Foto-ouvinte 1: Caminhada com obstáculos


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Pedras decorativas e barras de ferro eletivas atravancam o caminho dos pedestres nas calçadas próximas da avenida Brasil. Segundo o ouvinte-internauta Alexandre Antonio, as imagens enviadas para o blog, ele encontra todos os dias ao deixar o escritório e seguir para o almoço pelas ruas México e Honduras.

“Fui até a delegacia na rua Estados Unidos e me orientaram a ir à prefeitura. Estou tentando o 156, mas ninguém atende. Se eu fosse um idoso teria quebrado a perna tamanho o golpe e a dor, inclusive o ferimento chegou a sangrar” – relatou Alexandre, um dia após ser vitima de um desses obstáculos.

O Brasil não nasceu para a prosperidade.

Por Rodrigo Ferreira Leite
Ouvinte-internauta do CBN São Paulo

“Nos últimos meses passamos a vivenciar o desenvolvimento de um velho problema em São Paulo: recordes no congestionamento. Ficar horas parado pelas ruas da cidade já era um hábito. Normalmente tínhamos de calcular 30 minutos a mais para sairmos de casa para dentro de um carro e nos arrastarmos para o compromisso marcado. Hoje, a meia hora passou para 50, 60, até 90 minutos, nos quais se percorrer os caminhos de sempre.

Isso por culpa do progresso. O atual governo brasileiro tem se empenhado em deixar nossa economia cada vez melhor. Os bancos lucram, o salário mínimo cresce. Quem não tinha um carro agora compra uma moto Quem tinha um carro velho, troca por um mais novo. Quem tinha uma moto, compra um carro velho. Mas a cidade não acompanha esse desenvolvimento.

Não existe bolsa asfalto para a cidade. A cidade continua a mesma. As ruas continuam as mesmas. Além disso vivemos um boom imobiliário. Onde havia uma casa, uma família, quatro a seis pessoas, hoje vivem 300. O terreno deu lugar a um edifício. Dois por andar, três vagas na garagem. Só a rua que continua a mesma. Antes somente um ou dois carros saíam da garagem. Hoje, são centenas, da mesma garagem.

Vemos que quem projeta a cidade não é o governo – do estado ou do município. São as construtoras. E como o espaço é valorizado, a rua pode ser a mesma. Não tem problema, eles se acostumam com o trânsito.

Temos que morar empilhados, e dirigir carros pequenos, e sofrer sem transporte público, falta d´água, luz, telefone, infra-estrutura.

São Paulo não é o único estado que sofre. Hoje, o trânsito e o congestionamento existem no Rio de Janeiro. Quem já chegou no Rio às cinco da tarde, e pegou o aterro do Flamengo sabe o que eu estou falando. Mesmo Salvador, lenta por natureza, hoje sofre com congestionamentos.

Ter uma casa melhor, ter um carro melhor, morar em um bairro melhor só faz piorar a cidade. Hoje são 6 milhões de veículos. E daqui 5 anos? E daqui 10?

Presidente da CET em alta velocidade … a pé

O presidente da CET Roberto Scaringela seguia a passos largos e em ritmo acelerado pela calçada do bairro de Higienópolis, nesta terça à tarde, enquanto os carros formavam fila de quase 100 quilômetros de congestionamento na cidade. O homem responsável pela engenharia de trânsito na capital paulista, em plena hora de expediente, devia estar discutindo com seu personal trainer como resolver o nó que vive São Paulo. Ou será que já jogou a toalha e se prepara para quando a cidade parar de vez ?

Vereador custa mais que deputado, em São Paulo



Cada vereador de São Paulo custa para a cidade R$ 5,647 milhões, segundo levantamento feito pela ONG Transparência Brasil com base no orçamento aprovado para este ano. Já os deputados estaduais custam um pouco menos: R$ 4,694 milhões.

Ainda de olho nas contas da Câmara Municipal paulistana descobre-se que o mandato do vereador é mais caro do que o de 19 assembléias estaduais.

A boa notícia para consolar paulistas e paulistanos é que os custos por cidadão dos vereadores e deputados estaduais estão entre os mais baixos. Cada paulistano gasta para manter a Câmara R$ 28,53 – a frente apenas de Belém (PA) e Salvador (BA) -, enquanto cada paulista desembolsa R$ 11,08 para manter a Assembléia funcionando (?). É o menor valor de todas as casas legislativas.

Outros resultados apontados no trabalho “Orçamento do Poder Legislativo” da Transparência Brasil que você pode acessar clicando aqui:

O mandato dos vereadores na Câmara Municipal do Rio de Janeiro é mais caro do que o mandato de deputados estaduais em 20 Assembléias Legislativas.

Cada mandato de senador consumirá este ano R$ 34 milhões dos cofres públicos, e cada mandato de deputado federal custará R$ 6,9 milhões.

Em quatro Casas legislativas — Câmara do Distrito Federal, Assembléia de Minas Gerais, Assembléia do Rio de Janeiro e Assembléia de Santa Catarina —, o custo por parlamentar é maior do que na Câmara dos Deputados.
Em 2008, três quartos das Casas legislativas em âmbito federal e estadual e de capitais de estados terão mais dinheiro em caixa em relação a 2007.

Entre os Legislativos com orçamento maior este ano, onze Casas têm mais de 30% de seus parlamentares punidos por Tribunais de Contas ou citados na Justiça em processos criminais.

Corte de energia irrita o paulistano; e o Serra, também

O diretor de operações da CTEEP, Celso Cerchiari, passou a manhã explicando na imprensa o corte de energia elétrica que causou uma série de transtornos ao paulistano. Disse no CBN São Paulo, que o defeito foi em uma subestação da companhia de transmissão de energia elétrica que fica ao lado da ponte Ary Torres, na Marginal Pinheiros, zona sul da cidade. Negou a existência de sobrecarga no sistema, apesar da alta temperatura logo cedo. E disse que ainda dependia de análise técnica para saber o que provocou o defeito.

As palavras do dirigente e mesmo o agradecimento público ao trabalho de assistência da Eletropaulo não foram suficientes para tirar a irritação do governador de São Paulo, José Serra: “uma explicação muito convincente”, foi o que pediu após saber que 691 mil unidades, em 21 bairros da capital e parte das cidades de Embu e Taboão sofreram com o corte de energia elétrica pela manhã.

Quem estava nas ruas, viu os faróis apagarem e tornarem ainda mais complicado o trânsito na cidade. Quem estava no escritório, desperdiçou uma hora do seu dia a espera da luz. Quem estava em casa, deixou de lado tarefas correiqueiras. Quem estava nos trens e metrô sentiu o sistema funcionar com lentidão.

Ambiente Urbano: Inspeção veicular ou corredor de ônibus ?

?

Por Osvaldo Stella
Comentarista do CBN SP

“No ano passado o Prefeito Kassab anunciou o início da inspeção veicular obrigatória para 2008. Frente aos problemas físicos (tempo para instalar as unidades de inspeção) e políticos (ano eleitoral), restringiu apenas para os veículos diesel a aplicação da medida en postergou para 2009 a obrigatoriedade para todos veículos. Desta maneira estima-se que 400.000 veículos a diesel serão vistoriados na cidade uma vez que a medida afeta apenas os veículos registrados na capital.

Como divulgado o custo para o proprietário do veículo será de R$ 52. Considerando a frota total de 6.000.000 de veículos o custo do programa será de 300.000.000 por ano. Também no ano passado foi divulgado que são paulo ganharia em 2008 mais 5 corredores de onibus somando 51 km a um custo de R$ 314.000.000. Esta promessa, que também não será cumprida, serve para ilustrar que com o capital consumido em inspeção veicular anualmente, seria possível construir 50 km de corredores de onibus no mesmo período.

O modelo atual de domínio do transporte individual para a cidade de são paulo é insustentável, a inspeção veicular não seria um paliativo para a manutenção
deste modelo? Desenvolver o transporte público e restringir o uso do
individual não seria mais eficiente para melhorar a
qualidade do ar e reduzir os congestionamentos em são
paulo?”

Você ouve o comentário de Osvaldo Stella, no Ambiente Urbano, acessando aqui