Foto-ouvinte: É dia de clássico no Sacolão das Artes

futebol sacolão das artes

Na vársea, no pé chutando pó, na bica que põe a bola a estufar as redes que não existem a não ser em nossa imaginação. Foi neste campo que o ouvinte-intenauta Léo Pinheiro encontrou o clássico futebol brasileiro disputado no “gramado” do Sacolão das Artes, espaço cultural no Parque Santo Antônio, na zona sul de São Paulo. A meninada ainda consegue jogar despretensiosa. Ninguém ali está preso na estratégia do técnico, ou na responsabilidade de um resultado. Querem se divertir. E conseguem.

Veja outras imagens de Léo Pinheiro

Conselho de Alimentação já havia denunciado problema na merenda escolar

Com visitas às escolas da rede municipal, o Conselho de Alimentação Escolar já havia constatado problemas na qualidade da merenda escolar servida pelas empresas contratadas pela prefeitura de São Paulo, no ano passado. Na época, teria sido demonstrado que as escolas que mantinha serviço de merenda próprio ofereciam alimentação melhor aos alunos. Além disso, as merendeiras nas escolas onde o atendimento é terceirizado eram incentivadas a economizar na comida e ganhavam um bônus das empresas. Segundo o vice-presidente do conselho, José Ghiotto Neto, o que surpreendeu agora foram as denuncias de fraude feitas pelo Ministério Público do Estado.

Ghiotto, que representa os professores no órgão, lembra que o levantamento feito em 2008 foi levado à Câmara Municipal mas os vereadores não deram importância aos dados coletados. Ele reclama, também, da falta de estrutura e participação no Conselho de Alimentação Escolar.

Ouça a entrevista de  José Ghiotto

Casa do Saber sugere uso de bicicleta, se possível

Ao anunciar sua programação para 2009, a Casa do Saber traz uma interessante orientação para todos que forem até uma das suas sedes em São Paulo. Alerta para o uso do serviço de manobrista e sugere que as pessoas deem preferência ao transporte público e “se considerar possível” usem a bicicleta para ir até a rua Doutor Mario Ferraz, no Jardim Paulistano.

A prática poderia se tornar comum no material de publicidade enviado pelas demais instituições comerciais ou não. Com o domínio do automóvel nos centros urbanos, a preocupação do comércio há muito tempo tem sido oferecer vagas para os carros, haja vista os shoppings e hipermercados que tem tanto espaço no estacionamento quanto dentro da área de lojas, quando aquele não é maior do que este. Muito recentemente, os locais para motos aumetaram, também. Resultado do fenômeno da procriação de motoboys. Os bicicletários, porém, são raros.

Na academia de ginástica que frequento, um dia desses, fui pegar meu carro estacionado pelo manobrista e o encontrei indevidamente encostado no que deveria servir de vaga para bicicletas. Verdade seja dita, jamais vi uma só bicicleta ali parada.

Eis o recado da Casa do Saber:

A Casa do Saber não é responsável pelo serviço de manobrista e recomenda que você procure alternaitvas seguras e rápidas para estacionar seu carro, principalmente no horário de entrada e saída dos cursos, quando o fluxo de pessoas é intenso. Há estacionamentos nas proximidades da rua mario ferra. para diminur os transtornos com o trânsito, você pode utilizar outros meios de transporte, como ônibus, metrô ou trem (nesse caso, consulte alguém da equipe para conhecer as linhas mais apropriadas). Você pode formar um grupo e vir de táxi. Se considerar possível, venha de bicicleta e guarde-a na garagem da Casa do Saber.

Foto-ouvinte: Lanche rápido no McFavela

McFavela é sucesso na zona leste

McFavela Placa

Criatividade para seduzir o consumidor de baixa renda foi aplicada pelo dono desta lanchonete na favela Vila União de Vila Nova, em São Miguel Paulista, na zona leste de São Paulo. A McFavela atraiu a atenção do ouvinte-internauta Gilberto Travesso que publicou as imagens no Blog Notinhas de São Miguel

Travesso comenta em mensagem enviada ao CBN São Paulo que na Vila foram instaladas pelo governo de São Paulo cerca de 40 famílias, na década de 80. Hoje vivem aproximadamente 30 mil pessoas.

Riscos da Operação Saturação na favela de Paraisópolis

Com a presença de enorme contigente de policiais, pela segunda vez,  o Governo do Estado de São Paulo decide implantar a Operação Saturação na favela de Paraisópolis, na zona sul, onde houve confronto com moradores na segunda-feira. As entradas da região estão vigiadas pela Polícia Militar, segundo informou o repórter Fernando Andrade, da CBN.

A coordenadora do Núcleo de Estudos da Violência da USP questiona a ação policial, neste momento. Lembra que na favela, as famílias vivem como se estivessem em guetos e são obrigados a conviver com diferentes grupos, desde organizações não-governamentais que atuam para melhoria da qualidade de vida até as criminosas que exploram o tráfico na região.

Ouça o que disse Nancy Cardia em entrevista ao CBN SP.

Fraude na merenda escolar é investigada pelo MP

A merenda escolar volta a ser alvo de denúncias de fraude pelo Ministério Público Estadual, de São Paulo, que investiga a participação de 10 empresas e o envolvimento de agentes públicos em 14 cidades, inclusive na capital paulista. Além de manipularem os preços, causando prejuízos aos cofres públicos, os fornecedores estariam distribuindo alimentos de baixa qualidade, segundo afirmou o promotor público Silvio Antônio Marques, em conversa com o repórter Ádamo Bazani, da CBN, e nosso colaborador no blog.

Apesar das investigações terem se iniciado no ano passado, após um estudo que a Fipe teria feito sobre as licitações na merenda escolar, Sílvio Marques afirma que a fraude estaria ocorrendo muito disso disto. Há suspeitas de que o cartel tenha atuado desde 2001 quando o serviço de merenda escolar começou a ser terceirizado pela prefeitura de São Paulo na administração Marta Suplicy (PT), processo que foi ampliado nas gestões de Serra e Kassab.

O prefeito Gilberto Kassab (DEM) afirmou em entrevista coletiva, na manhã desta quinta-feira, que desconhece a existência de irregularidades, mas que a administração dele dará todo o apoio na investigação.  

O CBN SP procurou um especialista em finanças públicas para saber porque a merenda escolar, historicamente, é alvo de fraudes por empresas e órgãos públicos. O professor da faculdade de Educação da USP, Rubens Barbosa de Camargo, conversou com os ouvintes e, além de nos dar esta resposta, ainda mostrou algumas ferramentas de controle social que poderiam restringir a corrupção e o desvio de dinheiro público.

Ouça a entrevista com o professor da faculdade de Educação da USP, Rubens Barbosa de Camargo

“Abraço” para preservar a Casa do Barão de Bocaina

A casa pode não ser percebida por muitos que passam com a pressa natural de quem vive ou trabalha na região da avenida Paulista. Mas está lá desde 1911 quando foi construída para moradia do Barão de Bocaina. E a sensação de que mais uma parte da história de São Paulo está para se perder, motivou moradores e amigos do bairro Cerqueira César a promover manifestação em favor do tombamento do local.

O terreno não pertence mais à família Azevedo, do Barão, e deve ser transformado em sede de mais um prédio comercial na cidade. Para impedir que isto ocorra, organizações não-governamentais convidam a população a participar do “Abraço a Casa do Barão de Bocaina”, no sábado (07.02), às 10 da manhã. O endereço é a esquina da Alameda Santos com a rua Padre João Manoel, em frente (ou atrás) do Conjunto Nacional.

Ouça a entrevista com a presidente da Samorc, a Sociedade dos Amigos e Moradores de Cerqueira César, Célia Marcondes

Conheça parte da história da casa do Barão de Bocaina no Blog Nova Urbis.

Bares para quem gosta de samba de raiz e chorinho

Por Ailin Aleixo
No Época SP na CBN

Casa do Samba

Misto de bar e balada, a aposta é o samba de raiz. Grupos costumam animar as noites com apresentações no palco que lembram rodas de samba das mais animadas. A decoração, claro, remete às origens do estilo em todos os detalhes – desde os belos grafites com paisagens cariocas e caricaturas de intérpretes famosos até a exposição de camisas das principais escolas de samba do país. Para bebericar, há chope geladinho e bem tirado e também drinques especiais como o refrescante camisa verde e branco – feito com kiwi, hortelã, licor de melão e soda. Tanto na pista, quanto nas mesinhas (a casa costuma abrir cedo), patricinhas e mauricinhos se juntam em turmas para paquerar, dançar e curtir um bom samba.
R. Professor Atilio Inocenti, 380, Itaim

Salve Jorge – centro

Quem não acredita na revitalização do centro, deve dar uma paradinha no bar que emprestou seu sucesso da Vila Madalena para a praça Antônio Prado, em frente a Bolsa de Mercados e Futuros. Com o mesmo estilo de sua casa-mãe – com fotos de “jorges” famosos pelas paredes – a decoração impressiona com centenas de garrafas penduradas pelo teto e os lustres de cristal. Após pedir um chope bem tirado, invista na especialidade da casa:  galeto marinado  e grelhado na brasa. Outras opções como picanha na chapa com cebola e creme de alho, pizza na chapa e bolinho de batata temperada recheado com calabreza picante embalam o cardápio. O eficiente servido é um plus. Vale lembrar que quem tem seu nome de batismo Jorge, ganha um descontinho na hora de pagar a conta.
Pça. Antônio Prado, 33, Centro

Samba

A colorida fachada é uma preparação para a decoração interna deste bar que é o reduto dos verdadeiros adoradores do samba. Na parede do lado esquerdo, um painel que vai de uma ponta a outra chama a atenção e tem como motivo temático. Do outro lado, dezenas de fotos de sambistas famosos enche as paredes e duas fantasias da Mocidade Independente de Padre Miguel completam a decoração. Com um chope Brahma na mão de colarinho cremoso, a galera se acaba nas rodas de samba que acontecem todos os dias que a casa abre. Na sexta-feira é tão difícil achar um lugar para sentar como no sábado na hora do almoço, onde a casa oferece uma suculenta feijoada. No cardápio de petisco, não se arrisque na opção que tem mais saída, a picanha na chapa. Além de dura, é acompanha por batatas soutê completamente sem gosto.
Rua Fidalga, 308, Vila Madalena

Prefeitura nega falta de equipamento da GCM

A manifestação da Guarda Civil Metropolitana na abertura dos trabalhos da Câmara Municipal de São Paulo levou a prefeitura a justificar medidas adotadas e responder às críticas por falta de material, estrutura e planejamento. Reproduzo aqui a nota assinada pela Secretaria Municipal de Segurança Urbana:

Sobre as reclamações e reivindicações divulgadas à imprensa pelo Sindicato dos Guardas Civis Metropolitanos da Cidade de São Paulo (Sindguardas) a Secretaria Municipal de Segurança Urbana informa que as atribuições da Corporação continuam as mesmas, com prioridade para o Programa Proteção Escolar. Portanto, não procede a informação que todo o efetivo fará somente isso. A nova legislação apenas atribui a todos os guardas a possibilidade de, em caso de necessidade e dentro de planejamento prévio, desempenharem este papel, que antes era restrito a um número reduzido de profissionais. 

Com relação aos equipamentos de proteção pessoal, todos os guardas os possuem e não saem às ruas sem eles. Além disso, a Prefeitura está adquirindo mais equipamentos de acordo com o cronograma apresentado pelo setor de logística da GCM. Vale ressaltar também que esta gestão foi a que mais investiu na Guarda Civil Metropolitana nos 22 anos de sua existência. Exemplos: a primeira sede-própria da Corporação, aquisição de novas viaturas e armamento, contratação de nova Central Digital de Comunicação, reforma e ampliação do Centro de Formação, investimentos em treinamento, contratação de mais guardas e implantação do Observatório de Segurança. 

Diferentemente do que foi informado pelo Sindguarda, o veto do prefeito a parte de um projeto aprovado no final de 2008 pelos vereadores  e que segundo os sindicalistas retirava atribuições da Guarda (o que não procede), ocorreu devido a uma imprecisão jurídica, apontada pela Procuradoria Geral do Município (PGM), sobre o uso do termo “policiamento” para fazer alusão à atividade da GCM. Portanto, mais uma vez reiteramos que não houve e nem haverá alterações nas atribuições da Guarda como parte do sistema de Segurança Pública da cidade de São Paulo.

A contratação de segurança privada para proteção patrimonial de escolas e parques não apresenta novidades. A Prefeitura, assim como vários outros municípios, utilizam este sistema sempre de forma orientada e pré-estabelecida pela Secretaria de Segurança Urbana, que define em quais casos pode ser utilizada a vigilância privada. 

A Secretaria Municipal de Segurança Urbana, por intermédio do Chefe de Gabinete, Alexandre Artur Perroni, e do Comandante Geral da Guarda Civil, Joel de Malta de Sá, reuniu hoje às 16h, o presidente, Carlos Augusto Souza Silva e representantes do Sindicato dos Guardas Civis Metropolitanos da Cidade de São Paulo (Sindguardas) para esclarecimento das reivindicações feitas durante a tarde de ontem, em frente à Câmara Municipal, conforme agendado desde a semana passada.

Leia o outro lado no posto “GCM dá o sangue contra a prefeitura”