O uso do uniforme valoriza a profissão

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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A expressão “discriminação revoltante”,  usada pela advogada cuja babá foi impedida de entrar no E.C. Pinheiros, em SP, por não estar vestida de branco, exemplifica o emocional vigente.

 

A relevância é desconsiderar o principal, pois a exigência do branco à profissão de babá, é funcional.

 

Assim como máscaras e luvas são essenciais a determinadas funções para proteger quem as executa; ou o verde, aos cirurgiões para enxergar melhor num cenário vermelho de sangue; ou, ainda, o branco, aos médicos para distinguir melhor o asseio preventivo e essencial aos pacientes.

 

E assim por diante: os militares usam fardas para proteção e identificação, os pilotos usam roupas adequadas à sua segurança, os alpinistas, roupas coloridas para destaque nos cenários brancos, etc.

 

A dissonância começa nas palavras, pois ter função é a mais positiva situação ao ser humano. É sinal que é habilitado a produzir, mas muitos fazem ginásticas linguísticas para evitar chamar de funcionários quem tem função. Empregado, hoje em dia, é uma palavra que quase ninguém mais usa, embora o emprego seja um dos maiores direitos que uma nação digna deva oferecer aos cidadãos.

 

Neste caso, em que o Ministério Público atendeu aos clubes, que foram explicar o porquê dos uniformes às babás, mostrando que o serviço prestado aos bebês e crianças exigia asseio e precisava do branco, e necessitava de identificação que é obtida com o branco uniforme, demonstrou sensatez e lógica.

 

Em termos de babá como profissão, e de bebês e crianças como clientes, apenas a acrescentar que o uso do uniforme valoriza a profissão.

 

Se a mãe contratante dos serviços quer dispensar do uniforme, que o faça, mas sem infringir as normas das sociedades que frequenta, pois se assim o fizer estará descumprindo normas gerais e pode estar colocando em risco a segurança de terceiros. Um direito que evidentemente não lhe pertence.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung.

Conte Sua História de SP – 462 anos: o “casarão” do meu amigo Reis

 

Por José Salomão da Silva

 

 

20 de janeiro de 1985, domingo, 10 horas da manhã.

 

Estava eu chegando na rodoviária do Tietê, vindo de Ilhéus, na Bahia. Do lado de fora, uma mão se erguia freneticamente na minha direção, fazendo-me entender que ali se encontrava alguém a me esperar. Era o meu grande amigo Reis, assim como havíamos combinado. Nos cumprimentamos e saímos em direção ao Metrô.

 

Em tom de brincadeira que fiquei sabendo depois, Reis falou:

 

– dá a mão para o trem parar. (e o trem parou)

 

Descemos na estação São Bento. Logo ali no Anhangabaú existia ponto final da CMTC que nós levou até o Largo 13 de Maio, em Santo Amaro, próximo a residência dele. Lá chegando deparei-me com uma grande quantidade de pessoas. Música alta, muito churrasco e todos os tipos de comida nordestina, em todos os cantos da enorme casa. Aí comecei a perceber que meu amigo tinha preparado uma grande festa para minha chegada.

 

E qual grande era a nossa casa? O meu amigo, viu, morava bem!

 

Ficamos ali horas a fio, conversando, bebendo e comendo com todos presentes. O tempo foi se passando até a hora de descansar, dormir. Afinal, foram 32 horas de viagem.

 

Fui na direção do Reis e perguntei:
Qual vai ser o meu quarto? Onde eu vou dormir?

 

Ele apontou na direção de um cubículo e tascou:
A nossa casa é este espaço aqui, ó!

 

Foi neste belo dia ensolarado de janeiro que fiquei sabendo o que era um cortiço, tal qual um dia havia sido descrito por Aluísio Azevedo.

 

José Salomão da Silva é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A narração é de Mílton Jung e a sonorização de Cláudio Antonio. O programa, em homenagem aos 462 anos da cidade, vai ao ar, nesta semana, às 7h15, no Jornal da CBN

Magic Mike XXL: comédia, musical e, com certeza, sexy

 

Por Biba Mello

 

 

FILME DA SEMANA:
“Magic Mike XXL”
Um filme de Gregory Jacobs
Gênero: Musical sexy … Comédia dramática???
País: USA

 

Nosso velho conhecido desta coluna, Mike, vou chamá-lo assim, é um homem que conseguiu que seu negócio fosse adiante. Mesmo assim, e para nossa alegria, sai para se apresentar como stripper pela última vez… Sabe, bateu aquela saudade dos palcos… Hum e nossa tb! hahahahaha

 

Por que ver:
Ah, meu pai! Vamos lá: o cara , opa, OS CARAS, são espetáculares, dançam MUITOOOOO bem, são super sexy, e não tem alma viva feminina que não se empolgue… JURO!

 

E o corpo sarado, minha gente…Meninos, nós também gostamos e REPARAMOS!!!hahahahahaha

 

A história é meio “lé-com-cré”…Tanto faz…O bacana mesmo é ve-los dançando e “endeusando” todas as mulheres! Sua imaginação vai voar…

 

Gente, tem outros motivos(MUITO BONS) mas não rola ficar falando tudo por aqui, pois acho que meu marido anda lendo esta coluna… Misteriosamente está acertando meu gosto para filmes ultimamente…

 

Como ver:
Com as amigas deve ser BEEEMMMM divertido. Sugestão: se tiver aquela amiga que vai fazer despedida de solteira, alugue uma casa e leve TODA a mulherada, alugue o filme e, em uma das noites, assistam… Óbvio, com caipirinha ou champagne… Me contem depois, hein!!!

 

Quando não ver:
Como eu… Vi no avião com uma senhora de uns 80 anos chinesa ao meu lado… As caras dela me constrangiam, pois ela fazia questão de mostrar espanto nas horas calientes!!! Sai pra lá!

 

Biba Mello, diretora de cinema, blogger e apaixonada por assuntos femininos e agora está te desafiando, vai amarelar?

Conte Sua História de SP – 462 anos: aquela turma do Itaim Bibi

 

Por João Batista de Paula

 

 

Minha rua era recheada de história. As pequenas casas com seus jardins sem padrão definido e flores de todas as espécies, que se confundiam com pequenas arvores frutíferas e arbustos; daí vinham os pássaros e as borboletas, e o cheiro de pessoas amigas, e a vida calma que levávamos.

 

A casa de número três da rua Mário de Castro era a primeira casa, morava o senhor Emílio; a minha era de número 7, há uns vinte metros, se tanto, do Córrego do Sapateiro, no Itaim Bibi, zona oeste da cidade.

 

Isso há uns bons 77 anos.

 

Seu Emílio era alto, parecia personagem das aventuras dos Sete Mares. Antes do dia escurecer, costumava ficar em seu portão vestido de branco. Ele não usava cinto, e sim uma larga faixa de tecido vermelho enrolada na cintura. Apesar dos meus 83 anos já vividos, ainda posso enxergá-lo com seu cigarro de palha, olhando o sol se por. Essa figura, embora gigante aos olhos de um menino, não metia medo. Seu semblante era de paz. Nos impressionava mesmo era a grande família que tinha: doze pessoas.

 

Vamos a elas, o casal Sr. Emilio Carota e Dona Julia Carota. os seus filhos por ordem de idade: Armando Alberto, Néca, Ermelinda a (Nuje) Rosa, Mafalda, Nélia, Olga, Lolita, e Nina.

 

Quantos casamentos nessa família, quantas festas juninas, quantas risadas e choros dessas pessoas que enfeitaram minha infância e adolescência.

 

A Mário de Castro até já mudou de nome. Agora é a Fernandes de Abreu. Mas, se me concentrar bem, ainda lembro das brincadeiras naquela rua. Éramos uns 20 ou mais meninos e meninas.

 

A noitinha, quando estávamos no auge das brincadeiras, vozes vindas das casas, chamando Olguinha, Nélia, …. tá na hora, a mãe tá chamando … Dito, Nelson, Lúcia, Guiomar … Tchau, tchau, amigos! E disparavam em direção a suas casas. Minha mãe sempre me consolava: dê tempo ao tempo!

 

Uma grande verdade. O tempo é senhor de tudo e de todos. Sem nos darmos conta fomos seguindo nosso rumo. Assim como nos encontramos naturalmente e, por acaso, também nos separamos.

 

Às vezes nos meus devaneios, tenho vontade de gritar bem alto para toda aquela turma do Itaim Bibi: Tchau, tchau – ate amanhã!

 

João Batista de Paula é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A narração é de Mílton Jung e a sonorização de Cláudio Antonio

 

Conte Sua História de SP – 462 anos: aprendi a nadar no Rio Tietê

 

Por Elmira Pasquini

 

 

Em 1937, quando morávamos em Itaquera, zona leste, só havia um grupo escolar, ou seja até o 4o. ano primário, o que levou meus pais a mudar para a cidade afim de eu prosseguir nos estudos. Se arriscaram, e vou adiantar que em pouco tempo começaram a sentir falta da tranquilidade da chácara onde tínhamos tudo que precisávamos, fresquinho sem sair de casa, e sem gastar.

 

Na cidade, a primeira coisa que preocupou papai foi fazer parte de um clube para nadar e praticar exercícios, assim como fazia na chácara. Íamos de bonde para o clube Guarany .no bairro do Tatuapé. Logo. papai comprou um barco fininho e comprido, com rodinhas no assento. Tinha remos bem longos, que papai sabia fazer deslizar na água de forma muito elegante.

 

Meu irmão e eu sentávamos um em cada ponta do barco, enquanto descíamos o Rio Tietê, que de tão limpo enxergávamos através de suas águas. De remo, chegávamos a Ponte das Bandeiras, no Clube de Regatas Tietê. Ali, papai dava meia volta e começava o nosso exercício. Com os remos, gentilmente, ele nos empurrava para dentro do rio, e do nosso jeito íamos nadando ao lado do barco. De vez em quando, ele colocava o remo à nossa disposição para fazermos um rápido descanso e retomar o fôlego, pois estávamos nadando rio acima.

 

Papai nos orientava: braçadas curtas, mais devagar, batendo os pés, calma, mais perto do barco… fazíamos tudo que aprendíamos num quadrado, cercado e forrado de madeira, que ficava dentro do rio, chamado de “cocho” – próprio para menores que estavam aprendendo a nadar.

 

Apesar de gostarmos e nos esforçarmos para fazer tudo direitinho, ficávamos animados mesmo é quando víamos que o clube estava chegando.

 

Assim era o Rio Tietê, quando ainda tinha suas margens cheias de mato.

 

Elmira Pasquini é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A narração é de Mílton Jung e a sonorização de Cláudio Antonio. Para participar do Conte Sua História de São Paulo, envie texto para milton@cbn.com.br

Adote um Vereador: tinha tudo para dar errado e deu tudo muito certo

 

 

Tinha tudo para dar errado.

 

Nunca nos encontramos em janeiro e sempre nos encontramos no segundo sábado do mês.

 

Era janeiro e este era o terceiro sábado do mês.

 

O Alecir nunca falta, mas tinha um casamento na agenda. Que a festa tenha sido à altura do merecimento dos envolvidos. Vida longa para o casal!

 

A Sílvia que sempre aparece, havia reservado o período para visitar os parentes. O que é muito saudável.

 

O Mário, que havia convocado nosso “Carnaval fora de época”, foi ao interior para atender uma emergência. E temos certeza de que lá a presença dele foi de profunda importância. Nossa solidariedade.

 

Ao chegar no café do Pateo do Collegio, onde o Adote um Vereador, em São Paulo, se encontra, até que havia bastante gente. Muita mais gente do que estamos acostumados a ver por ali. Eram turistas querendo conhecer detalhes do local em que São Paulo foi fundada há 462 anos.

 

Fico feliz em perceber o interesse das pessoas por aquele espaço. Mas nenhum estava lá para o nosso encontro.

 

Diante do movimento, restava uma mesa com quatro lugares, que ocupei com a expectativa de que seria suficiente para receber os demais. Ledo engano. Ainda não havia terminado de almoçar e a Lúcia já se aprochegava com as compras feitas no comércio popular das redondezas. Em seguida, apareceu o casal que inspira nossas lutas cidadãs: Danilo e Sonia.  Não demorou muito para o Saul, a Silma, a Rute, a Gabi, o Sandro, o Moty e o Marcos se juntarem a nós.

 

Era gente mais do que suficiente para buscarmos mesa maior e colocarmos o assunto em dia. E assunto não faltou (e logo encontramos outra mesa).

 

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Soubemos que os novos conselheiros das subprefeituras vão tomar posse no dia 25 de janeiro, data de aniversário da cidade. A Rute e a Gabi, que estavam à mesa, foram eleita e sinalizaram entusiasmo para o próximo mandato, apesar de incomodadas com a falta de estrutura para essas organizações influenciarem as ações dos subprefeitos.

 

A eleição direta para subprefeitos, proposta pelo prefeito Fernando Haddad, esteve no nosso cardápio, também. Eu já disse que sou a favor, com participação de partidos e candidaturas avulsas, mas na mesa havia votos contrários e desconfiados, sensação que se justifica dadas as referências que temos de partidos e políticos, no Brasil. Insisto, porém, que ambos são necessários na democracia, temos é que usar as ferramentas disponíveis para melhorar o funcionamento dessas instituições.

 

O Adote um Vereador está aí, desde 2008, exatamente com esta proposta: inspirar o cidadão a influenciar nos destinos da sua cidade a partir da fiscalização do trabalho dos vereadores. Sugerir mudanças e cobrar respeito. Denunciar condutas impróprias e mobilizar as pessoas.

 

Nossa causa costuma ganhar adeptos em ano de eleição municipal, por isso estamos confiantes de que este 2016 será importante para darmos nova dimensão ao trabalho do Adote um Vereador. No encontro deste sábado, apresentamos alguns dos vídeos que pretendemos espalhar nas redes sociais (um deles está aqui no post) nos quais falamos sobre nossa experiência e convidamos outras pessoas a vivenciarem esta mesma sensação.

 

 

E foi quando rodei os vídeos que percebi: o Mário estava ali com a gente, o Alecir e a Sílvia, também. Tinha ainda o Bruno, recém-chegado e com palavras inspiradoras já gravadas. Havia, também, um pouco da história de todos aqueles que estiveram conosco em algum momento desde a criação do Adote e já sentaram à mesa conosco no café do Pateo do Collegio.

 

Ao fim e ao cabo, aquilo que tinha tudo para dar errado, deu certo! Mais uma vez, deu certo!

Falta de dinheiro dos Estados é só desculpa para excesso de violência

 

Por Milton Ferretti Jung

 

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Não posso dizer que, ao ler a manchete estampada na capa do jornal Zero Hora dessa quinta-feira (14/01),tenha me surpreendido. Surpreso ficaria se a taxa de homicídios no Rio Grande do Sul houvesse diminuído. Estamos,isso sim,ao lado de Pernambuco, estado em que o número de assassinatos,longe de diminuir,subiu, lamentavelmente,para níveis capazes de deixar quem mora nesses dois com medo de sair às ruas,tamanha a periculosidade que temos de enfrentar.

 

As autoridades de ambos, como se isso fosse aceitável, escondem-se atrás de dificuldades financeiras,uma desculpa irrisória. Li,também em Zero Hora,que novos policiais militares custariam R$ 9 milhões por mês à BM. Nossa Brigada Militar poderia pôr em serviço 2,5 mil policiais,aprovados que foram em concurso. Ah,tal número aumentaria a folha de pagamento em 7,9%,informa o Governo gaúcho.

 

Enquanto isso,os assaltos cresceram 26,3% no Rio Grande, que até aqui fazemos de conta que poder continuar a ter o apelido de “Amado”. Há problemas que poderiam ser,pelo menos,minimizados. Digamos que os facínoras que empestam o Estado e teriam de cumprir anos de prisão, não fossem liberados por falta de prisões capazes de os manter detidos enquanto pagam penas às quais foram condenados.

 

Livres,bandidos são bandidos,quem não sabe,seguem cometendo crimes de todas as espécies e pondo em perigo iminente os cidadãos decentes. Soltos,passam a matar e,nos últimos tempos,não somente a roubar,mas a matar os que assaltam,porque se algo não lhes falta para esse fim, são armas de todos os calibes,muitas que não estão à disposição dos agentes das leis. Podem negociá-las com os atravessadores de fronteiras,sempre dispostos a vendê-las.

 

Carros são roubados e ainda falta regulamentar os desmanches de veículos. Essas,peça por peça retiradas dos veículos roubados,são “comercializadas” . A “nova lei dos desmanches”,com promessa de ser, brevemente,colocada em ação,tende a diminuir a irregularidade que vinha ajudando os safados a praticar a roubalheira de peças automotivas.

 

Aqui em Porto Alegre,falou-se em transformar os guardas municipais em auxiliares armados e com poderes de prender como os policiais e o pessoal da BM. Estou muito enganado ou muito esperançoso com o reforço que o novo pessoal daria aos brigadianos. Estou falando de Porto Alegre e a minha preocupação com a falta de BMs. Os que vivem no Interior,porém,correm,além do risco sofrido pelos que moram na Capital,o pior: a falta de PMs. Há cidadezinhas que contam com um brigadiano pela manhã e outro à noite. Com isso,ficam a mercê dos assaltantes de bancos. Além de virarem reféns,com risco de morte,são obrigados a ver os caixas explodirem e os ladrões saírem livres e de posse do que roubaram.

 

Pela pobreza franciscana que vivem as autoridades gaúchas,duvido que consigam as verbas suficientes a fim de que possamos viver com um pouco mais de segurança.

 

Milton Ferretti Jung é jornalista, radialista e meu pai. Escreve no Blog do Mílton Jung (o filho dele)

Terrorismo não impediu que mais turistas viajassem sem visto pelo mundo, em 2015

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Foto do álbum de Rajesh Pamnani, no Flickr

 

A pressão de grupos conservadores para restringir a entrada de estrangeiros nos países, baseada na teoria de que fronteiras abertas facilitam ações terroristas, não tem surtido efeito. Ao menos é o que se percebe, a partir de relatório anual divulgado pela Organização Mundial do Turismo, nesta quinta-feira, dia 14 de janeiro. A percentagem de turistas que necessitam obter vistos antes de viajar manteve a tendência de queda e chegou ao seu nível mais baixo, em 2015.

 

O trabalho da OMT mostra que 39% da população mundial pode viajar livremente para turismo sem um visto tradicional antes da partida. No ano passado, 18% da população do mundo pode seguir para o seu destino sem visto, 15% recebeu o visto na chegada ao país e 6% se capacitou a tirar visto eletrônico (e-Visas).

 

Para que se possa enxergar melhor esta evolução: em 2008, em média, 77% da população tive de se candidatar para obter o visto; em 2015, o índice caiu para 61%.

 

Aqui no Brasil, mesmo diante de críticas de alguns setores, que temem que o país, especialmente o Rio de Janeiro, seja alvo de ataques terroristas durante a realização dos Jogos Olímpicos, o Governo Dilma sancionou lei que isenta da necessidade de visto de turismo os estrangeiros que desembarcarem até o dia 18 de setembro deste ano.

 

Não há necessidade de o viajante comprovar a compra de ingresso ou a participação em atividades relacionadas à Olimpíada. A dispensa é unilateral, ou seja, neste período, os brasileiros continuarão tendo que obter vistos para os países que têm esta exigência, por exemplo, os Estados Unidos. Essa facilitação tem sido a regra nos países que recebem a competição.

 

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A medida tomada pelo governo brasileiro pode resultar em um aumento de 20% no número de turistas internacionais esperados para o período de janeiro a setembro, deste ano.

 

Estudos internacionais mostram que os países que decidiram facilitar a obtenção de visto ou eliminaram sua exigência tendem a receber mais turistas e assistem ao crescimento das exportações e à criação de postos de trabalho.

 

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Com base no relatório da OMT, as economias emergentes continuam a ser mais abertas do que as economias avançadas. Regionalmente, o Sudeste Asiático, África Oriental, Caribe e Oceania aparecem no topo da lista das fronteiras mais abertas, enquanto a África Central, Norte de África e América do Norte foram, em 2015, as sub-regiões com maiores restrições.

 

Fronteiras livres de visto não significam fronteiras abertas ao perigo.

 

A política que facilita a entrada de estrangeiros para turismo no país deve ser acompanhada pela criação de ambientes mais seguros para viagens. O secretário-geral da OMT, Taleb Rifai, sugere o uso das múltiplas possibilidades oferecidas pela tecnologia e cooperação internacional no compartilhamento de dados.

 

Em lugar de prejudicar o deslocamento dos turistas, é muito mais inteligente e justo reforçar a fiscalização sobre as pessoas mal-intencionadas.

“About time”: o que você faria se pudesse voltar no tempo?

 

Por Biba Mello

 

 

FILME DA SEMANA:
“Questão de Tempo” “About Time”
Um filme de Richad Curtis
Gênero: Romance
País: Inglaterra

 

Aos 21 anos, Tim descobre que os homens de sua família conseguem viajar no tempo… Algumas coisas são mutáveis, já outras…

 

Por que ver:
Tem uma atmosfera cult porém se trata de entretenimeto perfeito. O filme é divertido, nada piegas, os atores bacanérrimos e história interessante. Veja! Gostei muito e vou rever.

 

Como ver:
Sabe aquela gata/o que gosta de filmes cults? Pronto! Eureca! Você achou um filme que podemos chamar de “híbrido” de cult e entretenimento!!! Abra aquela champanhota especial, e aproveite e prepare um salmão defumado com limão siciliano e torradinhas…Hahahaha vai lá no meu instagram que você acha a receita!

 

Quando não ver:
Como falei antes, não vai ter pessoa que não goste deste filme, apenas as muito chatas. Aproveite, e da próxima vez, nem convide este “fulano/a”… Poxa! Não dá para tomar champagne em má companhia!

 

Pergunta:
O que você faria se pudesse voltar no tempo (só vale em relação a sua história, tá!)?

 

Biba Mello, diretora de cinema, blogger e apaixonada por assuntos femininos e agora está te desafiando, vai amarelar?

Um novo ano, menos digital e mais humano

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

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Já estamos em 2016. Quantos de nós não recebemos mensagens de Boas Festas no fim do ano? Talvez todos nós. E percebi com mais nitidez uma diferença em relação ao ano passado. É incrivelmente espantoso como as pessoas cada vez mais utilizam-se das ferramentas online de forma impessoal.

 

Pelo aplicativo WhatsApp – sim, aquele que parou o Brasil no dia em que foi bloqueado pela justiça – recebi mensagens “copiadas” e “coladas” de Feliz Natal e Ano Novo. Mensagens grandes, muitas até mesmo lindas, reflexivas… mas sem sequer deixar o destinatário saber se era mesmo pra ele. Dá a sensação, óbvia eu diria, de que foi uma mensagem de uma lista de outros infinitos destinatários.

 

Isso mostra algo que já sabemos e é até lugar comum: as pessoas têm menos tempo e tentam otimizá-lo.

 

Claro que temos de otimizar nosso tempo; mas neste processo tem de se priorizar as pessoas. Por que não? Será que não vale mais a pena enviarmos uma mensagem dirigida para aquelas poucas pessoas que fazem a diferença na nossa vida? Ou por que não usar uma outra forma de mostrar que se lembrou dela? Me parece um comportamento que seria mais educado e elegante, além de, claro, verdadeiro, com real sentimento!

 

O mundo digital nos ajuda no cotidiano, nos conecta, nos aproxima, nos coloca em contato com pessoas que estão longe. Mas não podemos abrir mão do contato mais humano e pessoal, mesmo quando este ocorre através das ferramentas disponíveis.

 

Amizades, namoros, laços de família podem e devem fazer parte deste novo mundo. Não dá é para viver sem que essas relações ocorram também no “mundo real”. Afinal, toda essa tecnologia foi criada por nós, humanos. E assim devemos ser!

 

Ricardo Ojeda Marins é Coach de Vida e Carreira, especialista em Gestão do Luxo pela FAAP, Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. É também autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.

 

A imagem que ilustra este post é do álbum de Kira Okamoto, no Flickr