrato de uma manhã de verão. Época onde a Cidade se apresenta para milhares de turistas. Mas a foto não saiu como todos idealizam. Explicações para esta paisagem podem existir; para ela ter permanecido até às 14h45, não.

Profissionais de humanas não são bons de matemática, mas sabem contar até pelo menos a primeira milhar. São cálculos aproximados do que foi encontrado nos 1.600m caminhados.

Itens encontrados na praia:

Pedaços de madeira: 790.
Garrafas e embalagens de plástico: 370.
Calçados: 101.
Embalagens de leite: 31.
Brinquedos: 16
Lâmpadas e outros materiais de vidro: 14
Rodos e vassouras: 12
Latas de alumínio: 4.
Material escolar: 3.
Cabeceiras de cama: 2.
Fraldas sujas: 2.
Bandeja de geladeira: 1.
Fita VHS: 1

A Prefeitura de Santos oferece gratuitamente as vacinas contra difteria e tétano. Basta procurar a Policlínica de seu bairro.

Um remédio, por favor !

Sebastiao NicomedesSebastião Nicomedes é morador de rua em São Paulo e ativista social como poucos. Bem articulado, descreve seu cotidiano através de blog e se tornou uma espécie de porta-voz do povo da rua. Nestes dias, mandou mensagem me contando que participa de ação de solidariedade ao pessoal que vive em situação de rua, no Rio de Janeiro. Pedi para que me contasse algumas das histórias que recolheu nas muitas experiências que conheceu por lá. Recebi a seguinte mensagem nessa quinta-feira:

Quando o assunto é saúde da população de rua a situação é mais agravante. Essa é a história de Nilton, um homem do Maranhão acolhido no Rio de Janeiro pela operação Choque de Ordem. Dia 3 de fevereiro, ele foi atropelado por um carro numa avenida perto do hotel onde está hospedado.S em medicamentos, sem receita médica, sem conseguir atendimento por clinico, passa os dias no abrigo a base de água, almoço e jantar, sem nenhum antiinflamatório sequer. Para fazer os curativos, vai a pé até o  posto de saúde, quando volta a perna está sangrando de novo. Com ferimentos na cabeça, braços e pescoço, Nilton pede se há algum médico no Brasil, algum posto de saúde que lhe possa fornecer os medicamentos. Só isso é o que ele pede.”

Novidades na Vila Madalena

Por Ailin Aleixo
No Época SP na CBN

Chez Fabrice

O simpático Fabrice Delassus nasceu na pequena St. Raphael, na Côte D’Azur, e após passar 12 anos trabalhando com gastronomia em Londres, veio para o Brasil para abrir seu próprio bistrô. Reformou durante 8 meses um sobradinho da Vila Madalena e inaugurou em dezembro um despojado salão com capacidade para apenas 50 pessoas, mas cheio de detalhes charmosos. O cardápio oferece clássicos da culinária francesa, como o magret de canard com coulis de frutas vermelhas, o chateaubriand ao molho bernaise, o boeuf bourguignone e o vol-au-vent de frango e cogumelos, mas há também saladinhas, massas, risotos, peixes e frutos do mar. Os preços são ultrarrazoáveis e as porções são bem mais fartas do que as que costumam ser servidas nas demais casas de gastronomia francesa da cidade. Guarde um espacinho para a sobremesa e viaje na incrível tarte tatin de pêra ou no surpreendente trio de crème brûlées (de baunilha, de limão e de alecrim). Antes de se sentar, fique atento a um único e importante inconveniente: verifique se o volume do som do bar vizinho, o Boteco Seu Zé, está em um nível comportado. Não dá para degustar uma bouillabaise ou um brioche com patê de foie e tomar um tinto de Bordeaux ao som de pagode e axé… 
Rua Mourato Coelho, 1140

Saj

A comida árabe servida nesta nova casa da Vila Madalena é assunto de família. Paulo, um dos sócios, é filho de Paulo Abbud, dono do Farabbud, e neto de Emílio Abbud, que fundou os lendários Flamingo, Bambi e Dunga – segundo consta, o inventor do beirute. Não por acaso, o cardápio presta homenagem ao passado. Há várias versões do sanduíche, além de receitas clássicas. A cafta grelhada tem interior rosado e suculento e temperos bem equilibrados. Vai bem com o arroz de lentilhas, com uma pontinha gostosa de acidez – só a cebola, meio queimadinha, tinha um certo amargor indesejado. Para abrir o apetite, experimente o trigo grosso, mistura morna de trigo com frango desfiado e carne moída, coberta com coalhada fresca, pontuada por folhinhas de hortelã. Uma delícia. Na sobremesa, há os indefectíveis doces árabes, mas a maioria pede mesmo o chocolamour, tacinha com sorvete de chocolate coberto por farta porção de farofa doce, calda e chantilly – outro pedido que ficou famoso nas casas da família.
R. Girassol, 523

Foto-ouvinte: Saudade do Cidade Limpa

Saudade da Cidade Limpa

Propaganda do posto de combustível, faixa da faculdade, e lambe-lambe de videntes e massagistas se confundem com a pichação na parede ao fundo transmitindo uma sensação de agonia da “Lei Cidade Limpa”. É o sentimento do ouvinte-intrnauta Uri Adriano que fez a foto na avenida Nossa Senhora do Sabará, próximo a avenida Interlagos, na zona sul da capital. “Não exijo nada, não reivindico nada; apenas quero lamentar o fato de vivermos em um país onde as leis não são levadas a sério”, escreveu na mensagem enviada ao CBN SP

Agora o outro lado

Resposta da Secretaria Municipal das Subprefeituras ao CBN SP:

“Informo que a faixa comentada no CBN São Paulo desta quinta-feira foi retirada no mesmo dia pela Subprefeitura de Santo Amaro, que também aplicou multa de R$ 10 mil ao anunciante por infringir a lei Cidade Limpa. Além disso, será pedido ao proprietário do prédio pichado que seja feita a pintura do local. Agradeço a denúncia e permaneço à disposição dos ouvintes da CBN.

Atenciosamente,

Andrea Matarazzo/Secretário das Subprefeituras”

Prefeito será cobrado por veto a projeto que ajuda deficiente visual

O Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência vai cobrar do prefeito Gilberto Kassab (DEM) o veto ao projeto de lei que prevê a instalação de avisos sonoros no transporte de passageiros. De autoria da vereadora adotada Mara Gabrilli (PSDB), a justificativa da prefeitura para não sancionar a lei causou indignação.

Primeiro, porque é difícil determinar a informação sobre os pontos de paradas para que sejam transmitidas pelo sistema. Segundo, porque a proximidade dos pontos causaria poluição sonora dentro do ônibus.

Com esta explicação, o prefeito colocou em dúvida a aceitação da população a uma ideia cidadã. Ideia, aliás, que já funciona em Curitiba e não se tem informação de passageiros reclamando do incomodo do barulho.

Com a intenção de vivermos em uma cidade inclusiva precisamos entender, também, que a informação da próxima parada ajuda não apenas os deficientes visuais, mas todos aqueles que usam a linha. É comum ouvirmos passageiros perguntando ao cobrador qual o próximo ponto.

Vamos esperar que o prefeito ouça o Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência.

Ouça aqui a entrevista que fizemos com a presidente do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência, Dora Simões (publicado em 12.02, 13:00)

Portadores de deficiência: o tamanho desta população

O Brasil tem 24,6 milhões de pessoas portadoras de deficiência, das quais 3 milhões morariam em São Paulo. Estes são alguns dos dados divulgados nesta semana pelo comentarista da CBN Cid Torquato no quadro Cidade Inclusiva. Quase metade destas pessoas (48,1%) apresentam algum tipo de deficiência visual. Há um grande contingente, também, de portadores de problemas físicos, 27,1%.

No entanto, de todos os números apresentados, com base em levantamento feito pela Plura Consultoria e Inclusão Social, o que mais me chamou atenção foi o que mostra que 10 mil pessoas adquirem uma deficiência por mês no Brasil. Boa parte devido a incidentes com armas de fogo e violência urbana (46%). Outros tantos (24%) são vítimas de acidentes de trânsito. Cid Torquato lembrou que na quinta-feira da semana passada 18 pessoas haviam sido baleadas na capital paulista.

“Ter um levantamento fiel sobre o número de portadores de deficiência é fundamental para que sejam desenvolvidas políticas públicas que atendam estas necessidades”, disse Torquato que retorna segunda-feira que vem com mais novidades sobre o tema.

Cidade Inclusiva vai ao ar às segundas, logo após às 11 da manhã, e você pode acompanhar os primeiros comentários do Cid Torquato na página da CBN.

CEU Vila Formosa atrasa início das aulas

A escola que virou atração no horário eleitoral sofrerá atraso de uma semana no início das aulas. Durante a campanha, o candidato a reeleição Gilberto Kassab (DEM) e a candidata Marta Suplicy (PT) bateram boca devido ao ritmo das obras do CEU Vila Formosa, na zona leste da capital. Kassab prometia entregar a escola no início do ano letivo de 2009 e Marta jurava que não haveria condições devido ao estágio da construção. Ela chegou a aparecer chorando na frente do terreno porque foi barrada por funcionários que impediram a entrada dela e da equipe de televisão que gravaria imagens para o programa eleitoral.

Dos 7 mil alunos da rede pública que não terão sala de aula à disposição nesta semana, alguns estão inscritos no CEU da Vila Formosa que só abrirá suas portas dentro de 10 dias. De acordo com o secretário da Educação Alexandre Schneider apesar de as aulas começarem depois, os alunos não terão prejuízo em sua carga horária.

Ouça a explicação pelo atraso nesta e outras escolas municipais do secretário Alexandre Morais

Trote violento reproduz o que jovens fazem na escola

Na primeira página dos jornais e nas imagens divulgadas pela televisão, o trote aos calouros ganhou destaque devido a violência que obrigou pessoas a serem hospitalizadas, nesta semana. No interior de São Paulo, na cidade de Leme, a polícia apura as responsabilidades pelas agressões contra estudantes e pelo fato de dois calouros terem sofrido coma alcóolico. No entanto, o que se vê na porta das universidades e choca opinião pública acontece, também, na sala de aula do ensino médio e infantil. Não que os alunos sejam obrigados a beber, mas são muitas vezes vítimas da agressividade dos colegas em uma prática batizada com o nome inglês bullying.

Com apelidos e expressões preconceituosas estes jovens são alvo de outras crianças e adolescentes e ficam fragilizados em sua defesa pois na maior parte das vezes a escola não é capaz de identificar a agressão moral e psicológica. Prática essa que ocorre, também, pela internet através do cyber-bullying.

O CBN São Paulo discutiu o tema com dois especialista no assunto:

Ouça a entrevista com o pesquisador do Núcleo de Estudos da Violência da USP, Renato Alves

E aqui você conhece a opinião do vice-Reitor da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Pedro Ronzelli