A culpa é dos outros para ex-secretária

A ex-secretária da Educação de São Paulo Rose Neubauer avalia que o mau desempeno do Estado no PISA, anunciado nessa terça-feira, se deve as mudanças feitas no Governo Lula e na política pública implantada por ela durante o Governo Mário Covas. Rose assumiu a Secretaria em 1995 convidada pelo governador quando o PSDB venceu a eleição substituindo o PMDB no poder estadual.

Ouça a avaliação da professora da Faculdade de Educação, ex-secretária Rose Neubauer, ao CBN SP:

Dois toques: Obrigado ao internauta que não se identificou e corrigiu o nome da ex-secretária que estava nesta nota. Nesta quinta-feira, continuaremos a discutir o tema da educação no estado de São Paulo.

HC não está com as portas fechadas, diz superintendente

A denúncia de que as mudanças administrativas no Hospital das Clínicas de São Paulo têm a intenção de restringir o atendimento à população que mais necessita foi negada pelo médico José Manuel Camargo Teixeira, que comanda a instituição:

O superintendente do HC, José Manuel Camargo Teixeira, explicou, também, que a falta de medicamentos reclamada por ouvintes-internautas do CBN SP (veja notas sobre o caso neste blog) é exceção e não prejudica o tratamento dos pacientes:

O atual superintende explicou, também, a sindicância aberta contra o ex-diretor do HC Waldemir Rezende (também tem inmformações sobre ele mais embaixo) que fez críticas à administração do hospital. Aliás, o médico José Manuel Camargo Teixeira nega que haja sindicância contra o ex-diretor, apesar dos fatos e documentos mostrarem o contrário:

Aula de inglês para os manos

Piadas sobre rebaixamento – com o perdão do trocadilho – são de segunda mão, principalmente para quem já esteve por lá, caso deste escrevinhador. Perderam a graça. Hoje, porém, recebi e-mail de um serviço de aprendizado de inglês do qual sou assinante que me fez rir.

Ulisses Wehby de Carvalho autor do Tecla Sap envia mensagens diariamente aos que fazem parte da lista de assinantes. Nas dicas de inglês, decidiu brincar com a queda do Corinthians para ensinar o similar britânico para a palavra “rebaixamento”.

A foto acima faz parte do site dele e o texto abaixo, também:

“Peço desculpas aos torcedores das agremiações rebaixadas neste domingo mas é inevitável falar do assunto, pois, tenho certeza, esse foi o tema mais debatido em escritórios, escolas, fábricas, etc. em todo o país. Como de hábito, meu objetivo é apenas didático. Você sabe dizer “rebaixamento” em inglês? Pois bem, o termo é “RELEGATION”. Note que essa terminologia é mais comum na Inglaterra já que, nos Estados Unidos, o descenso não é um procedimento adotado pelas ligas esportivas profissionais. Portanto, você pode dizer sem medo de errar “____________ was relegated to the 2nd division in Brazil”.

Uma curiosidade: observe que “1st division” na Inglaterra é equivalente à 2a. divisão no Brasil. Lá a principal divisão do futebol se chama “Premier League” ou “Premiership”. Portanto, se um inglês disser “1st division”, ele está querendo dizer “segundona”. Esquisito, né?

Apenas uma ressalva: lendo o Tecla Sap desconfio que o “meu objetivo é apenas didático” não condiz com a realidade. Os textos têm tendência são-paulina.

Saco dos mesmos gatos

“Os líderes dos principais partidos de oposição reconheceram na noite desta terça-feira (4) que Renan Calheiros (PMDB-AL) foi absolvido em plenário pela ação governista, mas também por conta da defesa de parlamentares do PSDB e do Democratas”. A informação é do G1 e mostra que eles se merecem.

Mudança no magistério passa na Câmara de Vereadores, em SP



Maior autonomia para as escolas, ampliação para cinco horas de aula por dia e prêmio aos professores por desempenho são algumas das propostas que fazem parte do texto aprovado, em primeira votação, na Câmara Municipal de São Paulo. No discurso da prefeitura, o projeto tem a intenção de acabar com o terceiro turno das escolas. Para o líder do governo municipal, vereador José Police Neto (PSDB), o resultado da votação (44 a 1) é resultado da transparência como foi tratado o tema com os sindicatos e a oposição. Dez vereadores da oposição aprovaram o projeto.

Resta ver se a tese e folga no placar permanecem após a segunda votação quando as emendas dos vereadores serão debatidas. A tendência é positiva, pois o magistério teria apoiado o programa após audiência pública realizada na segunda-feira.

O único voto contra foi do vereador Elizeu Gabriel que se nega a aprovar as mudanças porque entende haver necessidade antes da criação do plano municipal de educação.

A avaliação constante do trabalho realizado pelos professores, com reajuste salarial conforme o desempenho dos alunos, e a direção da escola com autonomia – inclusive para contratar e demitir funcionários – são métodos usados no sistema de ensino de alguns dos países que lideram o Pisa – avaliação global divulgada nesta terça-feira, em Nova Iorque, na qual o Brasil tem o quarto pior desempenho entre 57 países.

Ninguém se entusiasme, porém. Ou se assuste, dependendo de que lado você está. Nenhuma das duas medidas fazem parte do projeto entregue pela prefeitura de São Paulo para discussão na Câmara Municipal.

Deputada é campeã de emendas no Orçamento

Com 835 emendas individuais ao Orçamento do Estado, a deputada estadual Maria Lucia Prandi (PT) superou com enorme vantagem o recorde anunciado, anteriormente, pelo deputado Aloisio Vieira (PDT). O parlamentar havia dito que era o campeão com 326 emendas apresentadas que reverteriam – se aprovadas e liberadas pelo governo – em R$ 270 mi para o Vale do Paraíba.

Não se tem ainda o valor das emendas da deputada petista mas imagina-se que a maioria tenha a intenção de desviar – no bom sentido – dinheiro público para a Baixada Santista, reduto eleitoral de Maria Lucia Prandi.

Lamenta-se que o critério usado pela maioria dos deputados segue sendo o de beneficiar o curral eleitoral, não levando em consideração as carências e necessidades do Estado.

Agora o outro lado: A deputada Maria Lucia Prandi (PT) afirmou ao CBN SP, em entrevista, que as emendas individuais representam R$ 1 bi e apenas parte se refere a região da Baixada Santista. “Se pudesse enviaria mais”, disse Prandi ao reclamar que o governador de São Paulo tem o direito de manejar até 47% do orçamento aprovado pela Assembléia Legislativa. (postado após divulgação da nota acima)

CPIs estão desprestigiadas na Assembléia paulista

Das cinco comissões parlamentares de inquérito em andamento na Assembléia Legislativa de São Paulo três estão praticamente paralisadas. A avaliação é do Movimento Voto Consciente que acompanha o trabalho dos deputados estaduais em plenário e nas comissões.

Apenas as CPIs da Eletropaulo e da Guerra Fiscal conseguiram fazer mais de quatro reuniões, desde setembro. A conclusão do Movimento é que os temas não eram tão relevantes para “a criação de comissões dessa natureza, e que outros assuntos, muito mais importantes, deixaram de ser discutidos e estão sendo encobertos por questões tratadas com aparente descaso pelo Legislativo paulista”.

O relatório da ONG mostra que a CPI da Guerra Fiscal que apura a perda da receita tributária no Estado e investiga a ação de sonegadores é a mais ativa, tendo realizado seis reuniões, desde 17 de setembro. Dos nove titulares da comissão, os mais presentes são o presidente Roberto Morais (PPS), Rita Passos (PV), Jorge Caruso (PMDB), Antonio Carlos (PSDB) e Vitor Sapienza (PPS).

Explica-se esta atividade: o tema é de interesse do governador de São Paulo, José Serra, que tem implantado uma luta acirrada no combate a sonegação o que, diga-se de passagem, é positivo.

Quanto as empresas de telefonia não têm com o que se preocupar. A comissão formada para levantar irregularidades e má qualidade na prestação de serviços das telefônicas se reuniu apenas três vezes em 68 dias, sendo as duas primeiras para escolher o presidente e o vice. Na última, há exato um mês, além de duas reportagens publicadas no jornal Folha de São Paulo com reclamações sobre o atendimento prestado ao consumidor e o aumento das tarifas, ficou a sugestão de se convocar duas pessoas para a próxima reunião. “Nada mais havendo a tratar” – conforme diz ata do encontro – encerrou-se o trabalho da comissão. Deveriam ter se encontrado, conforme combinado, no dia 18 de outubro. Nada consta até agora.

Ex-diretor pode ser demitido por denunciar erros no HC

Após comandar por quatro anos o Instituto Central do Hospital das Clínicas, em São Paulo, o médico Waldemir Rezende está ameaçado de demissão devido as informações publicadas no livro “Estação Clínicas”, lançado recentemente. O que mais deve ter incomodado foram as histórias sobre descaso e omissão no tratamento de pacientes e no gerenciamento da instituição. Rezende escreve, por exemplo, de equipamentos velhos que eram entregues como novos, além da pressão que sofria dos fornecedores.

Fora do cargo de diretor desde fevereiro, Rezende sofre pressão agora do comando do mais importante hospital do Estado. No dia 30 de novembro, foi publicado no Diário Oficial a abertura de sindicância para investigar o médico. O pedido se baseia, além do texto publicado no livro, em entrevistas a jornais, internet, televisão e rádio – incluindo uma concedida ao programa CBN São Paulo.

Nessa segunda-feira, o doutor Waldemir Rezende que ainda trabalha no hospital voltou a conversar com os ouvintes-internautas do CBN SP abrindo a série de entrevistas sobre o HC. O tema foi provocado pela reclamação de um paciente que encontrava dificuldade para iniciar tratamento contra o câncer na próstata, sob a alegação de que o medicamento estava em falta.

Após a denúncia feita no CBN SP, na sexta-feira, conforme você pode ler e ouvir mais abaixo no blog, o HC informa que vai conceder o remédio para o paciente Edmundo Raymundo.

Nada consta no Diário Oficial sobre a possibilidade de as denúncias feitas pelo ex-diretor do HC serem investigadas. Por enquanto – e se sabe lá por quanto tempo – o único interesse é investigar o denunciante.