Novas modalidades de motos

Os motofretes estão integrados no cotidiano – e retrovisor – dos motoristas. O modelo de negócio se expandiu e ganha novas versões na cidade de São Paulo, como registra Mônica Poker, a repórter de trânsito da CBN. A moto-jornal roda de madrugada para entregar as notícias, a moto-d’água esta aí para matar a sede da turma, enquanto a moto-cachaça é espaçosa.

Em tempo: a prefeitura de São Paulo nada mais fez para reduzir o número de acidentes com motos na capital, depois do estardalhaço no anúncio da criação de faixa exclusiva – cancelada dois dias após – e da natimorta proibição para circular nas marginais.

“Boicote” de Kassab é incompetência

Marcelo Lima do Monte foi acusado de fazer parte de esquema para boicotar o tráfego na cidade de São Paulo (como se isto fosse necessário) pelo prefeito Gilberto Kassab (DEM), ao vivo, no CBN SP. Durante entrevista ao programa, ele não mediu palavras para alardear aos demais jornalistas e à população a ação orquestrada contra o sistema de transporte e a prisão de um integrante desta quadrilha. Foi além ao informar que investigações já vinham sendo realizadas para coibir a atitude de criminosos movidos por interesses não declarados.

Marcelo Lima do Monte é açougueiro, chega sempre as 5 da manhã no ponto de ônibus, na estrada do M’Boi Mirim, zona sul da cidade. Nesta quinta-feira, passaram três ônibus lotados sem que ele conseguisse embarcar. Quando o quarto parou, Marcelo tentou subir e mais uma vez foi excluído do sistema de transporte. Cansado de chegar atrasado, o que já lhe rendeu a perda de um dos empregos, sacou de uma faca e enfurecido rasgou os pneus dianteiro e traseiro do ônibus. Acabou espancado por outros passageiros e foi preso.

Na delegacia, após saber que estava sendo acusado pelo prefeito de São Paulo de participar de sabotagem, respondeu: “Acho que eles deveriam é andar mais de ônibus, para ver o que a gente sofre”.

Condomínios pagam para catador jogar lixo na rua

Para se livrar do entulho, condomínios residenciais pagam cerca de R$ 80 para catadores clandestinos que, em vez de levarem o material para os pontos determinados pela prefeitura, despejam o lixo nas calçadas. A história foi contada à repórter Cátia Toffoletto por uma moradora da Alamede Glete, no bairro de Campos Elísios, em São Paulo.

Durante a manhã desta quinta-feira, Cátia visitou alguns locais na região central que se transformaram em áreas de despejo (clique na foto acima e você terá acesso a outras imagens feitas pela “Paparazzo do Cidadão”. A prefeitura costuma recolher o material jogado irregularmente para impedir o acúmulo de lixo, mas na prática acaba alimentando ainda mais este círculo.

A situação seria amenizada se os condomínios tivessem maior preocupação com o destino do material produzido. Ainda hoje, a maioria dos prédios não se preocupa com a coleta seletiva, quanto mais com o entulho.

A prefeitura também não faz seu papel já que ao rever o valor pago às concessionárias Loga e Ecourbis, responsáveis pela coleta, no início da administração Serra/Kassab, mudou prazos para implantação de vários serviços, entre estes o de recolhimento do material reciclável.

O cenário ideal era que as duas grandes empresas fizessem a coleta seletiva porta a porta, como ocorre com o lixo comum, em toda a cidade. O material seria destinado às cooperativas que fariam a seleção e destinação do material. Os coletores que hoje são acusados, inclusive, de atrapalhar o trânsito na cidade, deixariam de carregar carroças nas costas e passariam a atuar apenas na separação do material, pois haveria volume suficiente para que estes fossem agregados ao sistema dentro da cooperativa.

As concessionárias, hoje, fazem a coleta seletiva de forma restrita e ganham mais com o transporte do material para seus aterros sanitários do que se o levasse às cooperativas.

Com um sistema como esse e a falta de consciência por parte da população, o entulho produzido dentro de casa continuará sendo despejado na calçada. E a Cátia, infelizmente, ainda terá muita fotografia a registrar.

Portal da Transparência é exemplo do Rio, diz Stepan Nercessian

Após ouvir o Conexão Rio-SP dessa quinta-feira, no qual falamos da Lei da Transparência, aprovada pela Câmara Municipal de São Paulo, o vereador fluminense Stepan Nercessian (PPS) escreveu para esclarecer que conseguiu aprovar em seu primeiro mandato o “Portal da Transparência”.

“Pelo projeto, devem constar – de forma simplificada e de fácil consulta – informações sobre os orçamentos anuais de cada órgão da administração municipal, contratos, convênios, gastos com passagens e diárias, procedimentos disciplinares, consultas públicas, licitações entre outros”, destacou o vereador e ator.

Prefeitura investiu pouco em corredor de ônibus, em 4 anos

O Expresso Tiradentes, em andamento, e o Celso Garcia, em projeto, são os únicos corredores de ônibus feitos pela atual administração municipal, segundo o próprio prefeito Gilberto Kassab. Os demais são “virtuais” como é o caso do em funcionamento na rua Clélia, na Lapa.

A informação chama atenção à medida que várias ações de melhoria no trânsito são anunciadas, mas a mais importante que seria este investimento nas faixas exclusivas de ônibus não avança, conforme alertou o comentarista do Ambiente Urbano, Osvaldo Stella, segunda-feira, no CBN SP.

Prefeito denuncia boicote ao trânsito de São Paulo

Um homem teria sido preso tentando cortar pneus de ônibus com um faca, supostamente para prejudicar o fluxo do transporte coletivo. Foi o que disse o prefeito Gilberto Kassab (DEM) ao CBN SP levantando a possibilidade de que algum grupo estaria interessado em boicotar o trânsito na capital. Kassab não divulgou detalhes, mas falou que uma comissão de trabalho da própia prefeitura já estava investigando o assunto.