Os Centros de Apoio ao Trabalho da prefeitura de São Paulo estão sem ligação com os computadores do Ministério do Trabalho pelo segundo dia consecutivo. O prefeito Gilberto Kassab (DEM-SP) não tem dúvida de que o deputado federal Paulinho e as denúncias das quais ele é alvo estão por trás do problema que impede acesso a novas vagas de emprego disponíveis, e a possibilidade de inserir trabalhadores desempregados no cadastro geral do SINE. Outro serviço prejudicado é a habilitação de trabalhadores desempregados ao seguro desemprego também está inviabilizada no sistema municipal.
O computador central (servidor) instalado no CAT da Liberdade, em área alugada no mesmo prédio onde funciona a Força Sindical, deixou de funcionar na tarde da segunda-feira, pouco depois do anúncio da substituição de 30 funcionários por funcionários com deficiências.
Desde março, a Secretaria Municipal do Trabalho tem selecionado e contratado pessoas com deficiência para trabalhar nas unidades do CAT, conforme o estabelecido em contrato assinado entre a secretaria e a Associação de Valorização e Promoção de Excepcionais, entidade conveniada para a gestão do CAT.
De acordo com nota divulgada pela Secretaria em todas as unidades, a substituição de funcionários por pessoas com deficiência aconteceu sem problemas ou prejuízos ao atendimento à população, exceto na unidade Liberdade, localizada no Centro da Cidade. No CAT Liberdade, os funcionários demitidos haviam sido indicados por Enoch Romano, integrante da Força Sindical.
Os dados que integram o sistema de cadastramento de vagas de emprego ao Sine (Sistema Nacional de Empregos) estão localizados em computador instalado no prédio da Força Sindical, onde funciona o CAT Liberdade. Esse computador-servidor foi desligado na tarde de segunda-feira, impedindo a atualização das informações sobre vagas.
As divergências entre a prefeitura e a Força Sindical (leia-se PDT) teriam se iniciado em fevereiro quando o partido que tem Paulo Pereira da Silva como um dos principais líderes decidiu que seus correligionários entregariam os cargos na administração porque seria lançado candidato próprio na eleição para prefeito.