Para quem gosta de peixe

Por Ailin Aleixo
No ÉpocaSP na CBN

Amadeus

Para a chef Bella Masano não existe o ditado Não se mexe em time que está ganhando. Nem mesmo a clientela fiel, que chega com os pedidos na ponta da língua, segura a verve criativa da filha dos proprietários Ana e Tadeu Masano. Sorte nossa. Inspirada pelo chef André Saburó, do restaurante Quina do Futuro, de Recife, Bella acaba de inventar uma receita de vieiras com uma forte influência oriental. Os moluscos são marinados em saquê e chegam à mesa com cebolinha, ovas, brotos e envoltos em alga levemente picante. Além de linda, a receita ficou ótima, uma instigante mistura de texturas e sabores. Para quem não abre mão dos clássicos, o cuscuz de camarão continua imperdível e o tenro camarão grelhado com aspargos e azeites aromatizados também não fica atrás. Outra novidade é a Enomatic, máquina de vinhos importada da Itália, que serve vinhos em doses de 30, 60 e 120 mililitros. Boa saída para tomar um vinho diferente em cada etapa da refeição. De sobremesa, o coco em versões traz cocada branca com pimenta-rosa, sorvete de coco e um manjar de coco com calda de caju, dos deuses.
R. Haddock Lobo, 807, Cerqueira César

Peixaria Itaim

A bacia amazônica abriga a maior diversidade de peixes do mundo, algo entre 2.500 e 3 mil espécies. Pirarucu, dourada, jaraqui, piraíba, tucunaré, surubim… Desse universo, quantos tipos você já comeu aqui em São Paulo? A Peixaria Itaim é um dos poucos lugares da cidade para saborear alguns desses peixes de água doce, tão desconhecidos da maioria do público. James Loureiro, um dos sócios, nasceu em Manaus e tem uma distribuidora de pescados, o que garante o abastecimento da matéria-prima da sua cozinha. Um bom começo para a refeição é a lingüiça de tambaqui, sequinha, servida com molho chimichurri. De prato principal, há risotos e massas, mas vale provar um dos peixes na brasa, como o pirarucu e o filhote, raridade por estas bandas. O acompanhamento você escolhe entre farofas, batatas e várias versões de arroz temperado. Há também exemplares do mar, como salmão, atum, robalo, anchova, badejo e meca. Nos fins de semana, faz ostras frescas de Florianópolis grelhadas no carvão.
R. Comendador Miguel Calfat, 382, Itaim

Minhocão é rebatizado, em São Paulo

Minhocão é rebatizado
Útil para alguns, um trambolho urbano para outros, o Minhocão é famoso na cidade de São Paulo. Foi, aliás, uma das primeiras imagens que me marcaram na capital paulista, pois assim que desembarquei por aqui fui à sede da TV Globo que ficava na praça Marechal Deodoro. A cada governo surge a discussão: o Minhocão deve ser derrubado? Um concurso recente, promovido pela prefeitura de São Paulo, levou arquitetos a desenharem soluções para o elevado. Ficaram muito bonitas no papel, mas ninguém parece disposto a investir na mudança. Enquanto isso, “terroristas urbanos” decidiram rebatizar o elevado que leva o nome do nada saudoso presidente Artur da Costa e Silva, o segundo a assumir o poder durante a Ditadura Militar entre 1967 e 1969, e apontado como o comandante que deu início ao período mais violento do regime.

Quem desce a avenida Angélica, pouco antes de se deparar com o Minhocão, encontrará a placa que registrei, nessa terça-feira, com o nome “Torturador Costa e Silva”.  Não entendi a data que aparece sob o nome, pois Costa e Silva viveu de 1902 a 1969, e o Minhocão foi criado em 1970.

Paraisópolis, da violência à ação social

Lojas abertas, ônibus circulando, e pessoas caminhando nas ruas. Fora do normal era o número de policiais e viaturas espalhados nas esquinas, além de alguns restos do confronto que marcou a segunda-feira, na favela de Paraisópolis.

Para entender o que provocou os incidentes lamentáveis de ontem, a CBN conversou com pessoas que conhecem e trabalham dentro da comunidade na zona sul da capital paulista. Das entrevistas foi possível tirar um perfil dos cerca de 80 mil moradores desta que é a segunda maior favela paulistana.

Um dos pontos cruciais foi a morte de um homem no domingo por policiais, o que teria revoltado a família que decidiu protestar. Antes da manifestação, houve uma tentativa de negociação com a polícia, sem sucesso.

Ouça o que disse ao Jornal da CBN o presidente da Associação dos Moradores de Paraisópolis, Gilson Rodrigues.

No CBN São Paulo, ouvimos o comandante da PM na capital, Coronel Ailton Araújo Brandão

Favela tem mais de 50 ONGs e dinheiro do PAC

A presença de organizações sociais dentro da favela de Paraisópolis é uma das marcas positivas desta comunidade. Existem cerca de 50 ONGs atuando com os moradores, além das iniciativas individuais. Da formação de jovens ao atendimento a pessoas dependentes de drogas, do incentivo a cultura à capacitação profissional, é possível encontrar diferentes trabalhos sendo desenvolvidos.

Ouça o que conta o fundador da ONG Barracão dos Sonhos, Dinho Rodrigues

A região também passa por um programa de urbanização que une os governos municipal, estadual e federal, no qual são aplicados cerca de R$ 117 milhões que vem do PAC, Programa de Aceleração do Crescimento. De acordo com o subprefeito do Butantã, Luiz Ricardo Santoro, a limpeza de córregos e a construção de cerca de mil unidades habitacionais são duas das ações que estão sendo realizadas neste momento.

Ouça a entrevista com o subprefeito Luiz Ricaro Santoro.

Franceses para comer pato e suflê

Por Ailin Aleixo
No Época SP na CBN

Bistro Vintage

É um restaurante que nasceu para acompanhar os vinhos da loja Ville du Vin. Escondido no piso superior, o salão é apertadinho (são apenas 30 lugares) e por um instante fica a sensação de que a cozinha é mera coadjuvante. Isso dura até chegar à mesa o cardápio do chef Duh Cabral. São receitas de base francesa e toques italianos. Uma das boas surpresas é o mix de folhas e queijo brie com um interessante prosciutto de pato, na verdade, fatias de peito da ave defumada e curada, com sal grosso e ervas. Pena que a costeleta de cordeiro com purê de feijão-branco trufado deixou a desejar com sal em excesso na carne. Aproveite a boa oferta de tintos e brancos e escolha seu vinho direto nas prateleiras da loja. Há opções em minigarrafas, as chamadas singles, com 187 ml, ideais quem não quer beber muito mais de uma taça.
R. Diogo Jacome, 361, Vila Nova Conceição

Le Bistrot Marcel

Apesar do nome ter sido mantido, a casa já não tem nada a ver com o Marcel dos Jardins. Mas os suflês, receitas originais dos velhos tempos, continuam tão bons quanto. Fofinhos, deliciosamente temperados, são pedida obrigatória. Um dos melhores é o maison, uma combinação feliz de cogumelos e camarões. Se a idéia é fechar a refeição com o imperdível suflê de chocolate, avise o garçom logo de cara, pois o doce demora cerca de 30 minutos para ficar pronto. No mais, o cardápio segue a linha clássica com boeuf bourguignon, coelho com ameixa preta e ótimos escargots. No almoço, para socorrer os executivos que têm pressa e dominam o sóbrio salão, há menu executivo com receitas mais simples e uma opção de suflê no tamanho petit, o suficiente para saciar a fome.
R. Hans Oersted, 119, Brooklin

Ça-va

Desfrute de um autêntico pedacinho de Paris cuidado por quem conhece o espírito da cozinha de bistrô – e sinta-se envolvido pelo ambiente logo que entrar: um ótimo repertório musical de artistas franceses, livros sobre a cultura local, quadros que remetem ao país e um cardápio só com o créme-de-la-créme. A salada com vários tipos de folhas e três torradas quentes cobertas com queijo de cabra é uma entrada leve e saborosa. Entre as especialidades da casa, destaca-se o macio carré de cordeiro ao molho de vinho tinto acompanhado de deliciosas alcachofras gratinadas e arroz – que estava um pouco salgado. Outro prato executado maravilhosamente é o Salmão Et Passion (grelhado com molho de maracujá e acompanhado de risoto de alho porró). Para terminar como pede a tradição, o creme brulee do Ça-Va é um dos motivos para voltar ao restaurante e provar um pouco mais das delícias francesas.
R. Carlos Comenale, 277, Cerqueira César

Por que teve essa explosão de violência em Paraisópolis?

Reproduzo texto e título de post escrito por Joildo Santos, morador da Paraisópolis, envolvido na Escola do Povo e outras ações sociais na favela que reúne pouco mais de 80 mil pessoas e foi cenário de confronto com a polícia.

Não me surpreendo mais em ler nas mal traçadas letras de jornalões paulistas, de assistir em canais da TV tradicional e ouvir nas rádios, as mentes iluminadas da imprensa brasileira, que a serviço sabe-se lá de quem preferem esconder a realidade da população, transparecendo que fatos como que os que ocorreram em Paraisópolis são fatos isolados e que para resolvê-los basta a ocupação policial permanente e intensiva.

À exceção do jornalista Mílton Jung que publicou um post sobre o que ocorreu ontem e de mais alguns poucos que conseguem não se contaminar pelo discurso preconceituoso contra nossa comunidade.

A tese de muitos é exemplificada da seguinte maneira: “Ao encontrar sua filha transando no sofá, o sujeito joga fora o sofá”, resolvendo assim um problema eminentemente de educação sexual.

Não adianta virar a cara para o outro lado e achar que bloqueando a comunidade esses problemas vão ser resolvidos, fingir que se preocupa também não adianta, o problema continua lá. O que falta é comprometimento e descer do pedestal de senhores iluminados e buscar arregaçar as mangas em prol da população.

A ameaça do Morumbi é aumentar a pressão sobre Paraisópolis. Costumamos dizer que “Não existe Morumbi bom com Paraisópolis Ruim.”

Movimento espontâneo que se descontrolou ou ação manipulada não importa, porque o que devemos nos atentar agora é a razão que leva a ocorrência de atos deste tipo.

Julguemos que sejam presos os tais responsáveis por orquestrar essa ação, o que fazer daqui para frente? Deixar para lá? Fingir que nada aconteceu? Barril de pólvora é assim quanto mais é pressionado tem cada vez mais chance de explodir. Deve-se lembrar que ali residem mais de 80.000 pessoas, cidadãos que precisam ser assistidos pela sociedade, ser inclusos para exercerem plenamente sua cidadania.

Agora a polícia ocupa Paraisópolis por tempo “indeterminado”, até prender os responsáveis [dizem os comandantes]. Espero que os direitos dos moradores, falo daqueles que saem as 5 da manhã e voltam às 18-19 horas e não estavam naquela baderna não sejam mais uma vez violados à guisa de “encontrar” os responsáveis pela ação.

Tem um detalhe que gostaria que analisassem, o estopim que está sendo relatado na imprensa, o suposto assassinato de um trabalhador [ou de um bandido, como diz a PM] teria ocorrido por volta do meio-dia do domingo, e a manifestação de ontem ocorreu bem próximo dos horários dos programas polícias da TV aberta [Brasil Urgente, SP Record e logo mais o SPTV da Rede Globo], ou seja mais de 24 horas depois do ocorrido.

Acredito que o que realmente ocorreu foi a demonstração de poder de uma facção que o Governo do Estado de São Paulo já disse não existir mais, e que a imprensa prefere encampar o discurso oficial. Ao ver um dos “seus” ser assassinado, precisavam dar uma resposta ao fato e demonstrar que “quem manda” são eles.

Neste fogo cruzado quem é a verdadeira vítima é a população que vive nesta comunidade, com índices baixos de violência, com histórico de atuação dos movimentos sociais em rede entre outras ações.

A violência tem raiz e é ela que deve ser atacada, não os frutos, pois assim as razões dos problemas permanecem intactos.

GCM dá o sangue contra prefeitura, em São Paulo

Em vez de greve, doação de sangue. É assim que Guardas Civis Metropolitanos pretendem marcar esta terça-feira de protesto na cidade de São Paulo. Eles comparecerão, durante a manhã, ao Hospital das Clínicas e ao Hospital do Servidor Municipal. Por lei, ao doarem sangue podem se ausentar do trabalho. À tarde, estarão diante da sede da Câmara Municipal porque é lá que estarão sendo discutidas mudanças propostas pela prefeitura que, de acordo com o sindicato da categoria, alteram as funções da GCM e os transformam em “fiscal de camelô”.

O descontentamento de integrantes da Guarda Civil Metropolitana, em São Paulo, é antigo. O desacordo começou com a extinção da Secretaria Municipal de Segurança Urbana ainda na administração José Serra sob a justificativa de que a cidade não teria necessidade de manter a estrutura criada no governo anterior de Marta Suplicy. Neste ano, a Secretaria está de volta com a nomeação de Edson Ortega para o cargo.

No CBN São Paulo, ouvimos queixas de representantes do sindicato que reúne os guardas devido a falta de equipamento para trabalhar. Recentemente, falou-se sobre o rodízio de coletes à prova de bala. E o número de viaturas quebradas. Problemas nas sedes da GCM também foram denunciados. Um deles é na ex-sede no Vale do Anhangabau que foi desativada sob a promessa de que passaria por reforma. Em dezembro deste ano, descobrimos que houve “mudança de orientação” e a avaliação de que não haveria necessidade de a guarda manter sede fixa.

Leia aqui post sobre a GCM publicados no blog.

Leia aqui a resposta da prefeitura de São Paulo

Desafios fizeram de Aniceser um líder nas garagens

Por Adamo Bazani

O transporte de passageiro é um dos setores mais dinâmicos. Em algumas ocasiões, nada do que se planeja – horário, escala, itinerário – dá certo, pois os imprevistos são constantes. Sem contar a rapidez nas decisões e a necessidade de  lidar com pessoas das mais diferentes, num só dia.

Foi essa rotina que, inicialmente, assustou o encarregado de tráfego da Viação Barão de Mauá, Aniceser Antônio Santana, de 37 anos, há 20 no setor. Foi também essa correria e agitação que despertou no mineiro, que veio para São Paulo ainda novo, o espírito de liderança. Hoje, ele comanda as operações de um conglomerado de três empresas: Barão de Mauá, Januária e E A O S A (empresa Auto Ônibus Santo André), um contingente de mais de 700 profissionais e uma frota que beira 400 ônibus.

Até chegar a este posto, Aniceser teve de suar muito a camisa e enfrentar momentos tão difíceis que pensou em desistir. Acostumado com uma rotina simples e pacata na cidade de Lagoa Formosa, interior de Minas, ele veio trabalhar na Grande São Paulo, no fim dos anos 80. E iniciou carreira na  Viação Barão de Mauá,  que ainda não fazia parte de um conglomerado. Era fiscal de plataforma, responsável por gerenciar as partidas e chegadas de ônibus de várias linhas dentro de um terminal.

O choque entre a rotina na cidade natal e o cotidiano em Mauá foi enorme. “Nunca imaginava tanta correria, tanta responsabilidade e necessidade de se tomar decisões rapidamente. No meu primeiro dia me senti num barco sem vela, sem rumo, sem horizonte. Não conhecia ninguém na empresa e era difícil atender todas necessidades que a função exigia”.

No início dos anos 90, em Mauá, os motoristas e cobradores não usavam uniformes. Aniceser se lembra que viu um homem parado perto de um ônibus e disse pra ele: “Bom, já ta na hora, pega o carro e vai fazer tal linha”. O homem não era motorista. Era um passageiro a espera do ônibus que, até aquele momento, estava sem condutor. “Depois de perguntar prá meio mundo, descobri quem era o motorista. É assim que a gente começava. Não tinha tempo de ficar conhecendo todo mundo na garagem”. Vários erros aconteceram no primeiro dia de trabalho de Aniceser que se encerrou com ele trancado em uma cabine de fiscal e chorando.

No dia seguinte,  forças renovadas e a determinação de prosseguir no ramo “Sempre gostei de encarar desafios, então fui à luta. Meu sonho era liderar pessoas, e no ramo de transportes  as oportunidades para isso, se bem aproveitadas, são muitas e bem recompensadoras”.

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A Paraisópolis está no Datena !

Na rua, um amigo comenta: “mataram dois nessa noite em Paraisópolis”. A segunda-feira estava apenas começando. Durante o dia estive afastado dali e soube muito pouco do que estava para ocorrer.

Apenas o recado no telefone celular, ouvido às cinco da tarde, me alertou para o que iria se transformar em notícia nos telejornais da noite: “Vão travar a Giovanni, a polícia matou um trabalhador”. Eu estava de carro, a caminho da avenida que separa o Morumbi, um dos mais nobres bairros da cidade, da Paraisópolis, a segunda maior favela da capital. Avisei a redação, que ainda não sabia de nada.

O congestionamento na subida da Giovanni, pouco depois do estádio do Morumbi era mais um sinal preocupante. Fosse outro dia qualquer, o colocaria na conta da falta de planejamento no trânsito. Troquei de estação de rádio várias vezes. Ninguém dizia nada. O relógio marcava cinco e meia da tarde.

O comboio de viaturas da polícia na contramão e sirenes estridentes não deixavam dúvida. O recado estava certo. A coisa iria complicar. Saí na primeira rua à direita e passei a desviar de policiais que vinham no sentido contrário. Voltei a relatar ao pessoal da redação o que ainda não havia chegado no noticiário.

Antes de chegar em casa, o som do helicóptero já chamava atenção. Quando eles sobrevoam por ali pode ter certeza: ou é a polícia caçando bandido ou a imprensa caçando notícia. E se é da imprensa, ou estão olhando de cima para o Pirajuçara ou para baixo na Paraisópolis.

Liguei a TV e não tinha mais jeito. A Paraisópolis já estava no Datena. E a polícia, também.

A Escola do Povo, o Barracões do Sonho, a  Crescer Sempre, o projeto de capacitação de jovens na prevenção às violências e ao uso abusivo de álcool, os R$ 117 milhões para urbanizar a favela e mais um mundo de ações desenvolvidas neste complexo com mais de 80 mil pessoas serão esquecidos. E todos transformados “nestes bandidos” – expressão tão comum quanto injusta por igualar os diferentes.

Lembrei do Gilson, do Rolim, do Joildo, da Maria, das filhas e dos filhos deles. Dessa gente que luta para viver e enxerga a violência da porta de casa. Não precisa de helicóptero para saber o que acontece nas ruas de Paraisópolis.

Liberdade, não para caminhar

Liberdade sem calçada

O pedestre tem de se esforçar muito para passear nas calçadas do bairro da Liberdade. São postes, postinhos e os mais diferentes obstáculos que tem de ser driblados pelo cidadão. A encrenca é tal que a nossa colega de blog Maria Lucia Solla não resistiu e registrou as imagens para compartilhar com você. Ao clicar na imagem aí de cima, você encotrará mais duas fotos do mesmo local. Preste atenção na barreira que foi colocada para quem pretende atravessar a rua na faixa de segurança.

Cresce número de jovens no tráfico de drogas, no ABC

O número de crianças e adolescentes internados devido a envolvimento no tráfico de drogas, na região do ABC paulista, aumentou de acordo com levantamento feito pela Fundação Casa (Ex-Febem), a pedido do Diário do Grande ABC.  Se há sete anos havia 14 jovens, atualmente são 118 atendidos na instituição.

O CBN São Paulo conversou com o coordenador do Núcleo da Infância e Juventude da Defensoria Pública de São Paulo, Flávio Américo Frasseto, que disse haver uma tendência nacional de aumento da participação dos jovens no tráfico. Frasseto comentou que boa parte desses adolescentes não entraram para o tráfico de drogas porque são dependentes, mas porque encontram ali um trabalho para enfrentar dificuldades financeiras.

Ouça a entrevista com o coordenador da Defensoria Pública, Flávio Américo Frasseto.

Leia aqui a  reportagem publicada pelo Diário do Grande ABC