Fendi leva seu luxo ao comércio eletrônico

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

 

O comércio eletrônico no mercado do luxo ganha cada vez mais relevância. Hoje, são evidentes e inúmeras as oportunidades para esse nicho na internet. A grife italiana Fendi terá seu próprio e-commerce a partir de março deste ano, onde deverá oferecerá itens de suas criações de moda feminina e masculina, acessórios e perfumes. Até então, a grife italiana podia ser encontrada online apenas em sites especializados.

 

Inicialmente, Fendi terá sua loja online na Europa, em mais de 25 países, e de acordo com a marca deverá expandir para o Japão e Estados Unidos, até 2016. Para muitos consumidores AAA, a loja digital é ideal para poderem se atualizar das novidades e conhecer peças de coleções novas, podendo fazer a compra pela internet ou, até mesmo, ir a uma loja da grife.

 

Quando falamos em luxo, claro, falamos também em história e tradição. Fendi, fundada em 1925, é uma das grifes mais desejadas e renomadas ao redor do mundo. Desde 2001, pertence ao grupo LVMH, conglomerado de marcas de luxo.

 

Era muito comum no passado o pensamento e receio de que a venda de produtos de luxo online afetasse sua exclusividade. No entanto, existe uma demanda do próprio consumidor por este comércio. Para as marcas o maior desafio é oferecer a seu consumidor todo o luxo e experiência de compra já oferecidas em suas lojas físicas, sendo essencial investir em tecnologia, logística e uma comunicação eficaz entre a loja online e seu cliente. Layout simples e elegante aliado a atendimento de qualidade e agilidade de entrega certamente colaborarão para o sucesso da marca na internet. Uma distribuição seletiva de seus produtos também é essencial na gestão do luxo no mundo online e offline.

 

E agora que já leu este texto, escolha seu modelo no desfile da coleção masculina outono/inverno 2015/2016, assistindo ao vídeo lá em cima.

 

Ricardo Ojeda Marins é Professional & Self Coach, Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.

A Boa Mentira: para quando quiser pensar além do seu umbigo

 


Por Biba Mello

 


FILME DA SEMANA:

“The Good Lie”
Um filme de Phillipe Falardeau.
Gênero: Drama
País:USA

 

 

Uma aldeia no Sudão é atacada por guerrilheiros e apenas algumas crianças sobrevivem. Elas caminham por um longo período até chegar em um acampamanto das Nações Unidas. Uma missão humanitária as levam, após muitos anos, para viver em solo americano.

 

Por que ver: É um filme baseado em relatos verídicos, a história é tocante e profunda. A atriz Reese Whitherspoon fica em segundo plano como coadjuvante e nos ajuda a entender que somos todos iguais; e assim nos leva a pensar um pouco além do conforto de nossa vida urbana. Em uma frase que chega a ser engraçada pela ingenuidade e ignorância de um dos personagens, ele questiona a um criador de gado lá no EUA: “devo me previnir contra algum animal perigoso?- criador – qual animal? E o rapaz responde – Leão”.

 

Como ver: Sempre que quiser sair de algum momento “raso”de sua existência e pensar além do seu próprio umbigo.

 

Quando não ver: Se você estiver em um momento “curtir a vida”…Vai quebrar o clima te botando rapidinho com os pés no chão.

 


Biba Mello, diretora de cinema, blogger e apaixonada por assuntos femininos.

Iates de luxo são fretados para festas e lazer

 

Por Ricardo Ojeda Marins

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Já pensou ou sonhou em fazer sua festa de aniversário em um iate fretado especialmente para seus convidados? Sem ter o trabalho de “cuidar de tudo”, claro. Afinal, luxo é ter tempo e usufruí-lo ao máximo com as pessoas que você gosta.

 

A companhia SeaDream é famosa por seus fretamentos. Aniversários, casamentos, festas corporativas. Tudo em um iate com capacidade para até 112 passageiros. Diferentemente de cruzeiros, os iates são mais privativos e com extremo conforto, mesmo se comparados aos cruzeiros de luxo. O SeaDream inclui atividades como esportes aquáticos, piscina, jacuzzi, fitness center, Spa com tratamentos da suíça La Prairie, aulas de ioga, gastronomia de excelência, além de uma tripulação altamente treinada. São 95 profissionais, o que garante tratamento personalizado e sistema “all-inclusive” sofisticado.

 

Sua marina portátil inclui jet skis, caiaques com fundo de vidro, equipamento de snorkeling, esqui aquático, placas de vigília, plataforma de natação, banana boat e ilha flutuante. Durante a noite, as camas balinesas com vista elevada do mar são a atração de casais que curtem admirar as estrelas, ou assistir a filmes especiais mostrados tanto no salão principal como sob o céu à beira da piscina.

 

Para que a comemoração seja incrível e memorável, é essencial contar com uma agência de viagens especializada. Afinal, nada melhor do que ter quem possa cuidar de cada detalhe com sabedoria e experiência. Agências de viagens como PrimeTour, Teresa Perez, Platinum Travel Service, Matueté, e Selections são algumas das que realizam esse sonho de muitos clientes. Todos os detalhes dessas viagens são cuidados minuciosamente por um profissional da agência, customizando a comemoração de acordo com os desejos singulares de cada cliente. Partes aérea e terrestre, serviços de recepção no destino, guias bilíngues, serviços de mordomia. Muitos clientes fretam inclusive o avião para chegar ao destino da partida da viagem. Tudo é cuidado pela agência pré, durante e pós viagem para que a experiência do cliente seja realmente impecável e inesquecível.

 


Ricardo Ojeda Marins é Professional & Self Coach, Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.

A 100 passos de um sonho: bom para olhar e saborear

 

Por Biba Mello

 

FILME DA SEMANA:
“A 100 Passos de Um Sonho ”
Um filme de Lasse Hallström.
Gênero: Comédia Romântica
País:USA

 

 

Um restaurante indiano espalhafatoso abre em frente, ou melhor, a 100 passos de um renomado restaurante françês com estrela Michelin. Xenofobia, culinária e amor são alguns assustos que permeiam o filme.

 

Por que ver: Chamado de “raso”por vários críticos, este filme me cativou do início ao fim, exatamente por sua ingenuidade e beleza, tanto na direção de arte de cenário como gatronômica. Achei que é um filme bacana para toda a família. Ora bolas, ele não se propõe a discutir política, este é apenas um pano de fundo para dar sentido aos conflitos da fita. E a atuação do ator Om Puri, que faz o personagem do Papa Kadam me fez lembrar do meu avô…Agora me emocionei…E a espetacular Helen Mirren faz a Madame Mallory, e está maravilhosa como sempre.

 

Como ver: Eu assisti voando…Desta vez devo confessar que peguei uma aeronave modernérrima da American Airlines. A comida estava farta, o que combinou com o filme, apesar de não estar muito saborosa, mas isto é esperado em aviões… Você pode assistir com todos, menos com os críticos de cinema. Eles detestaram o filme e vão te aborrecer. Não se furte de se deixar levar pela história leve produzida por Spilberg e Oprah Winfrey.

 

Quando não ver: veja sempre.Menos com críticos de cinema como mencionadado acima.

 

Biba Mello, diretora de cinema, blogger e apaixonada por assuntos femininos. E comilona…Rsrsrsrsrs.

Qualidade na telefonia celular ainda é luxo, no Brasil

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

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Inúmeras são as pessoas que escutamos, diariamente, reclamarem do serviço de internet móvel 3G ou 4G e, também, da qualidade do sinal do telefone celular de todas as operadoras, no Brasil.

 

O uso de telefones celulares foi muito além do esperado nos últimos anos e as operadoras não estavam preparadas para o crescimento exponencial desta demanda, provocada, principalmente, por conta da acessibilidade aos “smartphones”.

 

De acordo com a ANATEL (Agência Nacional de Telecomunicações), em novembro de 2014, foram contabilizadas 280,4 milhões de linhas ativas no serviço de telefonia móvel no país. O uso da rede de internet também evoluiu. Se há alguns anos consumidores acessavam basicamente e-mails e sites, hoje o conteúdo é muito mais “pesado””: redes sociais, fotos e vídeos que exigem maior uso de dados da rede.

 

O Brasil precisa que as empresas de telefonia invistam em tecnologia de maior capacidade e melhorem a cobertura. O pior é que, independentemente de termos um serviço péssimo, pagamos muito: estudo divulgado pela UIT (União Internacional de Telecomunicações) mostra que a cesta de serviços de telefonia celular no Brasil está entre as mais caras do mundo.

 

Uma simples comparação mostra o quanto é discrepante o valor que pagamos. Por exemplo, uma ligação efetuada de um celular da Irlanda para um telefone fixo no Brasil custa cerca de 9 centavos de Euro (mais ou menos R$ 0,31), e se for para um celular, 25 centavos de Euro (cerca de R$ 0,86). No Brasil, uma ligação efetuada de um celular pré-pago para um celular ou telefone fixo da mesma área de cobertura custa em média R$ 1,65 por minuto, enquanto que uma uma chamada efetuada de um celular do Brasil para um celular na Irlanda custa por volta de R$ 2,74 reais o minuto. O cálculo é baseado no serviço pré-pago que costuma ter custo maior de tarifação.

 

Serviço de telefonia móvel eficiente, com internet de qualidade, ainda parece algo inacessível em nosso país. Até quando seremos obrigados a pagar caro por um serviço extremamente deficiente?

 

Ricardo Ojeda Marins é Professional & Self Coach, Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.

 

A foto que ilustra este post é da coleção de Freimut, no Flickr

Elefante Branco: amor, violência, drogas e religião em uma favela logo ali

 

Por Biba Mello

 


FILME DA SEMANA

“Elefante Branco”
Um filme de Pablo Trapero
Gênero: Drama
País:Argentina, França, Espanha

 

 

Elefante Branco, pois a história se passa em uma favela no entorno de um hospital imenso que nunca ficou pronto. Dois padres se desdobram para melhorar a qualidade de vida dos mais pobres que ali habitam. Amor, violência e drogas permeiam a narrativa.

 

Por que ver: É um filmaço! Meu querido Ricardo Darìm está no elenco ajudando a excelente história. Minha sogra detesta filmes violentos, mas este em especial a prendeu do início ao fim.É um filme violento e crível: “favela movie” ao estilo “tropa de Elite”.

 

Como ver: eu vi com a minha sogra… Ela adorou uma pegação que rola no meio do filme…Quente sem ser apelativa…Meu marido não estava, perdeu um filme que tenho certeza que adoraria.Vimos tomando um vinho tinto…Encorpado como o filme…Denso…

 

Quando não ver: com aquele amigo/a socialista radical, vai ficar dando lição e tentanto te converter…Com seu filho menor de idade…Meio barra pesada… Se bem que as vezes é bom esta galerinha ter contato com a realidade dos menos afortunados…Fica a seu critério.

 


Biba Mello, diretora de cinema, blogger e apaixonada por assuntos femininos. Toda semana oferece boas dicas de filmes para o Blog do Mílton Jung

Magia ao Luar: um Woody Allen para esquecer o desconforto do voo

 

Por Biba Mello

 

FILME DA SEMANA:
“Magia ao Luar”
Um filme de Woddy allen.
Gênero: Comédia Romântica
País:USA

 

 

Um mágico viaja pelo mundo desmascarando falsos médiuns. Um belo dia é chamado para desmascarar a bela Sophie ….Tenta de todas as maneiras fazê-lo mas suas tentativas se frustram e o mais cético dos céticos se rende ao talento da moça.

 

Por que ver: É um filme leve e divertido. Diálogos interessantes com uma boa dose de sarcasmo, como sempre, nos filmes do Woody Allen.O cenário ao sul da França é lindíssimo.

 

Como ver: Vou contar como vi…Estava eu, na classe econômica da American Airlines, em uma aeronave absurdamente velha, suja, quase sem comida(isto me deixa em um insuportável mau humor), a televisão era daquelas lá na frente e não no banco da frente, a outra televisão era bem acima de minha cabeça me fazendo alternar o olhar para uma que eu mal enxergava e para outra que me dava torcicolo. Por um momento de mais ou menos 120minutos, esqueci de tantos incômodos e me dediquei a me divertir assistindo a este filme gostosinho do Woody Allen. Ai o Cinema nos tira de nossas realidades frugais nos transportando por histórias bem longe de nossas realidades…

 

Quando não ver: Se você estiver em uma companhia aérea decente, na classe executiva ou primeira classe; se fosse você aproveitaria para dormir, pois só existe uma coisa melhor que cinema…Viagem! Boas férias.!!!!

 


Biba Mello, diretora de cinema, blogger e apaixonada por assuntos femininos. Toda semana faz boas indicações de filmes aqui no Blog do Mílton Jung

De vó Clélia

 

Por Maria Lucia Solla

 

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Hoje, 22 de dezembro de 2014, nasceu para uma nova vida, a minha mãe, a Dona Clélia Calò Solla. Eu sentia ter duas mães, a minha verdadeira e a minha sogra, e as duas resolveram partir quase quase juntas.

 

Dona Ruth, minha sogra, que se foi há dois dias, era uma mulher de estrutura e estatura grande e forte, decidida e independente. Ao contrário dela, minha mãe sempre foi recatada, de estrutura e estatura delicadas, e de fala mansa. Artista e cozinheira de mão cheia.

 

Tenho quase quase certeza de que a vó Ruth se desligou do corpo que a prendia ao leito e foi, como vão as almas quando se soltam da prisão do corpo, até onde estava a mamãe. Já chegou lá animada, chamou a mamãe e disse: segura na minha mão, Clélia, e vem comigo para a liberdade.

 

A mamãe, que pouca intimidade teve com a liberdade, durante toda a vida, sorriu ao rever a amiga distante, em quem confiava, deu a ela a mão, e se foram. Soltaram as amarras que ainda as prendiam a este planeta e saíram voejando, como voejam as almas.

 

A mamãe faria, em 28 de março, 88 anos. Casou-se aos dezoito, com seu primeiro e grande amor, e foi a ele e à família que dedicou cada dia da sua vida. Começaram a namorar num baile, dançando ‘ Eu sonhei que tu estavas tão linda, de Altemar Dutra. A mamãe era muito bonita: olhos verdes, com os quais presenteou meu filho mais novo, alourada, pele branquinha e muito, muito delicada. Falava baixinho e era discretíssima. Nem poderia ser diferente, com meu pai sempre controlando cada detalhe da vida.

 

A mamãe casou menina, e eu nasci quando ela ainda não tinha deixado a meninice. Deve ter cortado um doze comigo, que sempre fui, como dizer, um pouco diferente da maioria das meninas da minha idade. Ela encarou o desafio. E qual seria a outra alternativa? Depois, bem depois, 14 anos depois chegou meu irmão Oswaldo, mesmo nome do meu pai, e foi aí que se deu o encontro de duas almas gêmeas. Ela e meu irmão.

 

Desde o primeiro contato foram unidos, cúmplices, apoio um para o outro. Sempre! E meu irmão foi dedicado a ela, sem trégua, até o derradeiro momento.

 

Obrigada, mãe, pela minha vida, por seus cuidados e pelo exemplo de generosidade, humildade e o trato amoroso a todos que passaram por tua vida.

 

Paz, Luz, Amor de verdade e muita alegria junto ao vovô Vito Calò, à vovó Grazia, ao papai e todos os que formarão o teu novo mundo.

 

Gratidão! Amor!

 


Maria Lucia Solla é professora de idiomas, terapeuta, e realiza oficinas de Desenvolvimento do Pensamento Criativo e de Arte e Criação. Aos domingos escreve no Blog do Mílton Jung

Qual é o seu luxo?

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

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Natal e Réveillon. Esse período de fim de ano deixa as pessoas numa correria maluca. Seja para quem tem viagem planejada ou para anfitriões de ceias de Natal e  grandes festas de Ano Novo. Muitos aproveitam o momento e fazem promessas  e  planos para o novo ano. Os que se permitem preferem a auto-reflexão – e eu, particularmente, estou entre estes  porque acredito que o autoconhecimento é capaz de nos fazer evoluir de forma incrível.

 

Durante o ano, falamos bastante de diversos segmentos do mercado do luxo ao redor do mundo. Produtos, serviços, experiências, conquistas e frustrações…e na minha reflexão fui levado a pensar no significado do luxo para mim,  independentemente dos conceitos com os quais trabalhamos quando falamos de negócios e comportamento.

 

Pra mim, cada vez tem mais valor o tempo. Ou melhor, ter tempo para estar com as pessoas que gosto, amo e admiro. Tempo para viajar, descansar ou, simplesmente, refletir como faço agora! Conhecer novos destinos, mas também aproveitar o tempo para redescobrir, sob novos olhares, aqueles que já tvisitei. Tempo para dedicar ao meu bem estar.

 

Gostaria de aproveitar e convidar você, leitor do Blog do Mílton Jung, para compartilhar conosco o que é luxo para você! Uma viagem? Um bem material? Uma sensação?

 

Qual é o seu luxo?

 

Enquanto você pensar sobre isto, desejo a todos um 2015 maravilhoso e repleto de conhecimento, sabedoria, paz, amor e sucesso!

 

Ricardo Ojeda Marins é Professional & Self Coach, Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung

De vó Ruth

 

Por Maria Lucia Solla

 

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Agora há pouco, sábado, dia vinte de Dezembro de dois mil e quatorze, nasceu para mais uma vida, a minha sogra, a Dona Ruth Kroeff.

 

Nem se preocupe pensando que este texto será um texto triste.

 

Absolutamente!

 

Da Dona Ruth só memórias boas e principalmente apetitosas, porque ela cozinhou a vida toda, como ninguém! E para um batalhão de locais e agregados, como se diz por lá. Ela sempre perguntava: ‘quantos dezoito somos para o almoço?’ Era a senha para a sua entrada na cozinha.

 

A cozinha dela, aquela diária e corriqueira, sempre incluía um assado, que era uma de suas especialidades, uma linda salada, (quando eu andava por lá, ela sempre me chamava para enfeitar o prato da salada), arroz, feijão, alguns tipos de misturas e muita, mas muita sobremesa.

 

Tive outros maridos, mas uma sogra só a quem sempre amei = admirei e respeitei. E com esse seu novo nascimento, não muda nada. Ela continuará, para sempre, a minha sogra querida, e eu para ela, a sua norinha querida. A sua Lu, a sua Luzinha.
Aprendi tanto com ela! Do seu vocabulário único e delicioso e só dela, mesmo morando na cidade há anos e anos, aprendi que carteira era guaiaca e dentadura cremalheira. Só para dar uma amostrinha.

 

Me lembro do tempo em que a Dona Ruth já dizia que não iria a festa nenhuma, porque estava com tremedeira miúda. Eu entendia tão bem a minha sogra! Somos muito parecidas (hoje eu tenho tremedeira miúda!). Ela me ensinava do seu próprio manual de sobrevivência e estava sempre sempre do meu lado, principalmente quando algum perrenguezinho desandava.

 

Sogra de olhar de cumplicidade, que bota paninhos quentes em lugares que estavam gritando por eles, mas ninguém mais percebia; que sorri com os lábios e com o olhar quando a gente chegava, só gente muito sortuda como eu, para ter.

 

Vai em paz, Dona Ruth, que seu posto já está sendo preparado desde há muito.

 

Nós ainda ficamos mais um tanto, com o coração apertadinho agora, mas cheios de gratidão por ter participado da tua vida aqui e por tê-la compartilhada, pela senhora, com todos nós, os locais e os agregados, fossem eles quem fossem.

 

Meu amor continua com a senhora. Intocado.

 

Com meus filhos e netos e com todos os familiares e amigos, faço parte da corrente que vai conduzi-la, quem sabe, até o portal da sua nova morada.

 

Vó Ruth, eu te amo!

 

Maria Lucia Solla é professora de idiomas, terapeuta, e realiza oficinas de Desenvolvimento do Pensamento Criativo e de Arte e Criação. Aos domingos escreve no Blog do Mílton Jung