Degradê

 

Por Maria Lucia Solla

 

 

Ainda é politicamente correto confessar fragilidade, insegurança e dúvida? Ou a pauta é sempre – e só – maldade e falsidade.

 

E chorar, pode?
‘Nós’ choram também, ou só ‘eles’ choramos?

 

Na Era da certeza que mata a liberdade, da unificação sem noção, ou você é, ou você não é, seja lá o que for, que eu nunca entendi o que é ou o que deixa de ser. Quero saber onde é que foi parar a flexibilidade. Está na lista negra? Ooops, não pode, mas agora já foi. E falando em foi, onde foi que a aprisionaram? E cadê o degradê? O gato comeu? A moda exigiu, e ele, puff, se extinguiu? A preguiça venceu, ou o eu-sou-o máximo-e-tudo-o-que-não-for-eu-é-pior-do-que-eu tomou conta do pedaço?

 

A flexibilidade, o meio-termo e o degradê foram todos deportados, ou também foram viver em Miami? Tolinha! não havia mais espaço para eles: ou você é magro, ou é gordo, é rico ou pobre. Se é rico, ferrou, porque de ladrão e de inimigo alguém já rotulou. Ou a gente pula e grita na euforia, ou, imobilizado, chora embalada pela depressão.

 

O cenário é blindado contra oração, mas se dobra aos oradores e a seus templos.

 

É tempo de energético de dia e calmante de noite, para aguentar os tropeços em palanques ruindo, sob o peso de foras-da-lei, do preconceito exacerbado da camarilha desatinada.

 

Cadê o ‘tudo bem’, de verdade, cadê o riso solto na sala de visita, num papo alto astral, cheio de coragem e de moral? Virou coisa de burguês? É pecado?

 

eu
no canto
encharcada
de espanto

 

Maria Lucia Solla é professora de idiomas, terapeuta, e realiza oficinas de Desenvolvimento do Pensamento Criativo e de Arte e Criação. Aos domingos escreve no Blog do Mílton Jung

Ferrari: velocidade e luxo esportivo unidos na hotelaria da Espanha

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

 

A italiana Ferrari, ícone do alto luxo automotivo, anunciou planos de abrir seu primeiro parque temático, na Europa, levando seu nome e prestígio para o resort PortAventura, a apenas uma hora de Barcelona. Com inauguração prevista para 2016, serão nada menos que 75 mil metros quadrados abrigando o acelerador mais rápido, vertical e horizontalmente, e hotel de 250 quartos, reproduzindo o desenho da asa dianteira de um fórmula 1. Será o primeiro hotel cinco estrelas da marca. O projeto terá investimento global de 100 milhões de euros e será construído pelas empresas de private equity Investindustrial e KKR com a licença da marca Ferrari, A promessa é de oferecer experiências dentro e fora do parque aos entusiastas da Ferrari.

 

 

De acordo com Andrea Perrone , CEO da divisão de marca da Ferrari, após a abertura do Ferrari World, em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, em 2010, a marca italiana de automóveis esportivos de luxo tinha recebido muitos pedidos para a construção de novos parques ao redor do mundo. Afinal, luxo e esportividade casam muito bem nessa parceria.

 

Essa não é a primeira expansão de marca da grife italiana. Um ícone inegável do segmento de automóveis esportivos de luxo, a Ferrari é considerada um estilo de vida e toda sua comunicação e marketing foram focados em manter este estilo. Peças de vestuário que levam seu nome podem ser encontradas em suas lojas próprias em diversas cidades dos Estados Unidos, Europa, Ásia, em lojas multimarcas ao redor do mundo e também em sua loja virtual. O mesmo cuidado em sua gestão de expansão da marca está sendo adotado na estratégia do parque temático e hotel de luxo na Espanha.

 

Ricardo Ojeda Marins é Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung

Páscoa

 

Por Maria Lucia Solla

 

 

A data é festiva. Hora de desejar saúde, sucesso, bons amigos, dinheiro, amor, paz, renascimento.

 

Quanto mais gente estiver bem, melhor nossa micro sociedade fica. A tua e a minha. E junta uma micro na outra, que dá tudo certo, e a sociedade maior fica melhor também. É a única receita que conheço.

 

Família, parentes, agregados e vizinhos são a sociedade de cada um. Amigos também. Professores, ‘Personal’ de todo tipo, manicure, cardiologista, pneumologista, podólogo, dentista e ortodontista, cabeleireiro, farmacêutico, vizinhos, o gerente da padaria, – já que o padeiro hoje fica escondido, orquestrando auxiliares. O segurança da agência bancária, o feirante, o casal da barraquinha do milho e do carrinho do coco verde. Zelador, porteiro, faxineira, colegas de escola e de trabalho formam o naco da sociedade de cada um. A colcha de retalhos com a qual você se cobre, e sobre a qual você se deita.

 

Então hoje desejo que cada um de nós possa olhar para a sua micro sociedade com carinho e atenção, e medir-lhe a temperatura para diagnosticar sua saúde. Desejo ainda que cada um de nós possa avaliar-se sem pudor, medir a temperatura e decidir o que precisa de retoque para que cada colcha de retalhos seja harmônica.

 

Desejo para mim e para você um upgrade na consciência, na amorosidade e na generosidade. e que sorriamos muito. É só começar a treinar, que o sorriso se solta e traz para perto o riso dobrado, Lembra?

 

Mais simplicidade e menos complicação. É assim que salvaremos o mundo, ou não.
Boa Páscoa e Feliz Renascimento.

 


Maria Lucia Solla é professora de idiomas, terapeuta, e realiza oficinas de Desenvolvimento do Pensamento Criativo e de Arte e Criação. Aos domingos escreve no Blog do Mílton Jung

Harrods e Fabergé celebram Páscoa com história, arte e cultura

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

 

A Páscoa londrina chega com uma surpresa mais do que brilhante – literalmente! A Harrods, tradicional loja de departamentos da capital inglesa fez uma parceria especial com a grife Fabergé, durante este mês de abril, para celebrar a arte de presentear. Desde o início do mês, as vitrines da loja estão decoradas com peças da tradicional e prestigiosa joalheria, indo desde seus históricos Ovos Imperiais, que no passado eram adquiridos pelos czares russos, até suas coleções de joias contemporâneas comercializadas atualmente em diversos países.

Um dos grandes destaques do showcase é o Ovo The Apple Blossom Egg, criado em 1901, que será exibido pela primeira vez no Reino Unido e fora de um museu. Há um espaço especial, com o nome de Fabergé Egg Bar, onde os clientes poderão conhecer e adquirir uma edição limitada de um pingente em formato de seu icônico ovo. Os clientes poderão customizar seus pendentes com uma mensagem especial de sua escolha.

 

 

Além de criativa, a parceria da Fabergé com a Harrods valoriza a rica herança da marca, sua história, seu prestigio e sua visão artística, valores importantíssimos para marcas no segmento do luxo. A escolha do local foi mais do que perfeita, afinal a Harrods é uma das lojas de varejo de luxo mais tradicionais do mundo, e oferece a seus clientes experiências no ponto de venda, e neste caso, a uma viagem fascinante de descoberta através da história de uma das casas de joias mais prestigiosas do mundo.

 

O show case estará aberto até o dia 21 de abril de 2014.

 


Ricardo Ojeda Marins é Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.

Muito tédio, pouco futuro

 

Por Maria Lucia Solla

 

 

Quem sou eu para dar palpite sobre qualquer coisa, ainda mais sobre política. Não sou voltada para ela. Não é o meu ramo. Palpitar, palpito pouco, até porque o som da palavra ‘palpito’ é de torcer o nariz e me lembra ‘dar -ou levar- um pito’, e lembra ‘arrogância’, que sopra um apito e dá pitos, de peito inflado e olhar altivo. Altivo eu acho bonito, mas a tal da arrogância não dá para engolir. Ela é doutora em alguma coisa que ninguém sabe bem o que é, mas dá aula para o palpite, o pito e o escárnio, que acabou de chegar na turma.

 

Mesmo que nos ‘propuséssemos’ -outra para colocar na lista- a criar uma lista das tais palavras, talvez não pudéssemos -essa é bem melhor- publicá-la porque escorregaríamos -essa é divertida- nas normas criadas pelo novo desgoverno autoritário; não ao pé da letra, é claro, porque nada mais é ao pé da letra, neste país. A letra muda ao sabor dos dominantes. Hoje somos divididos, pelo Grande Pai, em Nós e Eles. Inimigos. Nós devendo desprezar Eles. Nós, claro, são os dominantes e seus apoiadores; Eles é o resto, restolho, incluindo esta que vos fala. E assim, atiçando as flamas e apontando as flechas da intolerância e podando o preconceito na forma conveniente, Nós despreza Eles, e vice-versa.

 

Povo para ser dominado e controlado deve estar dividido. Lição Um. Todos os desgovernos autoritários fazem isso, seguindo modelo ultrapassado, embolorado e falido, que ficou tatuado em seus corações-zinhos, como trauma de adolescente rebelde, hoje propulsionado por arrogância e ganância.

 

Não é mais permitido dizer, escrever ou ouvir palavras como Negrinha, por exemplo, como eu era chamada por minha tia, ou Negrão, que eu achava que era o nome dele, um amigo do meu pai. Será que ainda se pode citar o Negrinho do Pastoreio? Será que é permitido pedir uns negrinhos na doceira lá de Porto Alegre?

 

Este atual Desgoverno Federal não é um governo; é um partido político que já está no poder há doze anos -a Era Vargas durou dezesseis, e o Regime Militar, vinte e um- aparelhando a máquina, como dizem, que na verdade quer dizer comprando gente. Sim, comprando pessoas de todas as raças e credos e partidos. O pelo não importa, importa o apoio para que a centopeia desvairada possa dançar como melhor lhe convier.

 

E por falar em Regime Militar, Boi da Cara Preta -será que pode?- até ele aceitou alternância de partidos. Partido Social Democrático, Aliança Renovadora Nacional, por DEZ anos! -oi! o PT já ultrapassou a marca e quer se perpetuar no poder?! -, o Partido Democrático Social, o Movimento Democrático Brasileiro, por cinco anos!, Collor, Itamar, até que Fernando Henrique fechou o ciclo com oito anos de Governo, filiado Partido da Social Democracia Brasileira. Agora, o PT sentou na cadeira do poder e gostou.

 

Ai que tédio!

 


Maria Lucia Solla é professora de idiomas, terapeuta, e realiza oficinas de Desenvolvimento do Pensamento Criativo e de Arte e Criação. Aos domingos escreve no Blog do Mílton Jung

Partidos partidos

 

Por Maria Lucia Solla

 

 

Tem-se discutido muito, e acaloradamente, sobre partidos e políticos, e sobre o fato de esses trafegarem por aqueles, ao aceno da mínima vantagem. Ser da direita ou da esquerda não é mais uma questão de sentar-se à esquerda ou à direita do plenário, como em idos tempos. Os partidos por sua vez querem que o mandato e o político lhes pertençam para terem munição. A senhora presidente diz ter ‘bala na agulha’. Estamos em guerra, e eu não tinha percebido. De todo modo, fica claro que se foi o tempo de convicções e de construção da democracia. Romântica e femininamente imagino um tempo em que alguns governavam – trabalhavam, administravam – enquanto outros davam duro fiscalizando. De olho; implacáveis. Ao menor deslize a turma no comando pulava miúdo. Mas se houve esse tempo, durou até que alguém percebesse que, por lá, dava para dar menos duro e ganhar mais mole.

 

E foi como água mole em pedra dura que a idéia fixa dessa meta se infiltrou e se alastrou feito praga, por todos os lados. A gente então começou a vender os próprios pensamentos, a entregar as paixões, crenças e a própria identidade, em troca de não viver, já que isso dá um trabalho danado. Ficou anestesiada de tanto fingir que estava tudo bem, para não sair do conforto da poltrona. E a coisa foi crescendo tanto e tão velozmente, que se romperam os diques, e a lama transbordou, nos cobrindo e sufocou. E a gente? Acostumou.

 

Pense comigo, nosso país é de terceiro mundo, somos pobres, não temos água, luz, estradas, transporte, saúde pública, educação, e nem comida para todos. E o que fazemos? Mantemos aparência esfarrapada com uma criadagem política despreparada, sem experiência, sem cultura nem educação, que oferece, em bandejas de plástico, migalhas a nós, seus patrões; e nós os tratamos a pão-de-ló, com água mineral e bebida importada, servidas por copeiros em bandeja de prata, mesa farta, carros de luxo, um batalhão cada vez maior de subalternos, e avião importado.

 

Minha sogra abomina quem come mortadela e arrota peru. Pois é, dona Ruth, parece que nossa nação não anda bem de digestão.

 

Enquanto isso, nos países de primeiro mundo, com população mais rica, com pleno acesso a educação e saúde, e onde nem se imagina o que seja a dor da fome, os gestores das nações têm muito menos criadagem e mordomia do que os nossos.

 

Voltando aos partidos, é triste lembrar que eles também geram aberração e mensalão. É o tal do cada um por si, do salve-se quem puder, coisa de republiqueta de quinta.

 

No entanto, enquanto nós, viventes do mesmo chão, continuarmos a contratar a corja, ela continuará oferecendo privilégios e benesses aos que estão abaixo, acima, à direita e à esquerda, para eternizarem a farsa e o assalto miúdo às nossas carteiras e à nossa dignidade, que temos entregado de bandeja, como se nada valessem. Não é para isso que supostamente evoluímos como seres humanos, e que somos considerados cidadãos.

 

Ou é?

 


Maria Lucia Solla é professora de idiomas, terapeuta, e realiza oficinas de Desenvolvimento do Pensamento Criativo e de Arte e Criação. Aos domingos escreve no Blog do Mílton Jung

La Perla abre loja conceito para explorar intimidade das chinesas

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

 

A grife italiana de moda íntima La Perla abriu há apenas alguns dias a sua quinta loja na China. Localizada no Shinkong Place Mall, em Beijing, a nova flagship da marca reúne itens de moda íntima, moda praia e ready-to-wear em seus 180 metros quadrados de puro luxo. O Shinkong Place Mall foi estrategicamente escolhido para a nova unidade por ser um dos principais pontos de varejo de luxo local, reunindo lojas de marcas prestigiosas de diversos segmentos como Rosenthal, Acqua di Parma, Tag Heuer, Fendi, Ferragamo e outras.

 

A marca vem investindo na Ásia, apostando no aumento da demanda dos consumidores chineses para moda íntima de luxo. Em 2013, o mercado de luxo chinês cresceu 2%, bem abaixo dos 7% do ano anterior, de acordo com a consultoria Bain & Company. Os chineses ainda são os maiores compradores de luxo, representando 29% do consumo mundial no setor.

 

Fundada em 1954, La Perla oferece luxo moda íntima, moda praia e ready-to-wear através de uma rede internacional de lojas estrategicamente bem distribuídas ao redor do mundo, como o Shopping Cidade Jardim, em São Paulo, além de lojas de departamento, de prestígio e virtuais conceituadas em diversos países.

 

Ricardo Ojeda Marins é Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.

De língua e linguagem

 

Por Maria Lucia Solla

 

 

Falar uma língua pode ser comparado a compor uma sinfonia, ou queimar uma oportunidade de fazê-lo. É ser capaz de decodificar vinte e seis sinais gráficos, e usá-los para pensar, escrever, sonhar, falar, como notas musicais que compõem

 

sinfonia
sonata
samba rasgado
serenata
um recital de fundo de quintal
samba de uma nota só
uma canção de Natal

 

A partir das letras do alfabeto, é possível formar um mundaréu de palavras que se põe à disposição para ser usado como cada um quiser. Na língua que quiser.

 

Tem as de som labial, nasal, gutural, dental, e outros, emitidos pelo nosso aparelho fonador, isto é, a orquestra formada de língua, dentes, cordas vocais, ar, lábios, nariz, traquéia, caixa-craniana, pulmão, diafragma e instrumentos coadjuvantes, como olhar, postura, expressão facial e corporal de todo tipo.

 

palavra
sociedade
diversidade
riqueza
poder
cada uma
como puder
ser

 

Mas mesmo com enorme poder e infindável riqueza, língua é só a base da comunicação de cada comunidade que cobre o planeta Terra. Ao menos a Terra, pelo que sabemos.

 

Só isso. Alicerce. O que você construir terá a tua cara, teu jeito, tua ginga. Mostrará quem você é e de onde você vem. E a essa construção se dá o nome de linguagem, que é a forma como você se expressa. É um instrumento de contato com o mundo à volta.

 

Espero que possamos adornar a linguagem com o luxo de compreensão, objetividade, doçura e gentileza, e desvesti-la de certeza.

 

Espero que possamos temperar a linguagem com afeto e incentivo, e desarmá-la de palavrão e crítica maldosa.

 

Espero que possamos respeitar a expressão do outro

 

Meu desejo é o de podermos lapidar a linguagem pensada, sonhada, bradada, sussurrada, escrita ou gravada.

 

Assim mudamos e desarmamos o mundo inteiro.

 

Simplesmente mudando a linguagem.

 

Ou não…

 


Maria Lucia Solla é professora de idiomas, terapeuta, e realiza oficinas de Desenvolvimento do Pensamento Criativo e de Arte e Criação. Aos domingos escreve no Blog do Mílton Jung

Tom Ford lança loja virtual com campanha ousada

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

 

O estilista Tom Ford, dono da marca que leva seu nome, anunciou esta semana o lançamento de sua primeira loja online. Por enquanto disponível apenas para entregas em endereços dos Estados Unidos, a loja virtual da marca disponibiliza itens de suas coleções masculina e feminina, como sapatos, bolsas, joias, óculos, perfumes e outros produtos de beleza.

 

Com 98 pontos de venda no varejo de luxo ao redor do mundo, Tom Ford tem a intenção de que sua loja online funcione realmente como uma extensão de suas lojas físicas, oferecendo a excelência não apenas nos produtos como principalmente no serviço prestado. Um de seus destaques será a nova fragrância Tom Ford Velvet Orchid, a ser vendida exclusivamente no site.

 A loja virtual de Tom Ford não mediu esforços para uma campanha ousada. Suas campanhas aliás sempre foram conhecidas por serem mais do que sensuais, muitas vezes, inclusive, proibidas em determinados países. O ambiente virtual continua com esse conceito que a marca já carrega em si. Ford tem atuado fortemente no mundo online: sua página no Facebook permite que seu público esteja informado de ações da marca, que já possui mais de 738 mil usuários, e há apenas alguns dias a marca inaugurou seu perfil oficial no Instagram, que conta com mais de 14 mil seguidores.

 

 

A entrada de Tom Ford para o e-commerce mostra que cada vez mais as marcas de luxo e premium rendem-se à estratégia de venda online, que apesar de ser criticada por muitos, pela possibilidade de banalização da marca, tem sido um caminho de sucesso para grandes marcas. Além disso, existe uma demanda do próprio consumidor pelos endereços eletrônicos das marcas de luxo. Para as marcas, o maior desafio é, no mundo online, oferecer a seu consumidor todo o luxo e experiência de compra já oferecidos em suas lojas físicas. É imprescindível investir em tecnologia, logística e uma comunicação eficaz entre a loja online e seu cliente. Muitos consumidores utilizam também a loja digital para se atualizar das novidades e conhecer peças de coleções novas, podendo decidir efetuar a compra pela internet ou até mesmo ir a uma loja da grife.

 

Ricardo Ojeda Marins é Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.